Notas iniciais
Como o prometido, aí está o capítulo dessa semana! Minha amiga deu a ideia de postar a fic em outro site, aí eu estava pensando, se aqui ela tiver um bom número de visualizações/reviews talvez eu poste. Esse capítulo tem a inserção de alguns personagens de Twilight, e também os links deles. É isso, espero que gostem!

Quando cheguei em casa, fui direto trocar de roupa para ir à floresta e tentar descobrir o que eu realmente tinha visto lá, porém, minha mãe queria saber tudo o havia acontecido na escola hoje. Dei uma resumida, falei dos meus novos colegas e dos professores.

— Will, daqui a pouco eu já estou indo para o hospital, mudei de turno. Tudo bem pra você? — ela perguntou.

— Claro, por que não? —respondi. — Ah, eu vou sair para fazer uma caminhada agora, ok?

— Tudo bem — disse ela, dei um beijo em seu rosto e saí em direção à floresta.

Andei por uns 20 minutos, ouvindo músicas no meu iPod, até achar algo de estranho. Tirei os fones de ouvido e fui analisar mais de perto. Havia várias marcas de garras pelas árvores e pegadas pelo chão. Avancei alguns metros até ouvir o farfalhar de folhas atrás de mim, quando virei para trás, quase caí.

— Porra! — gritei, com os batimentos acelerados — Você quase me matou do coração! — falei olhando para o rapaz que estava ali.

— Surpresa! Você não é o único que gosta de fazer caminhadas por aqui. — ele respondeu, com ironia.

— Da próxima vez diga algo como “Olá, estou atrás de você, não tenha um ataque cardíaco” — Se aquilo não fosse tão tenso até seria engraçado.

— Ok, vou anotar isso nas coisas que devo fazer quando encontrar alguém sozinho no meio da floresta...

— Qual é o seu nome? — perguntei, o interrompendo.

Jacob Black, eu sou de uma reserva indígena, que fica na fronteira da cidade. — Já desconfiava, ele tinha a mesma aparência das pessoas de lá. Absurdos dois metros de altura, pele quase avermelhada, e um corpo super musculoso. Não me pergunte por que eu reparei nisso.

— Eu sou Will Harding. Prazer em conhecê-lo. — Estendi a mão para cumprimentá-lo, mas ele me deixou no vácuo. Ótimo.

— Já estou indo, Will. Tome cuidado com as criaturas que vivem por aqui. — E com isso ele saiu correndo.

— Obrigado, espera, quê? — Acho que ele não ouviu, ou ouviu e ignorou, porque eu recebi resposta nenhuma. Awn, que simpático.

No fim das contas, não achei nada de mais. Acho que aquilo era fruto da minha pura imaginação. Bem, não tão pura assim. Voltei para a casa, tomei um banho e fui ler, agradecendo por ter sido o primeiro dia de aula, sendo assim não teria dever de casa.

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Eu ainda estava lendo quando minha mãe chegou em casa. Como já era de noite, ela foi preparar o jantar, eu sabia que ela não gostava que eu me intrometesse na cozinha enquanto fazia comida, então fui ver TV.

Estava começando o noticiário, e o repórter J Jenks falava as manchetes do dia, quando algo me chamou a atenção:

— O carro do xerife de Silver Roof, Charlie Swan, foi encontrado em um barranco na floresta que circunda a rodovia Interestadual 437. — anunciou ele.

— Mãe! — chamei — Você vai querer ver isso.

— Já estou aqui — disse ela, sentando ao meu lado no sofá. O repórter continuou, Natalie franziu a testa. — Mas que mer...?

—A polícia foi informada por um motorista que passava por ali e viu as marcas de pneu no asfalto. Uma busca pela área foi feita, mas tudo que encontraram foram alguns fiapos da roupa que ele estava usando. ­— continuou Jenks. Tudo parecia um grande déja vu para mim, estava acontecendo de novo, mas dessa vez não era comigo. Uma foto de uma garota apareceu na tela, era um rosto familiar.

— Essa é Isabella Swan... Ela estuda na minha escola! — exclamei. A próxima frase do repórter nos chocou ainda mais.

— É... Parece que o misterioso caso de David Harding acabou de se repetir. — E pulou para a próxima notícia.

David Harding. O meu pai. Que havia desaparecido da mesma forma, três anos atrás. Desliguei a TV e fui para a cama, tentando absorver tudo aquilo. Acho que minha mãe me chamou, não sei. Minha cabeça estava agitada demais com muitos pensamentos, lembranças e teorias.

Nunca acreditei muito no sobrenatural, mas, o que quer que tenha acontecido com o meu pai e com o Xerife Swan, teria algo a ver com os meus sonhos e os olhos brilhando para mim na floresta?

Depois de algumas horas eu finalmente consegui dormir. E o sonho que vinha me perseguindo há anos, voltou. Novamente eu estava correndo, tentando fugir do lobo que sempre me alcançava. Era sempre a mesma coisa, desde o acidente. Acho que é alguma coisa pós-traumática. E quando eu caí, no sonho, me acordei surpreso, pois já era de manhã.

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Na entrada, já na escola, fui procurar por Isabella, eu queria muito falar com ela. Mas não fiquei surpreso quando não a vi, nem seu namorado, que provavelmente estava dando apoio para ela. Seu nome era Edward Cullen, um rapaz alto e esguio, com cabelos cor de bronze e olhos quase dourados. Da sua “turma” eu só me lembrava deles e de Alice Cullen, que era irmã de Edward. Uma garota baixinha e com o cabelo curto e arrepiado, de pele pálida.

