Notas iniciais
Capitulo grandinho. Então senta que lá vem história.

Sam estava em seu quarto. Estava em sua cama, suado e sem camisa. Sobre si, o corpo perfeito de sua namorada.

“Oh” Sam gemia “Oh, amor eu--“ Nessa hora a porta se abriu. Por ela entrou uma desesperada Quinn, que chocou-se ao ver a cena. Sam estava em sua cama com Rachel.

O susto que Sam levou não se comparou ao choque nos olhos de Quinn.

“Sam...?” Quinn deu um passo a frente

“Quinn, eu...” Sam começou, sentando-se às pressas em sua cama.

“Amor, o que ela ta fazendo aqui?” Rachel questionou, ingênua, mecânica.

“Rachel eu--“ Sam fez sinal para que ela se calasse

“Não.” Quinn o impediu “Tudo bem. Não interessa agora.”

“Não?” Sam a encarou surpreso

“Sam, eu preciso da sua ajuda!” Quinn secou as lágrimas que teimavam em escorrer. Tinha coisas mais importantes para lidar no momento

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Kurt se olhou uma ultima vez diante do espelho. Uma ultima passada de mão em seus cabelos e estava pronto. Respirou fundo e encarou seu reflexo. Um sorriso surgiu gratuitamente em seu rosto ao observar o quão bem ficava com o uniforme da Dalton. Pegou sua bolsa em cima da cama e caminhou-se para a porta de seu quarto. Dois passos para fora e não estava mais em casa, mas sim na sala do coral. Estava sozinho, e um arrepio percorreu sua espinha ao ouvir passos.

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Quinn correu até a cama e sentou-se. A presença de Rachel semi-nua não era importante agora. Não era nem ao menos real.

“Ele pegou o Sr. Schu.” Quinn encarou o loiro

“O que? Quem?” Sam a encarou, confuso.

“Amoooor” Rachel deitou-se na cama, ignorando a presença da loira “Eu estou com frio.” Disse, num fingido tom inocente, quase pornográfico.

Sam corou. Quinn não acreditava em seus olhos.

“Vem me aquecer?” Rachel sorriu. Agora pornográfica.

“Sam, nós temos coisas mais sérias para tratar no momento!” Quinn rolou os olhos “Será que dava pra deixar o seu sonho erótico para depois?”

“Sonho erótico?” Sam a encarou, surpreso.

“Deus, eu sou a única com cérebro nessa relação?” Quinn se levantou, enfurecida.

Caminhou até Rachel e a pegou pelo braço.

“Isso:” apontou para a morena “não é real. E nem isso.” Apontou para os visivelmente siliconados seios de Rachel. “Aliás, sai daqui, projeção!” Quinn empurrou a morena para o armário

“Quinn!” Sam levantou-se, preocupado “Quinn, para! Quinn, o que está acontecendo?!”

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Kurt virou-se, preocupado, deparando-se com a imagem mais encantadora que poderia ter visto. Blaine estava lá, encostado no batente da porta com um sorriso no rosto. Seu uniforme lhe caia tão bem. Kurt chegava a ter arrepios ao velo de uniforme.

“O que faz aqui?” Blaine sorriu, sedutor. “Ainda é muito cedo.”

“Eu vim para o ensaio.” Kurt sorriu

“Vestido assim?” Blaine levantou a sobrancelha. “Eu não sei se você pode se apresentar na frente de todo o resto do coral vestindo sua cueca.” Blaine deu um passo a frente, sorrindo “Não que você deva ficar à vontade sob o uniforme, mas...” Blaine riu “Espera-se que você use algo por cima dela.”

Kurt olhou para baixo e deu-se conta de que estava apenas de cuecas. Sentiu seu rosto corar e olhou sem graça para Blaine, que ria.

“Se quiser pode pegar o meu. Eu não planejo usá-lo por muito tempo. Se bem que... Você também não vai precisar de uniforme para o que eu estou planejando.” Blaine colocou a mão no ombro do rapaz em suas roupas de baixo.

