Gotta Believe
3 Enchanted
Stefan tirou o capacete e deu seu sorriso mais encantador e charmoso.
__ Stefan. — ele repetiu sorrindo — Hanna não disse nada, o fitou apenas. — Então, — Stefan contiunou — como sabe meu nome?
__ Acho que ouvi alguém dizer por aí. — Hanna disse com um sorriso forçado e começou a caminhar de volta em seu caminho, lembrando-se do que Caroline havia dito. Caroline era uma idiota, mas Hanna não queria arrumar inimigas tão cedo.
Stefan ligou sua moto e começou a andar de vagar, para acompanhar os passos apressados de Hanna Marin.
__ Calma aí! Eu te salvei hoje. Você me deve uma.
Hanna parou bruscamente, furiosa.
__ Eu te devo uma?! Acho que você está enganado. Não pedi sua ajuda! Agora, deixe-me em paz.
__ Eu te deixo em paz com duas condições.
__ Pois bem, diga-me.
__ A primeira é simples, me diga seu nome.
__ Você só pode estar de brincadeira... Ah, Hanna!
__ Ok. — Stefan estampou seu rosto com um sorriso malicioso — Agora a segunda. Hanna, você tem que me pagar o que deve.
__ O que é que você quer? — Hanna disse revirando os olhos, já sem paciência e entediada.
__ Hoje vai ter uma "festa" na minha casa e eu quero que você vá. Eu moro aqui a tempo suficiente para saber que você é novata na cidade, então, veja isso como uma maneira de conhecer novas pessoas. E o mais importante: você não me deverá mais nada.
Hanna deu de ombros e saiu andando, sem responder. Stefan pegou um caderno em sua mochila que estava pendurada em suas costas e escreveu seu endereço e telefone, no final escreveu o horário da festa e seu nome.
Ele alcançou Marin rapidamente, pois estava de moto. Stefan entregou o papel na mão de Hanna que pegou e enfiou no bolso do casaco.
__ Vejo você lá. — Ele colocou seu capacete e acelerou a moto, sem esperar uma resposta da garota.
Hanna chegou em casa exausta e com fome. Ashley ainda não tinha chegado para o horário de almoço de seu trabalho.
Ela teve de se virar na cozinha, então fez uma comida rápida no microondas. Depois de comer, escovou os dentes e foi para o quarto. Ela tirou sua saia e vestiu uma calça jeans. Hanna colocou um tênis surrado, uma regata e se olhou no espelho do guarda-roupas. Ela sorriu satisfeita. Essa era ela, a verdadeira Hanna Marin, sem mascaras. Era daquela forma que ela se sentia bem, mas ela demorou tanto para construir sua imagem de garota popular que não podia andar daquela forma pela rua. Mas então um pensamento veio à sua mente:
Aqui é uma nova cidade, não tenho nenhuma imagem, nenhuma reputação. Não seria melhor eu fazer com que as pessoas gostem de mim por ser eu mesma?
Hanna sorriu para seu reflexo no espelho, passou a mão por seu cabelo e disse para si mesma: Eu só posso estar louca. Eu sou Hanna Marin, sou superior a essa gentinha. Marin tirou o tênis e a blusa e ficou só de calça, meia e sutiã, afinal, estava em casa, em seu quarto, sozinha.
Não completamente.
Quando ela se virou ela viu a janela aberta e reparou que tinha um rapaz a observando. A observando, semi-nua.
Oh, meu Deus! Ela disse em voz alta e puxou a cortina o mais rápido que pôde, mas antes viu que o rapaz dera um sorriso sínico e malicioso para ela. Hanna tratou de vestir a primeira camisa que encontrou em cima do monte de roupas em sua cama e abriu a janela pronta para xingar o rapaz. Ela já tinha em mente vários nomes adequados à atitude daquele sujeito, mas para sua surpresa, ele já havia ido embora dali.
Ela desceu o vidro da janela, fechou as cortinas e ligou o ar condicionado para não morrer de calor.
Começou a dobrar suas roupas em cima da cama e guarda-las em seu guarda-roupas. Depois de arrumar a bagunça, Marin ligou o computador e colocou uma musica animada para tocar. Problem, da Ariana Grande.
Ela estava tão cansada que nem a música a animou e ela acabou adormecendo.
