Golden Years
25 Não se ausente
Notas iniciais
Neji POVs
Marco outra cesta e o jogo de basquete se encerra para minha alegria. Eu já estava esgotado demais. Cumprimento alguns membros do time adversário, o qual venceu a partida e saio para o vestiário despreocupadamente e com o corpo cansado. Eu só quero tomar um banho e rir um pouco com qualquer coisa.
— Se você não vegetasse tanto, nós iriamos ganhar. – Digo passando a camisa recém tirada a jogando sobre o ombro. Se Tsunade me viste de forma “inadequada” andando pelos corredores da sua escola provavelmente berraria em meus ouvidos.
—Ah, é claro que sim. – Shikamaru me responde sem entusiasmo nenhum. Nem mesmo está com coragem para se defender de uma acusação. Como ela aguenta?
— Me diz, como Temari te aguenta? – Ele faz pouco caso das provocações e dá de ombros.
— Do mesmo jeito que a TenTen aguenta você. – Agora que lhe das as costas sou eu. Diferente deles eu e TenTen não fomos rotulados como namorados...ainda.
Avisto a porta do vestiário e uma alegria me toma, enfim banho. Sabe, eu não gosto muito de ficar andando suado por aí vai que o amor da minha vida aparece? É claro que estou de gozação, acho mais fácil eu me afogar com um copo da água invés de estar falando sério.
— Neji, não é? – Sou abordado no meio do meu trajeto por uma garota de pele bronzeada e um tom de cabelo incomum. A olho discretamente e não se enquadra na tormenta das líderes de torcida, mas é bonita feito uma. Shikamaru acena e ri discretamente, pois a menina nem ao menos notou sua presença.
— Oi, desculpe te interromper. Meu nome é Fuu! – Ela diz apressadamente antes mesmo que eu confirme meu nome. E acho que estou pagando minha língua. Acabo sorrindo pela minha demora em responder e com a análise anatômica do meu corpo realizado pela tal da Fuu.
— Prazer, Fuu. – Aperto a mão que ela estendeu e seu rosto ruboriza, ela parece aérea demais e acabo por sorrir meio de canto por isso e me arrependo, pois, a menina parece que vai desmaiar.
— Eu queria dizer que você joga muito bem. – Ela leva uma mexa no cabelo para trás da orelha e morde o lábio inferior discretamente. O que está acontecendo com está garota?
— Obrigado, Fuu. Agora se não se importa eu estou um pouco atrasado. O chuveiro me espera. – Distribuo meu melhor sorriso para ela, mesmo isso não sendo algo do meu feito, pois ela parece estar fazendo um esforço enorme ao vir falar comigo. E antes que ela responda algo vejo uma amiga dela dando pulinhos no final do corredor animada demais.
— Ah, é claro. Eu sou mesmo um idiota, não é? Você aí querendo ir tomar banho e eu te atrapalhando. – Ela bate a mão contra a testa e ri nervosamente.
— Nos vemos por aí, certo? – Ela diz se afastando um pouco sem jeito após sua abordagem inesperada. Caramba, como ela fala rápido.
— Ah, é claro. – Digo forçando um sorriso e ela abre um dos maiores sorrisos que eu já vi perdendo somente para o Naruto. Vejo ela ir até a outra garota e parece mais do que animada. Nem vou comentar isso com ninguém, mas para minha sorte meu colega de time está do meu lado balançando a cabeça negativamente.
— Cara, parece que tem gente interessado em você — Shikamaru diz satirizando a abordagem inesperada da garota enquanto seguimos para o vestiário. Não é porque uma garota lhe faz um elogio significa que ela está interessada, certo? Correto.
— Ah, é claro que está. Do mesmo jeito que você está dormindo em pé. -Corro para o chuveiro desesperadamente e ao sentir a água me banhando uma paz me toma. Se eu pudesse ficava aqui embaixo para sempre. Acho que tenho uma grande queda por água, chego a pensar que a queda é maior do que para as pessoas do sexo feminino.
— Ei, Hyuuga! Vai ficar morando debaixo do chuveiro? – O Nara questiona depois de um tempo praticamente obrigando-me a sair.
— Vou indo, tenho que encontrar com a Temari. Não esquece de ir para o ensaio hoje. – Abro a porta do box apenas para caçoar de suas reações, que ele sempre tem quando o assunto é Temari.
— Isso, corre para Temari. Você não desgruda mais dela! Cuidado, pois tudo demais enjoa. – Fecho a repartição para não ser atingido com seu uniforme sujo, mas abro novamente para ver sua irritação e encontro retirando um cigarro do maço.
— Você tem razão, já enjoei de você hoje. – Ele escora no balcão e eu volto para meu banho. É, não deu muito certo provoca-lo.
— Desde quando você começou a fumar? – Espero sua resposta pacientemente, pressa para que, não é? Desligo o chuveiro e agora vem a parte chata de ter cabelo comprido: esperar ele secar, isso é um saco.
— Não comecei, só vou jogar isso fora, pois se me lembro bem, você disse que tinha parado de fumar. – Termino de me vestir e fico perguntando quando foi que cedi está liberdade a ele. A liberdade de jogar minhas coisas fora.
— Sim, você está certo eu parei. – Mas não dou importância ultimamente minha palavra não está valendo muita coisa mesmo.
— Fez bem, mas me diz foi por causa dela, não foi? – Vejo ele rir da minha cara e começa a andar sem esperar pela resposta. Presta continência quando está perto da porta e se vai, com as mãos postas na nuca preguiçosamente.
