Gossip Fairy

9 Acaso ou Destino?


Notas iniciais
Olá minhas Upper's lindas! Sentiram saudades? Então, era pra eu ter postado no sábado maaas... Não postei por falta de tempo. Mas cá estou eu trazendo um capítulo quentinho pra vocês! Queria que me falassem o que estão achando da história, se estão gostando como ela está se desenvolvendo e tudo mais. Well, eu e a Le Cactus temos 83 leitores acompanhando a fic e 34 favoritos, e geralmente são só 8 ou 7 que comentam. Meio que isso deixa qualquer ficwritter pra baixo sabe? Não quero ser chata nem nada, mas os reviews de vocês não servem só pra deixar a gente feliz, mas sim para sabermos se vocês estão gostando da história ou não, é importante. Então se vocês gastam esse tempo todo lendo o capítulo, acho que podem gastar mais um minutinhos para escrever um review certo? Bom, vou parar de bancar a chata aqui! Aproveitem o capítulo e até o próximo fim de semana! Xoxo Lady Clê.

“Bom dia Upper East Sidder’s. Como estão? Parece que o dia de hoje será repleto de coisas maravilhosas, que eu vou amar falar delas uma por uma para todos vocês. L passou a noite na casa do Dragneel? Parece que alguém tem que aprender que quando se brinca com fogo, se queima.”

Xoxo, Gossip Fairy.

Espreguiçou-se tentando afastar todo o cansaço que ainda sentia. Não havia dormido bem a noite passada. Mas não porque estava com insônia ou preocupada com algo, nada disso. Havia ido dormir tarde, pois ficara conversando com o seu príncipe gelado a noite e quase a madrugada toda pelo celular. Lembrou-se então que provavelmente seria hoje que o vídeo da Minerva se atracando com o Gajeel no banheiro feminino seria postado pela Gossip, e mais do que rapidamente levantou da cama com um pulo para ir em busca do seu celular. Havia uma atualização da Gossip, mas não era o vídeo, então Juvia nem se preocupou em ler, mas antes de largar o celular na cômoda viu que havia uma mensagem não lida. Ela abriu a mensagem e constatou que o número era do Gray, e um grande sorriso brotou em seus lábios ao ler o conteúdo da mesma.

“Bom dia minha princesa. Dormiu bem? Espero que não tenha te atrapalhado por termos ficado conversando até tarde ontem... Além de te dar um bom dia, quero te avisar que só vou chegar na segunda aula hoje. Por que? Porque eu e a Wendy temos que ir no médico tirar sangue, sabe como meu pai é não sabe? Exame de rotina, não posso nem argumentar... Então eu te vejo mais tarde certo? E não se esqueça, você é mais do que especial pra mim...”

Juvia se derreteu por inteira. Ela precisou se segurar na cômoda perto de sua cama para não cair. Apertou o celular contra o peito e saiu saltitando de felicidade para o banheiro. Após fazer sua higiene e tomar um banho gelado para acordar de vez, Juvia se trocou rapidamente colocando o uniforme e saiu de casa rumo à escola. Estava um calor terrível, tanto que a azulada preferiu não vestir o uniforme completo, deixando o blazer de lado e só vestindo a camisa social de mangas curtas. O ar condicionado da limusine fazia ela se sentir na nuvens, mas Juvia sabia que assim que saísse do carro ela iria sentir na pele o calor infernal que estava estagnado pela cidade.

Assim que o carro parou em frente ao Constance ela suspirou, viu o os alunos entrando e saindo, alguns se abanando com leques e outros bebendo algo para tentar afastar o calor que parecia não querer ir embora mesmo que o outono já estivesse quase batendo na porta das casas, de fato estava muito quente. Juvia abriu a porta e saiu do ambiente paradisíaco de sua limusine, para adentrar no recinto do malvado Sr. Sol, que parecia rir da cara deles todas as manhãs enquanto espalhava seus raios e ondas de calor por toda a parte.

