Glory and Gore

2 II. Blaues Blut


Notas iniciais
Olá leitores perfumados qq Oops, esqueci de dar os devidos créditos á cantora Lorde. pela música que inspirou o título: "Glory and Gore". Vocês podem ouvir esta música aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vEHHh8IBhpY Ocasionais erros bizarros são culpa do SkyDrive! Ele junta algumas palavras ás vezes. T_T Enjoy~

Episódio 2 — Blaues Blut

– Não fique fingindo não saber o porquê de eu ter chamado-lhe a atenção. Saia da fila.

Ele obedeceu imediatamente. Além da pressão carmesim de Julchen, Basch sentia centenas de olhos plebeus fixando–se em sua pessoa.

Olhos plebeus que idolatravam–no pela coragem ou então menosprezavam–no pela idiotice.

–--

Aquela sensação estranha que pairava sobre a cabeça de Basch perdurou por alguns segundos. Ele lutou para não parecer que estava sendo intimidado: manteve no rosto a expressão de valentia,o que Julchen poderia considerar como sendo praticamente um desacato.

A cruzamento estava tão silencioso que as respirações daqueles camponeses eram quase retumbantes. Até as galinhas haviam parado de cacarejar, e as cabras, de balir, como se soubessem reconhecer a hierarquia de uma sociedade. Gretel tinha metido a cabeça entre as patas.

A rainha erguera a mão enluvada e estava para desferir um tapa no rosto de Basch; mas o aquilino agiu antes da dona.

A ave pousou na mão de Julchen e pulou para o rosto de Basch, que só teve tempo de proteger a própria face com o braço, que mais tarde encheria–se de arranhões cicatrizados. Penas da águia voavam para todos os lados conforme o aquilino se agitava, visando escancarar as defesas de Basch para poder deformar o rosto do garoto.

Para a sorte do Zwingli,a ave cansou–se de bicá–lo e voou até o ombro de Julchen. Ela encarava a cena com sobrancelhas franzidas e um sorrisinho que não mostrava os dentes.

Ela puxou uma pequenina adaga prateada do decote do vestido. Basch não pôde evitar um olhar de...Surpresa, e também alguns passos dados para trás.

Os olhos vermelhos da rainha percorreram a lâmina do início ao fim. A prata parecia ter reflexos rubros.

– Friedrich, obrigada por me avisar.

Ela desceu do cavalo branco, levantando pó ao pisar na rua de terra. A fila de colheita de impostos continuou prosseguindo; ele ignorava completamente o porquê dela ter parado, mas essa era a menor das questões do momento para Basch.

O que diabos Julchen faria com aquela faca?

– Eu sei que, internamente, você está tremendo como vara verde, mas não há nada a temer. Infelizmente não vou precisar matar ninguém hoje. Ou seja, não vou te matar, o que normalmente ocorreria. Azar para mim, sorte para você. – A mulher tocou a testa de Basch com o dedo indicador. — Siga–me.– ela jogou a adaga ao ar e apanhou–a, depois devolveu–a ao decote. Lugar bem peculiar para guardar–se uma adaga.

O que normalmente ocorreria?Foi o que pensou Basch enquanto largava seus animais e seus morangos para trás. Rapidamente, um tumulto de camponeses formou–se em torno das coisas do Zwingli. Uma pequena e ávida guerra pelas cabras formara–se.

Julchen reduziu a velocidade do galope para que o rapaz pudesse acompanhá–la. Ele a seguiu por algumas ruas; os comerciantes – de coisas caras em sua maioria– e os transeuntes observavam os dois, surpresos com a companhia que a realeza fazia àquele simples rapaz.

Ela prosseguiu cada vez mais lenta até que sua montaria parou por completo e ela virou–se para trás. Os longos cabelos acompanharam o movimento, e a expressão normal alterou–se bruscamente para um estado de raiva completa.

– Seu silêncio está me irritando. Não vai expor em palavras o quanto teme o que está para acontecer? – ela berrou, fazendo o cavalo virar.

– Por acaso será algo tão ruim assim?