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“O que está acontecendo?” As lágrimas voltaram a brotar nos olhos da loira, agora com medo. “Isso é um sonho! Um pesadelo, uma coisa maluca e eu não consigo acordar!” Quinn voltou a chorar.

Sam deu um passo à frente e apoiou a cabeça da namorada em seu peito. Os braços dela contornaram seu corpo e as lagrimas corriam soltas agora.

“Ele pegou o Sr. Schu, e a Emma também.” Quinn levantou a cabeça, encarando o namorado “Ele vai matar todos nós, Sam!”

“Sh...” Sam a confortava em seu abraço “Está tudo bem... Ninguém vai nos matar.” Sam depositou um beijo no topo da cabeça da loira.

“Não...” Ela balançou a cabeça “Ele está em todo lugar!” ela deu um passo para trás, assustada.

“Quinn, eu ainda não entendi” Sam deu um passo à frente, ficando mais próximo da namorada e tirando uma mecha de cabelo do rosto dela. “De quem você está falando?

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Kurt sentia seu sangue ferver. A raiva subia para seu cérebro.

“Eu já volto.” Murmurou, saindo a passos firmes.

Kurt caminhava furioso. Saiu da sala do coral e logo estava numa rua deserta. Caminhava apressado, furioso. Era o dia mais importante de sua vida e ele estava de cuecas.

Parou diante de uma casa que parecia abandonada. Era grande, branca, e tinha grades pretas nas janelas. Ajeitou seu cabelo e caminhou até a porta. Levou a mão à altura da cintura, tentando procurar por um bolso, mas então lembrou-se: sem uniforme, sem bolsos. Logo, sem chave. Rolou os olhos e tocou a campainha. A porta abriu-se lentamente, com um rangido.

Uma mão queimada, ligada à um braço que vestia uma manga comprida listrada apareceu, com suas garras arranhando o batente da porta. Um rosto queimado apareceu em seguida, com um sorriso psicótico.

“Bem vindo ao primeir--“ começou Freddy, com um sorriso.

“Agora não, pai!” Kurt rolou os olhos “Eu tenho que por meu uniforme e voltar para a escola.”

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Quinn olhou nos olhos do namorado, tremendo.

“O Kurt” murmurou “Ele enlouqueceu. Ele...” Disse, olhando para os lados.

“O Kurt?” Sam surpreendeu-se “Quinn, o Kurt não pode fazer mal à uma mosca!”

“Não foi isso que eu vi quando ele matou o Sr. Schu!” Quinn secou as lagrimas, empurrando o namorado. “Mas não precisa acreditar em mim!” Levantou-se “Volte para a sua amante siliconada.”

Quinn virou-se de costas para Sam e um brilho amarelado maligno fez-se ver em seus olhos.

“Quinn, espere!” Sam levantou-se e segurou-a pelo braço.

Quinn esboçou um rápido sorriso antes de virar-se de repente, voltando às lágrimas e ao desespero.

“Oh, Sam, foi tão horrivel!” Quinn o abraçou “Ele bateu tanto no Sr. Schu! Ele arrancou o coração dele com as próprias mãos!”

Sam não acreditava no que ouvia. Estava em choque. Kurt, um assassino?

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“Ah, sim, o uniforme.” Freddy concordou, irônico “Você não pode se apresentar de cuecas.”

“Pai... Você tem alguma coisa a ver com isso?” Kurt levantou a sobrancelha, surpreso e nervoso.

“Não.” Respondeu Freddy, segurando o riso.

“Pai, você é inacreditável! Esse é o dia mais importante da minha vida e você me apronta uma dessas? Você está louco?! Eu não acredito que--” Kurt começou a gritar

“Woah, calma ai garotão!” Freddy colocou a mão no ombro do garoto “Isso é só um sonho!”