Juvia começou a subir as escadas da entrada do colégio quando pode avistar de longe suas amigas, Lucy, Cana, Levy e Erza, todas juntas na porta de entrada do Constance. A azulada começou a andar rapidamente até elas, porém no meio do caminho foi diminuindo o passo. A pequena Levy, sempre tão séria e centrada, estava visivelmente alterada. Ela falava baixo de modo que só as meninas podiam ouvir o que ela falava, mas ela sacudia os braços, bagunçava seus cabelos e estava com um olhar mais amedrontador do que os da Erza em dia de feira de ciências. Então Juvia notou algo, durante esse suposto ataque de raiva da pequena, ela pode notar que Levy direcionava seu olhar para a loira a sua frente, e agora apontava o dedo na cara dela, provavelmente devia estar dando um sermão nela sobre algo que Juvia já imaginava o que poderia ser. Nada mais nada menos do que o Dragneel.

Finalmente chegou perto do grupo e pode ouvir o, de fato, sermão que Levy praticamente estava jogando na cara de Lucy.

– Irresponsável, imatura e aparentemente sem nenhum neurônio! –a pequena esbravejou jogando os braços pra cima. –Qual raios é o seu problema Lucy? Anda me diz? Porque olha, eu estou louquinha pra saber!

– Mas que inferno Levy! Eu já disse que eu não dormi com ele! –a loira encarou a pequena extremamente irritada. –Só trocamos alguns beijos, e carícias... Nada demais ok? –ela cruzou os braços e virou a cara. –E além disso, o que você tem haver com isso hein? Se eu quiser transar com ele eu transo! A vida é minha e quem cuida dela sou eu, então pare de se preocupar com a minha futura perda da virgindade e se preocupe com a sua! –Lucy começou a se alterar e aumentar o tom de voz. –Porque bem, você gosta de um mesmo cara já faz anos e nunca se declarou pra ele. E parece que vai continuar assim pelo resto da vida não é mesmo Levy? Já que você não tem coragem de falar nada pra ele, porque sabe que não tem a menor chance com um cara que você nem alcança a boca pra poder beijar!

Levy pareceu ter levado uma bofetada na cara. Ela recuou um passo e olhou aquela Lucy que ela certamente não conhecia, uma Lucy que jogou na cara dela coisas que ela já sabia. Afinal, como ela, tão pequena e frágil, teria chances com um cara que de fato ela não conseguia nem alcançar a boca dele? A pequena pareceu perder a pose que tinha por um instante, mas se recompôs estufando o peito.

– Muito bem Lucy. –ela deu um sorriso. –Você tem razão, eu não tenho nada haver com a sua vida. Nunca tive e nunca terei. Mas amigas de verdade se importam. E é isso que eu faço, me importo com você. –ela fez uma careta de desgosto olhando para a loira. –Mas já que você acha que eu não estou sendo uma boa amiga pra você, tentando de impedir de ir pra cama com o galinha e ninfomaníaco mais conhecido do St. Jude’s... Tudo bem, vou bancar a boa amiga que você quer que eu seja então. –ela arqueou uma sobrancelha e sorriu para Lucy, para logo em seguida virar de costas para ela.

Lucy piscou confusa. Não entendeu direito o que Levy ia fazer e tentou abrir a boca para argumentar, mas foi impedida pela voz fina da pequena falando alto para que todo mundo pudesse ouvir, com alguém que estava do outro lado da entrada, mais especificamente, na porta do St. Jude’s. Então Lucy percebeu que Levy tinha chamado a atenção do rosado que antes conversava com Gajeel e Jellal, mas agora olhava para elas confuso.

– Levy o que você vai...? –teve a boca tapada pela pequena a sua frente.

– Calada. –ela olhou feio para Lucy e direcionou-se ao rosado que ainda olhava confuso para elas de longe. –Hey Natsu? Lembra que eu disse que era totalmente contra com você sair com a Lucy e tudo mais? –disse ela gritando, e completou. –Bom, eu vi que a Lucy não estava gostando disso, então vou dar uma ajuda pra acelerar o relacionamento de vocês...

Natsu olhava intrigado de Levy para Lucy, que por sua vez encarava a amiga a sua frente, totalmente indignada com tudo que estava acontecendo.

– É o seguinte Natsu... –a pequena fez uma pausa e completou falando mais alto ainda, chamando a atenção de todos que estavam entrando ou parados na frente do local. –A Lucy está louquinha pra abrir as pernas pra você e perder a virgindade dela! Sério? Então seja rápido antes que algum outro passe na sua frente, porque do jeito que ela está... –Levy sorriu de leve e virou-se para a loira novamente.

