Notas iniciais
Oi pessoas!
Bom, essa é a segunda fanfic que eu posto. (por mais que escreva a quase 6 anos).
Eu realmente espero que gostem, prometo que não vão se arrepender :)

"O fato é: cada um de nós é a soma dos momentos que já tivemos. E de todas as pessoas que já conhecemos. E são esses momentos que se tornam nossa história." — Para sempre

Desde os meus 10 anos de idade o meu sonho sempre foi fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Era algo que eu tinha como uma meta de vida, e acabei por começar a me dedicar muito para que isso acontecesse. Porém, eu vinda de uma família de classe média, sabia que seria um sonho quase que impossível. O tempo foi passando e fui desistindo aos poucos do intercâmbio, porém, nunca parei de estudar. Um dos meus focos era aprender a falar o inglês fluente e eu me empenhei muito nisso.


Morava no Rio de Janeiro, em um apartamento pequeno na Barra da Tijuca que tinha sido dos meus avós. Meu pai trabalhava em uma empresa de automóveis e minha mãe apenas cuidava da casa. Tenho dois irmãos, Carlos o mais velho que tinha 19 anos e uma irmã mais nova de 12 anos. Eu no caso tenho 16.


Eu namorava a pouco mais de dois anos com o meu melhor amigo de infância que se chama Matheus. Minha família gostava bastante dele. Menos minha mãe, que odiava o fato de ele ser muito ciumento.
A pouco tempo atrás minha mãe me disse que a filha de uma amiga dela estava estudando para uma prova na qual as 10 pessoas que tirassem a melhor pontuação fariam intercâmbio. Minha mãe nunca me apoiou nisso, porém, ela era um pouco soberba e gostava de se exibir. E se eu passasse na prova ela poderia se exibir para as amigas. Como a prova já seria no próximo mês e eu nem tive tempo de estudar, disse pra ela que não faria. Porém, ela me inscreveu mesmo assim. Decidi que estudaria para a prova mesmo sabendo que minhas chances de passar eram mínimas e também porque minhas amigas me incentivaram bastante.


Fiz a prova e o resultado saiu em uma sexta feira de manhã, uma semana depois. Logo a minha mãe veio me acordar gritando que eu tinha passado, eu não acreditei, mas quando fui ver a lista, realmente meu nome estava lá. Eu tinha passado em 5° lugar com 820 pontos. E o máximo era 1.000. Eu fiquei muito feliz claro, mas depois lembrei do Matheus. E quando ele ficou sabendo ficou muito mal, me pediu pra desistir, e eu pensei em desistir... Mas era o meu sonho.


Conversei com as minhas amigas e elas disseram que eu não deveria desistir. Já que eu passaria somente um ano lá nos Estados Unidos, que era a chance da minha vida e que quando eu voltasse, a gente ficaria junto. E que eu deveria aproveitar lá.
Eu viajaria em 4 meses e por mais que fosse bastante tempo, passou muito rápido. E cá estava eu, com 16 anos, nos Estados Unidos. Eu tinha chegado a apenas três dias. A minha Host Famliy parecia ser muito legal, porém ainda era meio estranho pra mim.


Ainda era difícil falar com eles em inglês, e tinha vezes que eu não entendia nada. O choque cultural também era muito grande... Era tudo diferente. Hoje eu começaria as aulas e eu estava muito nervosa e com medo de ser igual nos filmes americanos. Eu fui com a minha "irmã" a Jasmin que por acaso era muito legal. Ela tinha 13 anos de idade e estudava na mesma escola que eu.


Nós pegamos aquele ônibus amarelo legal que era igualzinho ao dos filmes e em 15 minutos chegamos na escola que era enorme. Eu fui pegar as informações com a assessoria do intercâmbio e elas me disseram que tinha um brasileiro na minha sala. E a vice diretora era do Brasil, então foi ótimo falar em português.


Quando entrei na sala muita gente me olhou. Eu me sentei no meio da sala. Durante a aula eu não falei com ninguém, porém, no intervalo algumas garotas me chamaram pra sentar junto delas e tinha alguns meninos, até que eles eram legais. Eles disseram que meu inglês era bom, apesar do meu sotaque ser engraçado, e disseram que eu poderia andar com eles se eu quisessem. Eles me disseram que se chamavam: Tracy, Alan, Carollina, Albert e Megan. Tracy me disse que queria que eu fizesse parte das líderes de torcida, e eu aceitei, claro. Queria aproveitar e me sentir como em um filme.


Quando cheguei em casa fui direto falar com os meus familiares e amigos.


— Como foi? — Fernanda, minha melhor amiga perguntou.
— Amiga, foi maravilhoso! Eles são muito simpáticos e altos, fiquei me sentindo uma anã.
— Ahhhh, os americanos são bonitos?
— ELES SÃO INCRÍVEIS. Eu não sabia pra quem olhar. Hoje eu sentei com um grupinho muito legal, e eles disseram que eu poderia sentar junto deles no recreio.
— Você tem um armário?
— Sim. Mas a gente só deixa os livros lá. Tracy me chamou pra fazer parte do clube das líderes de torcida, eu contei pra ela que já fiz ginástica e ela disse que seria legal.
— Ai, amiga... Que bom que tá dando tudo certo. E o Matheus?
— Falei com ele, amiga... Ele tá meio triste ainda, abalado, mas ele disse que está feliz por mim. Eu to com muita saudade dele.
— Ju, você tem que se divertir ai, tá? Um ano é bastante tempo. Fica com os boys que você se interessar e não se prende no Matheus, afinal, vocês terminaram.
— Não foi bem assim, Nanda. Eu simplesmente disse que ele poderia ficar com outras garotas, mas não é isso que eu quero.
— Ele tá bem mal mesmo, acho que vai demorar muito tempo pra ele realmente ficar com alguém. Do jeito que o Matheus é, talvez ele nem fique com alguém, mas você tem que entender que não precisa se prender a ele.

Notas finais
:D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.