Goddess Is Calling

16 Capítulo 15 - A Ilha Flutuante de Altera e o Gilfo


Notas iniciais
Nota: Este capítulo será marcado como o Início da Segunda Fase da Fanfic, a partir daí, estamos iniciando a reta final desta primeira temporada. Boa leitura : D

CAPÍTULO 15 – A Ilha Flutuante de Altera e o Gilfo

— Eu sei que isso foi arriscado demais… – disse uma pequena esfera de luz. – Mas, sei que o que eu fiz foi o certo. Aquela aeronave caiu perto de onde eu fui visto pela última vez…

Uma grande mulher disse:

— Entendo. – disse Ishmael. – Como o meu emissário, devo lhe conceder sua forma física mais uma vez… o El está ficando cada vez mais fraco, logo, não restará mais nada além de resquícios da existência do cristal.

Ela pegou aquela esfera de luz e a transformou em um corpo masculino.

— Ainchase Ishmael… – disse ela. – Meu emissário… meu sucessor divino. Sua missão é apenas a minha vontade, nada mais. Restaure o El antes que seja tarde demais… mas para isso, você terá que ficar mais poderoso.

Ela concedeu um tipo diferente do poder que Ain estava acostumado a controlar.

— O que é isto? – indagou Ain.

— Isto é um pequeno gilfo. – afirmou ela. – Com este pequeno símbolo, você irá controlar um poder que poucos sacerdotes conseguem controlar. Juntando a ressonância do El, também conhecido como Eides, com a magia da circulação… Você será mais poderoso do que já é. Mas para isso, terá de treinar bastante.

Ain segurou o pequeno gilfo, fechara seus olhos e sentira aquele poder entrando em suas veias.

— Obrigado, deusa. – disse ele sorrindo. – Com isso poderei voltar a minha missão.

— Ah, antes de ir… – disse Ishmael. – Leve isso.

Ela entregou uma espécie de livro, mas não era um livro qualquer.

— Este não é um livro qualquer. – disse ela. – Este livro contém todo o poder que você poderá utilizar com este pequeno gilfo. Controle-o, aperfeiçoe-o, e principalmente, fortifique-o! Somente assim você seguirá a jornada rumo a divindade celestial…

Ain pegou o livro e o guardou em suas vestes.

— Obrigado… – disse Ain com a voz entrecortada.

Antes de ir embora, Ain abraçou a deusa… ele parecia estar chorando.

— Não me abandone… – disse ele enquanto chorava nos braços de sua criadora. – Sem você, eu não serei nada além de um simples emissário.

— Não se preocupe, Ain. – disse ela secando suas lágrimas. – Enquanto eu estiver aqui, você nunca, NUNCA, será abandonado.

De repente, aquela cena chega ao fim…

Horas mais tarde após a queda da aeronave, Ain desperta em meio a uma floresta densa e escura. Certificando de que nada daquilo era um sonho, Ain checou os bolsos de suas vestes, ele encontra o pequeno gilfo e o livro em que a divindade deu para ele.

— Felizmente não era um sonho… – disse Ain aliviado. Ele recoloca os objetos de volta em seus devidos lugares e começa a caminhar pela floresta.

Ele avista uma grande parede de fumaça, Ain decide ir até lá para certificar-se de que Elsword e os outros estavam bem. Ele os encontra desacordados e gravemente feridos, o que fez as emoções de Ain ficarem abaladas ao ver tal cena.

— Estão gravemente feridos… – disse Ain. – As chances de sobreviverem são de quase 0… preciso encontrar ajuda.

Ele começa a caminhar sem rumo floresta a dentro com o objetivo de encontrar alguém para socorrer os jovens… O pequeno gilfo que a deusa havia dado a Ain começou a emanar uma pequena canção, que deixou Ain totalmente relaxado. Ele pegou o objeto e tentou sentir aquele poder…

“Siga o significado… Siga o destino… Siga a sua voz ecoando pelo horizonte, e você encontrará a resposta.”

Ain disse:

— Seguir o significado… mas significado de que? – indagou ele.

Ele continuou seguindo a trilha da floresta, quando a luminosidade daquele pequeno gilfo começou a ficar mais densa… Parecia que estava no caminho certo. Ain começou a correr, o que fez a luz ficar ainda mais densa. Pouco tempo depois, ele se depara com uma espécie de elevador em meio a uma fenda escura e embolorada.

Ain entrou naquele local, o gilfo iluminava a passagem.

— Acho que estou no caminho certo. – disse Ain, sua voz ecoava nas paredes da caverna.

Ele chegou ao elevador, não hesitou em saber pra onde aquilo levara. Apertou o único botão que havia lá. De repente, o elevador começou a subir… em uma altura de mais de 50 metros, Ain percebeu de que o elevador estava o levando para uma ilha flutuante.

O elevador parou em frente a uma passagem, Ain não hesitou em passar por ela. Sons de máquinas eram ouvidos daquele local, indicando que parecia ser uma área industrial. De repente, o jovem se depara com uma grande cidade em meio as máquinas… Aquela era a famosa Ilha Flutuante de Altera.

