Gossip Fairy
3 Um Clima Gelado?
Notas iniciais

“Bom dia Upper East Sider’s, parece que as novidades já saíram voando do meu colo e foram parar no de vocês não é mesmo? Mas agora não importa, o que é realmente interessante é saber se alguém notou em como o N estava olhando para uma certa loura com um corpo muito esbelto...E uau! Com um toque a francesa o nosso amado roqueiro voltou com tudo e abalando pequenos corações. Uma dica para a L, se quiser fisgar um peixe grande, vai ter que subir no banquinho.”
Xoxo Gossip Fairy.
O sinal ecoou nos corredores arrancando um suspiro aliviado de todos os estudantes. Não só isso, mas um coração acelerado de três garotas em especial.
– Eu vou comprar meu lanche. Alguém quer ir comigo? – perguntou Cana, já se retirando da sala.
– Desculpa Cana, Juvia tem que ir a lugar agora.
– Que lugar? – a baixinha perguntou curiosa apesar de já ter um pressentimento do que era.
– Não é nada! – disse já atingindo o limite de saturação do rosa que cobria suas bochechas – Juvia já volta!
E assim a menina de cabelos azuis saiu correndo antes que suas amigas pudessem interrogá-la ainda mais.
– Fico feliz por ela. – comentou Lucy – Isso deve estar a fazendo muito bem.
– Sim. Aliás, Lucy... – disse Cana com um sorriso malicioso no rosto, virando instantaneamente para a loira – Não pense que eu não vi aquilo.
– “Aquilo”? Aquilo o quê? – perguntou inocente.
– Você ainda gosta do Natsu, não é?
– Hã?! – ficou surpresa com a acusação repentina. – Cana! Isso...!
A loira ficava mais vermelha que pimenta, não conseguindo terminar sua própria frase.
– Calma querida, você está se dedurando. – ria enquanto sua amiga se perdia na própria vergonha. – Mas, pelo que eu vi você não foi a única que ficou impressionada.
– O que você quer dizer?
Cana estufou o peito pra frente e soltou um suspiro orgulhoso aumentando o sorriso.
– Não... Deixa pra lá.
A morena escolheu não falar mesmo se a amiga insistisse para que continuasse. Tinha que confirmar antes o que seus olhos tinham presenciado essa manhã.
Enquanto isso, a azulada se dirigia as escadarias na parte de trás do colégio. O sorriso delicado era formado de ponta a ponta em seus lábios. Seu coração pulsava mais rápido do que qualquer outra coisa. Era sempre a mesma sensação, não importa quantas vezes essa cena se repetia.
Cautelosa, olhou em volta e se assegurou que não tinha ninguém além dela. Vendo que estava sozinha, apoiou os braços e a cabeça em cima do corrimão e tentou acalmar sua ansiedade.
Aquele era o seu esconderijo desde que tinha entrado no ensino médio; uma escadaria que dava caminho a uma antiga sala de artes – que não era mais usada por motivos desconhecidos –, com um espaço perfeito debaixo da escada dando sombra nas manhãs de muito calor. Tinha uma brisa ótima, por sinal.
Levantou a cabeça e pensou se tinha se apressado demais, ou será que...?
Juvia sempre foi insegura então não podia evitar que esse tipo de pensamento viesse à cabeça, mas antes que ela pudesse pensar qualquer outra coisa sentiu algo puxar seu pulso e girar seu corpo logo em seguida o pressionando contra algo levemente macio, junto com seus lábios.
Já conhecia o seu sabor, não precisou pensar duas vezes em se entregar aos braços fortes que os aproximavam ainda mais e diminuíam a distância inexistente. Era automático, suas mãos traçavam caminhos do seu peitoral até seu pescoço com rigidez, demonstrando o quando o desejava.
– Por que demorou tanto? – disse fazendo manha.
– O professor demorou pra liberar a gente. Desculpa. – respondeu entre os beijos.
– Não... Tudo bem. – sorriu – Você está aqui agora.
O moreno riu timidamente e encostou a testa na dela, levando sua mão até a da menina e entrelaçando seus dedos.
– Sabe que dia é hoje?
