Goddess Of Truth
2 A Família Real chega.
Notas iniciais
Precavida Luthien passou os quatro dias seguintes organizando os preparativos para o banquete junto Vayon o mordomo do castelo. Ordenou que os quartos de hospedes do castelo fossem limpos, seus moveis encerados, o chão varrido, os tapetes batidos, as cobertas trocadas, a poeira tirada, a lareira abastecida e as velas dos lustres trocadas. O chão do Salão de Banquete seria lavado, suas mesas polidas, os estandartes trocados por mais novos.
Com o cozinheiro Gage planejou o banquete, serviria do bom e do melhor que havia nas dispensas do armazém. Carne de porco e gado do melhor corte seriam assadas, perus seriam abatidos e frutos do mar servidos, tábuas de frios, pães e queijos variados seriam postos a mesa, arroz com legumes, sopa no pão, macarrão quente e batatas e milho assados seriam preparados. Barris de cerveja, vinho e hidromel seriam retirados da adega para ser oferecido, esta responsabilidade fora dado ao cervejeiro Barth.
Rodrik, o armeiro, e seu filho Jory, o capitão da guarda, ficaram responsáveis pela ronda e guarda do castelo, reforçados devido a visita do rei. Ao mestre da estrebaria Hullen pediu que acomodasse da melhor maneira os animais do rei. Com o mestre da Caça Farlen organizou a caçada que seu pai provavelmente faria.
Quando a comitiva do rei chegou entraram pelos portões sul do castelo como um rio de ouro e prata e aço polido, trezentos homens, um esplendor de vassalos e guerreiros, soldados juramentados e cavaleiros livres. Sobre suas cabeças, uma dúzia de estandartes dourados tremulava de um lado para outro sob vento. Deu uma olhada em seus irmãos, todos trajavam suas melhores roupas e estavam enfileirados para receber o senhor seu pai e o rei.
Luthien reconheceu muitos ali, atrás do rei vinham seus três filhos junto de Lady Sif, Brunnhilde uma das filhas do rei e os três guerreiros. Voltou seus olhos para os príncipes, Loki era alto, tinha uma constituição mais magra ainda assim musculoso, os cabelos cor de ébano, traços masculinos, porém mais suaves e profundos olhos verdes. Balder assim como Loki não cultivava barba, mas era musculoso de ombros largos e bem maior que Loki, seu rosto era másculo e viril, os cabelos louros e olhos azuis claros com um brilho suave.
Mas quando seus olhos pousaram no ultimo príncipe, Luthien sentiu o ar gelado entrar queimando em seus pulmões fazendo sua respiração tornar-se irregular e pesada. Sua visão se escureceu enquanto permanecia com os olhos fixos no príncipe. Não! Não poderia ser! Ele estava morto! Ela o vira entrar em coma e depois fora obrigada a matá-lo com suas próprias mãos há mais de dois mil anos. No entanto seus olhos afiados de caçadora jamais mentiam.
Obrigou-se a desviar os olhos quando o senhor seu pai e o rei saltaram de cima de seus cavalos de guerra. Seus joelhos se curvaram sem resistência, como gelatina, levou a mão em punho ao coração e permaneceu de cabeça curvada, pelo canto do olho viu seus irmãos fazerem o mesmo.
—Vossa Graça. Tiwaz é vossa.— limitou-se a dizer.
A essa altura já os outros estavam também já estavam desmontando, e os homens da estrebaria avançavam para recolher as montarias. A rainha Frigga desceu da carruagem com suas outras filhas.
Depois que todos foram apresentados e aprovados por ambas as partes. Assim que formalidades de saudação se completaram, o rei disse ao anfitrião:
—Leve-me à sua cripta, meu filho. Quero apresentar os meus respeitos.
Assim que o senhor seu pai e o rei se retiraram em direção a cripta para prestar respeito a falecia Lady Joanna, Luthien disse:
—Porque não entramos? Minha rainha e sua família não devem ficar expostos a este vento gelado.
Com graça Luthien os guiou para dentro do castelo em direção ao aconchego da sala de visitas. A sala tinha um tamanho razoável possuía muitos sofás, poltronas e divãs para acomodar os hospedes, uma opulenta lareira de pedra aquecia o ambiente, junto com a água quente dos poços termais era canalizada por dentro das paredes e cômodos do castelo para aquecê-los, na mesa de centro preparados para os visitantes havia chá, vinho acompanhados de docinhos, sanduíches e bolinhos.
— Sintam-se á vontade, tomei a liberdade de preparar um lanche antes do banquete. Vou pedir aos criados que levem seus pertences aos devidos quartos e que banhos sejam preparados para que possam relaxar antes do banquete de hoje á noite. Meus irmãos lhe farão companhia, com licença!— dito isto a primogênita se retirou.
Pediu a Vayon que mostrasse aos hospedes seus aposentos quando tudo estivesse pronto. Fez uma ronda pelo castelo certificando-se que tudo ia como planejado e depois se recolheu em seus próprios aposentos. Quando a criada fechou a porta sentiu a garganta se fechar enquanto choro subia, as lagrimas arderam em seus olhos para então escorrem sobre sua face alva cujo sabor salgado lhe pareceu amargo quando tocaram seus lábios, a respiração era lenta e dolorosa conforme as ondas de dor a assaltavam, as lembranças inundaram a sua mente e ela sentiu a visão escurecer novamente, sentiu o chão de madeira liso sob seus joelhos, depois sob a palma das mãos e, em seguida, comprimido contra o seu rosto. Ela esperava estar desmaiando, mas para sua decepção, não perdeu a consciência.
Quando finalmente conseguiu sair do torpor da crise de pânico foi a passos lentos até o banheiro. Abriu a torneira e deixou que a água fumegante enchesse a banheira. Despiu-se devagar mantendo a respiração calma e estável, precisava estar sobre controle até o banquete, o passado era o passado e ninguém podia voltar dos mortos. A água escaldante com sais de banhos a fazia-a sentir-se limpa. Gostava do calor era reconfortante. Depois de um banho longo e relaxante onde se lavou cuidadosamente Luthien sentiu-se bem melhor, o ocorrido anterior era uma sombra desconfortável em sua mente.
Enrolada em um roupão foi até seu armário e separou um vestido para o banquete. Ele era de um azul marinho profundo destacaria sua pele alva e seus cabelos negros. Com tranqüilidade começou a se arrumar.
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