Grand Chase, A Verdadeira História

5 Capítulo Quatro – A Independência e o Druida


Capítulo Quatro – A Independência e o Druida

Dentro do salão do trono, as rainhas não estavam presentes, desta vez. Lothos estava sentado na terceira escada, onde sempre fica em pé. Ele estava sério, vendo as meninas entrarem na sala e se aproximarem devagar. A medida que foram se aproximando, foram vendo a seriedade no rosto de Lothos.


Elesis: Comandante?


Lothos: Bom dia. Já está na hora de vocês crescerem.


Lire: Porque está tão sério, senhor? – Ela tentou esticar a mão para encostar no braço do comandante, mas ele levanto e começou a andar, desviando do afeto.


Lothos: A rainha de Canaban faleceu esta noite.


As meninas paralisaram, como assim? No dia anterior ela estava bem, até as parabenizou por serem rápidas e práticas contra o Lorde. Ela parecia mais saudável e alegre do que quando tinham chegado, mal parecia que Cazeaje a possuiu, uns meses antes.


Lire: Como assim? Nós a vimos ontem!


Lothos: Ela faleceu quando ia dormir. Pelo que os guarda-costas dela disseram, ela teve um pesadelo, consequentemente caindo da cama. Ao cair, ela já estava morta. Não tiveram tempo de socorrer. O velório dela está acontecendo enquanto falamos, mas não vou.


Arme: O senhor e a Elesis deviam comparecer, ambos são de lá, certo?


Lothos: Sim, mas não vou por dois motivos: o primeiro que foi porque eu tinha marcado com vocês aqui hoje e o segundo é que eu odeio climas tristes. Já perdi meus melhores amigos e homens excepcionais nos campos contra Cazeaje. Só quero acabar com isso o mais rápido possível. Mas voltando ao assunto de Sieghart, onde ele disse para procurá-lo?


Lire: Ele disse para procurarmos por ele em Xênia.


Lothos: Xênia? Lá é a Terra dos Deuses, o local dos imortais. Ele deve ser mesmo um imortal.


Elesis: Então ele não morre?


Lothos: Morre. Mas foi uma benção das Três Deusas Criadoras para os veteranos da guerra. Eles eram sempre vitoriosos contra a guerra do tempo, não envelhecendo e assumindo a aparência que tiveram quando foram abençoados, mas podendo vir a óbito por meios físicos.


Elesis: Então ele poderia morrer em uma luta?


Lothos: Sim. Só acho estranho que ainda não tenha acontecido. Se for o mesmo Sieghart das lendas, ele deve ter cerca de seiscentos anos. E ele sempre teve mania de seguir os inimigos.


Elesis: Mas ele é um monstro, como você mesmo disse.


Lothos: Se for o mesmo homem, ele está mais de dez vezes poderoso. Ele desapareceu com apenas um cristal.


Elesis: Ele tinha três,


Lothos: Sim, o numero máximo. E pelo tempo, ele deve controlar perfeitamente todos eles.


Elesis começou a ficar orgulhosa. Não sabia que sua linhagem sanguínea era tão poderosa e eficaz. Nunca tinha parado para pensar que o Sieghart que era idolatrado no quartel dos Cavaleiros Vermelhos era de sua própria família.


Lothos: Mas deixemos a conversa de lado, como eu disse, está na hora de vocês crescerem. E Serdin está em segurança graças às investidas no templo orc. Parece que agora, os monstros diminuíram e já conseguimos cuidar da situação por aqui. Obrigado.


Elesis: Não foi nada.


Lothos: Mas de qualquer jeito não teremos descanso enquanto Cazeaje existir. Eu não sei o que ela planeja, mas ela deve ser detida. Só não temos como saber onde ela vai reunir suas forças para atacar Vermécia novamente.


Elesis: Meninas, acho que precisamos encontrar Cazeaje para termos uma conversinha.


