Gokai (fic Interativa)
12 Capítulo 11 - "Profecias".
Notas iniciais
Depois do incidente com Maya, Isabela e Elizabeth tentavam acalmar Amaya enquanto eu e Mike conversávamos. Eu explicava o que acontecerá conosco até a ali, sobre o garuru, o caminho até o reino mestiço, a conversa com Gran, o rei e que agora os demônios atacavam os reinos.
– Sim, os demônios aparentemente começaram a se mover. – Disse Mike depois da explicação. – Vimos alguns muito inquietos próximos daqui, e alguns do exercito tiveram que ir para lá, por isso a cidade está tão alerta.
Quando escutei isso que comecei a prestar realmente atenção na cidade, apesar da aparência incrível da cidade, casas rusticas em meio à aparência da caverna em volta que contrastavam, mas de certa forma a cidade em sí parecia morta.
Andamos um longo caminho pela cidade e vimos poucas pessoas, aparentemente apesar de se chamarem “dragões rúnicos” eles passavam grande parte do tempo na forma humana, ao contrario do que eu pensava sobre eles.
– Amaya parece que já está melhor. – Disse Elizabeth. — Aparentemente ela tem alguma espécie de traumas com demônios. Mas Isabela já está cuidando disso.
– Agora enfim podemos seguir para nosso objetivo, falar com o ancião a respeito desta tal profecia. – Disse Mike rispidamente.
Então Isabela e Amaya se juntaram a nós enquanto seguíamos pela cidade em direção ao extremo sul do lugar, que por mais incrível que parecesse chegava a ser maior que o Reino dos humanos. Seguimos até achar uma escadaria que levava a um templo.
– É lá em cima, mas para irmos temos uma condição, só se podem entrar quatro pessoas de cada vez para falar com o ancião. – Explicou Elizabeth.
– Eu fico. – Sugeriu Amaya. – Já causei vários problemas a vocês e eu não deveria nem ao menos ter vindo, acabei aqui por acaso por isso podem ir tranquilos.
Sem ter o que protestar segui em frente seguido por Isabela, porem fora impedido por Mike antes de chegar ao primeiro degraus.
– Existe outra condição. – Disse Mike. – Ren deve ter uma audiência particular com o ancião a pedido do próprio, só então os outros quatro poderão subir.
– Então eu devo ir sozinho depois vocês vão? Sem problemas. – Falei tentando contornar Mike que puxou minha mochila.
– Não sei exatamente o porquê de ele pedir isso, mas dizem que nesses casos a menor hesitação pode custar sua vida. – Disse Elizabeth aparentemente preocupada.
– E quem aqui está hesitando? – Falei forçando um sorriso. – Não há nada com que se preocupar não é?
Nisso Mike segurou minha gola com a mão direita e levou a mão esquerda para o cabo de uma de duas espadas ameaçando saca-la.
– Não sei direito o que está escondendo, mas senti que está tentando ocupar a cabeça com outras coisas, o que pode não ser bom para você. – Disse Mike. – Pretende contar por bem ou prefere que eu arranque isso de você? – Disse ele enquanto desembainhava a espada.
– Nem tudo é o que parece não é mesmo? Nem mesmo minha origem me é clara como não hesitar não é mesmo? – Disse sarcasticamente segurando a mão de Mike que estava na minha gola. – Mas que fique uma coisa clara, não é comigo que devem se preocupar. Simplesmente não tenho mais nada a perder, apenas descobrir tudo que eu puder sobre isso.
Ao dizer isso consegui fazer Mike me soltar e segui escadaria a cima por um bom tempo preso em meus pensamentos.
Chegando ao final da escadaria me encontrei com algo inesperado, um dragão branco deixado próximo a uma casa. O dragão estava aparentemente dormindo, mas suas asas de moviam lentamente adquirindo vários tons como um arco-íris.
– Aproxime-se jovem Ren, se tem alguma duvida pergunte. – Disse uma voz ecoando na minha cabeça.
– Quem é você? Onde está? – Perguntei olhando para todas as direções.
– Sou Naga, o ancião. – Disse a voz novamente. – Sou este que vê a sua frente.
E foi nesse momento que notei que conversava com o dragão que estava deitado na minha frente. Ele era o ancião do Reino, era com ele que eu deveria perguntar sobre a profecia e foi o que decidi fazer.
– Naga não é mesmo? O que é essa profecia que envolve os demônios? – Perguntei curioso, mas outra me pergunta me veio à cabeça. – Primeiramente, porquê queria uma audiência particular comigo?
– Simples, você é aquele a quem Azeroth procura, você é uma chave importante para o destino do mundo. – Disse Naga como se procurasse vestígios de qualquer reação minha. – Essa profecia começou com você, agora é você quem deve dar o desfecho final.
“Começou comigo”? O que ele queria dizer com isso? E Azeroth também está envolvido nisso? O que quer que esteja acontecendo é realmente algo grande e estranho, e principalmente perigoso e devastador.
– E o que é essa profecia? E como ela se encaixa ao que está acontecendo? – Perguntei tentando manter a calma.
