Gota a Gota
5 Feras Ocultas
Notas iniciais
Waaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Reita consiguirá salvar Saga antes da criatura o engolir??
Pequeno spoiler xD
Obrigado à todos que estão acompanhando xD
Kisses
Reita consiguirá salvar Saga antes da criatura o engolir??
Pequeno spoiler xD
Obrigado à todos que estão acompanhando xD
Kisses
A chuva caía, aos montes, não ia terminar tão cedo. O enorme terraço da PSC se inundou completamente. Parecia uma piscina embutida no prédio, a água chegava a entornar para fora do prédio.
Os trovões ainda cortavam o céus. A cada um, o chão tremia e o barulho era extremamente malevolente. Reita acordara com um deles. Estava tonto e completamente confuso. Esperou, até as imagens se alinharem de maneira lógica. Estava preocupado com os companheiros e muito impressionado com tudo aquilo. Aquela manhã começara tão bem. Eles estavam brincando e conversando, encontraram Anna, deu tudo certo. E agora, estavam aprisionados numa torre no meio de uma noite – parecia noite, apesar de que devia ser mais ou menos 1 da tarde – e chovendo mais do que devia. — Como pode... ser possível... – sussurrou para si mesmo. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! Reita olhou desesperado para a sua frente. Alguém havia gritado, alguém estava ali, alguém estava vivo e precisava de ajuda. Ele não reconheceu a voz. Tinha esperança de que fosse um de seus amigos, pelo menos ele conversaria a vontade com um deles. Mas não reclamaria se fosse alguém do A9 ou Miyavi. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! — Estou chegando!!! – gritava Reita, correndo. Chegou na fonte dos gritos, vinham da sala do SCREW. Hesitou em abrir a porta, depois daquela loucura toda... o que poderia encontrar? — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! — Droga... alguém está realmente com problemas... Vamos Reita! Abra a porta! Você consegue. – Reita dizia para si mesmo, buscando conforto e coragem. Abriu a porta, não sabia dizer se tinha se arrependido. Lá dentro estava Saga, usando apenas uma sunga. Ele estava pendurado de cabeça para baixo, seus pés estavam sendo segurados por duas argolas de cobre presas ao teto. Estava completamente cortado, cortes muito profundos. Reita ficou imóvel... não acreditara ainda no que via. Foi a corrente começou a se mexer, abaixou Saga à uma enorme poça de álcool, sal e cloreto de ácido – sabia disso, estava escrito a fórmula no chão — abaixo dele, que até então Reita não tinha percebido a existência de tal poça. Saga ficou lá embaixo um bom tempo, Reita ainda estava imóvel. A corrente o puxou de volta, agora os ferimentos de Saga se abriram mais. E como deveriam queimar... que dor... — Será... que a dor foi tanta que ele desmaiou? – perguntou, a si mesmo, Reita. A fixa caiu. Reita agora viu Saga sendo torturado de maneira tão estúpida que lhe dava nojo de tal pessoa que pudesse fazer isso. — SAGA!!!! – gritava Reita. – Saga! Oh... Reita se aproximou, fez o possível para não cair na poça. Tocou Saga, mas ele não respondia. Reita segurou seu pulso, para seu alivio, Saga ainda estava vivo. Deu passos para trás, observava aquela sala. Nada de mais, instrumentos do SCREW, posters dos mesmos. Tirando a bagunça e as paredes obscuras, ainda haviam cordas – no teto, no chão, cercavam a sala- , vermelhas. Reita não se atreveu a si perguntar porquê estavam vermelhas, no fim sabia a resposta. Reita arrastou uma cadeira até perto de Saga, apesar da ânsia de cair no poço – provavelmente não sairia mais dele se Saga caísse em cima dele — , não podia deixa-lo ali e fazer aquelas feridas se abrirem mais. Antes de subir da cadeira, ele tirou um isqueiro de seu bolso e acendeu em um pedaço de madeira. Subiu na cadeira, aproximou o fogo do cobre que prendia os pés do baixista –A9. Começou a dilatar, e derreter aos poucos, logo soltaria Saga. E o cobre, se rompe, as duas argolas, de uma só vez e Saga cai dentro da poça. Reita tinha se esquecido daquela parte. Saltou da cadeira e segurou a perna de Saga antes que ele afundasse por completo. O puxou ele para fora d’água. — Saga! Ei! Acorde! – dizia Reita, sacudindo Saga. — Cof Cof! – tossiu, jogando um tanto de água para fora. — Saga! – gritou Reita, preocupado. — R-Reita... saia daqui. – disse Saga, baixo, serene. — Por quê? — Ela vai pegar você também... – disse Saga – pegou meus amigos... levou todos eles... eu não sei pra onde. Aqueles que mais resistirem ela vai domina-los... eles vão machucar vocês. — Saga, você... — Não consegui fazer nada. Não pude fazer nada. Eu realmente mereço morrer... — Não diga isso Saga! — Ela vai chegar... eles vão vir... suas sombras. — SOMBRAS? – perguntou Reita, surpreso. Lembrou-se imediatamente do sonho de Ruki. — Saia daqui. — Eu não vou sem você. – afirmou Reita. — BAKA!! Não é hora de bancar o herói! Se ficar aqui você também vai morrer! — Eu também? A quem está se referindo? Espero que não seja a você, por que eu vou tirá-lo daqui! E você vai tocar de novo no alice nine. E competir comigo, baixistazinho de merda. – Reita falava, ironicamente, sorrindo, mas lágrimas soltando de seus olhos. Saga apenas riu, já tinha perdido a esperança. — Tora e Hiroto... são perigosos. Muito perigosos agora. O olhar deles... nunca irei esquecer... Ela está mandado neles. Eu não pude ver Shou e Nao.
