Goodbye.
1 Único
“Eu te amo, mais do que tudo nesse mundo”
“Ýohana, eu prometo-lhe fazer a mulher mais feliz do mundo”
“Sinto sua falta”
“Desculpa, mas não dá para continuar”
“Eu e Channel ... voltamos”
“Eu amo ela”
Ali estava eu. Morrendo junto com as palavras e com os sentimentos que restaram. O meu sangue se misturando cada vez mais veloz com a água morna que enchia a banheira. Seria o meu fim? O dano causado pelos cortes profundos que eu mesma fizera doía menos que o meu coração. Ferido, despedaçado, vazio. Tudo por causa de promessas e malditas ilusões.
Mais cedo escrevi um bilhete e o deixei em cima da mesa central da sala de estar. Quem passasse por ali com certeza iria vê-lo. Eu ainda tinha esperanças de que alguém ao menos pedisse para que eu parasse com aquilo, mas eu não era e nunca fui importante. E mesmo que fosse, seria tarde demais.
Minha visão começou a ficar turva. Senti meu corpo pesar mais que o normal. Por um certo momento senti um leve arrepio na coluna. Esse seria o meu fim? Eu realmente queria isso? Arrependimento. Eu não podia mais reverter o que tinha feito. A cor da água já era de um vermelho puríssimo. Eu tinha que sair dali. Tinha que viver.
Forcei o meu tronco a mover. Falhei. Tentei pela segunda vez. Dificilmente consegui apoiar meus braços na banheira, e assim consegui ficar em pé por pelo menos dois segundos. Só pude escutar o barulho do impacto do meu corpo contra o chão. Não restavam mais forças. Não restava mais esperança. Eu ia morrer ali, com palavras presas na garganta.
Enquanto estava deitada, aguardando o sono profundo, observei o cômodo. Estava realmente assustador. Mas algo me chamou mais atenção. Um som abafado, vindo da sala. Parecia passos. Seria a morte vindo me buscar? Alguns segundos se passaram até que a porta do banheiro foi aberta lentamente. Arfei ao ver aquela sombra. Minha visão não estava das melhores, mas poderia reconhecer de longe quem era.
– Yoyo... – Josh correu em minha direção, segurando o meu corpo fraco contra o seu. Pude perceber seu coração acelerado. Não consegui segurar as lágrimas. Era bom poder vê-lo novamente, pela última vez.
Os nossos olhos se encontraram. Os seus olhos estavam extremamente vermelhos, confusos. Dei um leve sorriso. Como eu fui burra o suficiente para achar que nunca mais queria vê-lo?
– Josh, eu te... – as palavras não saiam da minha boca. Faltava ar. Parecia que algo escuro tapava a minha visão. Pude escutar a sua voz desesperada, mas não consegui responder. Tentei lutar contra a escuridão, mas não consegui.
Foi então que sentir algo encostar nos meus lábios. No momento demorei a perceber o que era. Mas quando finalmente entendi, deixei um sorriso quase impercebível escapar. O beijo era suave e salgado, devido às lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Eu não queria deixa-lo, nunca mais. Eu já não conseguia escutar sua voz, apenas senti-lo, até que o sono profundo me dominou.
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