Ela ergueu o nariz ao ar e depois rosnou.

– E por acaso farejei algum sarcasmo de sua parte, plebeuzinho?

– Ei, ei. Eu sou um caso a parte, certo? Você... Mesma... Disse. — ele media cada palavra dita, receando reações inesperadas da Dama de Platina. Felizmente, ela não rosnou de novo nem fez nada do tipo. — E isso me tira da categoria plebeuzinho?– o rosto de Basch era inexpressivo.

Ela suspirou com amargura e agitou as rédeas, fazendo a montaria se mover. A espada de Julchen, presa ao cinto da portadora, moveu-se para cima e para baixo. A bainha metálica tilintou.

– O.K, você venceu. Nem um pio até chegarmos aonde temos de chegar. Tudo vai ser esclarecido lá, e eu corto sua cabeça se você ousar fazer qualquer pergunta.Qualquer perguntinha mesmo. O.K? O.K.

Ele engoliu em seco e pôs-se a segui-la novamente. Meteu as mãos nos bolsos do blusão. O caminho parecia não acabar; passaram por ruas que eram todas de pedra. A Capital Real era enorme, apinhada de prédios nobres e importantes para o Reino, de ruas repletas de gente igualmente importante — fora no dia dos impostos, em que pobretões de todo tipo, após cumprirem seus deveres, espalhavam-se para fazer alguma coisa naquele cidade gigantesca e bela que não tinha nada de semelhante com o bucolismo das pequeninas cidades de camponeses. Fora construída unicamente com o objetivo de abrigar o castelo da realeza e dispor, em volta, as residências da burguesia e dos favoritos da Rainha. Tentavam de tudo para repelir os plebeus, proibindo-os de pisar naquelas ruas reais e mantendo-os em suas casinholas simples.

Foi então que, pela primeira vez desde que saíra de casa, Basch pensou em como Lilly estaria. Desde o dia em que ele a encontrara, era demasiado preocupante deixá–la só. Seria terrível se ela se afogasse no lago, mesmo que sem aquele horrendo propósito suicida de três anos atrás.Tinha que voltar para casa antes que Lillian fizesse alguma besteira. Talvez ela apenas estivesse cultivando novos tipos de flores em seu jardim, mas era melhor garantir. Uns dos passatempos da irmã era coletar os fartos e felpudos dentes de leão que embranqueciam as margens do lago. Ela soprava-os em seguida e observava–os vagando pelo ar; e, naquele ato singelo de observar os flocos de dente-de-leão, ela poderia divagar demais e tropeçar numa pedra, ou escorregar... Provavelmente ele estava fazendo suposições em demasia, mas toda preocupação era necessária.

– Falta muito?

Aí que ele se deu conta de que não deveria fazer perguntinha alguma.

Que merda, Basch!

Julchen desembainhou a espada tão rápido que ele viu apenas um raio prateado visandoarrancar–lhe acabeça... Basch cambaleou para trás, a tempo de ver a lâmina rasgando o ar bem onde ele estivera.

Ela girou a espada e preparou-se para atacá–lo novamente.

E então a águia real impediu, mais uma vez, uma ação precipitada de Julchen. O animal atacou a própria dona, lançando-se sobre a mão que erguia a espada e fazendo com que os dedos de Julchen vacilassem e largassem o punho. Depois que a espada caiu e fincou-se na estrada empoeirada, a águia voou agilmente para o ombro da dona. Ela gritou e levou a mão à boca para lamber o sangue que pingava das feridasprovocadas pela águia.

– Friedrich...! Merda, essa águia maldita salvou sua pele, digo, sua cabeça, outra vez... Não toque! Eu mesma pegarei. — ela reagiu assim que viu Basch tentando recuperar a arma caída. Desceu imediatamente e recuperou a espada, que deslizou para fora do chão como se estivesse cravada em margarina.

Trovejos abalaram o céu metálico e pingos de chuva começaram a cair, sarapintando as ruas. Basch pôs a capa sobre a cabeça para proteger-se e Julchen fez o mesmo com a sua — que era de um tecido bem mais nobre, claro.

