Got My Heart In Your Hands

84 Mas no fim, isso não tem mais importância


Marie Lee's POV:ON

–Pronta?Ouvi Jay me perguntar com sua doce voz.

–Sim.

Estavamos na porta do apartamento onde os pais de Jay e Pierre estavam hospedados,eu estava nervosa,mais que nervosa,não sabia o que fazer,não tinha mínima ideia se eles iriam gostar de mim...Olhei para Jay,ele acabará de bater na porta,me lembrei de Pierre também,engraçado como acabei conhecendo eles por causa do desgraçado do Nemours,pelo menos pra alguma coisa ele prestou.Qual é,Jay e Pierre eram os caras mais legais que eu já conheci,os pais deles devem ser muito legais.-A mãe de Jay abriu a porta.-Vamos lá Marie Lee.Eu disse pra mim mesma.

–Olá.Disse a senhora Bouvier sorridente.

–Mãe!Jay sorriu e deu um abraço nele.

–Você deve ser....Marie certo?

–Sim,prazer em conhecê-la senhora.Eu disse sorrindo.

–O prazer é meu,mas não precisa me chamar de senhora querida,me chama de "você",me sinto mais jovem.

Eu dei uma risada,afinal ela parecia ser muito legal,com certeza os meninos tiveram a quem puxar.

–Vai nos deixar aqui mesmo mãe?Jay perguntou sinalizando para a porta.

–Opa,entrem.Disse ele abrindo caminho para nós.

O apartamento era bem aconchegante,adentramos na sala e eu logo vi o pai de Jay e Pierre sentado lendo seu jornal.Eu estremeci,me lembrei de tudo que Jay me contará,digamos que ele me pareceu meio....autoritário.

"Eu não sei muito bem o que fazer. Muitas vezes me sinto perdida demais para me encontrar.

Sinto-me perdida em mim mesma, sinto-me perdida em meus pensamentos.

Sinto-me até mesmo perdida nos olhares de outras pessoas.

Nunca sei dizer muito bem o que esses olhares significam. A verdade é que muitas vezes não sei dizer o que meu próprio olhar significa, porque eu tenho tantos sentimentos, tantos sentimentos tão incompreensíveis.

Eu estou feliz, mas o desespero me invade e eu não sei como combatê-lo, tento ignorá-lo, tento fazer outras coisas, tento não pensar, mas não existe nada que possa levá-lo embora, ele apenas vai, ele vai quando quer ir e volta quando quer voltar. Volta sem convite, volta sem permissão, volta sem que eu queira que ele volte.

E, ás vezes, em meio ao desespero, em meio a dor de minha alma, eu me pego sorrindo, não sei porque eu estou sorrindo.

Talvez, tenha aprendido a lidar com a dor, talvez, não. Talvez, seja uma forma de escapar, talvez, a dor seja tão forte que eu decida não lutar, que eu apenas mergulhe em meio aos meus sonhos, em meio aos meus pensamentos mais insanos, mais primaveris, mais românticos...

São apenas meus pensamentos, são apenas imagens, são apenas imagens que adulam meus olhos e adocicam meu coração.

São pensamentos que fazem de mim o que eu sou.

E mesmo assim eu não sei quem eu sou, eu sou muito complexa para ser definida, eu sou muito simples para não ser definida.

Eu sofro, eu sorrio. Eu sinto minhas dores, eu sinto as minhas alegrias. Muitas vezes, sinto-me julgada, muitas vezes, acho que não compreendem, pois é muito fácil falar quando não se sente. E eu só sei que é muito difícil falar quando se sente.

É muito difícil deixar os sentimentos se revelarem. Tudo é tão difícil. Ás vezes eu quero desistir, mas meus sonhos não me deixam.

Mas o que eu quero, então?"

–Jay! Ele se levantou do sofá e veio abraçar o filho.

–Pai,como o senhor está?

–Muito bem e vocês?

Vocês? O que eu perdi?Ele estava me incluindo,dei um sorriso e olhei para Jay,como se quisesse dizer "Hey,nos apresente".E bom...ele entendeu o recado:

–Pai,essa é Marie,minha namorada.

–Prazer em conhecê-la Marie.Ele me deu um abraço.

–O prazer é meu.

–Então,vamos almoçar?

–Claro,estou cheio de fome,Jay disse segurando em minhas mãos.

–E o Pierre como está? Réal perguntou enquanto nos dirigiamos para a varando onde a mesa de jantar se encontrava.

–Bem,ele e o David...bom você sabe...estão juntos cuidado da Lennon e da Delilah.

–Sentem-se,qualquer dia vou visitá-los.

–Que bom pai.

Nos sentamos,a mãe de Pierre,Louise veio trazendo uma travessa nas mãos...era...lasanha!Uma das minhas comidas favoritas:

–Podem se servir.Disse ela tirando as luvas protetoras.

No decorrer do almoço nós conversavamos:

–Então essa foi a garota que te conquistou não é mesmo?

–Er..Sim.O rosto de Jay corou.

–Sabia Marie,o garotão ai,não era de se apaixonar ao contrário de Pierre que se apaixonava toda semana.

–Eu ri e olhei para Jay que continuava corado,talvez eu fosse mesmo especial para ele,eu apenas sorri e tentei interagir mais na conversa:

–Porque decidiram vir para o Havaí?

–Em Montreal estava muito frio e fazia tempo que nós não tiravamos umas férias,e é claro queriamos ver nossos bebês!Disse Louise apertando as bochechas de Jay,fazendo-o corar novamente.

–Entendo.Eu respondi dando uma garfada em minha lasanha.

–Jay o que aconteceu com aquele tal professor?Réal perguntou.

Jay olhou pra mim,como se quisesse encontrar a resposta do que devia rsponder em meus olhos,mas acho que não era exatamente isso:

–Acho melhor não falarmos dessa pessoas que só causou desgraças em nossa vida e além do mais...Ele estuprou Marie.

–Me desculpe.Disse o pai de Jay e Pierre como se não divessse ter dito aquilo.

–Sem probelmas eu já superei. Disse sorrindo.

Louis percebendo o clime tenso disse:

–Quem quer sobremesa?

–Eu quero! Jay sorriu.

Depois de algus minutos ela voltou com um belo pavê e também com sorvete,tudo estava muito bom e eu estava realmente feliz.Afinal todo aquele medo era bobagem minha,os pais de Jay era muitos legais mesmo assim como ele e Pierre.Nós ficamos lá até tarde assistindo filme e conversando.

“E quando eu te peço um sorriso não é um simples pedido. Não é apenas pra disfarçar o meu medo de te perder ou a saudade por ter você longe. Quando eu te peço um sorriso é para agradecer por sua vida existir na minha, e sorrir junto. E, ainda, conseguir entender o motivo de tanta felicidade. Quando você sorri, o mundo inteiro fica pequenininho, quase nem existe mais. E, quando longe, eu consigo imaginar cada detalhe do teu rosto, cada gesto envergonhado que você faz enquanto eu te observo sem parar. Quando você sorri, tudo de ruim vai embora, junto com qualquer medo bobo que eu possa ter. Quando você sorri, minha vida ganha vida e enlaça tua mão na minha. E, mais que isso: enlaça o meu coração no teu.”

“Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada.”

“Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.”

Guns N' Roses — Sweet Child O' Mine



Notas finais
Reviews? *-*