Está certo nisto também, mas TenTen não precisa saber disto, precisa? Não. Deixo a escola a passos apertados, me perdi em no horário e esqueci do encontro com Hinata e a tal da Hanabi. E a me lembrar disto um nervosismo brota e a falta dos meus cigarros cresce. Mas a nicotina cortou relações comigo e eu com ela.
E tudo por causa de uma garota aí. Aquela garota que irei sequestrar hoje mais tarde.
Temari POVs
Preguiçoso eu já sabia que ele era, mas sobre o costume de ser pontual começar a despencar não. Nara Shikamaru, vou arrancar este brinco fora quando você chegar. Esperar por ele, quando me acostumei com o contrário, ou seja, ele me esperar faz uma vontade de desregular todos apetrechos sonoros só para ter o prazer de vê-lo arrumar tudo novamente.
Bato o pé no assoalho do auditório número dois, auditório este que o Nara devia ter chegado a vinte minutos. Eu até sei com quem ele está e fazendo o que. E agradeço por isso até a página dois, pois Shikamaru está com seu condicionamento físico em um estado, vamos dizer agradável de se olhar.
Vejo a porta se abrir e por ela meu torturado entrar despreocupadamente e inocentemente do que irá acontecer com ele. O frescor do seu corpo devido o recém banho é agradável e quando ele se aproxima para me beijar posso sentir melhor. Desvio dos seus lábios e ele me fita desentendido, levanta aquela maldita sobrancelha e abre seu sorriso de desacreditado.
— Antes de tudo eu estava jogando e precisei tomar um banho. Agora desculpe o atraso. – Ele fecha os olhos como seu fosse receber um tapa e junta as mãos realizando um gesto típico do Naruto, quando Sakura briga com ele.
E não tem como ficar furiosa com ele, mas não sou Hinata de alma bondosa para desfazer meu nervosismo tão rápido.
— Tudo bem, vamos logo resolver os detalhes para apresentação de amanhã. – Peguei minha pasta e comecei a folhear as folhas fingindo procurar alguma coisa apenas para não olhar para aquela cara linda e preguiçosa. Ele puxou uma cadeira e sentou se jogando os pés em outra.
— Temari, isto não é do seu perfil e afinal nem foi tanto tempo assim que a deixei esperando. – Ele lança seus argumentos muitos convincentes, pois ele está certo. Mas é que sinto sua falta, Shikamaru. Não que eu precise ficar grudada a você vinte e quatros horas, mas sempre que estamos no mesmo ambiente estamos ocupados e na presença de terceiros.
— Tudo bem. – Jogo a pasta de lado e cruzo os braços encarando o firmemente. Não preciso dizer nada a ele, pois ele sabe. Ele puxa a cadeira que estou sentada com facilidade fazendo a distância entre nós diminuir. E seu sorriso de canto abre quando deixo um sorriso tonto escapar. Agora ele sabe que não estou furiosa. Droga, eu me rendi novamente a este vegetal.
Shikamaru POVs
Acho que perdi a razão em contesta-la, em vê-la toda brava, durona do jeito que só ela saber ser, mas aquele sorriso repuxado no canto esquerdo da sua face denuncia que sua ira não é tão grande assim. Puxo sua cadeira para mais perto e aqueles olhos verdes musgo parecem me queimar vivo. Temari é meu negócio da China, ela é paz para Palestina e fé para Babilônia*
Roubo aqueles lábios que costumam me xingar de vez em outra e eles cedem segundos depois. Eu queria está garota de todas as formas, mas ela parece ser grande demais para ser minha pequena. Ela me deixa respirar depois de arrancar todo meu fôlego e logo sobe em meu colo.
— Estou desculpado agora? – Brinco com sua irritação de minutos atrás e ela pondera em sua resposta, como disse uma garota durona.
— Não chegou nem perto. – Observo seu semblante sério e implacável, acho que ter esta feição e características é mal de família, contudo nela caí muito bem. E fica ainda melhor seguida daquele riso de deboche. Ela é cruel.
—Ah, é! E o que eu terei que fazer para me redimir? – Ela apoia o cotovelo em meu ombro para servir de apoio a sua cabeça de fios encaracolados e dourados enquanto ela deixa eu me torturar em acariciar suas costas por debaixo de uma blusa fina com estampas de HQ.
— Não sei ainda, vou pensar em algo terrível. – Ela diz após retirar o dedo indicador encostado sobre seus lábios levemente borrados de um tom rosa qualquer.
— E que tal isso? – Roubo toda sua atenção a brincar na extensão de seu pescoço, seu corpo arrepia a cada toque nesta região e seu riso logo invade em meu ouvido.
— Não, muito fraco. – Realmente ela é cruel, mas logo vejo seu sorriso travesso dançando nos lábios, na minha perdição. Balanço minha cabeça negativamente, está garota me faz perder a cabeça. E antes que eu consiga processar mais alguma coisa ela, a mais durona de todas resolve me provocar com seus lábios ligeiros logo alternando entre minha boca e a extensão de meu pescoço.
Se eu pudesse a puxaria ainda mais para perto mesmo estando numa posição um tanto desagradável, mas não me importo, isso agora é descartável, pois existe algo muito mais interessante agora.
Suas mãos invadem minha camisa sem permissão, não que eu ache isso ruim pelo contrário e minhas mãos também não pediram permissão para transpassar suas vestes e atingir está pele macia e convidativa.