Lothos: Exatamente! E agora eu vou lhes dar a nova missão. De agora em diante, vocês vão partir em busca de Cazeaje e acabar com isso de uma vez por todas.


Ao escutar isso, as três ficaram perplexas e surpresas. Não esperavam ser independentes e sair das asas protetoras de Lothos tão cedo. Elesis não pode evitar o pensamento “Finalmente, Cazeaje”.


Arme: O que vocês querem que façamos com Cazeaje?


Lothos: Estive acompanhando vocês e tive que admitir: as possibilidades são infinitas com o potencial que vocês possuem! Estou certo de que vocês são uma chave importante na salvação de Vermécia.


Arme: Mas.. Eu..


Lothos: A tarefa não é obrigatória. Vocês podem aceitá-la ou recusá-la. E saibam que envolve um sério risco. A escolha é de vocês. – Ao falar, Lire começou a lembrar de sua terra “Era sobre esse mal que o ancião de Eryuell estava falando, então?”. Arme começou a se lembrar de quem a criado “Vovô... Eu...”. Ele Elesis não se esquecia de seu objetivo principal “Papai... Finalmente posso encontrá-lo?” – Bem, preciso de uma resposta!


Elesis: Eu aceito.


Lothos: Ótimo. E vocês duas? – Olhou para Lire e Arme.


Arme: Bem, não devemos mandar cavaleiras sem preparo intelectual sozinhas. Vou junto, pois minha inteligência será necessária. – Elesis a olhou com raiva.


Lire: Se as duas vão, eu vou também.


Lothos: Ótimo! Espero ouvir boa notícias de vocês. Notícias de grandes feitos e descobertas! Essa é a investidura da rainha, Grand Chase. – Lothos entregou um pingente para Elesis — Vai ser uma jornada difícil, mas com o coração e a mente no lugar certo, derrotar Cazeaje não vai ser problema para vocês. Além disso, o alojamento da Grand Chase em Serdin tem 20 quartos. Isso significa que você, Elesis, é a nova líder, porque já tem experiência como líder nos Cavaleiros Vermelhos e por ser a mais velha. E também, você que vai decidir quem entra e quem sai do grupo, Elesis.


Lire: E como vamos saber onde Cazeaje está? Digo, o mundo é tão grande.


Lothos: Se este é o problema, comecem a investigar pelo calabouço de gorgos e consigam algumas informações. Ele é conhecido como um dos subordinados mais ferozes e temidos de Cazeaje. Ele que é o tenente do exército maligno em Vermécia. O calabouço pode ser encontrado próximo daqui. É isso, não sei mais como ajudar. Desejo sorte na viagem.


Depois da breve e calorosa despedida, as meninas se despediram de Lothos. Elas passaram na oficina de Winkler antes, para checar os novos equipamentos. Logo que entraram, já haviam três caixas fechadas. Elesis tentou levantar uma delas, mas eram muito pesadas.


Elesis: Parece que os orcs deram um bom material, ein?


Winkler: Sim! E ainda sobrou um pouco do metal. Lothos me informou que vocês talvez tivessem novos parceiros, portanto eu faço um pedido pessoal de que vocês tirem as medidas do novato e mandem para nós, assim como seu nome, habilidades e coisas do tipo, porque começamos a designar cores para vocês.


Lire: Cores?


Winkler: Sim, sim! Cores! Fica mais fácil de identificá-las em combate e suas vestimentas são tingidas dessa cor.


Lire: E como vocês escolheram?


Winkler: Simples. É bem característico. Você, Lire, é como o vento. Os druidas trazem tranquilidade e leveza, portanto um verde cairia bem. O que acha?


Lire: Sempre achei o verde minha cor favorita, pelas mesmas características. Muito obrigada, Winkler. – Ela deu um sorriso sincero. Era a primeira vez que sorria em muito tempo.


Arme e Elesis: E as nossas? – Elas faziam cara de cachorro pidão.