– O primeiro dia de aula? – sorriu, brincando com os cabelos negros na nuca.
– Não, boba. Já faz um mês...
– Eu sei – riu um pouco – Tem sido os melhores 30 dias da vida da Juvia.
O garoto acariciou o rosto da menina, rindo da mania que ela tinha de falar em terceira pessoa. Ele achava simplesmente adorável.
– O que você vai fazer hoje?
– Não tenho nada planejado. Alguém me disse para reservar o dia porque precisaria de mim o tempo todo.
Ele sorriu com a ironia da azulada.
– Que bom. Tenho uma surpresa.
– Sério? A Juvia ama surpresas! – sorriu empolgada. – O que é?
– Se eu te contar não será mais surpresa.
– Gray malvado... – fez bico.
– Só um pouco. – fez um gesto com o polegar e o indicador demonstrando o quão malvado ele era.
Eles não agüentaram a troca de olhares tão longa e retomaram os beijos apaixonados. Isso só era mais um dia em suas rotinas incansáveis.
Gray era uns dos caras mais populares em St. Jude, e mesmo antes de Natsu ter deixado o país, o garoto já era conhecido como “príncipe gelado” por seu jeito e comportamento frio de tratar os demais. Tinha um ótimo coração, mas sua expressão séria não demonstrava o mesmo. A não ser com seus amigos e com Juvia, a situação se invertia por completo.
No caso de Juvia, era a menina mais graciosa de Upper East Side. E a de melhor família de todos ali. Já teve muitos relacionamentos complicados por causa da sua “conta bancaria”, porém nunca perdeu seu charme, por mais tivesse sempre rodeada de babacas loucos por dinheiro.
– Te busco ás 6h.
– Ta. – sorriu sentindo seu estomago quase sair do lugar.
Gray pegou sua mão e a beijou, fazendo-a sorrir ainda mais do que o normal. Logo que os dois acenaram e foram pras suas respectivas classes, já foram interrogados pelos amigos.
– Então? – perguntou Cana – Como foi a pegação?
– Cana!
– O que? Todos sabem que foi isso que você fizeram...
– Cana, você não tem jeito mesmo, né? – confirmou Levy. – Foi tudo bem lá, Juvia?
– Ah-h! Foi sim... A gente vai sair hoje mais tarde... Ele disse que tem uma surpresa, – sorriu, ficando corada. – que hoje é um dia especial.
– Ah, meu Deus! Especial? Surpresa? Então só uma coisa a fazer! – exclamou
– Hm, Lucy... Juvia acha q-que não é necessário...
– O que você está falando? Compras sempre são necessárias nessas ocasiões!
– Lá vamos nós... – reclamou Levy.
– Depois da escola, vamos direto ver algo pra você.
Lucy podia ser tão boa e “inocente” quanto Juvia, porém ela era conhecida por ter um grande poder de persuasão e ser tão teimosa quanto uma porta. O famoso cavalo indomável, que suas amigas – no momento – não estavam querendo domar, então aceitaram a opção sem discutir.
Novamente o sinal tocou e todos os alunos saíram em disparada. Muitos dali eram filhos de pessoas importantes, o que lhe acrescentavam os hotéis, clubes, SPAS e jogos de tênis com amigos de classe alta, e milhares de outras coisas que podiam fazer.
Enquanto isso as meninas entravam numa limusine a caminho das melhores e mais caras lojas de Upper East Side.
– Agora me diga Juvia, você tem quatro opções: Searle, Chanel, Lilly Pulitzer, e Ralph Lauren. Qual você prefere ir primeiro?
– Hm, — pensou um pouco – Acho que no Lilly’s.
– Então é pra lá que vamos.
O motorista fez um sinal positivo com a cabeça para a Heartfilia e deu a partida. Depois de alguns minutos elas já se entravam no Lilly’s. Uma loja colorida e alegre que ficava na Av. Madison, era a favorita de Levy – apesar da mesma não gostar muito de comprar, aquela loja encaixava-se perfeitamente ao seu gosto com roupas agradáveis e vistosas – então isso a fazia aproveitar um pouco mais.
– Eu amo as roupas daqui. São tão bonitinhas.