Lucy estava estática. Não sabia o que falar ou pensar. A pequena a sua frente estava com um sorriso cínico e triunfante, enquanto as outras, Juvia, Erza e Cana estavam com os olhos arregalados, sem entender nada.

– E então Lucy? –a pequena sorriu. –Agi como uma amiga que você tanto quer agora?

Então a pequena azulada virou-se e caminhou graciosamente, entrando pelo portão de madeira do Constance. Lucy levantou os olhos e viu um Natsu olhando maliciosamente para ela. Corou de imediato e saiu correndo com lágrimas nos olhos para dentro da escola. Não podia acreditar que a sua melhor amiga tinha feito isso com ela.

Erza ainda estava surpresa com tudo aquilo. Ela olhou para os rapazes que ainda estavam atônitos a alguns metros de distância dela, com exceção de Natsu que parecia satisfeito com a revelação. A ruiva olhou para Jellal confusa, que apenas lhe retribuiu com um olhar parecido. Ela suspirou e indicou com a cabeça para que todos entrassem, e assim o fizeram.

As aulas estavam passando rápido demais. Na verdade parecia que tudo estava acontecendo rápido demais a sua volta. Ele olhou no relógio de parede da sala e viu que faltavam quinze minutos para o intervalo, e pelo que Erza tinha dito a ele, seria a hora que ela tinha especificado no e-mail que mandou para a Gossip, dizendo para ela postar o vídeo nesse horário, onde provavelmente metade da escola estaria com seus celulares em mãos. Gajeel bufou impaciente. Ele queria saber direito o que tinha acontecido com a baixinha essa manhã. Ela até parecia uma Levy que ele não conhecia. Não que ele falasse muito com ela, ou soubesse muito sobre ela sem que fosse que ela gosta de livros e gatos. Mas parecia que os dois estavam se dando bem ultimamente, então não parecia errado ficar preocupado. Certo?

Então finalmente o tão esperado sinal bateu, indicando o final da aula e a conclusão do plano da ruiva. Ele levantou-se rapidamente e saiu às pressas pela porta, praticamente correndo pelos corredores. Quando chegou ao pátio avistou a baixinha junto de suas amigas. Correu até elas pegando-as de surpresa e fazendo Levy o olhar, confusa. Ele sorriu para ela e não pode deixar de notar um leve rubor surgir nas maçãs do rosto da pequena. Ela ia dizer algo quando foram todos impedidos por uma onda de som de mensagem nova no celular, e todos que andavam pelo pátio e corredores próximos foram verificar o que era. Ele tirou o seu do bolso e passou os olhos pela tela. E ali estava o que a rainha ruiva tanto queria.

“Boa tarde Upper East Sidder’s. Devo dizer que estou contente com vocês sabiam? Quando eu disse que sabia que o dia de hoje seria maravilhoso, vocês não me decepcionaram! Uma prova disso? Oras, pra quê uma simples prova ou texto se vocês podem saborear um vídeo um pouco picante com cenas íntimas da nossa Evil Queen com o Metaleiro. Alguém explique pra Evil que ela não pode confiar nos fieis súditos da Scarlet. Ou ela achou que o homem de lata não entrava no grupinho de cães dela?”

Xoxo Gossip Fairy.

E depois de alguns segundo o burburinho foi geral. Alguns riam, outros pareciam chocados, e alguns se atreviam a olhar para ele, ou com olhar de desgosto, ou com olhar de aprovação.

– Parece que deu certo o seu plano ruiva. –Gajeel sorriu de lado. –E agora? O que a gente faz?

Erza deu um sorriso zombeteiro a ele.

– Agora a gente espera você levar uma bofetada. –ela pareceu desviar o olhar dela para as costas dele. –Mas parece que não vai demorar muito.

Ele piscou confuso. Ia argumentar quando foi bruscamente puxado para trás e logo sentiu uma ardência na sua bochecha direita. Tinha levado um belo de um tapa. Ele olhou para frente e viu uma Minerva praticamente soltando fogo pelas ventas.

– SEU CACHORRO! –ela gritou enraivecida. –QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA TER O DIREITO DE FAZER ISSO? HEIN?

Gajeel não aguentou e começou a gargalhar alto. Deixando a morena a sua frente extremamente confusa.

– Mas o que...? -ela não estava entendendo a reação dele.