Winkler deu uma risadinha,


Winkler: Elesis traja o vermelho. Vermelho é a cor do sangue, do seu cabelo e até de sua guilda, a dos Cavaleiros Vermelhos. Além de ser a cor do amor, que eu tenho certeza de que você vai amar um rapazola bonito e forte.


Elesis: O único amor que eu preciso na minha vida é que a minha espada me ama da mesma forma que eu amo minha espada. – Ela e Winkler riram. – Mas obrigada. É bem característico.


Arme: E eu?


Winkler: Sua cor é violeta. Violeta lembra algo místico, algo profundo. É proveniente das magias, mesmo. Fora que a deusa Armenian, uma das Três Deusas Criadoras, era caracterizada pela sabedoria e harmonia. Ela também trajava a cor violeta. E o nome dela é parecido com o seu.


Arme: Uma... Deusa? – Uma lágrima saiu de seus olhos, em seguida ela abraçou o jovem – Obrigada Winkler! Muito obrigada!


Winkler afagou sua cabeça e sorriu. Elesis viu os pacotes ao lado, ela pegou a etiqueta de um deles.


Elesis: “Destinado à Elesis... – Ela leu em Voz alta – Pacote do Andarilho, Arma e Vestimentas”. Porque pacote do andarilho?


Winkler: Muito simples, veja, vocês iniciarão suas aventuras apenas agora. Isso significa que serão andarilhos nas terras inimigas. Nada mais justo chamar suas roupas de andarilho também.


Elesis rasgou o pacote e tirou a espada de dentro. Ela estava guardada em sua bainha. Assim que Elesis tirou a arma da bainha, ela sentiu a arma vibrar. A arma passava a impressão de ser tão afiada quanto a espada de Sieghart, e ela não queria nada menos do que isso. Ela sentiu a magia fluir de seus braços para a arma e vice versa. Ela amou a arma.


Winkler: Vamos dar dois minutos para se trocarem. Têm roupas de baixo nos pacotes, próprios para usarem com as armaduras. Deixem as que vocês estão usando agora. – Ao terminar de falar, a equipe saiu da oficina.


Elesis se trocou rapidamente, colocando a armadura completa. Por ultimo foi o capacete. Ela o colocou com cuidado, para não estragar seu cabelo.


Lire e Arme fizeram o mesmo. Depois de se trocarem, empunharam suas armas e se olharam. A coisa está ficando séria. Elas sentiam a rigidez da armadura, o fio da espada, o catalisador mágico, a leveza do arco, a resistência das flechas e por ultimo, sentiram o poder fluir das armas e das armaduras. Lillian tinha feito um excelente trabalho encantando os itens.


Os homens voltaram para ver como ficou. Comemoraram o trabalho e abriram uma garrafa de hidromel. “Só não oferecemos para vocês porque são menores de idade!” Disse um membro da equipe. As meninas agradeceram o serviço, deixando suas primeiras armas e vestimentas de luta nos pacotes e saindo com as peças dos andarilhos.


Elas não tiveram de andar muito para chegar próximo à caverna do Gorgos. De longe elas já viram que o calor seria intenso, afinal, ficava próximo a um vulcão.


Elesis: Ok, meninas. Ao encontrarmos com ele, vamos tentar informações, e não partir para a porrada, ok?


Arme: Olha quem fala!


Lire: Meninas, aqui não!


Elas começaram a entrar na caverna. Um dragãozinho filhotes chegou perto delas, despercebido, e começou a roçar na perna de Elesis. A guerreira a pegou nos braços. Ele tinha um rosto dócil e ao mesmo tempo malvado.


Elesis: Não creio que ele nos dê trabalho. Ele deve ser um dos filhotes de Gorgos.


Arme: Elesis, cuidado!


O filhote começou a jogar pedrinhas pela boca. As pedrinhas atingiram o rosto de elesis e causaram uma pequena queimadura. A temperatura das pedrinhas eram elevadas.


Elesis: Ora, seu!


