Notas iniciais
Eu acho engraçado, sabe. A fic passou por uma fase Dark e metade dos meus leitores sumiram. Como se a ideia de tristesa fosse algo inadmissível e se acontecer, mesmo se por alguns capítulos, todas as coisas que eu escrevi fossem apagadas e derrepente eu não sou mais digna de comentários! Desculpa gente, mas se vocês procuram uma escritora que escreve apenas sobre sexo e amor, sou a pessoa errada! Não acho que só essas duas coisas sustentam uma história! Tenho orgulho de cada uma das palavras que escrevi e não me arrependo de nenhuma decisão que fiz sobre o rumo da Fic! Para aqules que concordam e estão sempre comentando e dando opiniões, espero que gostem do capítulo! O Hot vai vir, ok? Mas quero que seja um bom Hot, então achei melhor ter um pouco mais de tempo para emborar!

Natasha encara os irmãos e o melhor amigo com os olhos arregalados.

— Que merda vocês estão fazendo aqui? — as palavras vooam de sua boca. Natasha não poderia estar mais surpresa.

— Que tipo de pergunta é essa? — Viktor pergunta — Você some do mundo e aparece cinco anos depois com o um filho e acha que não deve satisfação para seus irmãos? — ele termina visivelmente magoado.

— E para seu melhor amigo! — Zeke fala da mesma forma.
Natasha não sabe o que falar. Ela não deveria ter dito aquilo. Seus irmãos — e o melhor amigo — estavam apenas preocupados.

— Desculpa... — ela fala baixo evitando olhar pra eles.

Os homens observam as lágrimas rolarem pelo rosto dela e os corações se apertam.

— Tudo bem, maninha! O que importa é que você está de volta! — Leo da um passo pra frente e trás sua irmã para seus braços.

— Eu senti a falta de vocês! — ela fala abafada pelo ombro do irmão.

— Nos sentimos a sua também! — Zeke fala e Natasha se separa do irmão mais velho pra abraçar o amigo.

— Onde vocês vão ficar? — Natasha pergunta se lembrando que são quatro da manhã e seus irmãos tem que dormir em algum lugar.

— A gente passou no seu apartamento, mas não tinha ninguém lá. O porteiro disse que você estava morando com uma amiga e depois deu o endereço. — fala Viktor

— Nossa... vocês devem estar cansados. Vou arranjar um lugar pra vocês dormirem. — ela abre espaço na porta e deixa os homens passarem.

Ela tinha perdido o sono, então permitiu que um dos seus irmãos dormissem no sofá e arrumou cobertores no chão para os outros dois.

Enquanto seus irmãos dormiam, Natasha adiantou algumas coisas para o trabalho. Ela ficou tão concentrada que nem percebeu como as horas passaram e só se deu conta quando Pepper apareceu.

— Bom dia Nat! Posso te perguntar uma coisinha? — a loira fala sentando na cadeira ao lado da amiga. Natasha desvia a atenção para a amiga — Por que tem um moreno gato e dois dos seus irmãos dormindo na minha sala?

— É... Eles chegaram da Rússia nessa madrugada. Não tinham onde ficar, então... — Natasha sorri amarelo.

— Aham... E o que eles vieram fazer aqui, exatamente? — Pepper estava um pouco preocupada com os motivos dos irmãos da Ruiva.

— Sammy... — ela fala e é o suficiente para que a loira entenda.

— E aquele Moreno é quem?

— Zeke! Eu falei dele pra você. O meu amigo do clube... — Natasha ainda não desviava os olhos da tela do computador.

— Você só esqueceu de mencionar que ele era a droga de um gato! — Pepper fala incrédula.

— A última vez que tinha visto ele, ele tirava meleca do nariz! – Natasha rebate.

— Não vou descutir! — a mais velha fala virando as costas pra ruiva pra começar a prepar um café.

— Discutir o que? — Tony fala entrando na cozinha — Espero que seja algo que tenha a ver com aqueles homens na minha sala! — ele olha pra Natasha fixamente.