A águia guinchou do alto do ombro da rainha. Parecia encarar Basch com seus olhos de ouro.

[xx]

Após alguns minutos, finalmente chegaram "aonde tinham de chegar".

Julchen deixou o cavalo do lado de fora, junto às montarias de pessoas desconhecidas.

Para a surpresa dele, era um tipo de... Taverna sofisticada, onde gente importante se reunia para tomar bebidas que provavelmente eram adquiridas pelo preço de uma alma? Crina de Prata era o nome, assinalado em uma tabuleta; palavras feitas com letras belas, brancas, finas. A Crina era um prédio de pedra, alto e cinzento, telhas brancas. A grande porta era guardada por um homem alto, jovem e esbelto. Seus cabelos eram louro-palha; sua franja cutucava-lhe o nariz, e ele retirou-a. Ele encarou Basch com uma expressão discreta de rancor e depois desviou seus olhos. Seus orbes tinham a cor de uma rodela de limão.

– Realeza. — Ele curvou-se, com dificuldade graças à armadura que aprisionava-lhe o corpo.Tinha uma espada longa presa às costas. — E quanto ao rapaz? É um serviçal? — O tom de voz dele não demonstrava quaisquer emoções.

– Ele é meu convidado. Aparenta ser da plebe, mas o garoto é importante. São apenas as roupas que causam tal impressão.

O sujeito deu passagem à Rainha, abrindo o alto portal de madeira que havia recebido bela pintura de tulipas amarelas. Basch a seguiu meio ressabiado, esfregando os antebraços para esquentá-los, e não tardou a observar o interior da Crina de Prata.

Era um salão gigantesco. Uma doce melodia ecoava pelo salão, inebriando os presentes. Basch registrou um sorriso na face de cada pessoa.Uma luz cálida entrava pelas janelas de vitral salpicadas de lágrimas de chuva, trespassando também as cortinas translúcidas e tremulantes; as mesas eram bem espaçadas, e nelas os nobres hesitavam a cada embaralhar de cartas ou a cada movimento de peças em uma partida excitante de xadrez. Belas damas em vestidos caros e pesados flertavam com serviçais igualmente belos, que deslizavam por entre as mesas, com taças de cristal empoleiradas em bandejas de prata. Os respectivos maridos dessas belas damas jogavam exaltados, alheios aos intensos flertes proferidos pelas esposas. Elas arrancavam suspiros de si mesmas. Os tabuleiros de xadrez não eram do tipo rústico, feitos de madeira, como Basch sempre vira; aqueles eram todos de vidro, e as peças eram de bronze e de prata.

Aquele líquido bordô que transitava pelas bandejas, ah, deveria ser vinho de verdade! Wilhelm ficaria morto de inveja. Talvez Basch desse uma olhada na carta de vinhos apenas para sentir-se importante.

Minuciosamente, examinou cada mesa. Ora eram adornadas com candelabros tortos de prata — cujas velas jaziam tristes e apagadas pois era pleno dia — ora eram agraciadas por buquês de flores em jarras de cristal. Um bar e uma casa de jogos? Aquilo ia muito além do conceito de taverna que Basch mantinha.

Como se houvesse descoberto sobre as ponderações do garoto, Julchen logo eliminou-lhe as dúvidas.

– Este é o Clube de Elite do Reino de Stern. Apenas os escolhidos por mim podem associar-se. Você precisa ser incrível para ser reconhecido por alguém incrível. Então sinta-se extraordinário. Isso aqui é um pouco mais do que beber e jogar. Alguém tão acostumado à pobreza jamais entenderia-me de imediato.

Olhou para baixo, para as botas e para o chão quadriculado em volta delas, e depois olhou para trás. As portas duplas de madeira nobre tinham a mesma pintura por dentro — uma tulipa amarela entrelaçada com uma tulipa laranja. A entrada da Crina de Prata era o elemento mais familiar ali. Basch não entendia nada. Ele só queria voltar para casa, e verificar se tudo estava às mil maravilhas com Lillian. Estava tão nervoso que isso basicamente transparecia; cerrava os punhos e comprimia os lábios, inquieto. Se Julchen não fosse tão superior, ele já teria despejado as marcas de sua personalidade hostil sobre ela. Queria dizer que não se associaria-se. Que só queria retornar à sua amada casa.