– Oras, o que foi Minerva? Está chateada porque algo como isso caiu nas mãos da Gossip? –abriu um sorriso largo, encarando-a. -Vai por mim, teria sido bem pior se eu tivesse comido você. Mas ela aqui não deixou que eu levasse muito longe. –ele apontou para Erza que estava atrás dele com um sorriso triunfante. –Então foi por isso que eu dei uma enrolada, mas vou te contar viu... Não senti muito prazer em apertar esses seus peitos, muito silicone pro meu gosto. –ele disse debochado.

Minerva ficou roxa de raiva e quis simplesmente partir para cima do moreno, mas foi impedida por uma pequena azulada que se colocou na frente dele.

– Pronto Minerva, acabou o show! –disse autoritária. –Você está estampando a primeira página de um dos mais visitados blogs de fofoca da cidade, quem sabe até do país! –ela sorriu. –Então para de drama e passe a se preocupar com o que sua mãe vai achar. Porque afinal, sendo de uma família extremamente tradicional ela não vai gostar nada de ver isso. Ah, e antes que diga que ela não lê a Gossip Fairy, não se preocupe, um e-mail com o vídeo anexado foi enviado para ela hoje de manhã.

Levy permanecia naquela pose autoritária e cheia de pompa. Enquanto Gajeel segurava o riso atrás da pequena, Minerva bufava de raiva na frente deles.

– É o seguinte... Isso vale pra todos vocês! –Minerva disse extramente irritada. –Eu posso ter perdido essa, mas podem ter certeza que vou ganhar as outras. E eu vou acabar com cada um de vocês desse grupinho infeliz. –ela olhou para baixo encarando a pequena a sua frente. –E começarei por você... Tampinha.

– Pode vir. –Levy sorriu triunfante. –Estarei de braços abertos te esperando.

Minerva bufou e saiu pisando duro, desviando-se dos alunos que riam e faziam piadas a respeito disso tudo. Então o sinal bateu, indicando o início das próximas aulas. Todos começaram a se dispersar, mas antes que todos fossem embora Gajeel rapidamente segurou a pequena impedindo-a de ir para a sala.

– Er... Gajeel, as aulas vão começar, precisamos ir. –ela disse incomodada.

– Só queria saber o que aconteceu hoje de manhã baixinha. –ele a fitou preocupado. –Você parecia, um tanto quanto fora do normal.

– Ah, você sabe. Essa história toda de Natsu e Lucy me dá náuseas. E a ela também deve dar só que ela não percebe, tanto que foi embora mais cedo alegando que estava passando mal. –ela deu de ombros.

– É, quando eu cheguei ontem em casa os dois estavam se atracando. –ele disse meio sem jeito. –Me agradeça viu? Se eu não tivesse chego a tempo provavelmente sua amiga não seria mais virgem...

– Ahn, obrigada então Gajeel. Mas agora precisamos ira pra aula. –ela disse olhando para os lados.

– Ok, você tem razão. –ele assentiu.

Ele ia se direcionando a sua sala quando algo a mais passou em sua cabeça, e virou-se rapidamente.

– Hey Levy! –disse um tanto quanto alto.

A pequena que estava a alguns metros de distância virou-se lentamente, confusa.

– O que foi agora Gajeel? –perguntou.

– Vai fazer alguma coisa no fim de semana?

– Não que eu me lembre... –ela o encarou sem entender muito bem o que ele queria. –Por que pergunta?

– Ahn... Nada, só curiosidade. –ele abriu um largo sorriso e virou-se. –Até mais pequena.

Ele acenou e foi para a sua respectiva sala deixando uma Levy imersa em seus pensamentos, parada no meio do pátio.

Hotel Vermillion – 7:00 PM

Mirajane encaminhou-se para o bar do hotel onde morava. Precisava de uma bebida que a fizesse esquecer o dia terrível que teve. De manhã ela havia saído para uma reunião com um dos donos de uma marca de roupas cuja qual ela era a garota propaganda deles. Ela era fotografada com as roupas, desfilava com elas, e ia a eventos vestindo os modelos. Inicialmente Mira achou que a reunião seria sobre a renovação de seu contrato com a marca. Engano seu. A reunião na verdade era para a quebra desse contrato, já que segundo um dos donos, ela estava velha demais para desfilar para uma marca de roupas juvenis. A albina não soube onde enfiar a cara na hora que ele disse isso. Mas o velho ainda teve a coragem de dizer que não era por ela estar velha, porque Mira tinha cara de dezoito, mas seu aniversário de vinte e sete anos se aproximava, e infelizmente as pessoas que acompanhavam as revistas de moda sabiam a idade que ela tinha. De fato ela não podia mais ser a cara de uma marca juvenil.

