Gota a Gota

8 A hora é de Ruki - Os gazeboys se reúnem


Notas iniciais
Waaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
De todos os capítulos até aqui, esse foi o que mais gostei de escrever fikdik.
Ruki, meu favorito do the GazettE (e de todos as outras bandas do mundo!) e Shou, meu favorito do alice nine. :3
Achei que ia ser dificil, mas saiu alguma coisa da minha mente perturbada :X
xD
Obrigada à todos que estão lendo!
Fico tão feliz em saber que o número de pessoas que estão lendo aumentou :DD
Vocês são a grande razão de continuar escrevendo -puxa saco- Thanks!

Cai a chuva.

Pancadas de água ainda brotavam do céu.

Kai, ligeiramente recuperado corria pelos corredores da PSC o mais rápido que suas pernas podiam. Queria encontrar os amigos, a qualquer custo.

Reita, que já havia encontrado a sala de design visual, estava com Saga, agora, vestido de maneira correta. Ainda se apoiava em Reita, mas agora os dois estavam indo mais rápido.

Aoi e Anna também estavam decididos a encontrar os outros. Corriam – de mãos dadas – pelo prédio, prestando atenção em qualquer ruído, por mais mínimo que fosse, poderia indicar alguém por perto.

Uruha e Ange também iam depressa. Ange parecia saber exatamente onde ir, Uruha, por sua vez, não a contrariava, confiava nela. Uma confiança repentina, mas verdadeira.

— Por quanto tempo ficaremos nesse zig-zag? – perguntou Uruha.

— Temos que encontrar seus amigos, lembra? – respondeu ela com um sorriso.

— Parece que estamos andando em círculos.

— Hey! Quando encontramos seus amigos eu explicarei tudo o que sei sobre Fleur. – disse Ange, olhando pelos corredores para saber qual seguir.

— Tudo? Como assim? – perguntou Uruha.

— Bem, um exemplo de estarmos andando em zig-zag. – ironizou bem a palavra zig-zag – A PSC não é mais um prédio, é uma torre.

— Err...

— Hey! Espere! – disse Ange colocando a mão na boca de Uruha – Ainda não terminei. Bom... Os corredores se transformaram em um verdadeiro labirinto...

(...)

Ruki havia sido o último a acordar, como todos os outros estava confuso e com uma estonteante dor de cabeça. A sala era sinistra, obscura, e o cheiro repugnava. Por mais que Ruki gritasse o nome dos amigos, só lhe respondiam os ecos daquele enorme cômodo.

Estava muito escuro, então Ruki ficou parado esperando que sua vista se acostumasse com a escuridão para assim poder ver alguma coisa.

Quando sua visão estava pouco melhor, ele caminhou com as mãos da frente do corpo até esbarrar na parede. E, deslizando pelas paredes ele conseguiu encontrar um interruptor de luz em meio a faíscas. Apesar de estar recebendo pequenas pontadas de choque do aparelho, ele apertou-o, e assim, o ambiente ficou em meia luz.

Agora Ruki podia ver melhor a sala, porém a surpresa não foi boa. As paredes estavam pichadas de sangue.

O vocalista correu para o meio da sala, e percebeu, aquela era a sala de ensaios do alice nine.

Percebeu também, tudo aquilo, era exatamente igual ao seu sonho...

— Você está aí??? – gritou Ruki do meio da sala – Está? Vai aparecer agora e transformar minha vida num inferno em apenas um dia? Você é beeeeem capaz, não é mesmo?

Não houve resposta.

— O que você quer... De nós. – sussurrou Ruki, com a mão no rosto, esfregando os olhos – DIIGA!!

— Eu não tenho nada a dizer. – disse Fleur, do outro lado da sala, segurando uma vela, olhar vazio, voz fria. Ela estava usando um vestido preto curto, botas que iam quase ao joelho, seus cabelos, jogados.

— VOCÊ! O que acha que significa isso??! – quis saber Ruki, mas o baixinho não se moveu de onde estava.