Então a melodia cessou e aos poucos foi substituída pelos brados de "Heil Julchen!" proferidos por todos que abandonaram seus jogos e suas bebericadas em copos de gim e taças de vinho, como se arrancados de um transe diabolicamente sedutor, e levantaram-se de suas cadeiras, levando as mãos ao peito em sinal de respeito à Rainha.

Ela semicerrou os olhos, satisfeita, e a melodia novamente pôde soar pelo salão. Os nobres retornaram às suas "tarefas", como animaizinhos adestrados pela música. Ela foi abrindo caminho pelas mesas, ocasionalmente esbarrando com um serviçal e rosnando com raiva. Basch a seguiu, tonto por estar entre tantas pessoas da nobreza, que apenas o desprezariam se ele não estivesse acompanhado pela maioral do Reino de Stern. Ele suspirou. Os dois passaram por uma mesa, onde uma dama anormalmente quieta desfalcava-se entre a multidão altiva. Um pequeno copo contendo bebida alcoólica jazia intacto sobre a toalha de veludo, engaiolado pelos dedos alvos e ossudos da jovem burguesa de vestido púrpura. Basch pensou ter visto o brilho de uma lâmina entre os cabelos louro-acinzentados dela. Provavelmente era alguma jóia. Mas ela rosnou para Basch e abriu um leque azul e prata que lhe cobriu a boca e o nariz. Estava convidando-o a parar de olhá–la.Foi isso que ele fez, antes que pudesse simplesmente contemplá–la melhor.

Havia uma única mesa, tristemente desocupada, nos fundos do salão. destacava-se pela toalha verde-mar e azul e também por estar elevada em comparação às demais, podendo ser acessada por uma escada de pedra avermelhada. Um servente puxou uma cadeira para Julchen e colocou, sobre os ombros dela, uma capa vermelha que conseguia roçar o chão. A Rainha então ordenou uma taça de vinho. Sentou-se, entrelaçou seus dedos sob o queixo e encarou Basch com um sorrisinho.

– Sente-se. Sim, é uma ordem.

Ele arrastou a outra cadeira, duvidoso, fazendo mais barulho do que desejaria fazer. Colocou as mãos entre as pernas, como se quisesse aquecê–las. Ainda encarava Julchen pelo cantinho do olho. Ele a viu puxando novamente a pequena adaga, fazendo-a brotar do decote, e sentiu o sangue subindo-lhe à cabeça.

Um dos serventes de traje azul subiu elegantemente as escadas, depositou uma taça de vinho para a majestade, sussurrou "Heil Julchen" e deu meia-volta.

– Olhe para mim e dê-me sua mão. Lembre-se que é uma ordem.

Ele estendeu o braço, resistindo às hesitações que o forçavam a regredir. Tentou manter-se o mais indiferente possível. Manter a frieza estampada nas feições era sua maior habilidade após o arco e a flecha.

Ela acariciou o peito da mão dele com a ponta da faca, como um artista acariciava a tela vazia com a ponta suave do pincel, ponderando quanto ao uso das cores.

– Eu posso sentir seu sangue. Ele pulsa no mesmo ritmo do meu. Como uma melodia desorientada. É a melodia dos mais nobres. A melodia da realeza.

– Hrm. — Basch assentiu. Seus olhos ora focavam a faca, ora atreviam-se a contemplar o semblante marmóreo da Dama de Platina. Os lábios do rapaz contraíram-se mais uma vez, e a face dele finalmente admitiu a expressão um tanto agressiva que surgia em algumas situações.

Logo ele e seus pensamentos pensamentos vagaram para o lado positivo daqueles acontecimentos. Ninguém dos Zwingli iria para as Minas naquele ano. E, se a intuição dele estivesse correta, jamais iriam àquele lugar maldito.