Ela jogou o dragãozinho no chão e sacou a espada. Ao ver a arma, o filhote começou a correr. Quando a guerreira levantou o olho para ver onde ele estava indo, viu vários olhos se abrirem e olharem com cara de mau para ela. Deviam ser filhotes maiores. Um deles pulou em cima da menina. Ela uma espécie de dragão vermelho, com uma espécie de maça na cauda. Ele começou a puchar o ar em volta, Elesis podia sentir o ar quente vindo.


Uma flecha de Lire atravessou a cabeça e a garganta do monstro, fazendo a lava quente que ele cuspiria escorrer pelo corpo. Com certeza o pai seria perigoso. Elesis empurrou o inimigo e pulou nos outros, a espada estava tão afiada que não precisava de mais de um corte para dilacerar o couro dos monstros. Arme ficou apenas olhando para as companheiras. Ela tinha testado uma bola de fogo em segredo mais cedo e o poder foi simplesmente destruidor. Elesis e Lire continuavam cortando e separando os inimigos e arme ia transmutando-os.


Quando chegaram em uma escadaria, começou a esquentar ainda mais. Elas podiam ouvir um rangido de dentes e os inimigos pararam de aparecer. Das sombras, surgiu um enorme dragão vermelho. Até sua cor parecia pegar fogo. Era uma mistura de vermelho com amarelo, muito semelhante a chamas.


Elesis: Ei, você ai! Você é o Gorgos Vermelho? Aqueles eram filhotes? Um deles jogou uma pedra que queimou minha pele!


Gorgos Vermelho: O que? Quem é você? – Ele tinha uma voz gutural, grave e profunda.


Lire: Você é ou não o Gorgos, que trabalha para Cazeaje?


Gorgos Vermelho: Porque vocês estão procurando alguém ligado à Cazeaje? – Ele falou dando pequenos rugidos.


Lire: É melhor nos contar logo. Onde Cazeaje está? – Ela já estava preparando uma flecha.


Gorgos Vermelho: Ele não é alguém que se possa simplesmente encontrar assim!


Elesis: Eu não aguento essa enrolação! Vou usar meus punhos para fazê-lo falar.


O dragão deu um rugido.


Gorgos Vermelho: Venha então, esquentadinha.


Arme: Cuidado, meninas. Tem algo de estranho nele.


O dragão era rápido. Em um piscar de olhos, ele estava a uma distancia bem próxima de Elesis, se virando para dar um golpe com sua cauda. A guerreira não tinha conseguido acompanhar a velocidade, a maça pegou em cheio na guerreira, jogando-a contra a parede. As flechas de Lire passaram a apenas cortar o monstro de leve e não perfurá-lo. Arme preparou o cetro. Apontou-o para o dragão e se concentrou.


Arme: TOQUE FINAL! – Uma pequena esfera violeta foi em direção ao dragão. As companheiras duvidaram de seu poder. Quando a esfera atingiu o dragão, ela se expandiu até cobrir o corpo do inimigo. Quando a esfera se expandiu, tudo ficou mudo, por um instante. Uma pressão poderosa prendeu o dragão no chão e continuou empurrando, causando uma cratera enorme.


Quando viram o animal no chão, não pensaram duas vezes.


Elesis pulou, de lá de cima, apontou a arma para o inimigo e desceu com força.


Elesis: GOLPE BRUTAL! – O corte foi o suficiente para cortar uma perna e a cauda do monstro.


Lire apontou uma flecha para o topo da caverna.


Lire: CANHÃO CELESTIAL! – Ela atirou uma flecha, a flecha de tornou um circulo mágico que descarregou um canhão de poder em cima do monstro, fritando suas asas.


Gorgos Vermelho: Cazeaje, uh?


Lire: Onde está Cazeaje?


Gorgos Vermelho: Você é... uma elfa? Você nem mesmo sabe que as suas terras remanescentes aqui correm perigo? – O dragão deu uma risada de escárnio.