— Você não pode perder seu tempo, Ruki.

Ruki estava furioso e muito confuso. Num ato frio e misterioso, ele apontou para a parede:

— “Etteuog al a etteuog ...tnassilg ertê à uae\'l zessial”, o que quer dizer com isso?

— A salvação de suas vidas.

— Por que falou no plural?

— Só você deve entender. Mas fique tranqüilo, seus companheiros estão vivos. Pelo menos seus companheiros.

— O que quer dizer??!

— Nao, Hiroto, Tora e Miyavi estão mortos. – disse Fleur, com a respiração ligeiramente baixa, parecia infeliz.

— O-O... Que... O... Como disse? – Ruki estava incrédulo.

— Sim, e, se você não agir outro deles morrerá.

— Saga... Shou... Anna... ?

— Saga esta a salvo com Reita. E Anna com Aoi.

— Por que está me dizendo isso?! – Ruki nem sabia mais o que dizer ou pensar.

— Eu... Escolhi você Ruki. – começou Fleur – Escolhi você. Seus amigos fariam tudo por você. Você era perfeito. Só você podia estar aqui.

— Eu... Não entendo o que quer dizer. – disse Ruki, olhando para a própria mão.

— Você vai entender, em breve.

— Você... Não sabe nada sobre mim, nem sabe nada de meus amigos! Não tem o direito de julgar ninguém! Não tem o direito de escolher o destino de nenhum deles!! O que acha que está fazendo? Acha que pode brincar assim com os sentimentos das pessoas? Acha que pode fazer as pessoas sofrerem assim? – Gritava Ruki, logo depois, se ajoelhou no chão frio – Por que...

Lágrimas desceram sobre o rosto de Fleur.

— Você também não pode julgar ninguém, Ruki.

— Cala-se... – sussurrou o vocalista – CALA A BOCA! – gritou.

— Etteuog al a etteuog ...tnassilg ertê à uae\'l zessial. É apenas isso.

— CHEGA DESSA PALHAÇADA!!! – gritou Ruki, muito entristecido.

Fleur estava encostada na entrada da sala. Entrada? Nem sabia onde era mais a entrada. Ruki não tinha percebido, mas a sala estava muito maior. A “entrada” onde Fleur estava encostada era uma porta enorme! Pode se dizer que um buraco quadrado na parede. Tinha uns quatro metros de comprimento e sua altura chegava a pouco antes de começar o teto. O outro lado da sala, atrás de Ruki estava completamente escuro, mas havia outra “porta” como essa.

Notava-se na enorme sala também espelhos, altos espelhos, meio sujos ou mofados. Encostados na parede, e em pé em certos lugares daquela sala.

Ela se virou, sairia dali. Pra onde iria? Ninguém saberia, e provavelmente Ruki não iria atrás dela.

— Espere! – gritou Ruki, brevemente.

— Sim? – Fleur se virou de perfil.

— Você disse que Saga estava com Reita e Anna com Aoi, certo?

— Sim, eu disse.

— Então... Onde está Shou? — perguntou Ruki à moça ruiva.

Fleur se virou para frente, andou até o outro lado da porta. Colocou a mão na parede do outro lado...

— Olhe você mesmo. – disse friamente.

Acendeu a luz atrás de Ruki e foi embora, simplesmente desaparecendo.

Ruki olhou para trás.

— Ah meu Deus. – suspirou o menor.

Imaginem: A segunda porta, da mesma maneira que a primeira. Antes de chegar à porta havia um enorme buraco no chão, e dentro do buraco, engrenagens – como dentro de um relógio. Alguns metros acima do buraco, uma gaiola alta e enorme. A gaiola tinha o formato de um quadrado, e as pontas dela estavam presas firmemente ao teto por uma corrente grossa. Do teto também saíram fios –muito grossos de nylon, que iam parar nas pontas dos dedos de Shou, nas mãos, nos pés – passavam por baixo dos pés também — e no pescoço.