– “Uma remota ameaça que nas sombras se esconde, impede que na paz o mundo ronde. As armas sagradas cada reino deve empunhar, para que o caos do mundo se possa expurgar”. –Naga recitou esses versos como se já esperasse essas perguntas. – Essa é uma versão que se adaptou ao longo do tempo, mas ainda há uma parte sobrando. – Contou.
– Uma parte? E como isso afeta a interpretação da profecia? – Perguntei.
– As pessoas ficam mais intrigadas com o que as envolve propriamente dito, mas vejo que você é diferente, o que já é um bom pressagio meu jovem. E já que insiste. – Comentou. – “Apenas um membro de cada tribo conseguirá, empunhar a arma que sua tribo honrar. E o herdeiro dos dois tronos finalmente aparecerá, para o mal desse mundo se livrar”.
Ao ouvir aquelas palavras meu corpo estremeceu. O mal era o tal lich que trouxera os demônios de volta a superfície. E armas sagradas que cada tribo possui? Isso me parece complicado.
– Então devemos achar as armas, achar quem consiga empunhar cada uma delas e lutar contra o lich? – Falei rapidamente. – Não me parece tão simples.
– E nem será, a localização de todas foi perdida por muito tempo, mas já se sabe onde se encontram, o problema é achar os devidos representantes. – Suspirou Naga. – Para conseguir as armas nasce apenas cinco pessoas capazes a cada século, e se uma morrer será impossível para as outras quatro chegarem até as armas, e será ai que você será importante, você é aquele que avalia e junta os cinco representantes, um erro e o mundo entrará na era do caos, espero que seja cuidadoso, Ren, discípulo de Tohma e filho de Hikari.
– Hikari? Esse é o nome de minha mãe? Como sabe sobre ela? – Perguntei atônito, mas tive apenas um silencio cortante como resposta. – Responda!
– Nossa audiência acabou criança, deve ir agora e partida em sua jornada. – Naga disse e logo em seguida permaneceu em silencio mesmo com minha insistência.
Após um tempo pensando sobre o que havia acontecido tudo que consegui fazer fora desistir daquela insistência idiota e sair daquele local indo na direção da escada e descendo para onde havia deixado Mike, Isabela, Elizabeth e Amaya.
– O que aconteceu? Você está pálido, tudo bem? – Perguntou Amaya quando me viu descendo as escadas.
– Sim... – Disse sem qualquer emoção. – Apenas confuso com toda a informação. Vão, parece que agora ele os espera.
Ao terminar de falar Mike assentiu e Elizabeth fez sinal para que Amaya e Isabela subissem com eles. E assim foram por uma longa hora.
Já nem sei quantas vezes pensei e refleti sobre aquela conversa repassando-a toda na minha cabeça procurando alguma informação que havia deixado passar, até que os quatro voltaram de sua audiência.
– Então basicamente são uma serie de armas que devemos achar e que há um representante de cada reino? – Dizia Amaya enquanto desciam.
– Sim, eu já tinha ouvido falar sobre isso, por isso pedi para Vanessa entrar em contato com os elfos e os abissais. – Comentou Isabela.
– Uma pseudo-aliança com os outros reinos sendo necessário apenas um de cada para se ir atrás das tais armas. – Disse Elizabeth. – Isso parece complicado demais.
– E como isso será decidido? Quem decidirá os cinco representantes? – Perguntou Mike inquieto.
– Eu. – Falei me levantando da parede próxima as escadas. – Parece que sou eu quem tem a melhor chance de escolher corretamente as cinco pessoas para essa jornada suicida.
E então todos começaram a me encarar como se eu fosse a ultima pessoa que eles pensariam naquela situação difícil, e eu pude jurar que havia medo e insegurança nos olhares de todos.
– Tem certeza disso Ren? Se errar pode colocar o mundo inteiro em risco. – Disse Elizabeth preocupada.
– Ela está certa, você consegue carregar tamanha responsabilidade? – Perguntou Isabela.
– Se errar em ao menos um... – Amaya começou a falar quando foi interrompida por Mike.
– Certo, certo. Se tem medo fuja se não tem persista. – Disse tentando me provocar. – Se acha que é difícil demais apenas vá embora e deixe o mundo acabar em desespero.
Não sei ao certo se eram palavras de sarcasmos, raiva ou incentivo, mas aquelas palavras me deram uma determinação, não parar mais diante de um desafio e nem ceder a algo apenas por parecer difícil. Há duvidas que quero achar as respostas, então não posso descansar até consegui-las.
– Mike, quero propor um desafio a você, vamos lutar aqui e agora, se eu perder irei embora, mas se eu ganhar você deverá começar a me escutar mais. – Falei mostrando minha ninjaken.
– Desafio aceito se é assim que quer provar o quão fraco é. – Respondeu Mike desembainhando suas espadas.
– Meninos não comecem a se matar agora, por favor. – Disse Elizabeth se pondo entre nós. – E Mike você me prometeu que não iria mais lutar por coisas assim depois daquela vez.
Mike suspirou e começou a guardar suas espadas quando um estrondo foi ouvido do lado de fora, e pessoas começaram a gritar junto de um zumbido vindo do chão.
– Se abaixem! – Gritou Elizabeth antes que algo explodisse no chão lançando todos nós para o alto e escurecendo minha visão.
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