Notas iniciais
Demorei pra postar porque tive que fazer uma "reforma" nos personagens =p outra razão é porque estava com medo de postar :s Enfim, espero que gostem

*Roselie*

Eu nasci em uma família unida, feliz e cujos membros cuidavam uns dos outros. O meu pai era muito brincalhão; era impossível ficar sério perto dele. A minha mãe era muito cuidadosa e fazia tudo com amor. E a minha irmã dois anos mais velha era uma pessoa incrível, sempre me ensinando coisas e brincando comigo. Ela havia me ensinado tudo sobre artes: desenhar, tocar piano e violão e várias outras coisas.

Um dia, nós estávamos jantando enquanto conversávamos. Era uma noite linda de verão, uma brisa suave entrava pela janela refrescando a casa. Até que alguém bateu forte na porta. Meus pais se olharam assustados, o que me preocupou. Depois eles falaram para eu e minha irmã, Becky, fugirmos pela porta dos fundos.

Na hora eu não entendi por que tanta preocupação por causa de uma visita, portanto me recusei a fugir. Depois, aconteceu tudo muito rápido. Uma explosão jogou a porta para longe e dois homens entraram, atacando magia pela casa e destruindo tudo. Um tinha cabelo castanho escuro bagunçado, cavanhaque de mesma cor e carregava uma arma. Outro era mais magricelo, tinha cabelo curto e preto e usava óculos.

O de cavanhaque atirou nos meus pais e mandou o de cabelo preto “pegar a menina”, mas eu não tinha entendido quem era essa menina. Fiquei paralisada vendo o sangue dos meus pais esparramando pelo chão da sala. Becky aproveitou que eu tinha parado de me debater e me puxou para o quintal.

Quando chegamos lá, eu percebi o que havia ocorrido e tentei voltar para ver meus pais, mas Becky me impediu. Eu fiquei brava com ela, pois parecia que ela não se importava em se tornar uma órfã de repente. Então nós tivemos uma discussão que acabou com ela gritando “Você não percebeu? Eles estão atrás de você! Nossos pais morreram porque ganharam tempo para você fugir! Agora vamos!”.

Ela puxou o meu braço e nós corremos, porém antes de chegarmos ao portão, ouvi outro barulho de tiro. Becky caiu no chão e uma poça de sangue se formava abaixo dela. Naquela noite, a minha família tinha sido morta para me proteger, mas foi tudo em vão. O homem de óculos injetou uma substância em mim e eu desmaiei.

No dia seguinte, acordei em um laboratório em que nunca estive antes. Era muito grande, cheio de computadores. Algemas prendiam minhas mãos e meus pés em uma máquina, então eu não conseguia me mover. Perguntei o que estava acontecendo e onde eu estava, mas o homem de cavanhaque respondeu que eles iam fazer uma experiência e depois eu ia ficar livre.

O homem de óculos apertou alguns botões e a máquina disparou um choque de alta potência que percorreu pelo meu corpo. Levei choque por cerca de dez minutos e depois eles pararam para ver se tinha dado certo.

Tudo fez sentido quando eu entendi como a máquina funcionava. Ela absorve poderes mágicos aos poucos. Eu era a única com poderes na minha família, então eles só foram atrás de mim.

Depois de ver que a máquina funcionava, eles voltaram com o “experimento”. Levei choque por mais algumas horas, sentindo gosto de sangue na boca e o corpo doendo. Quando eu estava perdendo a consciência, o homem de cavanhaque deu uma pausa para continuar tirando os meus poderes sem me matar. Depois, ele e o homem de óculos saíram do laboratório.

Eu já tinha desistido de tentar sobreviver, mas se eu morresse a minha família teria se sacrificado em vão. Aproveitei que estava sozinha na sala e testei meus poderes. Felizmente, a máquina funcionava aos poucos, então eu ainda conseguia produzir e controlar o fogo.

Com o meu fogo, derreti as algemas que seguravam minhas mãos e meus pés à máquina. Pensei em sair correndo, mas meu corpo doía e eu estava fraca, então me escondi em um canto e esperei alguns minutos enquanto descansava.

Os homens chegaram e deixaram a porta aberta. Aproveitei que eles estavam distraídos olhando para onde eu estava e saí pela porta. Pensei que eu estava livre, mas ouvi o de cavanhaque gritar “Ela acabou de sair pela porta, idiota! Pega ela!”. O lugar parecia uma mansão, cujo laboratório era o sótão e servia de esconderijo. Desci as escadas o mais rápido que pude e tentei correr. Quase fui pega de novo, mas fiz uma barreira de fogo, explodi a porta e saí para a rua.

Pensei que tivesse me livrado, mas vi os dois homens saindo da mansão e olhando para mim. Mesmo fraca e com o corpo doendo, corri para a cidade, onde consegui despistá-los e ouvi sobre os Titãs. Foi aí que resolvi vir para cá e pedir ajuda.

Quando terminei de contar a minha história, percebi que uma lágrima havia escorrido pela minha bochecha e a enxuguei.

– Você sabe mais alguma coisa sobre esses homens? – Perguntou Jen.

Neguei com a cabeça. Eu sei que se encontrá-los, irei matá-los, respondi mentalmente.

– Nós precisamos encontrar esse homem. – Disse Will. – Se ele encontrar mais alguém com poderes será perigoso.

Todos concordaram.

– Agora quero saber a história do Will. – Eu disse.

– O Daniel começa. – Ele disse sério. – Eu quero falar por último.

Notas finais
Espero que tenham gostado :s Agora estou com medo de postar o resto da história :s