— Já disse que a culpa não é minha! Eles querem ver meu filho, droga! — Natasha exclama desviando os olhos da tela do computador e olhando para os amigos.

— Ei! Calma ruivinha! Só quero saber quando eles vão embora... — ele levanta as mãos surpreso com a explosão da amiga.

— Hoje mesmo! Encontrei um hotel pra eles online. Assim que acordarem eles vão ir! — ela explica voltando a atenção ao computador.

— Que pena... Minhas visitas nunca foram tão atraentes... — Pepper brinca recebendo um olhar repreensor do marido.

As horas passam rápido e logo Sammy e Kat acordam. Os dois saen do quarto entre risos e brincadeiras, mas as risadas somem assim que vêem os homens deitados no chão.

— Sam, quem são eles? — Kat pergunta sussurrando e encarando com desconfiança os estranhos em sua casa.

— Não sei... Espera! — Sammy se aproxima de um dos homens e o observa por um tempo. Quando tem certeza que o homem está dormindo, cutuca seu braço.

— O que ta fazendo? — Kat estava assustada e não gostou da ideia de Sammy de ficar próximo dos homens estranhos.

— O moço! Moço!! Acorda! — o garotinho começa a cutucar um deles e gritar freneticamente.

O ruivo espalhado em cima do tapete abre os olhos com dificuldade. Os gritos e cultucadas não param.

— Jesus! O que é? To tentando dormir aqui! — Viktor fala levantando o tronco e encarando os olhos azuis do garotinho que o acordara.

— Você está dormindo no chão da minha sala! Por quê? — Kat pergunta se pondo ao lado de Sammy e cruzando os braços. Viktor desvia seu olhar do garotinho para ela.

— Por que minha irmã disse que não teria problema, mas acho que ela esqueceu de perguntar para os pirralhos! — ele se senta no chão, ficando quase da altura de Sammy.

— Quem cê tá chamando de pirralho, sua porta ruiva e peluda! — Kat fala com fogo nos olhos. Viktor arregala os olhos e reprime um sorriso por causa da audácia da menina.

— Quem é sua irmã? — Sammy pergunta logo em seguida.

— Essa é fácil! Ela é baixinha, ruiva e tem olhos verdes ameaçadores! — o homem fala encarando o menino que parecia pensar.

— Minha Mamy? — ele conclui arregalando os olhos — Então... você é meu Tio? — o garoto encara Viktor de queixo caído.

— Suponho que sim, pirralho! Sou seu Tio! — Viktor não contém o sorriso que estampa em seu rosto. Ele se sentia bem com a ideia de ser Tio.

— Você fala estranho! — Kat fala se referindo ao sotaque super carregado dele.

— Você fala estranho! — Viktor se finge de ofendido.

— Não falo não! — ela se defende empinando a cabeça com certeza do que diz.

— Fala sim! — ele rebate.

— Não!

— Sim!

— Mas você é muito maduro, não? — Natasha fala entrando na sala.

— Não preciso ser! — Viktor imita a Kat, empinando a cabeça e cruzando os braços.

— Acorda eles pra tomar café! Achei um lugar pra vocês ficarem! — a ruiva esconde o sorriso que a imitação dele a fez fazer. Depois de falar sai da sala indo para o quarto tomar banho.

Natasha precisava se arrumar pois em uma hora se encontraria com Steve para discutir o contrato do divórcio.

Um silêncio se instala na sala assim que ela sai. Kat e Sam encaravm Viktor sem saber o que fazer.

— Então... Estão a fim de acordar esses dois comigo? — Viktor usa um tom misterioso. Os dois concordam animados — Ótimo!

(...)

Steve esperava ansiosamente sua futura ex-mulher aparecer no escritório. Ela estava atrasada, e isso o preocupava.

A chuva não o acalmava. A cada raio que cortava o céu Steve se sentia cada vez pior. Os trovões pareciam pregos perfurando sua cabeça.