E perdido em seus ósculos voluptuosos minha razão volta quando ela resolve ir para a braguilha da calça. Cara, ela é tão mandona! Entrelaço seus dedos no meu para impedi-la sem palavras, mesmo que eu queira isso de forma absurda, creio eu que não é o melhor lugar.
— Vai dizer que é você agora? – Sempre reta e direta, vejo seus lábios formarem um bico agradável e seu cabelo fora de lugar. Na primeira oportunidade foi ela que recuou e agora será eu? Ah não! Fito a porta encostada por um instante e mil possibilidades explodem na minha cabeça.
E ela não cede tempo, para que, minha decisão seja sensata, como disse que garota mandona. Ajeito suas pernas abertas sobre as minhas de forma brusca e um misto se satisfação e surpresa fica evidente em seu rosto. Temari é loucura e sensatez numa mesma dose.
Eu queria brincar com você, fazer você pedir de forma arrastada e manhosa, entretanto acho que iria acabar fazendo isso seria eu. Sou totalmente dedicado a ela e faço o que for preciso para ficar assim, com suas mãos brincarem no meu cabelo e deslizar pelo meu tronco logo se perdendo dentro de minha calça.
E está última parte eu admito, foi golpe baixo. Acabo por suspirar pela brincadeira boba de sua mão em testar pressão onde não deveria, ajusto onde deve. E ela está toda inteira, seu mostrar o mínimo de descontrole enquanto me desmancho inteiro por ela. Isso não vai ficar barato. A afasto por um instante e seu olhar questionador me engole.
— Só um minuto. – Digo baixo pela proximidade e ela se levanta aguardando sem demonstrar um pingo de decepção ou impaciência. Hum, ela é mesmo de ferro. Puxo uma cadeira e travo a maçaneta da porta com ela e volto para a única mulher no recinto e a única que me interessa.
Se os anjos pudessem vê-la agora, até mesmo eles estariam perdidamente apaixonados por ela.
Volto para ela mais animado do que o costume e resolvo deixar a cadeira de lado para enquadra-la contra a parede. Seu riso aparece e procuro qualquer sinal de receio antes de começar. Deposito um beijo mais terno em seus lábios quentes e ver aquele tom verde vivo faz a certeza de querer fazer isso apenas com ela torna-se concreta. Eu a quero.
— Eu já disse que posso esperar o tempo que você quiser, sabe disso, não é? – Encosto minha cabeça ao lado da sua e aguardo sua resposta. E independente da sua resposta, seja ela positiva ou negativa. Tenho certeza que posso esperar o tempo que ela quiser e caso no final não acabe em nada, não irei me arrepender em coisa nenhuma.
— Sei e meu tempo chegou. – Ela deposita seus lábios cálidos em meu pescoço e inspiro seu perfume como se fosse o último oxigênio da face da Terra.
A suspendo do chão e para ajudar em minha sustentação ela enlaça suas pernas em meu quadril. Acho que ela foi programada exclusivamente e endereçada a eu. E eu queria uma cama de rosas para ela. Ela é perfeita.
Agora seus lábios ágeis estão imersos numa calmaria e isso é contraditório, pois Temari é furação, ela é maremoto. Encaro sua pupila dilatada e seu rosto rubro. E eu não sei dizer como consegui está mulher, isso será um enigma. Ela retira sua blusa fina enquanto ainda estou sobre o efeito hipnotizante de suas retinas.
E espero ela terminar de abrir os botões da minha camisa enquanto fico a observar cada detalhe pálido de seu colo e as várias pintinhas distribuídas nesta região. E nem de longe, das várias tentativas que imaginei de como ela seria, chega aos pés da real.
E eu queria estar no local mais reservado do mundo para ter tempo suficiente para ficar perdido em cada detalhe seu. E agradeço eternamente por ela optar pelo uso fiel a sua saia jeans de barra desfiada e surrada. Desvencilho de seus lábios rapidamente, pois eu queria ficar com eles prensando o meu eternamente. Para verificar aquela porta maldita.
E ao voltar minha atenção toda para ela, me pego deslizando minha mão na parte externa de sua perna. Eu queria tanto ela. Quero tanto. Entretanto a sina de ser um Nara estrategistas e perfeccionistas demais me faz cessar. A envolvo num abraço apertado praticamente inserindo meu rosto e sua madeixa revoltosa. Temari parece entender meu cessar.
— Eu não consigo, não aqui. – Digo me sentindo um idiota, mas é verdade. Afinal eu não consigo ser tão louco para transar com a garota que gosto no auditório da escola.
— Você tem que deixar de ser tão certinho, Nara. – Ela coloca os pés no chão e me arrependo de minha decisão, entretanto não consigo imaginar uma rota diferente.
— Não fique brava, Temari. – Junto coragem suficiente para olhar em seus olhos. Os verdes desviam dos meus enquanto ela se desvencilha de meus braços para se vestir e ao terminar eles retornam com a mesma intensidade que se foram.
Sinto sua mão apertar meu queixo como sempre e um sorriso terno e seguro. E logo ela resolve agarrar minha camisa, para que, eu retorne a me aproximar. Enlaça os braços envolta de meu pescoço e acabo por encostar a minha testa na sua. Romântico? E quem se importa com isso, ainda mais agora, com ela.
