Glee - INTERATIVA
8 Guerra
Notas iniciais
Pov. Kate
— SE VOCÊ PARASSE DE FAZER TUDO SEM PENSAR, QUEM SABE AS COISAS TIVESSEM DADO CERTO! — ouço minha mãe gritando no andar de baixo.
— SE VOCÊ PARASSE DE PENSAR TANTO, AS COISAS TERIAM DADO CERTO! — retruca meu pai ainda mais alto, nem uma música no volume máximo consegue tapar o barulho da discussão.
Queria que eles parassem por um minuto, mas não conseguem parar de brigar um com o outro, nem por um curto período de tempo.
Jogo os livros dentro da mochila e desço as escadas até a cozinha, onde a discussão acontece, pego uma barra de cereal e vou embora, até a escola é melhor do que isso.
***
— Muito bem gente, vamos começar a trabalhar nos nossos números para as Seletivas — ele entrega um papel com a letra da música para cada um de nós. — Recebi a sugestão de que cantássemos essa música.
(https://www.youtube.com/watch?v=0KDjzP84sVA– Parem em 1:15)
— Um minutinho, Bigler — interrompe a treinadora Marian. Nunca tive muito contato com ela, já que não sou das Cheerios, mas às vezes ouço seus gritos pelo corredor. — Lamento interromper a musiquinha desafinada de vocês, mas infelizmente seu professor não tem permissão para ensinar vocês.
Respiro fundo, essa mulher não saberia o que é talento nem se ele estivesse na frente dela com uma roupa neon e uma plaquinha brilhante.
— Como? — pergunta o senhor Bigler confuso.
— É, eu tenho meus contatos no magistério e descobri que você não tem um diploma para lecionar no High School — explica a treinadora. — Por falar nisso, a diretora que falar com você.
— Marian... — rosna nosso professor antes de sair da sala.
— Foi tão rápida treinadora, mas por que eu tive que entrar no Glee para isso? — pergunta Holly.
Agora tudo faz sentido, por isso uma garota metida como ela entrou no Glee.
— Para fazer tudo mais divertido, é claro — Marian responde. — Agora que vocês não têm mais treinadores, não vão mais poder competir, e perdedores não são tolerados nesta escola.
Um tempo se passa em silêncio, ninguém sabe exatamente o que falar. Kyle e Samwell se levantam irritados.
— Vocês não vão bater em mim, não porquê sou mulher, mas porque eu sei lutar Box, Judô e Karatê. Se quiserem bater em alguém, batam na Holly, foi ela quem me incitou a destruir vocês.
Marian abre um sorriso triunfante, como se tivesse acabado de ganhar mais um troféu.
— Quem disse que eles não têm um treinador? — diz alguém entrando na sala, depois de um tempo reconheço a voz. É Jay, nosso professor de literatura.
— O que está fazendo aqui, Moron? — provoca Marian. Para quem não sabe, Moron em inglês é idiota e o sobrenome de Jay é Moore, até que essa foi boa.
— Eu ouvi a música parar e resolvi vir ver o que estava acontecendo, daí descobri que Bigler não ia mais poder treiná-los e fiz minha entrada dramática/triunfal — Jay explica.
Marian o fuzila com os olhos.
— Isso não vai acabar assim, seu orçamento foi cortado! — e com isso ela se retira.
— O CLUBE GLEE ESTÁ DE VOLTA! — grita Jay e todos o seguimos. — Tá, agora vamos falar de coisas sérias, como vamos fazer isso sem orçamento?
— Temos o que vamos arrecadar com o nosso concurso. Quem arrecadar mais ganhará um vale presente — conto.
— Um vale presente? Que falta de criatividade! Quem arrecadar mais dinheiro ganha um solo nas seletivas!
Nós todos ficamos animados, afinal, um solo é o que a maioria aqui deseja.
Holly ousa se erguer da cadeira.
— Professor, mesmo eu não participando desse concurso, meus pais poderiam ajudar a financiar o clube — ela conta e Halley concorda.
Samwell também se levanta.
— Os meus também.
Logo estamos todos de pé apoiando o clube do coral.
— Muito bem pessoal, se reúnam em um círculo e coloquem a mão no meio — instrui Jay. — Isso é algo do antigo professor do coral: AMAZING!
Todos jogam as mãos para cima.
— Estão dispensados. Tratem de trazer bastante dinheiro, hein?
Saímos da sala mais unidos do que nunca, até mesmo os populares pareciam ter se integrado.
— Então pessoal, nós vamos dar uma festa hoje à noite, vocês estão interessados? — pergunta Kyle. — Ingressos a 15 dólares para vocês.
***
A festa estava divertida e bem cheia. Foi na casa da Halley, que também é a casa da Holly, mas eu prefiro não pensar nesta última parte.
— Seus pais deixaram vocês fazerem essa festa? — pergunto à Holly.
— Estão viajando.
O grupinho dos populares me puxa para um canto
— Já que você gosta de pagar de rebelde, queremos saber se você quer fazer uma pegadinha no auditório amanhã durante a festa dos ex-alunos. O que acha?
Penso um pouco, não gosto muito de ficar na companhia dos populares, mas como eu dava uma de rebelde para perto deles, é melhor manter a pose.
— Estou dentro.
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