– Eu não. Parecem roupas pra crianças. – argumentou Cana.
– Lógico, né? O seu gosto é tão... Tão sofisticado, Cana.
– Sua ironia nem é obvia.
– Não se preocupe, nós te amamos mesmo sendo vulgar.
– OMG! Como pode dizer isso de mim, Juvia? – falou fingindo estar ofendida, e as meninas riram de sua reação.
– Juvia! Olha esses vestidos, – mostrou Lucy colocando quatro vestidos em cima de uma mesa de vidro na loja, dentro da área VIP – o que você acha?
– Não sei... Juvia quer algo casual, mas elegante. Gray devia ter falado pra Juvia o que usar pelo menos!
– Relaxa, amiga. Vamos encontrar algo. – Levy tentou acalmar a amiga.
As quatro saíram pela loja procurando de tudo: saias, vestidos, blusas variadas, sapatos e também acessórios. A loja tinha dois andares, então tinha muito espaço pra procurar. Juvia já começava a desistir, tinha muitas roupas em casa ela podia dar um jeito, mas sabia que Lucy não permitiria então continuou a procurar algo que fosse perfeito. Sinceramente, todos eram ótimos mas algo dizia que não era o certo... Até que passando os cabides pro outro lado, viu uma roupa que lhe chamou atenção. Analisou bem primeiramente, pegou a roupa e correu para o vestiário.
– Juvia? Onde você ta? – chamou Levy.
– Levy! A Juvia está aqui! Juvia achou a roupa perfeita!
– Sério? Deixa eu ver!
Ela abriu a cortina revelando um vestido de veludo azul escuro com botões dourados em cada lateral desenhando a silhueta e solto do quadril para baixo de mangas longas.
– Você acha que ta muito curto?
– Amiga, ta perfeito! Onde você achou esse vestido? – disse Lucy, encantada. – E ele ainda é aberto nas costas! Meu Deus, preciso de um desse!
Ela saiu correndo procurando por uma vendedora, mas pelo jeito que voltou aquele era modelo único.
– Não tem mais né? – concluiu Levy.
– Bom, compre esse vestido agora antes que eu pegue de você. – disse desapontada.
– Ta. – falou alegre.
Enquanto entregava o seu cartão para vendedora, olhou rapidamente no relógio e se surpreendeu ao ver que já era 3h30 da tarde. Em mais ou menos vinte minutos ela deveria estar no salão mais famoso de Nova Iorque, Garren New York.
– Gente! Juvia precisa ir! Tenho hora marcada no Garren.
– No Garren? O que você está fazendo aqui ainda?! – gritou Cana. Afinal, Garren é o cabeleireiro mais genial de todos os tempos e que sabe resolver qualquer problema capilar.
– Estou indo. Até! – acenou.
– Tenha um ótimo encontro!
– Obrigada!
Marcava já cinco e meia, e logo Gray estaria com seu conversível vermelho esperando na entrada da Mansão dos Loxar. Juvia, em seu quarto, andava de um canto para o outro, e a cada cinco segundos se olhava no espelho gigantesco em forma de coração só para ter certeza de que estava tudo certo. Usava uma maquiagem simples, com brilho nos olhos, e seu cabelo estava liso e longo, o que chamava muito a atenção. Estava muito nervosa, então optou por uma sapatilha coral para que não corresse o risco de cair.
De repente ouviu o som da buzina. Seu coração ia parar a qualquer momento, era isso que sentia.
– Calma, Juvia. Está tudo bem. Respire e aja normalmente. – pensou alto.
Lentamente, ela desceu as escadas já antecipando em sua mente qual seria a reação do seu amado. Será que ele iria gostar de suas roupas? Será que o cabelo liso deixou o seu rosto muito fino? Antes mesmo dos dois ficarem juntos Juvia já tinha uma paixonite pelo príncipe gelado, mas apenas o admirava de longe. No dia em que Gray confessou gostar muito da jovem, ela pensou que não poderia se sentir mais feliz do que já estava em toda a vida, então sempre fez seu melhor pra agradá-lo de alguma forma.