— Eu não estou e não vou ficar. – Abre o maior sorriso sincero que já vi. Um sorriso meu. E pela primeira vez não consigo ver a garota durona de sempre. Como também não importo que ela tenha visto um lado meu que ninguém viu e bem sei que está garota entre meus braços agora. A garota de sorriso tonto nos lábios e de brilho estranho no olhar é só minha. Eu vou fazer de tudo para que continue assim.
Hinata POVs
Estou nervosa, nervosa por que amanhã será a próxima etapa e não sei se somos capazes de passar, pois pelo o que eu observei tem algo muito estranho no ar. TenTen está um pouco distante. Eu soube do passeio da Sakura com o Sasuke e não consigo avaliar isso de forma positiva para a equipe.
Mesmo que eu ache maravilhoso para os dois, eles são opostos e isso não parece empecilho nesta relação recém feita. Não que eles estejam num relacionamento feito a Tema e o Shika, mas todas setas apontam que será este fim.
Agora eu fiquei muito feliz na mesma quantidade do receio que surgiu, quando Ino disse que tinha acertado o mal-entendido com o Gaara. Ela está muito feliz e sinceramente não esperava isso do Gaara. Ele foi o máximo! E agora vem a parte complicada a parte que me toquei que estou num relacionamento, por assim dizer e Naruto tinha sua vida sexual ativa. E isso me preocupa, aliás me preocupa mais do que o jeito que Gaara olha para o Sasuke.
Não fui a única que notou a distância crescente entre os dois nos últimos dias, mais exatamente depois dos esclarecimentos feito por Ino a Gaara. Na verdade, ele e o Sasuke não ficaram face a face e sinceramente prevejo um conflito eminente.
Tomara que Neji esteja presente no momento, pois acho que apenas ela para fazer Gaara parar. Eu apresentei a Hanabi a Neji hoje mais cedo e ela ficou perdida nos fatos, mas gostou tanto dele que acho que Neji já se arrependeu em nos aceitar.
— Ei, está pronta? – Naruto me surpreende com sua presença e um beijo estalado na bochecha. Viro para ver o garoto simpatia e seu inseparável sorriso. E novamente aquela preocupação retorna, eu não sei se estou preparada para isso, mesmo que nosso relacionamento seja recente eu devo ponderar estas coisas, certo?
Bem que eu não surpreenderia em topar qualquer coisa com ele, pois Naruto acabou sendo a dose de coragem que me faltava.
— Claro, o pessoal já deve estar esperando, vamos? – Deixo o livro na biblioteca e seguimos pelos corredores vazios devido ao horário. Eu e Naruto chegamos mais cedo, pois ele queria comer antes de vir para escola e é claro queria que eu fosse com ele.
— Eu duvido, aquele povo parece não ter relógio em casa. – Naruto diz e seu argumento é um remate. Realmente, tenho que concordar com Naruto. Neji que é um Hyuuga se atrasa e se atrasar nesta família é um evento em tanto.
Dobramos mais um corredor e ao longe pode se ver um casal aos beijos. E a cada passo vejo que se trata da Ino e Gaara que ao perceber nossa presença se soltam. Ela com um sorriso travesso nos lábios, ele com um pingo de constrangimento. Naruto solta minha mão e logo vai atrás de Gaara que entrou no auditório.
— Vocês formam um casal bonito. – Digo e não minto. Mesmo os dois sendo diferentes parecem se encaixar com uma facilidade incrível.
— Vocês também. – Ino sorri com sua observação e deixamos os corredores para entrar no auditório. E lá está mais um casal em uma troca de olhares cumplices. Shikamaru e Temari e pensando bem, eles são o oposto um do outro. Incrível como se relacionam bem.
E para variar, os atrasados de sempre já atingiram a meta de hoje, ou seja, atrasaram-se. TenTen entra pela porta com seu maior sorriso que já vi. Ela acena despreocupadamente e procura Naruto com os olhos. Eles são muitos amigos e ela parece ter algo para contar.
— Gente, a Tsunade disse que iremos para o litoral e o horário de saída está marcado para sete horas. – Ela termina contente, mas creio eu que não seja por conta disso.
— E então, passou? – Naruto deixa o baixo e eu largo a letra de música de lado. TenTen afirma positivamente e a maioria fica sem entender.
— Passou em que? – Gaara pergunta curioso e isso é novidade. Todos prestam atenção na garota de cabelos achocolatados.
— Entrei para o time feminino de futebol para o campeonato regional. – Ela diz e seus olhos brilham, eu fico contente por ela, pois ela estava querendo isso faz tempo segundo Naruto.
— Parabéns, TenTen. Mas seus horários vão encaixar com o grupo de música? – Temari pergunta um tanto séria e eu entendo o motivo. TenTen irá nós deixar caso isso venha ocorrer.
— Então, eu preciso ver certinho e vou falar com a Tsunade para me dispensar caso... – TenTen cessa sua fala, pois a porta se abre bruscamente e por ela entra Sakura e Neji. Eu não quero que TenTen saia, mesmo que a contribuição dela seja nos bastidores ela é importante.
— Então eu vou ver, Temari. – Termina ainda sorrindo, ela está muito animada e nós, digo por todos, desanimados pois acho que ninguém se animou com a ideia dela nós deixar.
— Vai ver o que? – Neji pergunta direto e reto como sempre. Agora o caldo vai entornar! TenTen vira para ele ainda contente, mas não fala nada.