Lire: O que? Repita!


Gorgos Vermelho: Cazeaje. – Então o dragão deu um ultimo rugido. Ele abaixou sua cabeça e fechou os olhos.


Arme transmutou o monstro e seus subordinados.


Elesis: Então nossa próxima parada está decidida. Vamos para a floresta élfica.


Lire: Estou com medo, tem um guardião na floresta, e ele não consegue parar a horda de monstros sozinho.


Elesis: Um guardião? UM?!


Lire: Sim, um druida. É poderoso, mas não conheço nada a respeito dele. Só sei que ele é tão silencioso e preciso que seus inimigos mal veem o que os ataca, então deve ter uma horda imensa, para Gorgos falar isso.


Arme: Então vamos!


As meninas saíram correndo para fora da caverna, ignorando os pequenos dragões que achavam. No lado de fora, Lire tomou a frente e começou a guiar. Ela conhecia a região por mapas. Em Eryuell os elfos estudam sobre as terras de Ernas por completo, e Lire estudou muito aquele continente. Desde o fim da caverna elas já conseguiam enxergar uma nuvem de poeira sobre a floresta.


Quando estava chegando perto, começaram ouvir o tilintar de espadas, rugidos de harpia e arvores caindo. Quando começaram a entrar na floresta, um grande numero de arvores estava caída ao chão. E uma parte estava danificada.


Lire: O que? Esta é a floresta élfica? O que houve aqui?


Logo que disse, um lobo laranja com as pontas dos pelos esverdeadas apareceu numa velocidade semelhante a de Sieghart. O lobo encarou as meninas rosnando.


Arme: Um monstro! Um lobo!


Arme já apontava o cetro para o monstro. Neste momento, o lobo rugiu, se transformando num elfo com machado. Era o guardião.


Ryan: Não, não, calma! Não ataque! Não sou um monstro!


Lire: Oh, quem é você? Parece meio abatido...


Ryan: Eu sou o Druida que cuida dessa floresta, Ryan. Me transformei em lobo para impedir que esses monstros invadam a floresta. Mas eles são muitos.


Elesis: Transformação. Parece legal. Bem, Ryan... É isso né? O que houve com este lugar?


Ryan: Cazeaje. Os monstros da redondeza tornaram-se todos agressivos. Tentei pará-los, mas... Eu não vou conseguir fazer isso sozinho.


Lire: Nós vamos ajudá-lo! Como eles ousam invadir essa floresta? Vamos lá!


Com isso, as meninas tomaram frente no ataque, acertando os inimigos com precisão e força. Ryan nunca tinha visto tamanho poder destrutivo. Ele se transformou em lobo novamente e continuaram a atacar juntos. Os ataques das jovens ficavam mais fortes perto do lobo, talvez fosse pela investida em grupo ou por algum motivo místico.


Depois de um numero considerável de harpias e orcs serem eliminados, Ryan foi atingido por uma martelada de um orc. Rapidamente, ele voltou à forma humana e atingiu uma árvore, caindo inconsciente.


Lire: Arme, ajude-o. Estou sentindo uma presença poderosa, podemos estar chegando perto do líder da horda.


Arme apontou o cetro para o druida.


Arme: CURAR! – Um coração violeta saiu do cetro, encobrindo o corpo do Druida. Logo, os ferimentos do druida estava completamente curados e ele ficou novamente consciente.


Ryan: Uma maga? Interessante.


Ele levantou, empunhando o machado.


Ryan: Fiquem calmas, meninas. Isso vai acabar logo.


O druida começou a correr na direção do orc que o havia abatido. Ao chegar perto, o jovem pulou e na descia, desceu o machado junto, separando o corpo do inimigo em dois. Mais na frente tinha quatro orcs, pareciam ser os últimos. Ele foi correndo em direção aos inimigos. Ao chegar no alcance do primeiro, ele deu um golpe que levantou o inimigo, deu um breve pulo e decepou o corpo do inimigo.