Entenderam? Shou parecia um boneco guardadinho em sua caixa. Mas... Qual era o propósito daquela caixa? Ruki teve a curiosidade de descobrir.

Tirou o agasalho, se aproximou do buraco. Jogou sua peça de roupa lá em baixo. Rapidamente, começou a derreter, se queimou. Ruki percebeu, as engrenagens estavam completamente aquecidas. Qualquer coisa que caísse ali, se derreteria, queimaria, acabaria.

— SHOU!! – gritou Ruki.

Shou estava com a boca tampada, mas o pano não estava com veneno como o de Nao.

— Unmki. – saiu a voz extremamente baixa, murmurada.

De onde Ruki estava deu para ele analisar a gaiola. As tão grossas e firmes correntes tinham um sistema para se soltar. Se a gaiola caísse, Shou morreria.

— Droga! – disse Ruki – Shou tente tirar esse pano da sua boca. Preciso falar com você!

— Uhuunm. – respondeu Shou.

Enquanto Shou tentava de todas as maneiras retirar aquela coisa de seus lábios, Ruki pensava em como ajudar o amigo.

O vocalista do GazettE pensou em várias situações. Não achava jeito de tirar Shou dali.

A única maneira de tirar Shou é indo até a gaiola, cortar as amarras de nylon e pular de volta para o chão. Cortar as amarras seria fácil, Ruki tinha o isqueiro dentro do bolso, e para alcançar aquela gaiola usaria duas cadeiras, subiria nelas, e, bem na ponta do buraco, pularia para a gaiola. Era arriscado, mas Ruki não tinha outra esperança.

Colocou as cadeiras em posições definidas – uma em cima da outra. Hesitou em subir em cima das duas, mas não tinha outra escolha, subiu. Agora sim, a gaiola estava bem perto.

— HUNM! HUNM! – sussurrou Shou. – Naaam... unnmm...

— Garanto que o Miyavi não precisaria de cadeira nenhuma e ainda riria litros. – lembrou Ruki com um olhar distante – Eu vou salvar você Shou, não se preocupe.

Pulou, num salto fulminante, alcançou a gaiola, a moveu para o outro lado, parecia ter óleo onde as correntes se prendiam. Ruki foi para o outro lado do buraco e caiu no piso frio.

Acontece que quando Ruki caiu do outro lado, a gaiola se desprendeu – com um peso extra além de Shou, isso aconteceria.

O menor só ouviu o enorme estrondo que aquela queda proporcionou. Tão alto, e tão firme, que a sala inteira tremeu, e, provavelmente, o barulho dava para ser ouvido por todo o prédio.

A primeira coisa que Ruki pensou antes de se virar: Shou havia caído lá embaixo. Sua cara já deveria estar derretendo e seu corpo acabado. Mas por que não ouvia nada? Foi o quis saber. Se virou, devagar e com muito medo do que iria ver.

Pela PSC*

— Que barulho foi esse? – perguntou-se Kai, que saiu correndo ainda mais rápido. – Esse barulho...

— Veio... – disse Uruha correndo ao lado de Ange.

— Do último andar... – disse Reita, junto a Saga.

— E é lá que Ruki está! – falou Aoi, olhando para Anna, os dois subindo rapidamente os degraus.

(...)

Shou ainda estava lá em cima, presos aos fios de Nylon. Como os fios que prendiam as mãos e os pés eram menores que a que prendia o pescoço, Shou não havia se enforcado.

Ruki continuou olhando, o pano que prendera a boca de Shou não estava mais lá.

— RUKI! SEU FDP! O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO?? – perguntava Shou, aos berros.

— S-Shou! Ainda esta vivo!! – disse Ruki, parecia festejar.

— Ah sim, claro, cheio de energia, amor pra dar... VOCÊ PERCEBEU QUE EU ESTOU AQUI EM CIMA, OI!

— Calma! Vou te tirar daí! – disse Ruki, tentando acalmar Shou.