Mesmo concordando em alguns pontos ela achou uma total desconsideração eles simplesmente terem jogado ela fora como se fosse um sapato velho. Mas talvez fosse isso certo? Ela estava com quase vinte e sete anos e desde os seus dezessete ela trabalhava como modelo. Talvez eles estivessem certos. Ela devia estar muito velha para continuar trabalhando como modelo.

Mira chegou ao bar e sentou-se em uma das banquetas que ficavam na frente do balcão. Ela apoiou os cotovelos na mesa e colocou as mãos na cabeça que parecia que ia explodir. A albina queria chorar, ligar para seu irmão e sua irmã e contar o que estava acontecendo. Então se lembrou de que Elfman era professor de Educação Física e nos fins de semana trabalhava como Personal Trainer, então provavelmente ele devia estar dormindo para acordar cedo. E Lissana estava em sabe-se lá aonde e fazendo sabe-se lá o que. Ela nem ao menos tinha o telefone da irmã mais nova. Suspirou pesadamente e fechou os olhos tentando afastar a dor de cabeça. Foi quando ouviu um barulho e abriu os olhos para verificar o que era, e viu uma taça com uma bebida incolor a sua frente.

A albina levantou a cabeça e viu o que seria, talvez, o barman a sua frente. Ela arfou. Ele estava arrumado demais para ser o barman, e parecia bonito demais para trabalhar ali. Alto, ombros largos e músculos bem definidos podiam ser percebidos mesmo com o terno cinza escuro que ele usava. Cabelos loiros, curtos e repicados, olhos de um verde escuro extremamente convidativo, pele clara e um porte extremamente elegante. Ele com toda a certeza não trabalhava ali.

– Ahn... Sem querer ser grossa mas... Eu não pedi nada. –ela deu um sorriso fraco.

– Eu sei que não, fica por minha conta. Está parecendo que precisa de algo forte. –ele deu de ombros e apoiou os braços na bancada, ficando meio curvado para frente.

– De fato eu estou... –ela tomou um gole da bebia e fez uma careta logo em seguida. –Argh... O que é isso? –perguntou ainda com uma careta no rosto.

– Segredo. Não posso contar já que é uma mistura especial. –ele deu um sorriso torto e se endireitou. –Só pra constar, eu já te vi antes.

– Hm? Já? –ela perguntou surpresa. –Aonde? Eu não me lembro de ter te visto antes...

– Em algum desfile chato e sem graça. –ele deu de ombros mais uma vez.

– Sério? –ela ficou mais surpresa ainda. –Você não parece o tipo que vai em desfiles de moda. –ela riu. –Mas, por favor, não se ofenda ok?

Ele riu.

– Mas eu realmente não faço esse tipo. Na verdade eu vou por causa de uma grande amiga minha que é estilista e faz questão que eu compareça em todos os eventos de moda em que ela vá participar. Conhece a marca Green Fairy? –perguntou. –Minha amiga é dona dela.

– Uau! É claro que eu conheço! –Mirajane sorriu encantada. –Essa marca é simplesmente incrível! As roupas são maravilhosas! Puxa vida. Eu tenho certeza que sua amiga deve ser uma pessoa incrível. –ela lhe direcionou um sorriso sincero.

– Ela é incrível sim, mas é muito estressada. –ele franziu as sobrancelhas parecendo pensar sobre algo.

– Jura? Bom... O trabalho de um estilista é bem corrido mesmo...

– Não é nem por conta do trabalho. –disse o loiro. –Na verdade eu acho que ela precisa é de um namorado!

Mirajane riu com a conclusão dele.

– É. Talvez isso também ajude. –ela concordou.

– E será que a senhorita Strauss não gostaria de me contar o que aconteceu de tão ruim para ela estar assim tão pra baixo? –ele perguntou.