— Ela quer nós deixar para entrar para equipe regional de futebol feminino, pronto falei! – Naruto diz para Deus e Neji ouvir e a expressão dele não demostra nada. Realmente ele é um cubinho de gelo. Poxa, eu sei que ele andou dando uns beijos na TenTen e agora ela está falando que vai embora e ele reage assim?
— Calma aí, eu vou ver se os horários batem ainda. – Ela argumenta em sua defesa como se Neji fosse um juiz.
— É mais se não encaixar você vai preferir ir para equipe de futebol, não é? – Ino diz fazendo cara de abatida e não é para menos. TenTen vai nos deixar.
— Garota, você não pode ir embora assim. – Neji diz visivelmente irritado. – E só de pensar que parei de fumar por sua causa.
Neji faz uma revelação deixando todos boquiabertos incluído TenTen. Sinceramente, meu primo tem um jeito diferente de dizer que gosta de uma pessoa.
—Shikamaru, passa meu maço para cá. – Ele sem dúvida está irritado e Temari olha torto para o Nara que apenas levanta as mãos.
— Joguei fora, Neji. E parem de fazer tempestade em copo da água. Ela disse que vai encaixar os horários, não é Ten? – Shikamaru tenta acalmar o ânimo da sua outra alma gêmea, já que ele e Neji estão passando bastante tempo juntos.
— Você está falando isso por que não é a Temari que vai embora. – Realmente Neji está impactado com a notícia e TenTen não sabe reagir em frente a ação do Hyuuga que não se importa em mostrar para todos sua revolta. Ele gosta mesmo dela.
— Nossa, Neji você nem parece o mesmo. Estou boquiaberta. – Sakura diz tirando sarro das reações de Neji sem se sensibilizar com seus sentimentos.
— Calma, eu sei que os horários irão bater e caso isso não ocorra ela vai dar um jeito, não é TenTen? – Digo esperançosa, mas eu sei que é quase impossível, pois os treinos de futebol exigem muita dedicação dos jogadores.
— Por mais que eu goste do clube de música eu não vou abrir mão do meu sonho por conta disso, vocês conseguem sozinhos. – TenTen anuncia o fim dos tempos e o protesto é geral. Temari parece ter recebido a pior notícia do mundo e Naruto afirma triste. Ele sabe que é o sonho dela e como amigos deveríamos apoiar.
— Parabéns TenTen, espero que dê certo. – Digo conformada com sua saída do grupo e eu sou a única dentro todos.
— Eu vou ignorar tudo o que acabei de ouvir e amanhã quero te ver sentada ao meu lado no ônibus. Caso não esteja lá eu vou te buscar onde quer que você esteja. – Neji diz e vai para a bateria pisando duro. Como ele é autoritário! TenTen leva a mão na cintura e parece indecisa em sua decisão e Sasuke resolve aparecer no exato momento que ela iria protestar a ordem de Neji.
— Desculpe o atraso. – Diz calmo e Neji para de fulminar TenTen para pousar os olhos sobre Gaara. Eu sabia que eu não era a única preocupada com o encontro destes dois.
— Sasuke, a TenTen quer sair do grupo, diga que não concorda. – Naruto se apressa a dizer a notícia e Sasuke desvia o olhar da Sakura alheia de tudo.
— Isso é impossível, acabei de tentar sair e Tsunade cortou está possibilidade no grito. – Ele diz pacientemente e Neji sorri abertamente enquanto TenTen o olha descrente.
— E você quer sair porquê? – Temari pergunta despreocupadamente, pois não parece perceber o pequeno problema que temos em mãos. Sakura o olha interrogativa como se também não entendesse. Ino se remexe na cadeira visivelmente incomodada e Gaara aparenta calma.
— Finalmente parece ter caído a ficha, não é Uchiha? – Uma pontada no meu peito me faz estremecer. Gaara abre um sorriso sarcástico. Isso vai dar um problema.
— É caiu sim, Gaara. – O clima está desconfortável e Naruto franze o cenho pela pequena troca de palavras conflituosas, ele indica que irá intervir e agarro seu pulso fazendo recuar em sua decisão. Por mais que isso seja difícil, é necessário.
— Caiu o que gente? – Sakura pergunta inocente e Sasuke parece sentir muito por isso. Gaara afirma positivamente enquanto Neji nega com a cabeça e permanece atrás da bateria indicando que não ira intervir.
— Não contou para ela, Sasuke? – Gaara Levanta da cadeira e me afasto institivamente. Temari enfim parece reconhecer as intenções de seu irmão e parece assustada demais.
— Gaara, para com isso! – Ino diz visivelmente aflita e não é para menos. Gaara desvencilha de seu braço facilmente e Sasuke parece conformado demais.
— Não sei por que está tão nervoso com isso, Gaara. – Sasuke diz friamente. – Acho que nada iria fazer Ino mudar de opinião.
Vejo Ino abrir a boca descrente e Gaara morder os lábios muito impactado pelas palavras de Sasuke. Sakura se aproxima de Sasuke e isso parece ser a única coisa que mantem Gaara parado.
— Mais de que droga vocês estão falando? – Sakura parece confusa com o assunto e questiona todos, mas olha diretamente para Sasuke.
— Você não sabe? Então vou te contar. Esse cretino aí, Sakura. Abandonou a Ino quando ela ficou grávida. – Gaara anuncia com o tom de voz elevado. Shikamaru parece ver onde isso vai acabar e levanta da cadeira para qualquer evento inesperado.
