Good Night, Magali

2 Capítulo 2 - A calling from beyond


— Magali!

Ela viu uma criatura estranha e monstruosa, a coisa mais horrenda que você veria em toda a sua vida, olhando pra ela, assustada, ela grita em desespero:

— O que você quer?

A criatura abre sua boca para começar a falar mas é interrompida pela voz macia de Cascão.

— Magali, está tudo bem? Já te chamei três vezes, o que está acontecendo?

Magali abre os olhos e vê a face de Cascão perto da sua, sem dizer nada ela abraça o amigo que retribui.

— O que houve? — Ele perguntou colocando uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha.

— Não sei — Respondeu ainda dentro dos braços aconchegantes de Cascão, amedrontada por o que tinha lhe acontecido segundos antes.

O trem chega na estação, sem dizer nada, os dois se levantam e vão em direção a porta, Magali ainda estava atordoada, até que seus pensamentos foram interrompidos por Cascão.

— Até amanhã — Disse com voz calma.

Magali arregala os olhos, ela se lembra que seus pais foram viajar para a casa de uma tia, ela não pode ir por causa dos estudos, mas em hipótese nenhuma ela queria passar aquela noite sozinha em casa.

— Cascão, espere — Disse ela, segurando a mão de Cascão puxando-o para trás antes que ele prossiga com o seu caminho — Não quer ir passar a noite lá em casa?

— Tem certeza? — Pergunta pensativo — E seus pais?

— Não estão em casa essa noite, foram visitar uma tia e voltam só no domingo.

Cascão continuou com os seus pensamentos e acabou concordando, mas ele confessava que se ela não tivesse convidado ele, ele não conseguiria dormir direito, preocupado com a amiga.

Os dois saem estação a fora, caminhando até a casa de Magali, chegando lá, ela destrancou a porta e os dois entraram e se sentaram no sofá.

Cascão começa a pensar o porque do convite, pois isso nunca havia lhe acontecido, claro que Magali estava assustada mas o fato de ele dormir na casa dela com seus pais estando fora era meio duvidoso, até mesmo tentador.

O celular de Cascão toca e ele pede licença pra atender, ao sair da sala ele lê o nome na tela e da um suspiro, mas logo atende.

— Alô? — Indagou.

— Cascão? Aonde você está? — Perguntou uma voz feminina do outro lado da linha.

— Oi Cascuda, estou na casa da Magali.

— Você ainda está com essa menina? Ela é estranha..

— Mas é minha amiga.

— Se você acha.. Só não me culpe se ela fizer alguma coisa com você.

— Pode deixar, ela não vai fazer nada, vê se para de neura, Maria.

— Maria? Pff.. Enfim, o que você está fazendo na casa da Magali a está hora? Não estava tarde não?

— Pois é, Cascuda. Eu vou dormir aqui.

— Como é? Dormir.

— Isso mesmo.

Cascuda não disse mais nada, apenas desligou o celular, Cascão nem se importou muito, apenas bloqueou o celular e o colocou de volta no bolso de trás da calça. Poxa, será que sua namorada só sabia lhe encher a paciência?

Ele estava pensativo quando escutou um barulho estranho vindo da janela, ele foi ver o que era e quando colocou o rosto pra fora, se deparou com um enorme vulto preto.