– Não quero parecer grossa de novo mas, você sabe o meu nome, e eu não sei o seu. Então acho meio estranho eu falar da minha vida pessoal para um completo estranho. –ela sorriu fraco. –Desculpe.

Ele não pareceu surpreso ou ofendido. Na verdade ele deu um sorriso de leve e olhou bem nos orbes azul marinho da albina.

– Laxus Dreyar. –ele estendeu a mão.

Mirajane piscou confusa. Ela conhecia aquele nome de algum lugar. Mas de onde? Ela olhou da mão dele para ele durante alguns segundos que pareceram eternos, então lembrou-se. Laxus Dreyar, vice-presidente na empresa Vermillion que foi fundada por seu avô, Makarov Dreyar! E que por sinal, ele era um dos donos do hotel onde ela já tinha uma estadia prolongada. Ela arregalou os olhos, extremamente envergonhada e apertou a mão dele com força, sacudindo-a e pedindo desculpas pelo mal entendido.

– Ei. Calma ai Strauss. Você não precisa me pedir desculpas por isso. –ele sorriu. –Está certa em não querer contar algo a um estranho.

– Mas mesmo assim, me desculpe. –ela encolheu-se na cadeira perante aquela figura loira extremamente intimidadora.

– Certo, certo. Mas por que não fazemos assim então? Pra compensar o seu dia ruim de hoje, que tal você almoçar comigo amanhã? E se a senhorita se sentir confortável... Pode me contar o que aconteceu, talvez eu possa ajudar.

Mirajane não esperava por um convite para almoçar com ele. Pensou em recusar, afinal, ela não o conhecia direito. Mas aquele olhar era tão convidativo. Na verdade ele por inteiro era como um convite para o paraíso, ou talvez para o inferno pelo o que ela lembrava-se dos rumores de como Laxus Dreyar era com mulheres. Ela pensou um pouco e percebeu que ele parecia sincero em querer ajuda-la.

–Tudo bem. Eu aceito senhor Dreyar. –ela riu. –Mas saiba que não costumo fazer isso, considere-se sortudo.

– Hm. Convencida de sua própria beleza e sensualidade ingênua. –ele deu um sorriso malicioso. –Gosto disso Strauss.

Ela corou.

– E-Eu... Não quis dizer isso! –se perguntou por que raios estava gaguejando!

– Eu estou brincando. Fique tranquila ok? –ele enfiou a mão no bolso e tirou seu celular de lá. –Que tal me passar seu número então?

– Oh sim! Claro.

Ela ditou o número a ele que anotou rapidamente e guardou o celular de volta no bolso.

– Então eu amanhã ao meio dia eu venho te buscar ok? –ele saiu de trás do balcão e parou de frente para a albina.

– Ok Dreyar. Mas como sabe que eu estou me hospedando aqui? –ela perguntou curiosa.

– Eu sei de todos que se hospedam aqui Strauss. –ele sorriu convencido. –Até amanhã então! –virou-se caminhando em direção a saída do local.

Mirajane não sabia o que pensar, ou o quer fazer. Ela com toda a certeza ligaria mais tarde para sua amiga Erza. Ela ia adorar saber disso. Ficou ali absorta em seus pensamentos quando ouviu águem a chamar. Virou-se e viu o barman que devia trabalhar ali a olhando preocupado.

– Senhorita... Desculpe-me, eu tive que atender um telefonema urgente. –ele estava nervoso. –A senhorita precisa de algo?

– Não precisa se desculpar. –ela sorriu e olhou na direção que Laxus saíra. –E obrigada mas, eu já tenho tudo o que eu preciso.

“Boa noite Upper East Sidder’s. Com todos os acontecimentos do dia de hoje vocês devem estar exaustos não é? Mas eu não estou! Depois de levar uma boa bofetada na cara o nosso Metaleiro pareceu não se abalar, e acabou convidando indiretamente a Ratinha de Biblioteca para um possível encontro no fim de semana? Veremos o que vai sair daí. Mas também tenho notícias sobre a Modelo Fracassada que parece ter fisgado um peixe grande. Mas será que ela vai conseguir puxar a linha? Resta esperarmos para saber.”

Vocês sabem que me amam.

Xoxo, Gossip Fairy.

Notas finais
Não esqueçam do review! É rapidinho e nos incentiva a postar os capítulos com mais frequência ok? ♥