Grávidos II
7 Dificuldades e surpresas.
Notas iniciais
O tempo voa, não seria diferente no santuário, a algum tempo atrás havia se feito a descoberta da gravidez de Shun e Afrodite, que foi comemorado com uma festa, que gerou empolgação nos casais que ainda tentavam formar suas famílias e que se empenharam mais em seu intenta, tanto que a 3 dias atrás Milo recebera a notícia que estava com 1 Mês de gestação, mas nem sempre o momento perfeito de um é de outro.
—Como está se sentindo Shun? — Milo perguntava ao amigo mais novo.
O escorpiano reunira os amigos em seu templo para conversarem e se ajudarem com a troca de experiência já que cada um estava em um momento diferente.
— Estou bem melhor agora, os enjoos diminuíram assim como a sonolência matinal, mas ainda sentar dores de cabeça e leves tontura. — O castanho agora tinha uma leve barriguinha de 3 meses. — Mas o médico disse que com o passar do tempo sumirão, espero que seja logo Aiolia fica muito preocupado quando digo que estou sentindo algo.
— Os enjoos pra mim diminuirão mas em compensação minha pele esta oleosa e ando dormindo de mais. — Afrodite fez um careta de reprovação.
— Isso não tem nada a ver com a gravidez você que é preguiçoso. — O escorpiano alfinetou.
—Por favor não comecem com mais uma discussão sem sentido. — Mu ria dos amigos. — Milo não implique, cada um reage de um modo diferente, você quase não sente nada.
Enquanto falava lilás segurava o bebe de 7 meses ruivinho que se esforçava ao máximo para ir pro chão.
—Não sentir nada. — Milo olhou para o amigo chocado. — estou vivendo praticamente a base de chá
— Por favor base musculosa sem escândalo. — Dite revirava os olhos.
Atitude que levou os amigos rirem, ou quase todos pois alheio a conversa que se decorria estava Hyoga olhando para a janela fixamente como se ali houvesse algo muito interessante, ato que não passou despercebido pelo Lamuriano.
—Hyoga. — Um chamou a atenção do russo. — Hyoga, tudo bem?
O loiro mais jovem ao perceber que lhe chamavam a atenção, tinha todos os amigos ao olharem preocupados.
— Estou bem. — O aquariano deu um sorriso fraco. — Me desculpem me distrai por um momento, acho que preciso de um pouco de ar.
Sem esperar por uma resposta o russo se levantou e saiu, estava se sentindo deslocado em meio a eles, já que era o único que não compartilhava da alegria deles.
— O que há com Hyoga? — O sueco perguntou.
— Ele anda deprimido ultimamente. — Milo disse olhando a silhueta do loirinho se afastar, seu coração doía pois ele era não só filho de Kamus mas seu também. — Já se passaram quase quatro meses desde o ritual e até o momento ...
— E o meu irmão? — Shun sofria pelo amigo e cunhado.
— Tanto Ikki quanto Kamus conversaram com ele ou ao menos tentaram, ele andava reservado. — Milo olhou triste para o corredor vazio. — Depois que até mesmo eu consegui ele só está mais recluso.
— Mas Hyoga deve entender que há momentos certo para cada um. — O ariano tentava entreter o filho que resmungava.
— Ele entende, mas é difícil. — O grego decidiu que falaria com Kamus e Ikki novamente. — Eu o entendo pois também me senti assim quando Dite e Shun estavam e eu não.
— Triste pensar que minha felicidade de algum modo deixei outra pessoa infeliz. — O virginiano acariciava o ventre.
— Não fique assim, como Mu disse cada coisa ao seu tempo, mas vamos pensar em algo para animá-lo. — O platinado disse determinado. — Vamos comprar umas coisinhas para ajudar eles dois, certeza que aquele frango não está fazendo o trabalho direito.
— Isso mesmo, eu sempre que tinha oportunidade arrastava o Kamuy pra cama,
—Pra cama e pra trás da arena ou você pensa que ninguém viu, — Mu levantou a pintinha em sua testa.
—Mu! — Milo gritou envergonhado.
E aos poucos o clima ameno de antes foi voltando. Hyoga já estava quase no final das escadarias de touro, caminhava tão distraído que não percebeu a aproximação a sua volta.
— Olha o que encontro? — Braços fortes agarraram o loirinho.
—Por Atena! — Ao se virar no agarre os olhos celestes encontram os índigos. —Ikki.