— Então aqui é Altera… – disse Ain, o gilfo indicou que era um sim.

Ao perceber que o gilfo teria o guiado até lá, Ain disse:

— Puxa, ser guiado por este pequeno gilfo é melhor do que ser guiado pelo Errante. – disse Ain. – Falando nele… onde o Errante está? Ah, não seja burro, Ain! Não tente chamar ele, você agora tem um guia melhor… não é, coisa fofa?

O gilfo piscou diversas vezes, indicando que ele havia gostado de Ain.

Uma voz se ouviu de trás do jovem.

— Posso ajudá-lo? – indagou um Pongo, espécie habitante de Altera.

— Sim, sim… – disse Ain. – Me chamo Ainchase Ishmael, sou um emissário da deusa. Por acaso, uma aeronave caiu um pouco próximo daqui, e alguns jovens estão gravemente feridos… tem como alguém aqui ajudar a resgatá-los?

O Pongo disse:

— Agora mesmo eu irei ajudar estes jovens, pong. – disse ele. – A propósito, pode me chamar de Adel. Sou o chefe da vila de Altera.

— Prazer em conhecê-lo, senhor… – disse Ain esquecendo-se mais uma vez do nome de Adel. – Sr. Pongo!

O Pongo se desloca em direção ao local de onde a aeronave havia caído…


Ain aproveita o tempo para explorar mais aquele local, as máquinas e os habitantes daquele vilarejo o fascinaram de uma forma incrível. De repente, o pequeno gilfo começara a piscar novamente.

— Aconteceu algo? – indagou Ain ao pequeno gilfo.

O gilfo começou a ir para um local da ilha, Ain o seguiu.

A perseguição durou até em uma loja de alquimia.

— Por que você me trouxe aqui? – indagou Ain ao pequeno gilfo.

O gilfo indicou a Ain um pequeno cartaz que estava colado na parede.

Fortifique e aprenda mais sobre o Controle de Gilfos e Canções Hipnotizantes!

Ain lembrou-se do que Add havia falado sobre aquela técnica, que segundo ele, seria eficaz para controlar o Errante. Ain pensou também na possibilidade de usar o gilfo como auxílio em batalha, além das projeções que era acostumado a fazer.

Ele entrou na loja…

— Posso ajudar? – indagou a ele um outro Pongo.

— Eu vi o cartaz lá fora. – disse Ain. – Eu estou interessado em utilizar este poder de controlar os gilfos.

— Está no lugar certo, meu amigo! – disse ele. – Pode me chamar de Amos.

— Ainchase Ishmael. – disse Ain.

— Hmm, irei te chamar de Ain… mais fácil, haha. – brincou ele. – Bem, veremos aqui algum livro que possa ajudá-lo a aprender sobre este tipo de técnica muito usada para auxílios em luta e controle de entidades traiçoeiras e malignas.

— Acho que tenho um exemplar aqui. – disse Ain entregando o livro que ganhou da deusa para Amos, ele começou a analisar o livro calmamente.

— Bem, vejamos… – disse o Pongo lendo o livro. – Aqui! Deixei marcado 4 páginas para iniciar a sua jornada pelo universo dos gilfos e se tornar em um… Sentimentalista, ou num Harmônico… Até mesmo em um Virtuoso!

— Não entendi o por que destes nomes. – disse Ain.

— Nhe, não ligue pra isso. – disse Amos. – São apenas nomes dados por antigos emissários da deusa que utilizaram este poder… pelo que eu vejo você tem um potencial enorme para ser um Harmônico. Mesmo com impurezas em sua alma, você sempre tem um sorriso estampado em seu rostinho delicado!

Ain pensou:

— Ele não sabe sobre o que eu passei durante 10 anos… – pensou o sacerdote. – Não me sinto nada feliz com isso.

Amos entregou o livro a Ain.

— Marquei as 4 páginas para você iniciar com este estudo. – disse ele. – Recomendo você praticar isso durante alguma luta ou em algum treino. Quanto mais você treinar, mais forte você fica.

Ain disse:

— Muito obrigado. – disse ele agradecendo o Pongo.

Ain saiu da loja…

Ele guardou o livro e disse:

— Bem, tenho que esperar Elsword e os outros estarem bem para eu continuar com meu propósito. – disse Ain ao gilfo. – O Sr. Ancião tem toda a razão… não posso mais fugir deles, muito menos recusar a ajuda deles. A partir de agora eu irei começar a acompanhá-los, mesmo eu ainda me sentindo decepcionado com os humanos por sua imprudência de não cuidar do El como deveriam. Mas, desde quando conheci Elsword e os outros, sinto uma emoção que eu nunca senti antes… Bem, parece que irá demorar para eu descobrir.

Ain ficou sentado naquele local junto com o pequeno gilfo, esperando noticias sobre Elsword, Aisha, Rena e Add.