— Tipo o que você fez com a gaiola? — Shou olhou para a gaiola quase toda desfeita no aço aquecido – E, rápido, por favor, está doendo muito essas cordinhas nos meus dedos e na sola do meu pezinho.

— Certo, eu vou te ajudar! As cordas são firmes? – perguntou Ruki.

— Elas são bem grossas, Ruki! Mas tem algo dentro delas, são transparentes com um fio cinza dentro e tem algum líquido dos fios... Líquido amarelado... Sei lá!

— Entendi! Vou pensar em alguma coisa. – disse Ruki, andando em volta do buraco, passaria por um pequeno canto e voltaria para o outro lado.

Pela PSC

— Finalmente! – disse Kai, vendo a entrada principal, enorme, nunca tinha visto isso. – Nossa, o que aconteceu aqui... com a entrada daquela porta... Aff!

— KAAAI!!!!!

Kai olhou para o lado. Via Aoi e Anna acenando. Kai nunca ficou tão feliz em sua vida.

— AOIIIIIIIIIII!! ANNAA!! – gritou Kai, que saiu correndo para abraçar os dois.

Os três se abraçaram. Até serem interrompidos por uma voz.

— Gente, eu também preciso de um abraço, ok?

Olharam, era Uruha acompanhado por uma garota sinistra, que mal sabiam que era tão doce e confiável.

— URUHA! – saíram correndo, os três para abraçá-lo, Ange só se afastou para não atrapalhar o momento deles.

— NOSSA! QUE BANDO DE VIADINHOS! – gritou Reita se aproximando com Saga.

E, claro, todos saíram para abraçar Reita, mas foram interrompidos por...

— EPA! Não, não! Vocês são cegos? Olea o Saga! – disse.

— Você... conseguiu salva-lo... – suspirou Uruha.

— Por quê? Onde estão os outros? – perguntou Saga.

Todos se entreolharam. Mas não podiam perder tempo.

— Vocês vieram aqui por causa do estrondo? – perguntou Ange, ela havia notado que o clima ficaria muito pesado.

— Sim! E como o prédio está alto! – disse Kai.

— Então... O que estamos esperando vamos lá! – começou Uruha – Depois... Precisamos conversar.

(...)

— Certo Shou, relaxe! Ainda não sei como tirar você daí.

— Ruki, estou vendo vários riscos no teto. Parecem fios...

— Alguma coisa eles deve fazer, por favor fique calmo.

— RUUUKIIII!!!!! – gritaram os gazeboys, Anna e Saga.

Ruki olhou para trás, seus olhos se encheram de água. E, chorando correu ao encontro dos amigos. Anna e Ange seguraram Saga – não precisaram fazer muito esforço, ele já estava bem melhor – para que o the GazettE tivesse o seu momento.

Aquele círculo de amigos-irmãos se formou, num abraço verdadeiro e único. A emoção tomou conta deles naquele momento.

— Gente, é sério, isso é lindo eu vou chorar! MAS ALGUÉM ME DÊ ATENÇÂO!!! – gritava Shou.

Os oito olharam para Shou.

— O que está havendo?? – perguntou Saga.

— Está acontecendo com Ruki também. – disse Aoi.

— O que? – perguntou Shou.

— ESQUEÇAM! – gritou Uruha – Vamos salvar Shou antes que algo aconteça com ele, Ange vai explicar tudo depois. E Ruki conte-nos o que está acontecendo.

— Ange... – disse Ruki – Certo, depois você nos explica isso Uruha. Vou falar bem rápido o que está havendo.

Eu acredito em vocês.

Notas finais
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Waah! Gostaram? :3
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Pela PSC* = Sabe aquelas cenas emocionantes de anime, que um personagem fala uma coisa e vai aparecendo os amigos dessa pessoa completando a frase mesmo estando em lugares diferentes? Saca? A ligação entre eles.
Foi isso que aconteceu o/

E YooBin, pare de me enviar mensagens perguntando o que vai acontecer xDDDD
Kisses, te adoro :*