Essas lembranças a fizeram sorrir, mas o sorriso só aumentou no instante em que bateu seus olhos no homem em pé de jaqueta azul de capuz, calça jeans rasgada, e olhando pro horizonte tão belo quanto o próprio.
– Você chegou mais cedo.
O garoto finalmente tirou sua atenção do céu amarelado pra ver a mulher que falava com ele. Sua surpresa foi tão grande que ele perdeu a fala.
– Gray? – chamou sem entender o silêncio.
– Hã? Ah! M-me desculpa. Eu- quero dizer, você está linda.
– Obrigada.
– Bom, vamos? – esticou sua mão e a guiou até assento de passageiro, abrindo e fechando a porta como um cavalheiro de costume, e logo sentando ao seu lado no banco do motorista. – Já vai dar o pôr-do-sol. Temos que ir rápido.
Enquanto isso as duas amigas, Lucy e Levy, prosseguiam com sua sessão de compras já que duas das suas companheiras foram embora por compromissos alheios.
– Levy, o que você acha desse vestido aqui? Qual cor é melhor, rosa ou branco?
– Eu não sei Lucy, porque não prova os dois? Aí você vê qual fica melhor. – aconselhou. Na verdade o que mais queria era sair dali, então no momento em que a viu entrar no vestiário saiu o mais rápido possível.
A pequena começou a procurar por algo além de roupas, algo que lhe causasse mais interesse, e seus olhos bateram no lugar certo. Uma pequena livraria de esquina, Little Writers.
– Perfeito.
Nunca tinha visto aquela livraria antes, ela não era grande, mas era confortável, toda feita com um material que dava a impressão de madeira. Também tinha um balcão onde pessoas estavam sentadas tomando café.
Olhando pelas estantes, percebeu que não tinha os livros que costumava ver nas livrarias comuns, para ser honesta, eram livros que nunca havia ouvido falar. Autores e histórias desconhecidas, o que para Levy era muito estranho. Ela já tinha lido e pesquisado sobre quase todos os livros e escritores marcantes ou nem tanto na literatura.
Curiosa, decidiu perguntar o porquê, mas quando deu um passo a frente nem viu que alguém andava na direção contraria esbarrando com tudo por acidente.
– Ai!... Me desculpe, eu não vi...
– Não, tudo bem- Levy? – disse uma voz grossa e rouca, muito familiar pro seu gosto.
– Gajeel?!
E a pequena achou que teria um minuto de paz. “Porque logo ele?”, perguntou-se, de todas as pessoas que podia encontrar...
– O que faz aqui? – retraiu os olhos cruzando os grandes braços tatuados. Se ele soubesse o efeito que isso causasse na pequena.
– Eu que sou a garota dos livros, não é?
– Está aprendendo a ser irônica é? – apoio uma mão na estante e diminuiu a distancia segura entre os dois. – Até é melhor assim, pelo menos já consegue falar.
– O que quer dizer? Eu sempre falei com as pessoas normalmente, nem vem.
– O que você quer dizer com normalmente? A bunny girl não conta como “pessoas”.
– Como é? Olha, eu não estou a fim de discutir, então se me dá licença-
– Ótimo, porque eu também tenho muito que fazer.
– Ótimo.
E nessa ultima fala, ela deu as costas a ele saiu andando até a porta, mas logo percebeu outra coisa.
– Porque você ta me seguindo?
– Eu não to te seguindo, eu disse que tinha coisas a fazer. “As coisas” são pra esse caminho. – disse apontando a direção. Levy já não conseguia saber se ele estava brincando ou falando sério. – E você, porque não vai pra outro lado então?
– Porque a minha amiga está pra esse!
– Ah, é? Bom... – um sorriso sarcástico surgiu nos lábios do garoto – Sua amiga parece bem ocupada agora.
– Hã? – a pequena seguiu a direção que os olhos de Gajeel apontavam e viu sua amiga, Lucy, na porta de uma loja com, ninguém mais ninguém menos que Natsu Dragneel. – Eu não acredito... Ele devia controlar seus hormônios às vezes.
– Se fosse outra pessoa eu até concordaria com você.