O celular de Hanna fez um toque quando chegou uma mensagem de sua mãe, pedindo desculpas por não ter ido almoçar em casa e dizendo que ficaria até mais tarde no serviço, fazendo hora extra. Porém, a filha já sabia o que a mãe queria dizer com "hora extra". Ela provavelmente sairia com um homem qualquer e depois beberiam muito. Não é surpresa para Hanna, mas a mãe acabaria na cama de algum motel barato.
Cinco horas depois, quando Hanna acordou, ela viu a mensagem em seu celular e revirou os olhos, bufando.
Já eram quase sete e trinta quando ela se lembrou do convite de Stefan. Ele praticamente estava a obrigando a comparecer naquela festa. Ela se olhou no espelho e riu de seu cabelo bagunçado e sua camisa amassada, levantada até a cintura.
Hanna não tinha o que fazer e ficaria a noite toda sozinha em casa, então resolveu ir a tal festa. O horário marcado no papel junto ao endereço que ele entregara a ela dizia nove horas.
Marin tomou um rápido banho de trinta minutos e foi de toalhas para o quarto, escolher a roupa que usaria. Ela queria ser ela mesma, mas também queria mostrar que não era uma garota comum que veste qualquer roupa que vê pela frente. Ela queria impressionar, mas não queria chamar atenção.
Hanna colocou um top cropped branco que realçava suas curvas e uma calça preta. Ela ficou em duvida entre coturno e salto, mas no fim escolheu coturno. Na maquiagem, Hanna preferiu usar batom nude, olhos marcados e uma leve 'camada' de blush cor bronze. Ela deixou o cabelo com franja e raiz lisa e ondulado da metade pra baixo. Estava pronta. Passou perfume, pegou o celular e deixou um bilhete para a mãe avisando que tinha ido a uma festa com amigos.
Hanna achou mais fácil chamar um taxi para leva-lá do que sair pela cidade procurando de porta em porta o endereço que Stefan escreveu para ela. E também, o horário marcado era às nove horas, e agora já passava das dez. Tudo bem, era uma festa, se tivesse muitas pessoas, nem iam perceber o horário que ela chegou, mas o modo como Stefan disse "festa" fez parecer que não se tratava de uma festa, parecia que era mais um encontro entre amigos. Coisas do colegial, da juventude. Beber, beber e beber. Ah, e beijar. E outras coisas.
A porta estava aberta quando Hanna chegou ao local da festa, que é a casa do Stefan. Tinha um jardim mal cuidado na frente e um grupo de pessoas conversando logo na entrada, também tinha um casal se 'pegando' perto da porta, do lado de fora. Hanna Marin entrou na casa e lá tinha umas 30 pessoas entre a sala e o corredor, no mínimo.
E lá estava Stefan, sentado no canto de um sofá, sorrindo e falando algo que Hanna não conseguiu ouvir. Por incrível que pareça, ela sorriu aliviada e até mesmo um pouco feliz por vê-lo ali.
Seus olhos se encontraram e ambos sorriram sem graça. Stefan a chamou para mais perto com um gesto com a cabeça. Ela compreendeu e foi até ele.
Mesmo que ela não o conhecesse, mesmo que ainda só sabia seu nome, mesmo que Caroline tinha dito para ela não se aproximar, mesmo que ele estivesse mesmo namorando aquela tal Elena, Hanna queria tê-lo como amigo. Seus sentimentos se confundem, uma vez que ela gosta da vibe de Stefan, gosta de te-lo por perto, mas não ligaria se ele fosse embora sem se despedir.
Ela se sentou num espaço vago ao lado do garoto que a cumprimentou com um " e aí?".
__ Você está linda. — Stefan disse.
__ Obrigada. — Hanna respondeu.
Os dois ficaram conversando por um tempo, depois começaram a beber. Até que Caroline e Elena chegaram junto com um rapaz. Aquele rapaz. O que observava enquanto Hanna trocava de roupa.
Hanna estava um pouco tonta por conta da bebida, mas ela não esqueceu o rosto e o sorriso malicioso daquele homem. Ele parecia ser mais velho que as duas garotas, parecia ser mais velho que Stefan também. E parecia ser mais velho que boa parte das pessoas na festa. Mas isso não quer dizer que ele não seja bonito, muito pelo contrário. Ele é ridiculamente lindo. Agora Hanna pôde ver seu rosto melhor, os mínimos detalhes. Os olhos azuis penetrantes, o cabelo louro, a pele branca como a neve, os lábios vermelhos e o olhar que o fazia parecer feroz como um felino.