— Isso é verdade, Sasuke? – Sakura pergunta baixo demais, mas o silêncio é tanto que todos conseguem ouvir. Sakura espera a reação do garoto que não vem e olha para Ino de expressão congelada.
— Sakura, eu perdi o bebê. – Ino praticamente sussurra e seus olhos já estão lacrimejantes. Sakura a olha e tenta formar um sorriso de desacreditada, mas não consegue e franze as sobrancelhas.
— Mas não foi isso o que este idiota espalhou por aí. – Sasuke parece muito confuso com a revelação de Ino, como se não soubesse deste fato.
— Você não abortou, Ino? – Sasuke pergunta diretamente para loira, mas não consegue ver seu menear negativo com a cabeça, pois Gaara acerta um soco em sua face fazendo Temari gritar em reação. Sasuke fica no chão e parece afetado demais. Seu lábio inferior sangra.
— Neji, faz alguma coisa! – Sakura diz aflita e meio perdida nos fatos, enquanto Gaara se segura para não bater novamente em Sasuke.
— Sakura, ele mereceu este soco. – Neji diz paciente e Ino resolve deixar o auditório sem o Gaara. Sasuke levanta do chão e afirma com a cabeça saindo logo em seguida. Sakura está visivelmente afetada pela descoberta.
— Desculpa, Sakura. Mas você gosta de um idiota. – Gaara sai logo em seguida e Naruto parece muito irritado, acho que é a primeira vez que o vejo assim. Acho que por hoje o ensaio acabou e vou torcer, para que, amanhã a equipe não tenha acabado.
Sasuke POVs
Este soco parece que me acordou de um sonho. Por favor, diz que é mentira tudo o que acabei de saber. Meus olhos estão ardendo e não consigo pensar direito. Eu não sei o que é pior. Se é ter cometido o pior erro da minha vida em acreditar em meus pais ou se é a decepção estampada no rosto da Sakura.
Mais que droga eu fiz? Eu deveria ter procurado a Ino e ouvido de seus próprios lábios que ela tinha tirado o nosso bebê. Eu estava crente que minha mãe não iria mentir sobre isso, eu deveria ter desconfiado.
Vou tirar isso a limpo e vai ser agora. O soco que Gaara me deu queima, mas não está doendo mais do que saber a verdade. Ela perdeu e como se isso fosse chave mestra tudo parece fazer sentido. Mas porque ela ficou quieta quando todos a incriminavam? Por que eu deixei isso acontecer?
Desço do carro que deixei no meio da rua mesmo e que se dane. Encontro meus pais a mesa servindo e sorrindo feito uma família feliz.
— Sasuke, o que aconteceu? – Minha mãe levanta preocupada enquanto meu pai continua a mastigar sua refeição sem se importar.
— Não se preocupe, Mikoto. Seu filho deve ter entrado em outra briga qualquer. – Passo a mãos na face, para que, meus olhos parem de lacrimejar. Onde está Itachi?
— Mãe, a Ino perdeu o bebê porque você não me disse a verdade? — Os olhos negros se arregalam e meu pai parece sair de seu mundinho perfeito, onde eu não existo.
Itachi POVs
Enfim, a última camisa dobrada e dentro das malas. Escuto o refrear brusco do carro do meu irmãozinho tolo em frente de casa. Será que ele não sabe que Fugaku está aqui? Fito pela janela e vejo seu carro no meio da rua e ele vir para cá a passadas duras.
E vamos para mais uma sessão de conflitos na família de comercial de margarina! Desço as escadas e para minha surpresa vejo Sasuke segurando lagrimas. Ele percebe minha presença e esfrega os olhos para desfazer as lagrimas. Está com um corte horrível no canto do lábio e minha mãe parece impactada. Qual será o conflito da vez?
— Sasuke, foi para seu bem. – Mikoto balbucia e tenta tocar o rosto de Sasuke com a mão, mas ele se afasta.
— E o que isso importa agora, garoto? Você acha mesmo que eu iria deixar você desgraçar o nome da nossa família? — Meu pai levanta da mesa, ele ainda está fardado e minha mãe já não consegue segurar o choro.
— Ah, nada importa para você, nem mesmo seus filhos. A não ser a droga deste sobrenome. – Sasuke diz alterado e espera pelo soco que sempre recebe quando desafia nosso pai.
— E o que você iria fazer? Brincar de adulto e de ser pai com dezoito anos? – Agora sei do que se trata a briga. E olha só, é o assunto preferido desta casa. Sasuke balança a cabeça atônito pela sua descoberta. Enfim ele descobriu sobre a mentira dos adultos desta casa.
— Você me cobra responsabilidade e disciplina. E na primeira vez que eu tenho que tomar uma decisão, você decide o que é melhor? Me explique melhor, não consigo entender está lógica. – Ajudo minha mãe sentar se novamente, pois parece que desta vez Sasuke vai até o fim. Quer ser esmurrado de novo.
— Não questione seu pai, seu insolente! Fiz o que era necessário e não me arrependo. – Eu não sei se fico feliz em deixar está casa ou preocupado. O que será de Sasuke sem minha presença aqui?
— Ah vai para o inferno. – O grito agudo de minha mãe como sempre é ouvido, será que Sasuke não cansa de apanhar?
— Por favor, pai. – Digo e ajudo Sasuke se levantar após outro soco. Ele me olha envergonhado e comovido.