Ryan: LÂMINAS GÊMEAS! – O corpo do inimigo caiu em dois. Ele continuou correndo para os três. Ele deu um golpe em cada um, fazendo os três pularem, como o anterior. Dessa vez ele pulou mais alto e sua lâmina brilhou de leve. Ele desceu o machado em um dos orcs – FÚRIA DO TITÃ! – O chão abaixo dos outros dois orcs se quebrou, formando espinhos de terra. Os orcs foram perfurados em vários locais.


As meninas ficaram surpresas pela habilidade do druida e se olharam meio que procurando aprovação entre elas. Todas então confirmaram com a cabeça e se levantaram indo ao encontro do jovem.


Elesis: Ryan, tudo bem?


Ryan: Sim... Por quê?


Elesis: Não, nada. Vamos indo, devemos estar perto do líder.


Arme transmutou rapidamente os inimigos e todos continuaram atravessando a floresta. Quando começaram a escutar alguns barulhos estranhos, como uma grande criatura. Eles começaram a se aproximar devagar. Quando chegaram bem perto, puderam ver a criatura derrubando uma árvore com as mãos. Era um grande Troll verde. O inimigo parecia ter uma pele grossa e forte. Ele tinha alguns pregos gigantes no braço esquerdo e segurava um ainda maior na mão direita. Parecia ser domesticado assim.


Arme: Nossa! Um Troll!


Lire: Este troll deve ser o principal causador de toda essa destruição.


Elesis: Essa besta nojenta! Estou irritada agora. Vamos lá! Cai dentro! – Ela apontou a espada para a besta, que olhava pra ela confuso.


Arme: Calma, Elesis! Temos que ter algo planejado antes de atacar!


Antes que a maga terminasse de falar ela já estava correndo na direção do inimigo, preparando a espada para um ataque.


Lire: Ela já foi. Não temos tempo para isso agora. Vamos!


A guerreira acertou a mão do monstro, fazendo-o rugir. Ele deu um pulo e caiu ao lado dela, fazendo-a perder o equilíbrio e caindo ao chão. Ele levantou o prego para perfurar o corpo da guerreira.


Arme: ESCUDO MÁGICO! – Um escudo com runas esverdeadas cobriu o corpo da guerreira, fazendo o golpe do troll ser inútil.


Elesis logo se levantou do chão, saindo de perto do monstro. Quando saiu, ela avançou novamente para o monstro, furiosa.


Elesis: Maldito! – A menina se recolheu por um instante, depois de desdobrou. Sua espada começou a pegar fogo. Eram chamas fora do comum. Ela pulou, cortando o braço do monstro, e depois preparou um golpe no rosto. – ATAQUE METEORO! – O monstro colocou a mão na frente, ganhando um corte profundo.


Quando Elesis tocou o chão, ela recuou um pouco. Lire já estava de trás, preparando sua flecha. Quando soltou, a flecha parecia ter terra.


Lire: ARMADILHA ÉLFICA! – A flecha que parecia ter terra atingiu o troll. Quando a flecha fincou na mão do monstro, a terra em volta da criatura se destruiu, formando rapidamente espinhos, que cresceram na direção do monstro, prendendo-o no lugar e furando de leve a pele.


Ryan pulou, de lá de cima, ele desceu vibrando o machado.


Ryan: FÚRIA DO TITÃ! – Quando ele fincou o machado na cabeça da criatura, a terra que Lire usava para os espinhos cresceu ainda mais, perfurando profundamente o corpo do monstro em vários locais.


A criatura deu um rugido alto.


Arme: ESFERA EXPLOSIVA! – Uma pequena bola de fogo saiu do cetro da maga, atingindo a criatura. A esfera explodiu, queimando o corpo do animal e implodiu logo em seguida, apagando o fogo e logo em seguida, causando uma explosão em frente ao troll, cegando-o e derrubando-o, fazendo os espinhos atravessarem o corpo do troll.


