Glass Heart

2 He seemed not to care


Notas iniciais
Espero que gostem, so um aviso, como o primeiro cap foi pequeno. Eu vou continuar mesmo sem comentarios. Mais apartir deste capitulo. Eu so posto com comentarios. Obrigado leitores fantasmas e boa leitura ^^

Querido diário, depois daquele idiota metido a militar de ontem a noite. Minha “querida” mãe resolveu me prender num quarto, como se prende um pássaro numa gaiola. Ela com sua mesma frase desde que eu nasci: “É o melhor pra você, se você tentar abrir a porta, todos corremos riscos, me entende?”

Minha vontade na hora foi dizer: “Entender? Você me diz que fiquei em coma por 5 anos, que há uma peste la fora e que daqui em diante eu vou morar num laboratório, e eu entendo, claro.”

Mais apenas concordei com a cabeça.

Eu estava aqui deitada pensando em como seria melhor morrer de uma vez e pronto. Quando ouvi o barulho de alguém na porta.

-Você? – eu disse quase não acreditando que aquele idiota metido a militar veio me “alimentar”.

-Pedro. – Ele disse tentando sorrir – aqui esta sua comida.

Ele me entregou um prato.

-Obrigado, PEDRO.

Ele já estava indo até a porta, mais voltou e disse:

-Olha – ele fez que ia desistir mais continuou – não me leve a mal por ontem, só não podia deixar que uma filhinha de papai como você estragasse tudo!

Eu quase engasguei com a comida.

-FILHINHA DE PAPAI? NÃO ESTOU VENDO NENHUMA AQUI!

Eu disse socando o peito dele. Ou tentando socar.

-Ai – eu tinha machucado minha mão tentando dar um soco nele, muito legal.

Ele gargalhou e se aproximou da minha mão.

-Esta rindo de que?

-Se ficar parada eu posso te ajudar com o machucado. – ele disse voltando a pose durona.

Ele me ajudou a tratar do machucado e depois foi pra porta.

-Espera!

-O que foi desta vez?

-Por que você faz estas poses de durão?

Ele se aproximou de mim, o bastante pra nossos lábios estarem a centímetros. Minhas pernas ficaram bambas e eu me arrepiei ao ouvir sua voz.

-Por quê? Eu não sou obrigado a ter paciência com garotinhas, como você, que não sabem o que lhes espera lá fora. – Ele parou pra respirar e continuo – Por que, eu já fui lá fora, e sei como é. Você não, então vê se me deixa esta bem?

Ele parecia triste e ao mesmo tempo lutava com as lagrimas. Que tipo de gente ele achava que era pra falar assim comigo?

Cinco dias pelos meus cálculos se passaram, outra pessoa vinha me trazer comida e nunca mais vi o Pedro. Hoje minha mãe veio me trazer a janta.

-Já pode sair dai se não for fazer besteiras, claro.

-Não vou fazer nada, juro!

Ela abriu o quarto me deixando sair. Finalmente.

Pedro estava com uma arma o dobro da primeira que vi com ele. Sua barba já estava ralinha, estava lindo como sempre.

Ele nem sequer olhou pra mim. Isso, eu não sei por que, doía.

Sentei-me no sofá e fiquei observando ele.

Um homem o dobro da altura de Pedro chegou e disse auto o suficiente pra eu ouvir: “Esta na hora, sua chance de honrar o nome do seu pai, vamos?”.

Pedro estremeceu. Ele parecia estar morrendo de medo. Mais apenas assentiu.

Eu curiosa me aproximei dele e disse:

-O que você vai fazer?

-Não interessa Camila.

-Poxa pelo menos o meu nome você sabe. – Eu disse puxando ele pelo braço, ou tentando – me diz, por favor!

-Eu vou sair do laboratório junto com outros militares, precisamos saber se há alguém lá fora.

Como assim?

-Você vai a morte? E diz isso assim? Você não pode Pedro, não faz isso!

Eu estava preocupada com ele?

-Nós vamos protegidos por roupas especiais, elas passaram por um teste. – ele disse abaixando a cabeça – Mais afinal, por que se importa? Eu não tenho motivos pra voltar mesmo, se for pra morrer, que seja!

-E-eu me importo sim!

-POR QUÊ? – ele gritou nervoso.

Eu me aproximei do seu rosto.

- Por que... Eu... Estou completamente apaixonada por você.

Notas finais
Coom pelo menos 2 comentarios, eu continuo ^^