— Fugaku, ele é o seu filho. – Minha mãe diz na tentativa tosca de intervir. Afinal Fukagu é igual a Sasuke, os dois fazem o que querem. Arrasto Sasuke para meu quarto contragosto e após fazê-lo sentar em minha cama tranco a porta.
Sento ao seu lado e apenas consigo ouvir sua respiração descompassada.
— Você sabia, Itachi. Sabia que me deixaram acreditar que a Ino abortou sendo que na verdade ela perdeu? – Olho para Sasuke que limpa o sangue que escorre de seu nariz.
— Sabia. – Digo seco, não irei mentir para ele novamente. – Sasuke, você não poderia ter esperado nada diferente de nós. Adultos fazem o que acham melhor para seus filhos.
— Não acho que isso foi o melhor. – Ele me corta e eu passo a mão em seu cabelo.
— E não foi, nem de longe, mas o que nosso pai não faz para ver o nome da família intacto? – Levanto e pego uma caixa de papelão do chão para continuar na tarefa de empacotar minhas coisas enquanto Sasuke fica se remoendo.
— A Ino passou por tudo sozinha, eu poderia ter ficado ao seu lado. – Escuto seu murmúrio enquanto ele pressiona a blusa contra o corte.
— Poderia, mas você não iria ficar. Naquele tempo você não era este Sasuke sentando na minha frente. Era tão irresponsável e inconsequente feito nosso pai quando está fora de controle.
Ele escuta e fica quieto, ele sabe que estou falando a verdade. Afirma inconsciente de seus atos. Ele sabe disso por que ele teria ficado do lado dela se quisesse, mas foi errado dos nossos pais deixar ele acreditar que Ino não era a melhor garota do mundo.
E como bons católicos que somos, gravidez fora do casamento é inaceitável e ainda mais se for de dois adolescentes.
— Por que está empacotando suas coisas? – Escuto sua pergunta desnecessária, largo a caixa para acertar sua testa com meus dedos, Sasuke odeia isso.
— Estou indo embora daqui. – Ele levanta a cabeça baixa de forma rápida. – Você estava se comportando muito bem desde que entrou naquele clube e então a atenção do nosso pai era toda minha.
— Seu pai. – Ele diz rapidamente. – Enfim a corda arrebentou para meu lado e agora eu vou para o colégio militar.
— A mãe não interviu por você? – Escuto sua pergunta e eu nego com a cabeça.
— Eu sou o único que consegue intervir nas decisões do meu pai, não quer tentar? – Digo e ele ri secamente. Isso seria loucura.
— E quem vai me livrar do Fugaku agora? – Ele já parece mais conformado e calmo, afinal Sasuke é facilmente manipulado quando o assunto é comigo.
— Ninguém, pois você não vai fazer mais nenhuma burrada. Irmãozinho tolo. – Acerto novamente meus dedos em sua testa e ele não liga.
— Agora vai dar um jeito nesta cara e espero que amanhã me ajude a empacotar minhas coisas. – Ele levanta da cama abatido.
— Ah, amanhã não vai dar, não é? Você tem que ir naquela competição de exatas. – Digo rapidamente para tentar tratar deste assunto se é que ainda tenho tempo.
— Não, acho que posso ajudar você. Eu estou fora. – Ele joga a camisa no lixo e segue para porta.
— Pensei que não quisesse sair por causa da rosada, Sakura o nome dela, não é? – Ele vira o rosto e abro um sorriso terno para ele. Afinal alguém tem que incentivar este garoto a ir pelo caminho certo.
— A Ino está lá e o cara que fez isso também. – Ele aponta para o corte no lábio e agora entendo sua fúria de minutos atrás. Ele descobriu e da pior maneira possível.
— Então pede desculpas para ela ou vai continuar fingindo que não aconteceu nada? – Cutucar sua ferida não é legal, mas isso é necessário.
— E desculpas vai resolver o que agora? – Será que é tão difícil de fazê-lo enxergar. Sasuke é sem dúvida um garoto difícil.
— Nada, mas pode ser um recomeço. Pense Sasuke, você não pode mudar o passado, mas pode aprender com ele. Comece acertando os pontos com Ino. – Ele sai pela porta e fico sozinho a empacotar minhas coisas. Para ele ainda dá tempo, antes de acabar naquele colégio militar.
Antes de ferrar sua vida, como eu fiz com a minha. E só de pensar que não vou poder vê-lo esfregar seu amadurecimento na cara de meu pai fico decepcionado.
—Estou apostando todas minhas fichas em você, irmãozinho tolo.
TenTen POVs
Sinceramente hoje não está sendo um dia fácil. Eu não sei o que é pior, ver Ino sair chorando ou Sakura tentando disfarçar. Poxa, saber que Sasuke não é o melhor garoto do mundo é um golpe duro de se receber. Está reação do Gaara era esperada, aliás ele nunca foi o melhor em autocontrole. E agora fico me perguntando em que isso vai acabar. Pois certamente ninguém tem ânimo para se apresentar amanhã.
Droga, eu estava feliz por ver que meus esforços tinham gerado um resultado, nem mesmo pensei no pessoal quando fui classificada. E muito menos esperava tal reação do Neji, mas ele está certo. Se eu seguir em frente não vou mais ter tanto contado com eles. Olho no relógio e confirmo meu atraso, na verdade não poderei mais ir no encontro com as meninas da equipe, onde a Fuu iria contar como foi a abordagem do cara que ela tanto diz ser perfeito. E eu estou curiosa, pois ela foi por incentivo meu.