– Mas não posso confiar no que a faca nem no que a águia dizem. Às vezes ela erra ao analisar "o ritmo do sangue".E nem sempre Friedrich reconhece a pessoa certa.Todos erram inúmeras vezes. Mas este é o nosso último passo. O teste certeiro.

– Eu não me importo de ter sangue real. Não me importo de compartilhar do mesmo sangue que flui nas veias de alguém como você, Majestade. Eu sempre tive nojo dos sangues azuis de Stern.– Ele cuspiu tais palavras, se arrependendo logo em seguida. Mas tinha colecionado provas o suficiente para comprovar que Julchen não o mataria ali, naquele lugar. A águia guinchou, empoleirada na terceira cadeira, e a Rainha lançou um olhar de desprezo ao jovem do outro lado da mesa.

Em seguida ela inspirou e deu um longo gole no vinho, deixando na taça apenas o cristal da própria taça, calma como se Basch não houvesse dito nada que lhe valesse a fúria.

– Se esta faca estiver errada, você é um homem morto.

Julchen elevou os olhos carmesim para Basch e moveu a lâmina, provocando um pequeno corte. O sangue desceu em um filete e foi se ramificando, ramificando, até que a mão ensangüentada tornou–se algo parecido com uma pintura sem muito sentido.

Tomou a mão do loiro como se fosse alguémconvidando–o a dançar e então a seguroufirmemente sobre a própria taça de vinho, deixando o sangue de Basch verter em um filete estreito e cair na taça também estreita. Ergueu a mão dele até obter dois dedos de sangue fresco no fundo da taça, que depois depositou na toalha de cetim verde. Ele puxou o braço, atônito. O vermelho forte da sangria começava a esmorecer.

– O nome dessa faca é Sangria dos Reis. Só pra constar.Será que seu sangue presta? — ela riu,irônica, rodando o líquido vermelho no vidrocomo se estivesse prestes a degustar um vinho.

E bebeu do sangue de Basch.

Ele assistiu petrificado enquanto o próprio sangue descia pela garganta de Julchen. A próxima coisa a descer foi a taça. O instrumento aterrissou na mesa com um tam.

Basch esperava reações da realeza à sua frente, enquanto limpava a mão ensangüentada na barra da toalha de cetim. A anfitriã talvez não gostasse muito daquilo, mas ele não queria ter sangue seco em suas mãos quando chegasse em casa.

A reação dela foi a mais inesperada possível. Pôs-se de pé em um átimo, jogando a cadeira para o lado com tanta força que ela caiu, e agarrou um dos braços de Basch, forçando-o a levantar-se. A melodia cessou mais uma vez e todos os ilustres presentes viraram-se fazendo uma nova nuvem de fofocas abafar o local.

– Sorria — Disse ela baixinho, entre dentes. — Você é um de nós agora. Não que isso me agrade,mas porque foram ordens do Vovô. Eu posso apunhalar você pelas costas a qualquer momento caso dê-me na telha.

Ele falsificou um sorriso e então exibiu-o. Sentia-se ridículo ao tentar parecer orgulhoso à frente de tantas pessoas que sequer conhecia. Esgueirou um olhar para Julchen, exatamente no mesmo segundo em que ela mandava a ele uma olhadela discreta, e os olhos rubros dela cintilaram como bolas de gude em chamas. Travaram uma silenciosa peleja contra os olhos de Basch, que eram frios como uma banquisa esverdeada.

As flamejantes orbes dela flutuavam sobre um sorriso artificial, enquanto burgueses inflamados pelo álcool batiam palmas fervorosamente para aquele espetáculo de hipocrisia.

Notas finais
Só pra constar, Blaues Blut significa sangue azul em alemão /créditos ao Google Tradutor/. Foi na dúvida que resolvi colocar. owo Acho que o último parágrafo ficou um tantinho, um tantinho "enfeitado" demais. Verdade? e_e O próximo capítulo poderá ter o dobro do tamanho. Mas não garanto nada, não. *leva tapa* Crítica, sugestão, elogio? Mostre-me o que achou com o seu review! Agradeço pela leitura :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.