A casa já estava meio vazia, talvez por conta do horário. Já passava da meia noite, e no dia seguinte todos teriam de ir ao colégio. Hanna ficou até desanimada ao pensar nisso.
Os três, Caroline, Elena e o rapaz desconhecido se aproximaram de Stefan e Hanna, só dando mais certeza ao que ela tinha pensado. Elena não é namorada de Stefan.
Marin que já estava meio alterada por causa das bebidas, levantou-se, virou para o louro que sorriu e disse:
__ Ei, você tava me olhando pelada hoje! — Hanna disse entre risadas e cambaleando, tentando inutilmente se manter em pé.
Stefan riu, mas seus músculos ficaram tenso e percebia-se que ele não havia gostado de saber sobre aquela informação. Caroline muito menos. A loura ficou furiosa e parecia estar pronta para pular sob o pescoço de Hanna. Mas Elena a puxou e ambas se sentaram no sofá. Elena sentou-se próxima a Stefan, que pareceu incomodado com tal feito. Eles tinham uma história. Isso ficou claro para quem quer que os visse juntos.
__ Você não estava totalmente pelada. Me desapontou. — O louro fez biquinho fingindo tristeza, mas depois sorriu. Sua voz era rouca, como quando alguém sussurra em seu ouvido e você se arrepia por inteira. Pelo sotaque parecia ser britânico.
Hanna riu e abriu a boca para falar alguma coisa, mas se desequilibrou e quase caiu. Stefan levantou-se numa velocidade surpreendente para tentar segura-la, porém, não foi preciso, pois o louro a segurou primeiro. Hanna segurou na cintura dele, deixando os rostos bem próximos, ao ponto em que podia-se sentir a respiração um do outro. Stefan que não gostou nada daquilo, a puxou pelo braço, com certa delicadeza, e perguntou se ela estava bem.
__ Sim, sim, — Hanna riu — eu estou ótima!
Stefan riu balançando a cabeça em negação e disse:
__ Acho que você precisa ir embora, senão seus pais vão te matar.
__ Mãe! — ela disse em um tom mais alto e "mole".
O rapaz dos olhos azuis sorriu gentilmente e disse já se intrometendo na conversa de Stefan e Hanna.:
__ Quer que eu a leve para casa?
__ Eu nem mesmo sei seu nome.- Hanna disse.
__ Eu a levo. Eu a convidei, eu a levo. — Stefan disse com seriedade.
__ Klaus. — o louro disse — Me chame de Klaus.
__ Klaus. — Hanna repetiu com um sorriso malicioso e um olhar sedutor.
__ Vamos. — Stefan já estava perto da porta e estendeu a mão para Hanna. A garota pegou na mão dele, mas antes de ambos saírem porta afora, ela virou-se para trás, tinha certeza de que Klaus ainda estava olhando-a. Ela disse:
__ Foi encantador conhece-lo.
Klaus se limitou a sorrir.
Stefan e Hanna foram até a garagem. Ele subiu em sua moto e ligou o motor, colocou o capacete e entregou outro para Hanna. Ela estava tonta e sabia disso, portanto, ficou com receio de subir naquela moto, mas mesmo assim colocou o capacete e subiu.
Em questão de pouquíssimos minutos ambos chegaram na casa das Marin e desceram da moto.
Hanna quase caiu no gramado, mas Stefan a segurou. Num movimento muito rápido ele a puxou pela cintura. Uma mão segurava a cintura da garota que não mostrou reação e a outra mão acariciava o rosto dela. Hanna sorriu timidamente e Stefan sorriu de volta. Eles se olharam nos olhos e Stefan soube que ela havia permitido, ela queria aquele beijo tanto quanto ele. Quando ele foi beijá-la, a porta fez um barulho brusco e se abriu num som estridente.
__ Mãe! — Hanna disse rindo, com vergonha.
Stefan se afastou um pouco, também com vergonha. Ele deu um sorriso fechado para Ashley.
Hanna entendeu o olhar da mãe e se despediu de Stefan com um simples "até amanhã". Eles se veriam no colégio.
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