— Que horas são? — Steve pergunta batendo os dedos contra a mesa de vidro da sala de reuniões de seu advogado.

— 10:47. Um minuto a mais do que da última vez que perguntou... — fala entediado, respondendo a pergunta pela vigésima vez.

— Merda! — Steve pragueja baixinho. Um novo raio corta o céu, sendo seguido de mais um trovão que ecoa na cabeça dele.

— Com licença... — Maria bate na porta com educação.

— Finalmente! — Steve exclama um pouco alto de mais e o que deveria ter sido só pra ele pode ser ouvido por todos.

— Desculpe o atraso. Tive um imprevisto... — Natasha fala sorrindo falso e adentra a sala.

Steve percebe o sorriso dela. Ela está tão desconfortável com a situação quanto ele.

— Vamos começar? — o advogado do Steve fala sem se preocupar em ser educado.

— Claro! — Maria abre uma pasta com algumas folhas — Quais as exigências do seu cliente? — prepara uma caneta para anotar.

Na opinião de Natasha, a melhor parte daquele encontro era não ter que falar nada. Sua advogada poderia fazer tudo por ela. Seu único trabalho era observar seu casamento ser jogado pela janela.

— Antes de abordar o assunto do filho de vocês, gostaria de decidir a guarda legal da gata de vocês e o apartamento! — o advogado do Steve se pronuncia.

— Minha cliente deixou que seu cliente escolhesse o típico do animal. Ela não reclamará da decisão que ele fizer sobre isso. — Maria fala para Steve, ignorando o advogado.

— Meu cliente decide ficar com a guarda do animal. — Natasha balança a cabeça mostrando que aprova a decisão dele.

— O apartamento... — Hill troca de tópico rapidamente — ... minha cliente prefere ficar com ele, considerando que está em seu nome e baseando-se no fato de que a custódia de Samuel é dela e ela precisa de um quarto extra. — o advogado do Steve se vira pra ele. Steve balança a cabeça concordando.

— Meu cliente concorda! — Natasha sorri aliviada por poder sair finalmente da casa da amiga.

— Sobre o filho, Samuel... — Maria abre o tópico deixando uma deixa para o advogado do Steve falar.

— Meu cliente deseja ficar dois dias da semana com Samuel. O quer nos dias da criança, dias dos pais e no Natal revezando os anos com sua cliente! — o homem fala lendo de uma folha que pega de dentro de sua pasta.
Maria tira alguns segundos para conversar baixinho com Natasha.

— Minha cliente aceita os termos. Quais dias da semana deseja ter? — ela pergunta tão formalmente quanto ele.

— Os finais de semana! — Maria faz uma careta com a resposta do homem sentado a sua frente.

— Não aceito os dias! — Fala rápido deixando claro sua insatisfação.

— Que dias da semana sugere? — ele pergunta cerrando os olhos em desafio.

— Qualquer um que não seja final de semana! — ela fala sem se importar com ele discordando.

— Então sugere que meu cliente veja o filho dois dias da semana depois do trabalho... os deixando com tempo de ficar juntos totalizado em... 6 horas por semana. — ele dá uma pausa — Você acredita que seis horas por semana é tempo o suficiente de uma criança ficar com o pai? — o advogado ataca.

— E você acha que passar todos os finais de semana sem a mãe é? — ela retruca.
Natasha estava com ódio situação. Estava negociando o próprio filho com o pai dele. Aquilo não parecia certo. Tratar uma criança como um negócio.

Confiante, ela toca o ombro de Hill, chamando sua atenção. A advogada se aproxima e escuta a ideia dela com surpresa.

— Minha cliente tem uma ideia! — Maria chama a atenção dos homens que conversavam baixinho do outro lado da mesa — Propomos que os dois fiquem com os finais de semana, onde ambos ficaram com Samuel. Ele dormirá um dia do final de semana com o pai e um com a mãe! — a morena termina sorrindo orgulhosa.

Steve se surpreende com a ideia. Não esperava isso vindo de Natasha.

