Give Me a Kiss Kiss
1 Back to me, my dear
Notas iniciais
Obrigada Delucci por betar k3
Eu ia fazer um lemon... mas não deu. ._.
Enfim, o nome da fic é uma música da Anna Tsuchiya, muito linda. (L)
Já fazia cerca de, mais ou menos, 2 meses que o loiro saíra por aquela porta. Desde aquele dia, tão ensolarado e tão normal, o pequeno já não sorria como antes. Não sentia mais vontade para tal coisa. Aliás, não sentia vontade para mais nada.
Quando ouviu aquelas palavras do mais velho, sentiu seu mundo acabar. E vê-lo ir embora, sem ao menos olhar para trás, foi a pior coisa que já presenciara. Foi como se parte de si fosse embora junto com Sakamoto.
- Por que tudo tão de repente? – Perguntou para o nada, para as paredes. Sua voz não passava de um murmúrio em todo aquele silêncio enlouquecedor. Não tinha importância, nada parecia importar.
Às vezes, achava que era birra de Saga, que logo ele voltaria a entrar por aquela porta meio marrom, dizendo que era somente uma ‘brincadeira’, que perdoaria o menor seja lá por qual motivo fosse.
Mas a realidade era outra e Hiroto sabia muito bem disso. Quase não saía de casa, com medo de o loiro voltar a sua procura e não estar. Não estar lá para recebê-lo com um sorriso gentil e dizer, como sempre fazia quando o loiro voltava do trabalho, “Okaeri, itoshii”... Ficara dois meses confinado na residência, se lamentando pelos cantos desta. Raramente saia de casa e poucas vezes atendia ao telefone ou atendia alguma visita.
Por mais que aquilo lhe doesse o coração, não conseguia ficar com raiva ou algo do gênero com Sakamoto. Certo, ficara triste, mas é a reação que todos teriam se fossem deixados de uma hora para outra.
Nos únicos dias em que saia daquele lugar depressivo invejava os casais que pareciam felizes, rindo, abraçados para tentar se proteger do frio que atingia Tokyo, já que era inverno.
Quase pulou do sofá ao ouvir o som do telefone ao seu lado, tirando-o daqueles devaneios. Pegou-o com as mãos trêmulas e frias.
- A-Alô...? – Sua voz saiu em um sussurro.
- Pon? – Perguntou uma voz conhecida, e muito, pelo menor.
- S-Saga?! – Naquele momento sim, pulou do sofá. Seus olhos estavam arregalados, fitando algum canto da casa. De repente, sentiu uma vontade enorme de desligar o telefone na cara do, talvez, ex-namorado.
- Pon... Me desculpa por sumir? Eu sei que faz dois meses, mas...
- Deuses, Sakamoto! O que você acha que eu sou? Seu brinquedinho?! Eu tenho sentimentos, DROGA! – Chutou o sofá, bufando.
- Eu sei! – Suspirou pesado. – Mas Pon... Eu não queria te deixar, é sério...
- Ah, ta. Não queria, né? – Falou debochado. – E eu não queria te matar neste exato momento. – Completou.
- Pon...
- Takashi, é melhor você falar a verdade! A verdade! Eu já cansei de sofrer por você... – O final da frase saiu arrastado.
- Tudo bem, Pon... Posso ir ai?
- Pode... – Suspirou pesado.
- Ótimo... Quando eu chegar, te explico direitinho o que aconteceu. – Desligou o telefone na cara do pequeno.
Hiroto não pôde deixar de sentir uma curiosidade enorme em seu peito. Queria saber por que o maior sumira tão repentinamente, sem ao menos terminar consigo.
E aquela ligação agora... Ogata sentia seu coração bater mais rápido, ignorando toda a dor que passara.
“Pon”.
Era sempre assim que Saga se referia a ele, sempre tão carinhoso e atencioso. Lembrava-se, de supetão, da primeira vez com o loiro. Naquele tempo, ainda era virgem, e fora Sakamoto que o tinha convertido para o homossexualismo.
Suspirou, se jogando no sofá. Encolheu-se, por estar com frio, sentindo o corpo tremer. Levantou-se, correndo até o quarto bagunçado, pegando algum casaco. Vestiu-o, se olhando no espelho. Quando notou qual era o agasalho, não pode conter algumas lágrimas.
Aquele casaco era de Saga. Era o preferido do loiro.
Ia retirá-lo, porém a campainha tocou. Se assustou um pouco com a rapidez do loiro, mas ignorou o fato. Correu mais uma vez, parando em frente à porta de entrada. Respirou fundo, abrindo esta.
- Pon! – Saga abriu um sorriso, abraçando-o fortemente. – Senti tanta falta...
- Onde você se enfiou, hein?! – Se afastou do maior, com lágrimas nos olhos.
O mais velho entrou no apartamento, fechando a porta. Se aproximou do pequeno, enlaçando sua cintura.
- Me desculpa... Minha mãe estava um pouco doente e meu pai é muito ocupado. Aí eu fui cuidar dela... – Suspirou. – Me perdoe por sumir sem dizer nada...
- Você podia ter me dito... Eu ia entender... – Deixou as lágrimas rolarem por suas bochechas, agora vermelhas.
- Desculpa, amor... – Respirou fundo, olhando nos olhos.
Limpou as lágrimas de seu pequeno, aproximando os rostos. Hiroto ficou nas pontas dos pés, para poder colar seus lábios ao do loiro. Assim, começaram um beijo apaixonado e cheio de sentimento, tentando transmitir tudo o que sentiam um pelo outro através dele.
Só se separaram quando o ar faltou, a contra gosto.
- Pon...
- Hum...?
- Ainda me ama? – Abriu um sorriso tímido.
- Sempre, Saga-kun... Sempre.
Sakamoto sorriu mais largo, pegando o outro no colo, carregando-o até o quarto.
Mataria a saudade que sentira daquele corpo pequeno do mais novo.
Fim... ~
Notas finais
Tentativa de drama. :T~
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