Grand Chase O Livro
1 Prólogo
Notas iniciais
Os guerreiros da Grand Chase estavam em Vermécia, lutando próximo ao castelo da rainha, numa praça gigante, para impedir que Astaroth chegasse lá. As casas estavam destruídas, as ruas, devastadas, o céu estava negro e havia sangue por todo lado. Todos da Grand Chase estavam no chão, quase mortos. Os guardas formavam uma barreira ao redor do castelo, Astaroth se preparava, para decapitar Ronan, Arme estava ao seu lado e provavelmente seria a próxima, Ryan estava no meio da praça tentando curar os outros, mas também estava ferido.
-Astaroth, não! – Gritava uma menina de cabelos ruivos. – Pegue a mim, não a ele. – ela falava, enquanto estava caída no chão, cheia de ferimentos.
— Que seja assim então. — Astaroth pulou e foi com a espada em sua direção.
***
Seis anos antes...
Dentro da cidade de Serdin, em uma casa próxima ao castelo da rainha, duas jovens estavam conversando. A casa era grande, possuía chão de madeira, várias janelas de vidro e uma grande mesa no centro.
-Tem certeza de que quer se alistar mocinha? – Falava uma mulher com um papel na mão. – Não acha que é muito nova?
-Não, comandante Lothos! – Respondeu a menina em tom curto e grosso.
-Bem... Vamos olhar sua ficha. – Lothos pegou uma folha e olhava cada detalhe rigorosamente. – Está aceita, Elesis, mas antes, para pertencer oficialmente à equipe da Grand Chase, você precisa coletar a maçã do Ente. Sua mochila está na mesa. Tudo o que você precisará está nela. — Lothos olhava para a ruivinha. — O que levou você a se inscrever, para tentar fazer parte da Grand Chase?
-Meu pai... ele sumiu após sair numa aventura para derrotar Cazeaje. – Ela falava enquanto uma lágrima descia do seu rosto. – Eu pretendo achá-lo e derrotar quem sumiu com ele.
-Bem... Eu já vou indo, Você tem até as 19:00 horas para trazer a maçã sendo que já são 13:00 horas. – Falou Lothos, um pouco amigável.
Lothos usava uma armadura prateada e bastante reluzente com detalhes vermelhos. Ela estava sem capacete. Seus cabelos eram grandes e loiros, seus olhos eram castanhos claros. Ela possuía uma expressão seria. Lothos se retirou e deixou Elesis sozinha.
A ruiva usava uma roupa de couro até então, e possuía agora uma grande mochila em suas costas. Ela possuía cabelos ruivos, olhos vermelhos e usava uma espada, que carregava dentro da mochila. Ela saiu da sala de onde estava.
-De acordo com a folha, o Ente fica para o norte. – Falou a guerreira, olhando para um pergaminho em suas mãos. – Mas que Diabos!! Onde fica o norte? – A ruivinha ficou emburrada.
Elesis resolveu procurar na mochila e achou uma bússola. Fechou a mochila e começou a andar em direção ao norte. A Espadachim andou um bom trajeto até que avistou uma grande árvore se mexendo, vários cogumelos em volta dela também se mexiam, todos possuíam olhos, boca, braços e pernas.
— Que medonho. – Pensou ela.
Os cogumelos logo a viram e começaram a soltar uma espécie de líquido venenoso com a intenção de atingi-la. Ela desviou dos venenos lançados e correu em disparada evitando a substância, mas infelizmente foi pega por um veneno que a acertou em cheio, fazendo com que ela começasse a ficar vermelha e ardendo de dor.
-Só mais um pouco e eu uso o crítico X. – Pensou a guerreira.
O Ente agora estava atacando. Ele atirava pedras e batia no chão impossibilitando que Elesis mantivesse o equilíbrio. Ela desviou das pedras e correu a toda velocidade em direção ao Ente ignorando as batidas no chão e a dor do veneno. Chegou perto o suficiente e executou o crítico X, sua principal habilidade. Ela pulou fazendo um corte no Ente e depois, no ar, ela girou a espada apontando-a para baixo e desceu, cravando a espada nos cogumelos. A Espadachim parou um pouco e estava ofegante, estava completamente vermelha e não sentia mais dor, pois a adrenalina percorria seu corpo. Ela observava os cogumelos mortos, e o Ente caído no chão. Foi até a cabeça dele e pegou uma maçã.
Ela viu um lago a poucos metros e resolveu entrar. Tirou a roupa e entrou no lago, esfregou a mão no corpo todo tentando retirar o veneno. Feito isso, ela se secou, colocou a roupa e voltou à cidade.
Chegando à cidade, percebeu que Lothos já a esperava na entrada. Ela chegou perto da Comandante, fez continência e entregou a maçã.
-Vejo que conseguiu pegar a maçã – Lothos falava enquanto fazia cara de aprovação. – Bem, eu achei que você morreria antes de chegar lá.
-Não, comandante Lothos. – Respondeu Elesis um pouco ofegante
-Bem, voltando ao assunto, enquanto conversávamos, sua mochila foi trocada e você nem percebeu. – Lothos abriu um breve sorriso ao vê-la olhando para sua mochila nova. – Vá para casa e amanhã, às 10 horas da manhã, vá para o local combinado.
Elesis fez um sinal de afirmação com a cabeça e foi embora.
— Pai... – Pensou a ruiva, fitando o horizonte. – Onde quer que você esteja eu vou achá-lo.
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