— Te assustei. — O moreno coloca uma mecha rebelde loira para trás da orelha do russo.
—Sim. — Hyoga fez bico.
—Desculpe. — lhe deu um selinho. —O que está fazendo aqui sozinho? Cadê os outros?
—Em Escorpião. — Hyoga deus sorriso fraco. — Sai para caminhar, respirar um pouco.
—Te conheço loiro, diga o que ouve? — Ikki olhava o menor nos olhos e podia sentir tristeza ali.
O russo olhou para o companheiro e mordeu o lábio inferior em nervosismo, ele já haviam conversado, mas ele não podia evitar.
— Eu não estava me sentindo bem. — Hyoga se agarrou a Ikki. — Me sinto deslocado entre eles, sei que não deveria são meus amigos, mas ao olhá-los... Isso… Isso me faz se sentir triste, excluído por não compartilhar da mesma alegria… Não sei explicar…
O moreno apertou o loiro em um abraço forte e acolhedor, Ikki não disse nada sabia que Hyoga vinha sofrendo por não ter conseguido engravidar ainda, guardava toda essa frustração para si.
— O que há de errado comigo Ikki? Por que não consigo? — O loiro tinha os olhos vermelhos e marejados. — Os deuses não me acham digno?
— Ei não. — O leonino sentia o coração se partir ao ver o seu loiro sofrer. — Não diga isso jamais, só não é o momento ainda.
— E quando vai ser? — Lagrimas já rolavam pelo rosto bonito.
— Não sei meu amor, mas ele vira.
O leonino beijou o aquariano profundamente. Passando todo seu amor e paz para o russo, pois sabia que veria Hyoga chorando novamente mas seria de felicidade. Naquela mesma noite eles se amaram como nunca antes, a cada troca de toque, de beijo, de carícia demonstrava todo o amor e devoção que ele sentiam um pelo outro, reforçando ainda mais o laço de amor que tinham.
Os dias foram se passando, muita coisa mudou, era uma tarde quente grega, poderia se dizer normal se não fosse pelo fato de como alguns meses atrás tínhamos três casais aguardando o medico para serem atendidos.
— Olha se não fosse legal eu diria que isso é bizarro.— O pisciano brincou.
Na recepção do consultório estava novamente Dite, Mascara da Morte, Shun, Aiolia e diferente da primeira vez em que tínhamos Milo e Kamus estava um Ikki preocupado e um Hyoga ansioso que havia comido paticamente todas as unhas.
— Vero.— Mascara concordava.
— Como sou curioso e não me contenho, diga meus queridos o que lhe trazem hoje ao medico?— Afrodite perguntava acariciando o ventre de 3 meses um pouco maior que o normal, motivo que o levara a ver o medico.
— Shun teve um sangramento.— Ailoia estava sério.
—Sangramento?— O russo olhou preocupado para o amigo.
— Sim, eu senti uma pequena dor e depois notei o sangue.— Shun parecia calmo.— O medico disse que era possível pois nossos corpos estão se adaptando, mas Aiolia quis vir mesmo assim.
— Ele está certo Shun.— Ikki Tocou os cabelos do Irmão.— Vocês devem tomar cuidado.
— E você loirinho?— Dite apontou com a unha bem-feita para Hyoga.
— Vou fazer o teste. — Podia se ver de longe o quanto o pupilo de Kamus estava ansioso. — Já faz uns dias em que ando diferente.
— Ho.— Dite deu um sorriso. — Diferente como?
— Ele discutiu comigo por que deixei uma xícara suja na pia.— Ikki falou divertido.— E tive que trocar de perfume, sabonete e pôs barba por que se não eu teria que dormir na sala, fora o fato que anda muito ansioso.
—Então isso…— O italiano foi cortado.
— Talvez.— Hyoga falou. — Não é a primeira vez que me engano.
— Se ate por uma xícara você brigou pode ter certeza é batata.— Aiolia falou um pouco mais animado.— Lembro que Shun fez um escândalo por que joguei os cobertores no chão no meio da noite.
— Como você queria que eu não ficasse bravo. — O virginiano franzi-o os lábios.— Quem passa frio a noite sou eu, eu não tenho culpa se você ao dormir é espaçoso.
Um momento de silencio se formou pois era muito raro ver o menor ali demonstrar irritação ou qual quer coisa do tipo e tal atitude levou todos os presentes a rir.
