Golden Eyes Or Golden Ice
1 Pensando nela
Notas iniciais
Pensando nela...
O homem de dentro do apartamento abriu a porta, sem olhar no olho mágico levou a mão à chave que girou em sentido anti-horário, enfim me apareceu a presa, eu no prédio oposto a observar de tocaia todo o movimento que dava-se no apartamento do quarto andar do bloco vizinho através de meu fuzil de alta precisão.
Havia um mês que “morava” no apartamento, digo que o condomínio não me era barato, mas o serviço daquela vez custava mais do que o normal, nem por isso fiquei mais nervoso ou pressionado, era o meu trabalho desde que me alistei no exército russo há cinco anos, não ache que eu seja russo, não faça me assassinar te por esta injúria, sou ucrânio até morrer, ou até depois de morrer.
Ah! A morte tinha me esquecido dela, assim como Deus, onisciente, digo onisciente porque ao mesmo tempo em que ela estava ao meu lado ajudando-me a cumprir o serviço também estava ela do lado do magnata que estava preste a assassinar, assim como estava em várias outras partes do globo fazendo o que faz de melhor.
Como será a morte? Não a morte das pessoas nem como elas serão, reflito aqui sobre a imagem dela, a que é vista por todos os homens mortais, imagino-a com longos cabelos negros e lisos, face branca como as nuvens no céu, vestida de acordo com a ocasião: ora vestida de branca para a morte prematura, ora com roupas negras para morte injusta, mas o que mas gosto de pensar sobre ela, são os olhos, olhos redondos e grandes de vermelhos, tudo na aparência de uma criança de no máximo sete anos, pois se fosse adulta não faria o que faz: matar. Disseram me uma vez que certo povo indígena idolatrava a morte, intrigado com a questão coloquei-me a investigar o assunto em bibliotecas eis a minha conclusão: Quem pensa demais sobre a morte são aqueles que amam na verdade a vida. Explicarei mais tarde o porquê, agora preciso me concentrar no alvo, bem na cabeça...
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