“O que?” Kurt o encarou

“Eu só vim te desejar boa sorte.” Freddy sorriu “Eu sei que você vai pegar o solo.” Passou a mão na cabeça do jovem bagunçando seus cabelos.

“Obrigado” Kurt riu e abraçou o homem à sua frente.

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“Você... Tem certeza?”Sam sussurrou

“Eu vi.” Quinn respirou fundo. “Ele fez a Emma...” Uma pausa. “Ele fez a Emma beber o sangue do Will.” Voltou a chorar. “Foi tão doentio, ele os torturou e eu não podia fazer nada!”

Sam abraçou-a novamente.

“Nós...” Quinn olhou ao redor “Nós temos que sair daqui.” Ela o puxou pelo braço.

“O que?” Sam a encarou, surpreso

“Rápido, antes que ele apareça e nos mate!” Quinn o encarou “Vem, eu conheço um lugar”

Quinn empurrou Sam porta à fora e esboçou um pequeno sorriso, sem que ele visse, para seu reflexo no espelho. O olhar psicótico no rosto queimado emanava um brilho. Ajeitou a alça de sua camisola listrada vermelho-verde e saiu, voltando a vestir a máscara de desespero.

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“E então? O que quer fazer para relax--“ Freddy começou, mas não conseguiu terminar. Seus olhos se arregalaram e o brilho se apagou. Kurt estava em choque com a cena. Um ferro havia atravessado Freddy, que agora estava caindo ao chão.Kurt levantou os olhos em busca do rosto do assassino e surpreendeu-se ao encontrá-lo. Cabelos enrolados e olhar psicótico. Will tinha um sorriso assustador.

Kurt sentiu a ira dentro de si aumentar à medida que via a satisfação no rosto de seu professor.

“O que você fez?” Murmurou, assustado e confuso.

“Ele precisava ser detido, Kurt. Ele era um assassino.” Respondeu o professor.

“Ele era meu pai!” Kurt gritou

“E quem disse que eu ligo?” Will gargalhou

Kurt estava sem palavras. Sentia as lágrimas se aproximarem.

“Sabe o que nós fizemos depois que você saiu do WMHS?” Will o encarou, com crueldade em sua voz. “Nós demos uma festa. “ Riu.

“É verdade.” Concordou a garota loira saída da sala de estar.

“Quinn...” Kurt sussurrou, entristecido.

“Ninguém gosta de você Kurt.” Quinn deu um passo à frente “O Karofsky nos mostrou como nós estávamos cegos.”

“Ele contou pra gente que você o agarrou.” Disse Mercedes, que descia as escadas.

“É... Mentira...” Kurt murmurou.

“Não.” Rachel apareceu atrás do rapaz “Você é o mentiroso.”

“Ah... Kurt, Kurt, Kurt...” Blaine apareceu “Quando é que você vai aprender? Nós não devemos contar mentiras.”

“Mas...” Kurt deu um passo atrás.

“Matem o mentiroso.” Quinn sussurrou.

Um coro composto por todas as vozes começou a gritar esse refrão, e Will levantou-se com um sorriso psicótico e caminhou até o corpo de Freddy. Arrancou o ferro pregado em seu coração e ainda manchado de sangue.

“Matem o mentiroso.” Will sussurrou indo na direção de Kurt.

Agora já era demais. Num movimento rápido com as mãos, Kurt jogou Will contra a parede mais próxima. Sua expressão estava diferente, e todos ao redor haviam desaparecido. Numa velocidade inacreditável Kurt correu até o professor. Rápido, com um movimento dos dedos, Kurt libertou uma energia que nem ele conhecia, e usando telecinesia, cortou a garganta do professor. O sangue jorrava em Kurt, que agora estava irreconhecível.

O barulho de algo se quebrando fez-se ouvir, e fez com que Kurt olhasse para trás, apenas para ver Quinn tentando escapar. Em sua tentativa de fuga a garota havia pisado numa garrafa de vidro que havia se quebrado sob seus pés descalços.

Notas finais
Desculpem a demora pra postar mimimi