Ryan então vê o monstro agonizando bem em baixo de seus pés. Ele da um breve pulo e empurra o monstro ainda mais para baixo. Os espinhos separam o corpo do monstro em vários pedaços.


Ryan: Obrigado! Eu não teria conseguido sozinho. – Disse o druida, olhando para as meninas.


As meninas sorriram e então viram um rastro maligno rapidamente sair de trás de uma árvore. Arme sabia que era um orbe. Os orbes são usados para verem o que acontece em certo local, sem que a pessoa esteja lá, e é móvel. É uma magia de nível intermediário da escola de ilusionismo.


Arme: Então tudo isso era obra de Cazeaje? Vamos seguir esse rastro antes que resfrie. Grand Chase, vamos andando!


Ryan: Pera aí! Vocês são da Grand Chase?! Uau! Eu ouvi rumores de vocês. São guerreiros de elite para derrotar as forças malignas. Quero me unir a vocês para proteger o resto das florestas do mundo, visto que a que eu era designado a proteger foi destruída. Me aceitem, por favor!


Lire: É Elesis, aceite-o! Eu gostei dele. Tem um estilo de luta parecido com o meu.


Arme: Estilo de luta né? Sei. – A maga então cutuca Lire com o cotovelo, e a elfa começa a rosar. – Mas eu concordo com ele nos acompanhar. Ele é forte e pode facilitar nossos objetivos.


Elesis olhou o elfo de cima a baixo. Depois virou para as amigas e viu a elfa tímida e vermelha e a maga implicando com ela. O elfo estava sorrindo, acanhado. Ela sorriu. Fazia tempo que queria se sentir parte de uma família novamente. Seus olhos se encheram de lágrima, mas ela escondeu. Então, ela virou para o elfo.


Elesis: É sempre bom ter aliados fortes. Bem vindo!


Lire então pulou no pescoço da amiga, abrançando-a. Arme começou a transmutar os inimigos mortos.


Lire: Obrigada! – Disse baixinho no ouvido da guerreira.


Elesis a empurrou, fazendo-a soltar o abraço, mas sorriu de volta.


Lire: Ok, sem contato físico – Então piscou para Elesis e foi conversar com o novo integrante.


Arme: Então, meninas. Aquele rastro maligno era um orbe, uma magia. Deve ter algum mago poderoso junto de Cazeaje, pois eu não senti a magia, só consegui ver. Então deve ser poderosa.


Elesis: Mas como sabemos aonde vamos?


Ryan: O rastro maligno foi na direção do Vale do Juramento, que é caminho para o reino de Canaban.


Elesis: Canaban! A rainha! Deve estar tudo conectado! Além disso, quero saber qual é a desse tal de Ronan, o líder da guarda real. E porque se chama Vale do Juramento?


Ryan: Quando chove, costuma ser bem escorregadio. E lá não é diferente. Antigamente, na época que os reinos estavam sendo construídos e tinha muita transição, lá chovia constantemente. E sempre começava a chover durante uma viagem, por causa da umidade no ar. Então, antes de fazer uma viagem do reino de Canaban para o de Serdin, eles pediam as bênçãos dos deuses, para atravessarem em segurança. Mas hoje em dia lá é deserto, árido e seco, e é constantemente vigiado por membros da guarda real de Canaban.


Elesis: Interessante. Mas por que ficou seco?


Ryan: Dizem por ai que o deus da água não gostava que as mortes pelas quedas fossem creditadas a ele, então ele trocou de domínio com o deus do Sol, para castigar o lugar com uma seca terrível. Mas são apenas boatos.


Lire estava observando tudo que o elfo sabia e começou a corar, sem que ninguém percebesse. Ela o admirava como igual e um companheiro. Ela praticamente o idolatrava, gostava dele, mesmo conhecendo há pouco tempo. Ela balançou a cabeça de leve para desviar o pensamento.


Lire: Então passaremos pelo deserto?