Respirou fundo e cruzou os braços vendo que sua amiga não tinha jeito. Aquela cena vista de longe, era nítida e clara: Natsu estava dando em cima dela e ela não parecia se importar nenhum pouco com isso. Depois de tudo, ela ainda tinha sentimentos pelo cafajeste.
Não agüentando mais ver aquilo, foi até lá tentar tirar amiga daquela roubada.
– Oi, Natsu.
– Levy! Onde você estava? Quando eu saí do provador você tinha sumido.
– Desculpa, é que... Bem, eu vi uma livraria ao lado e fiquei curiosa.
– Ah! Sabia. Então, Natsu estava falando que vai dar uma festa de boas-vindas e estava convidando a gente. Isso não legal?
– Hm, é sim... Posso falar com você um minuto, Lucy?
– Hã? Pode sim.
Puxando a amiga para um canto onde teria certeza que só ela iria ouvir o que tinha pra dizer, segurou as mãos de Lucy com força.
– Lucy...
– O que houve?
– Lucy, você sabe muito bem como o Natsu é... Eu só acho que você deveria-
– Relaxa, Levy. Eu tenho sinto nada pelo Natsu.
– Ah, é mesmo? Então o que foi aquele papo de “Aí meu Deus, como o Natsu está lindo e eu to nervosa”? E aquela tremedeira toda, Lucy? Você acha que eu sou burra?
– Você me entendeu errado! Era a primeira vez que eu tinha visto ele em três anos. Você acha que eu não ficaria chocada? E você, fala isso de mim, mas é muito mais obvio que ainda gosta do brutamonte do Gajeel.
– Não foi o Gajeel que me machucou e partiu para França com aquela vadia... Você não ta vendo que eu estou tentando te ajudar?
– Não. Pra mim parece que você quer brigar mesmo.
– O quê? Ta! Que seja então. Não falo mais nada, ok?
Nem esperou ouvir uma resposta, já saiu andando totalmente decepcionada com as palavras de sua amiga. Se ficasse mais um pouco a situação provavelmente iria piorar...
– Gray, pra onde está me levando? – perguntou enquanto era guiada pelo Ice Prince, que a segurava firmemente pela cintura. – E essa venda é realmente necessária?
– Sim, porque se eu dissesse para você ficar de olhos fechados, você não ia me obedecer. – não por muito tempo, ele pensou. – Relaxe um pouco, Juvia. Não estou te raptando nem nada. Ah, cuidado com a escada!
A jovem riu. Bem devagar, foi subindo os degraus, tentando se concentrar o máximo possível. Desengonçada como era, o caso só piorava com uma venda de seda nos olhos.
Finalmente, ouviu o barulho da maçaneta girando e a porta rangendo ao abrir. Logo sentiu a respiração gelada do garoto acompanhada por sua voz.
– Pronta?
Ela balançou a cabeça dizendo que estava. Então, delicadamente ele desamarrou a venda, e lentamente Juvia foi abrindo os olhos.
– Meu... Deus... Isso – colocou as mãos na boca.
Ela estava no terraço de um prédio muito alto. Tudo era branco ali, a mesa, as duas cadeiras, e a cama... Sim, havia uma cama king size com longas cortinas bordadas, simplesmente lindas. Nunca ninguém tinha feito isso para ela. A garota estava a ponto de chorar.
– Eu sei que não é muita coisa, mas... O que é melhor jantar olhando o pôr-do-sol de Nova Iorque?
– Gray...
– Vamos. Você deve estar com fome. – Pegou sua mão e a guiou novamente até a mesa.
“Ouvi dizer que tem certas pessoas que pegaram um gosto particular por assistir ao por do sol, já eu digo que a maioria está mesmo é interessada em trombar com os outros no meio da rua. Vejamos a previsão que vem por ai...Grandes pancadas de chuva que vai gelar até a sua pobre alma, e regada a uma bela dose de trovões, já sabem do que eu estou falando? E só mais um aviso para vocês Sider’s, quem já foi rainha nunca perde a majestade, então cuide bem de sua coroa Evil M, pois temos um bobo da corte a espera da verdadeira rainha..”
Vocês sabem que me amam.
Xoxo Gossip Fairy.
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