— Eu vou encontra-los, meus amigos também estão por ai! Estão vivos! Tenho certeza! — Espero que consiga. — Saga, por favor pare com isso. Naquele momento, uma sombra passou sobre eles. Reita a seguiu com o olhar, ele se dirigiu para o lado mais escuro da sala. Não havia cordas lá, apenas escuro, totalmente escuro. — Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrra! Um grito extremamente assustador veio daquele canto. Reita segurou Saga nos braços e o deixou em u canto da sala. Olhou para aquele canto, que diabos estava ali? Entre os gazeboys Reita era o mais corajoso – coragem que muitas vezes era confundida com tolice – Olhou para aquele canto. — Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaa!!! Era realmente tenebroso. Mas Reita continuou ali, parado. Esperando algo acontecer, aparecer. — QUEM ESTÁ AI? – perguntou, firmemente, Reita. Uma criatura saiu das sombras. Era corcunda, com enormes chifres que faziam uma enorme curva para trás, os dentes amarelados, olhos vermelhos, pele cinzenta, tinha uns 2 metros. Ficava de pé, com os “braços” perto do chão, mas em pé. Em suas costas, possuía enormes pontas que saiam de sua pele – de dentro para fora – As garras gigantes. Reita estava incrivelmente chocado. Como enfrentaria aquilo? Não teve tempo de pensar, veio em sua direção, e com certeza estava com fome. Acho que comer dois baixistas iria ser quase suficiente (não pensem bobagens!). O baixista do gazette correu para o outro lado da sala. A criatura sedenta o seguia, com uma enorme feracidade. Reita pegou um dos instrumentos para lutar com o “monstro”. Acho que todos imaginam que foi um baixo. Reita bateu o baixo sobre o animal, o mesmo, fazia pequenas paradas, mas nada que adiantasse. Reita ficava correndo em volta da sala. Não podia nem sonhar em passar perto de Saga. Se aquela criatura passasse por ele o mataria. O pior aconteceu – calma, não foi com Saga, foi com Reita – Ele ficou preso naquelas cordas, molhadas de sangue. — Droga!! – gritou Reita. O animal, se podia mesmo ser chamado assim, encarou Reita e começou a se aproximar. Babava aquela gosma nojenta, e Reita percebeu, a saliva daquela coisa fazia pequenos furos no chão. Era acida. Foi chegando perto, muito perto, tentando se defender, o loiro colocou seu pé na cara do feroz mutante. Seu tênis rapidamente foi se desfazendo. Desesperou, se contorcia nas cordas, que cada fez mais se enrolavam em nele. Reita já sentia o bafo de carniça da fera. Ela colocou sua língua enorme para fora e lambeu o rosto de Reita, por onde sua língua passou foi deixado um rastro avermelhado, que queimava profundamente. Reita deixou escapar um pequeno grito. A fera se aproximou, agora arrancaria a cabeça de Reita e depois, o mutilaria – para ajudar a digestão. TAAP! Uma baqueta foi jogada na cabeça do animal, que se virou, super irritado por interromperem seu lanche. Era Saga, estava agachado. A fera foi para o lado de Saga, iria terminar com ele primeiro. — SAGA! Seu burro! NÂO!!!!! – gritava Reita. A fera ia devagar, se aproximando de Saga. — Pelo menos você, eu pude ajudar... um pouco. – sussurrou Saga, fechando os olhos, esperando que a fera o engolisse. Reita agora precisava se soltar, mas como? Foi ai que ele se lembrou, tinha um isqueiro no bolso de trás. Ele se virou puxou as cordas com toda força que tinha; tentando, teimosamente, alcançar o bolso. A fera já estava com Saga bem a sua frente, ela levantou os braços, endireitou as garras, iria furar Saga dos dois lados e depois, deixaria o sangue escorrer, só por diversão. Deu o “bote”. As garras iam descendo e... pararam. Antes mesmo de atingir o baixista. Reita havia laçado os braços do animal o puxando pra trás. Usou toda a força que se dispunha, puxando a fera, para trás. Ela desistiu de Saga, queria Reita novamente. Foi, ferozmente, irritada e faminta para o lado do baixista, cujo subiu na cadeira – aquela que usara para libertar Saga – esperando o animal. A fera deu o pulo, era hora de pegar sua presa, ela foi deslizando até Reita. Ela impulsionou a cadeira, Reita pulou para frente passando por cima dela. Caiu no poço... A fera. Ia afundando, aos poucos, se contorcia dentro da água. Por precaução Reita rapidamente empurrou a bateria para dentro do poço. Não passou pela entrada do poço. “Perfeito” pensou Reita, ao ver que seu plano funcionara. — Saga! Tudo bem? – disse Reita indo na direção de Saga. — Não acredito no que acabei de ver. – falou Saga, fraco, mas sorrindo. — Certo! Vamos achar meus amigos e os seus também, claro! – falou Reita passando um dos braços de Saga pelo seus pescoço seguindo para o seu ombro. — Tem que avisa-los sobre Tora e Hiroto... – sussurrou, enquanto era levantado por Reita. — É a primeira coisa que vou fazer. – disse Reita. Agora os dois iam andando. Saga completamente apoiado em Reita, que não parecia se importar em leva-lo.Muito bem.
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