Shikamaru e Temari já foram embora do apartamento de Neji, pois Temari quis ficar um pouco com Gaara já que Ino sumiu. Naruto e Hinata foram procurar ela e eu estou sentada aqui. Esperando Neji sair do apartamento da Sakura, pois ele me fez sentar aqui e prometer não ir embora. Por que segundo ele, temos que conversar.
E eu pensando que tinha me livrado de uma por conta desta confusão. Neji, é um cara estranho. Ele fica todo irritado por uma notícia, mas não se preocupa em se dizer nada em relação ao seu parentesco com Hinata.
E sinceramente me sinto uma idiota por ter confessado que gosto dele e meu pequeno repudio por caras de “outra classe social”. Eu sou mesmo uma idiota. Aliás eu e Neji não temos nada, por que eu estou esperando ele terminar de consolar a Sakura? Cara mandão!
Levanto do sofá e sigo para porta e ao abri-la dou de cara com o capitão autoritarismo. Droga.
— Pensei que tinha pedido para me esperar. – Ele entra e fecha a porta atrás de si visivelmente cansado.
— E eu esperei, mas agora tenho que ir. – Digo e continuo no mesmo lugar, mas ele não cede passagem. Seu cabelo está preso como sempre e estes olhos são tão parecidos com os da Hinata.
— Você não está falando sério, não é? – Vejo ele morder o lábio inferior enquanto suas mãos seguram a maçaneta, entretanto uma deixa a maçaneta para retirar a franja sobre meu olho esquerdo. Um costume dele feito aquele que ele insiste em me chamar de garota.
— A Sakura está bem? – Mudo de assunto rapidamente, mas tenho interesse na resposta. Por mais que a relação de amizade entre eu e ela seja recente, eu gosto dela.
— Vai ficar. Ela parece saber o que faz. – Ele diz e sai de frente da porta a abrindo logo em seguida.
— Você tem mesmo que ir? – Escuto sua pergunta sem fundamento, pois claro que tenho. – Você podia ficar hoje, já que decidiu nos abandonar de vez.
Nossa, ele falando desde jeito me torna a vilã da história. Neji pode ser tudo, mas não é previsível. Ele segura meu pulso e joga a cabeça para o lado em sinal para que eu retorne para dentro. Por mais que seja tentador ficar com ele, eu realmente preciso ir. Mesmo falando para meu pai que iria dormir na casa da Fuu.
Olho no relógio e o horário encontra-se avançado. Acabo por sorrir pelo sorriso que ele exibe. Esse Neji na minha frente não parece nada com aquele de horas atrás.
— Fica, eu ligo para seu pai e digo que está consolando um amigo. No bom sentido. – Não consigo segurar o riso, ele é mesmo uma caixinha de surpresas. Nego com a cabeça e seu sorriso se desfaz. O telefone toca exatamente quando ele resolve protestar.
— E aí? – Escuto ele dizer depois de atender, que jeitinho mais delicado de atender o telefone. Homens! Ele afirma e depois desliga deixando o telefone no gancho.
— A Ino está com a Hinata. – Simplesmente diz para meu alivio. Tudo o que não precisamos agora é de mais problemas.
— Ah e falando em Hinata, como está a relação de vocês? – Vejo ele fechar os olhos e franzir o cenho, enfim o grosseirão retornou.
— Pensei que tivesse que ir embora. – Abro um sorriso por ele tirar seu corpo fora mesmo sabendo que não me deve explicações.
— Na verdade não. – Cruzo meus braços e encosto no batente da porta esperando sua reação que se resume em um riso fraco. Posso ser insistente quando quero.
— Que bom. – Ele me puxa com facilidade para dentro e mal me estabilizo sinto seus lábios contra os meus. E eu não sabia que estava querendo tanto isso quando eles se afastam.
— Você não vai querer discutir comigo, eu sou chato e vamos acabar brigando e tudo o que menos quero agora é brigar com você. – Ele diz tudo muito rápido enquanto apoia o queixo sobre minha cabeça e suas mãos na minha costa me obriga a acompanha-lo num embalo de uma valsa, mas sem música, no centro da sala.
— Meu Deus, você se transforma em outra pessoa quando quer alguma coisa, não é? – Digo rindo e ele me solta logo em seguida levantando as mãos para cima.
— Estou brincando! – Digo antes que ele me diga qualquer palavra ríspida e ele ri divertido.
— Garota, você tem razão eu quero, mas não é uma coisa, é você. – Sinto meu rosto esquentar e meu sorriso se desmancha. Se ele está pensando que vou acabar na mesma cama que ele, o seu equivoco é grande.
— Não é isso o que você está pensando. – Ele diz rapidamente, pois minha expressão deve estar denunciando meus pensamentos.
— A não ser que você queira daí são outros quinhentos. – Acabo por rir devido ao meu constrangimento e lanço uma almofada em seu rosto, a qual ele agarra facilmente.
— Cale a boca, Hyuuga. – Digo entre risos. Os efeitos que ele me causa são contraditórios, eu deveria estar brava com ele, mas não consigo. Ele se joga no sofá atrás de si e mantem a almofada no rosto.
— Então, você fica? – Escuto sua voz grave e meu sorriso se alarga. Eu não me arrependi em nada ainda quando o assunto é ele. Uma indecisão me toma, mas ela desaparece quando ele tira a almofada devagar de sua frente. E aquele sorriso sem mostrar os dentes fica estampado em seu rosto.
— Fico.
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