Ryan: Sim, podemos colher mais informações sobre Cazeaje em Canaban. Eu ouvi boatos de viajantes pela floresta em outros tempos, de que em alguns dias do mês, aparece um jovem de cabelos brancos e vestes azuis, e fica em pé no alto da torre da guarda real, observando a cidade. Ninguém tinha informações sobre ele, mas ele parece trazer desgraça. Sempre que ele fica a noite lá, a manhã vem recheada de surpresas. Plantações secas, animais mortos, pessoas desaparecidas e o mais preocupante: monstros atacando as muralhas.


Arme: Parece que ele traz a desgraça.


Ryan: Sim, ouvi também dos viajantes que toda noite que ele aparece, pode-se escutar um uivo de um lobo muito, mas muito alto e grotesco. Dizem que parece um lobo do inferno, um lobo que uiva a morte.


Elesis: Bem, vamos atravessar o vale e depois vemos o que faremos com esse rapaz. Mas agora, venha aqui, vamos tirar suas medidas. Ver você sem blusa e com o cabelo arrepiado já está me dando gastura.


Elesis tirou as medidas dela com base no tamanho da espada e Arme anotava tudo. Ao final, a maga transmutou uma carta, falando que passariam a noite na floresta élfica e sobre o novo integrante, falando seu estilo, qualidade e habilidades.


O grupo montou acampamento na área em que haviam derrotado o Troll. Acenderam uma fogueira e usaram os troncos caídos como bancos. O chão ainda estava quebrado, evidencias do combate, e ainda tinha sangue no chão. Ryan olhava para a floresta e se sentia culpado por não ter conseguido protegê-la. Lire entendia o que ele sentia, porque também era elfa e todos de sua raça são designados para proteger algo desde pequenos. Ela sentou do lado do jovem druida, colocou uma mão no ombro e sorriu. O druida colocou sua mão em cima da companheira e sorriu de volta.


Lire: Não se preocupe. Logo essa floresta vai se recuperar e vai ficar linda. – Ela sorriu novamente.


Ryan: Eu não deveria ter deixado isso acontecer, mas a onda de monstros era muito grande. Ainda teve alguns que escaparam. – Ele abaixou a cabeça, envergonhado.


Lire: Fique quieto! – Ela gritou com ele, se levantando e gesticulando – Se não fosse por você, toda a vida que vai reconstruir essa mata teria morrido, dando fim de vez para esta linda floresta. – Ela sentou novamente ao lado do amigo – E eu estou com você agora, e vou te ajudar. – Em seguida ela deitou sua cabeça no ombro do druida e o jovem ficou vermelho.


Arme e Elesis perceberam a cena e começaram a rir.


Arme: Cuidado, jovens! Não vão fazer algo que irão se arrepender depois.


Elesis: Pois é. Não vão se apaixonar para se atrapalharem em batalhas futuras. A pior coisa que podemos fazer em combate é termos que nos preocupar com alguém que nos é querido.


Lire: Credo Arme! E sim, Elesis, não vou me apaixonar. Até porqe não podemos. A caçada é mais importante – Ela desviou o olhar das companheiras e ficou rosada.


Ryan foi o único que viu a elfa esconder o rosto. Até porque ela estava escondendo o rosto nele. Ele deu um singelo sorriso e disfarçou o que havia acontecido.


Eles adormeceram. Pela manhã, encontraram quatro pacotes e uma carta. A carta dizia


“Enviados os novos equipamentos. Desta vez, fizemos um ótimo proveito do que nos enviaram! Escolhi a cor laranja para os equipamentos do druida, por que a cor de certa forma combina com o estilo dele, natural e preciso. O nome dos novos equipamentos é Pacote da Montanha, visto que vão atravessar os vales. Boa sorte para vocês! Winkler”.


Arme agradeceu mentalmente e trocaram seus equipamentos, colocando os antigos dentro da caixa e transmutando-os. O pequeno grupo prosseguiu a viagem.