Ele e seu advogado se aproximam e conversão alguns segundos.

— Meu cliente concorda e aceita os termos! — Natasha se alivia ao ouvir a frase.

— Minha cliente concorda e aceita os termos! — Hill fala formalmente, como diz o protocolo.

Então eles estendem documentos em direção ao futuro ex-casal. Natasha assina rapidamente, querendo terminar logo aquele dia.

Lógico que não ia terminar tão sendo partindo do fato de serem apenas 10:00, mas ela se sentia como se estivesse andando em câmera lenta e sentia cada segundo.

Após assinar os papéis, Natasha se levanta da cadeira e se despede de forma formal, deixando a sala de reuniões em seguida.

— Nos vemos amanhã pra assinar os papéis oficiais! — é o que Maria diz antes de acompanhar Natasha.

(...)

Viktor, Leo e Zeke estavam no apartamento de Pepper. Natasha tinha os obrigado a ficar com as crianças enquanto ela e Pepper trabalhavam.

Era uma quinta-feira chuvosa e escura, e com os tios de Sammy no país, ela achou melhor eles ficarem em sua companhia, pra se conhecerem. Pepper concordou com a ideia, desconfiada. Mas os irmãos pareciam mais confiáveis do que a adolescente que morava no prédio e de vez em quando ficava de babá.

— To com fome! — Kat fala cutucando Zeke, que assistia a um jogo de basquete na televisão. Ela estava sentada ao lado dele com tédio.

— Leo, ela ta com fome! — Zeke grita sem olhar pra garotinha. Ele não sabia fazer um ovo frito.

— E? Acha que eu sei cozinhar? Tenho cara de dona de casa? — Leo fala irônico. O jogo na televisão era importante e nenhum deles estava a fim de levantar do sofá — Vik, faz lá alguma coisa!

— Querem que essas crianças morram? — ele responde com o mesmo tom irônico dos irmãos.

— Eu quero comer!! — Sam entra na frente da televisão tentando chamar atenção. Ele balança os bracinhos desesperado.

Os homens se olham incomodados, mas antes que digam alguma coisa a campainha toca.

Viktor vai até a porta com a esperança de que seja Pepper ou Natasha, mas assim que abre a porta de depara com uma morena que nunca viu na vida.

Ele a observa por um tempo. Os cabelos amarrados em um rabo de cavalo baixo, uma roupa social e pouca maquiagem, mas ainda sim linda.

Ela estava vendo algo em seu celular, então nem se ligou de estar sendo observada.

— Posso ajudar? — ele fala ajeitando a postura e olhando intensamente nos olhos dela.

— A Natasha... — ela começa a falar, mas para pôr uns segundos ao notar o ruivo alto e bonito que estava a olhando — Ela me disse que... — ela tenta mais o olhar era tão intenso que ela esquece o que dizer.

— Você conhece minha irmã? — Viktor fala surpreso. Maria percebe um sotaque Russo. Seu estômago se enche de borboletas.

— É... sou a advogada dela! Maria Hill. — Maria aperta os olhos tentando se concentrar nas palavras.

— Viktor Romanogers! — ele estende a mão pra ela ainda sem parar de observa-la.

— Natasha me disse para vir aqui... Ela está? — Maria tenta ignorar o arrepio que aquele sotaque a fez sentir.

— Não... Ela foi trabalhar. — ele fala sorrindo amarelo.

— Então... acho que tenho que ir... — Maria se vira para ir embora, mas ele a segura pelo braço.

"Ok, isso é estranho" pensa Maria quando sente o toque dele formigar em seu braço, fazendo correntes serem enviadas por todo seu corpo.

— Espere! — ele fala ancioso — Você sabe cozinhar?

(...)

Natasha chega na empresa antes de Steve. O dia estava mais calmo que o anterior já que ela havia adiantado tudo na noite que passou em claro.
Steve chega alguns minutos antes dela. Passa reto por sua mesa e entra no escritório.