Tomei coragem e fui falar com ela, que estava indo, saltitando, pegar seus materiais no armário.

— Ei, você é Alice, certo? Alice Cullen?

— Sim, sou eu. O que deseja?

— Humm... Olha, meu nome é William Harding, sim, o garoto novo — disse quando ela soltou um “Ah” quando me reconheceu — e também sou o filho de David, o cara que desapareceu três anos atrás... — fiquei sem jeito — do mesmo jeito que o pai de Isabella...

— Ah, eu sinto muito. — falou ela.

— Obrigado, Alice. Será que você se importaria em me dizer o número dela ou um endereço, alguma coisa para eu me comunicar com ela? — indaguei.

— Você não é nenhum tipo de maníaco, é? Porque tipo, se você for, Edward vai acabar com você num minuto.

— Juro que não sou. — afirmei.

O telefone dela provavelmente vai estar desligado, então... — ela escrevia em um caderno, depois arrancou o pedaço da folha escrito e me deu. — Aqui está o endereço dela.

— Ah, muito obrigado. Tenha um bom dia. — tentei parecer educado, não sei se funcionou.

— Você também — disse Alice enquanto eu me virava e me dirigia à sala de aula.

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Quando a aula acabou, percebi que não tinha como ir para casa de Isabella, já que não tinha um carro. Vi Simon e Izzy saindo da escola. Corri até eles.

— Hey! Eu sei a gente só se conheceu ontem e tals, mas eu realmente preciso de uma carona — enfatizei o “realmente” — será que algum de vocês poderiam me levar até esse endereço? — perguntei, entregando a eles o bilhete que Alice tinha me dado. Foi Simon que respondeu:

— Calma aí, Will! Pode pegar a van da banda emprestada se quiser. Eu e Izzy iremos passar a tarde no centro, de qualquer forma — eu assenti — Mas tenha cuidado, por favor.

— Claro! Muito obrigado, muito obrigado mesmo! — Ele me jogou a chave, que peguei no ar.

— Olha, está logo ali — disse apontando para a esquerda, algumas vagas de distância de onde nós estávamos.

Agradeci novamente. A van demorou um pouco para pegar, e o motor estava fazendo um barulho estranho. Mas achei que fosse normal, dado o estado dela.

Passei pela casa dos Cullen. Conhecia o lugar porque minha mãe já tinha me levado ali uma vez, há muito tempo atrás. Minha mãe era colega de trabalho do Dr. Carlisle Cullen, ele um grande médico.

Depois de uns minutos, cheguei a um pequeno chalé de pedra, com madressilvas subindo pela parede. Bati na porta de madeira. Edward que abriu.

—Hum... Olá Edward, a Isabella está em casa? — perguntei, sem jeito.

— E você é...?

— Eu sou William Harding. Filho de David Harding.

— Não sei se Bella vai querer te ver agora. — disse ele.

— Por favor, é importante. — respondi.

— Tudo bem, venha.

Passei pela sala, no sofá, Jacob Black estava assistindo televisão enquanto uma garota dormia com a cabeça em sua perna. Ela era parecida com Isabella, fiquei me perguntando se elas eram irmãs ou alguma coisa assim.

— Jacob Black? Você é amigo da Isabella? — Perguntei baixinho, pra não acordar a garota.

— Claro que sou! Mas e você, o que está fazendo aqui?

— David Harding... Xerife Swan... — Respondi.

— Ah, sim... Eu sinto muito.

Era uma casa simples, mas aconchegante, e definitivamente muito bonita. Quando cheguei ao quarto, bati na porta, ela disse que eu podia entrar.

O cômodo tinha o chão de madeira, as paredes eram azul claro, quase branco e havia duas portas de vidros que davam em um jardim secreto, com roseiras e um pequeno lago.

Isabella estava na cama, lendo um livro. Compreendia-a, quando eu queria fugir desse mundo, pegava algum livro pra ler ou começava uma maratona de séries. Ela se virou para mim, seus olhos não estavam inchados como eu achei que estaria. O cabelo castanho estava bagunçado e ela estava mais pálida do que eu me lembrava. A mesma cor de Edward, Alice e dos outros.

— Eu... Eu sinto muito, pelo seu pai. — eu falei, tentado falar algo gentil.

—Eu também... O que você faz aqui? Tipo, você nem me conhece nem nada. — questionou ela.

—Você está certa, não conheço você, mas sei o que você está passando. E também acho que o desaparecimento do seu pai tem alguma a coisa a ver com o do meu pai. — percebi o olhar de Edward atrás de mim.

—E quais são suas hipóteses? Serial killer? — ela parecia que ia chorar, mas seus olhos estavam secos.

—Não, Isabella. Acho que é algo maior do que isso.

—Por favor, me chame de Bella. — disse ela, como se quisesse desviar do assunto.

—Acho que é melhor você ir. Foi um prazer conhecê-lo, William. — pela primeira vez Edward se manifestou.

— O prazer é meu. Ah, e Bella, se precisar de alguma coisa é só me ligar. — eu falei, dando um bilhete a ela com o meu número, que eu tinha escrito antes de entrar. Esperei por alguma coisa, como ela não falou nada, saí do quarto.

Espero que essa visita tenha valido de alguma coisa. Repassei tudo o que aconteceu na minha cabeça. Estava parecendo um maníaco, lembrando o que Alice tinha me perguntado. Me despedi de Jacob antes de pegar o carro e ir para casa. Simon disse que passaria lá para pegá-lo.

Notas finais
E aí, pessoinhas! Gostaram? Como sempre, deixe seu review, lindos! Consigo odiar notas finais mais do que as notas iniciais. Até a próxima att xoxo