— Certo pequeno. — O leonino mais velho deu um beijo na bochecha de Shun.
— Por favor Senhor Shun Amamya. — Era o medico.
— Boa sorte. — Os amigos desejaram.
Enquanto Shun estava no consultório os outros conversavam, ou melhor Afrodite falava que estava muito preocupado pois desde o começo da gravidez vem se alimentando bem mas ganhou mais peso que o esperado.
— Realmente sua barriga esta do mesmo tamanho que a do Shun.— Hyoga comentou.
— Eu não disse.— O platinado disse convicto.
— Non dirlo.— O italiano pareceu cansado.— Quello che abbiamo già discusso a questo proposito.
— Na minha língua ho Italiano.— Ikki o olhou sem entender nada.
— Caspita, scusa. — O Moreno riu de sua confusão de linguás.— Eu e Afrodite já discutimo demais por isso, então não coloquem lenha.
Quando Afrodite ia retrucar com seu companheiro sobre o mesmo voltar a repetir que era paranoia sua, ele viu a porta da sala do medico se abrir.
— O Shun saiu, eles demoraram. — Afrodite apontou para o casal que vinha com as feições serias.
— O que houve?— Ikki foi o primeiro a questionar.
— Bom, o pequeno sangramento que Shun não foi simplesmente nada.— O leonino estava sério.
— Shun?— O Amamya mais velho estava nervoso.
— Bom meu corpo já se adequou para conceber o bebe, por algum motivo eu tive o que chamam de descolamento de placenta.
— Você e o bebê estão bem? — O pisciano olhava o amigo preocupado.
— Sim estamos, mas será preciso adiantar o nascimento. — Ailoia abraçou o menor pelos ombros.
— Adiantar?— Hyoga não entendeu.
— Caso venha acontecer de novo o bebe terá que nascer antes de completar os 9 meses.— Shun tinha um sorriso fraco.— Mas vai dar tudo certo.
— Sim dará.— Aiolia deu um beijo no topo da cabeleira castanha.
— Senhor Hyoga Aleixei Yukida. — A voz do medico foi ouvida.
— Já voltamos.— O loiro foi em direção ao consultório seguido do leonino.
Diferente, o casal não se domou na consulta e logo saíram, Ikki vinha caminhando com um Hyoga que se desfazia em lágrimas que destoavam do sorriso em seu rosto e a luz em seus olhos agora mais azuis.
— Esta não esta?— Dite disse já dando pulinhos.
O loiro nada conseguiu dizer somente fez sinal que sim com a cabeça e deixou as lágrimas rolarem mais amplamente por seus olhos.
— Parabéns Irmão.— Shun abraçou Ikki seguido por Aiolia.
— Leone Parabéns.— O italiano falava alto ate que a recepcionista lhe lançar um olhar ameaçador.
— Ate que fim fez o trabalho direito Ikki.— Afrodite brincou.
— Obrigada.— O moreno falava sem jeito.
— Afrodite.— O medico chamou. — Sua vez.
— Desculpe não ouvi, vamos e nos esperem.— O platinado falou enquanto andava.
Enquanto Dite estava na sala Shun explicava sua situação mais detalhadamente para o irmão e cunhado e os cuidados que deveria tomar para que não corresse riscos. Eles ficaram ali ate que um Afrodite vinha com a cara mais impassível do mundo seguido de um Mascara da Morte branco como um fantasma, o casal chegou perto dos amigos e não disseram nada apenas estavam mudos atitude que deixou os outros apreensivos, silencio se manteve ate que Ikki resolveu quebrá-lo.
— Marcara, Afrodite tá tudo bem?
— Ho sim. — Como se despertasse de um transe o sueco piscou com seus longos cílios.— Só estava pensando.
— Oe Italiano fala alguma coisa você tá branco que nem papel.— Aiolia olhava preocupado para o outro.
— Scusa, non mi sento bene. — O mais velho se sentou.
— O que houve Dite, fala alguma coisa?— Hyoga segurava a mão do amigo e podia senti-la um pouco fria.— Afrodite?
— Eu … Eu… — O sueco não conseguia terminar a frase.
— Você?— Nada— Se Milo tivesse aqui ele daria um tapa na cara do Afrodite pra ele fala.
Shun comentou e ganhou a atenção do platinado.
— A barbie musculosa vai pirar ao descobrir isso já que ele vai ser o padrinho. — O sueco ganhou atenção. — Eu to esperando Gêmeos.
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