Good Bad
24 Capítulo 24 – Lágrimas de luto.
Stacey chegou de sua apresentação e foi direto pro seu quarto, como sempre. Mas desta vez ela precisava pensar numa estratégia de se aproximar do Gerard. estava decidida a puxar conversa com ele no dia seguinte na escola, mas não sabia como faria aquilo. Ela sentou-se em sua cama e ficou imaginando várias situações e vários assuntos, mas depois desistiu. - o que estou fazendo? Eu não vou ter coragem de chegar e falar isso pra ele. “Gerard eu gosto de você”. – disse em tom de deboche. – é Stacey...você já conseguiu uma vez... – e se jogou na cama exausta.E assim passou sua noite, só imaginando como chegar de novo nele. O dia amanheceu e ela ainda dormia. Se não fosse pela sua mãe, perderia a aula. Chegou na escola ainda esfregando os olhos com as mãos de tanto sono. Na sala de aula, sentou-se ao lado de Rose e Ursula que conversavam.
-oi meninas. Nossa! Tô com muito sono. -E aí? Está melhor? – perguntou Ursula.-É...um pouco. Eu tenho que falar uma coisa pra vocês: Eu estou pirando.-Mas por que? – perguntou Rose.-É o Gerard. eu sinto falta dele. -Ah! Até que enfim admitiu. – disse Rose.-E o que pensa em fazer? Quer que a gente fale com ele e marque um encontro entre os dois?-Não. Não precisa. Eu que tenho que fazer isso. E ainda hoje...Só não sei como. – disse deitando a cabeça no apoio da cadeira. – falando nisso... – disse levantando a cabeça. -...ele ainda não chegou né? – estranhou Stacey. -É. isso é bem estranho. Ele não costuma faltar ainda mais por que tem alguém que ele quer ver todos os dias aqui da sala. – concordou Ursula. -Bobinha! – disse Stacey dando língua.Na hora da saída...-tchau Stacey. – disse Ursula. -Tchau. – respondeu indo em direção ao carro.-E não se esqueça de hoje em? oito e meia no teatro do colégio. -Pode deixar, a atriz principal não vai furar contigo. – e entrou no carro. antes de ligá-lo, ficou com uma cara triste pensando nele.É, ela não pôde se expressar naquele dia, pois ele não apareceu na aula. Ela foi o caminho de volta pra casa tentando adivinhar o motivo pelo qual ele não foi a aula. Mas logo ficaria sabendo o que tinha acontecido. Ela chegou em casa e jogou a chave na estante e foi em direção à escada na intenção de ir pro seu quarto.-mãe! Cheguei! – gritou ela e quando ia subir as escadas pro seu quarto achou estranho sua mãe não ter respondido. – mãe? Cheguei! – e ninguém respondeu novamente. Ela jogou a mochila no sofá e foi pra cozinha ver se sua mãe estava por lá. E estava certa, ela estava. Estava de cabeça baixa apoiada em suas mãos e tremia. -isso tudo é frio? – perguntou stacey brincando. E seu sorriso se desmanchou quando sua mãe lhe olhou e chorava. -mãe, o que houve? Por que está chorando? – perguntou desesperada puxando uma cadeira pro seu lado. – o que aconteceu? – perguntou fazendo carinho no braço da mãe.-É que...o Gerard...-O que tem o gerard? – perguntou nervosa. E lembrou que ele não apareceu na escola e agora encontra sua mãe chorando e falando no Gerard, imaginou o pior possível. – mãe, o que aconteceu com o Gerard?-A mãe dele morreu hoje.-Donna!? – disse um tanto aliviada por não ter sido o gerard. – mas como?-Você sabe...ela tinha aids né?-Ficou triste não é? no fundo ainda gostava dela...-Pois é...foram anos de amizade. Eu devia ter ido vê-la e agora ela morreu.-Não fica assim mãe. – disse abraçando ela. – como você soube?-O Gerard ligou pra cá. -Gerard?-É, ele queria falar com você, e chorava e eu acabei perguntando do que se tratava e ele disse que Donna havia falecido.-Nossa! Ele deve estar péssimo. – disse Stacey desanimada. -Bom, deixa eu subir pra separar meu vestido. – disse se levantando.-Pra onde você vai?-Pro enterro. Vai ser daqui a pouco. -Eu também vou. – disse Stacey se levantando também.Stacey e sua mãe chegaram no cemitério e não havia nem mais lugar pra se enfiar em volta do caixão já que chovia e todos seguravam seu guarda-chuva o que ocupava bastante espaço. Mas mesmo estando distante, Stacey pôde ver Gerard quando jogava flor sobre o caixão antes de taparem o buraco. Ele estava mais pálido do que o normal. Vestia uma roupa social toda preta, sua franja estava jogada no rosto de qualquer maneira e alguém lhe envolvia os braços embaixo do guarda-chuva, uma senhora de idade. Após o enterro, as pessoas iam cumprimentando ele e indo embora e já estava vazio, a não ser por Stacey, sua mãe e uma mulher que falava com o Gerard e a velha senhora que o acompanhava. Depois da mulher foi a vez de Leila cumprimenta-lo. Stacey ficou atrás dela tomando coragem pra falar com ele. Leila virou-se e disse que esperava por Stacey no carro e a senhora também disse o mesmo pra ele os deixando a sós. ficaram só ele e Stacey. Ele estava de cabeça baixa esperando provavelmente que ela começasse a falar. -eu sinto muito. – foi só o que saiu de Stacey que também olhava pro nada.-Já estava conformado. Um dia isso iria acontecer. – disse ele ainda de cabeça baixa.
-É. infelizmente...sei o quanto isso é triste...um dia você supera. Você tem que ser forte agora. – disse ela calma e com breves pausas.-Obrigado. – disse ele levantando a cabeça, em seu rosto misturavam-se gotas da chuva com lágrimas de seus olhos. Eles ficaram se olhando por um tempo até Gerard lhe dar um beijo de repente. Stacey o empurrou surpresa, não esperava por aquilo. -O que está fazendo? – perguntou ela.-Pensei que tinha vindo me ver pois quisesse voltar comigo depois de saber do resultado.-Eu não vim por isso. Como pôde imaginar isso?-Então pelo que? não veio por mim?-É lógico que também vim por você, mas por pena. Me desculpa Gerard, mas o único motivo que me trouxe aqui foi por sentir dó de você já que sua mãe morreu.-Dó de mim? Eu não preciso que ninguém sinta isso por mim. Pode ir embora Stacey. De pessoas assim esse lugar ficou lotado hoje e eu já estou de saco cheio disso. – e ele saiu irritado deixando-a sozinha. Ela se sentiu mal por ter dito aquilo pra ele. Ele não precisava ouvir aquilo depois de perder a mãe. -O que houve? Vocês brigaram? – perguntou Leila quando Stacey entrou no carro. – ele veio antes de você...-Eu fui uma idiota mãe. Foi isso... – disse desanimada.
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