Natasha suspira cansada. Tudo o que ela não queria era que ficasse um clima estranho no trabalho, mas com base nos olhares dos outros funcionários, era exatamente o que estava acontecendo.

Ele passa o dia inteiro no escritório. Sem sair ou falar com ninguém. Ele só sai quando dá o horário deles para passarem o dia com o Sam.

Steve para na frente da mesa dela em silêncio. Ele espera ela olha-lo antes de falar:

— Quer uma carona pra irmos pegar o Sam? — sua voz estava mais baixa e rouca do que o normal.

— Claro... — ela levanta e o acompanha até o elevador.
Steve fica de um lado enquanto Natasha fica do outro. Ela controla sua respiração sentindo que cada uma delas fosse a mais alta do mundo.

— Natasha, eu... — ele começa a falar mas antes que conclua a frase o elevador para em um baque, acompanhando a escuridão. Natasha dá um berro com o susto e se agarra no corrimão que fica em uma das paredes do elevador.

— Merda! — ela grita. A estação do ano favorita do ano é o inverno, mas a pior parte são as chuvas que fazem com que a energis acabe.

— O interfone está mudo! — Steve fala batendo o telefone com força na base.

Natasha escorrega seu corpo na parde até sentir o chão. Ela não conseguia enxergar um palmo a sua frente, estava tudo completamente preto.

— O que faremos agora? — ela pergunta sabendo a resposta.

— Esperamos... — ele responde se sentando no chão do outro lado do elevador.

Um silêncio constrangedor toma conta do pequeno quadrado de metal. Steve abre e fecha a boca sem saber como começar uma conversa.

— O que você ia dizer? Antes de pararmos e ficarmos presos no escuro? — Natasha não controla sua curiosidade.

— Ah... nada. — Steve tinha tanto pra dizer, mas não conseguia achar as palavras certas.

O silêncio volta. Natasha sente que ele quer dizer algo.

— Me sinto muito mau colocando o Sam naqueles termos. A gente tratando ele como um objeto... — Ela fala fechando os olhos e apoiando a cabeça na parede.

— Eu me sinto da mesa forma... — ele fala triste.
Natasha consegue ouvir a respiração pesada dele e sabe que o divórcio está acabando com ele assim como com ela

— As vezes eu acho que... seria muito mais fácil se... — Steve começa mas ela o interrompe, completando a frase.

— Se a gente não se divorciasse. — Steve vira o rosto pra ela mesmo que não consiga vê-la.

— É. — ele fala sorrindo um pouco.

Pela terceira vez naquela quinta-feira, Natasha se sentiu o pior tipo de ser humano. A culpa do divórcio é inteiramente dela. A culpa de estarem tratando Sam como uma posse é dela.

— Desculpa... Por tudo. — ela sussurra tentando controlar suas lágrimas.

— Nat, não chora! — ele sussurra saindo de seu lado do elevador e indo para o dela.

— Steve? — ela fala surpresa quando sente as mãos dele procurando pelo rosto dela.

— Não chora, por favor! — ele pede de olhos fechados, segurando o rosto dela entre as mãos.

Natasha soluça cada vez mais e isso quebra seu coração. Vê-la chorar agora é tão ruim agora quanto era quando eles ainda estavam juntos.

— Nat... — ele fala uma última vez antes de juntar seus lábios em um beijo delicado.
Os corpos se arrepiam quando as línguas se tocam envergonhadas.

Natasha passa suas mãos pelos braços dele e sobe passando pelo pescoço até se enroscarem nos cabelos loiros dele.

Ela sorri entre o beijo quando uma das mãos dele desce até sua cintura e a trás pra perto, apertando o corpo dela contra o dele.

Seus rostos se afastam e eles grudam suas testas sentindo suas respirações se misturarem.

As luzes se acendem de repente e Natasha abre os olhos, se deparando com os olhos do Steve.

— Acho melhor levantarmos... — Natasha fala com humor.
Steve se levanta e estende a mão para ela, a ajudando a levantar. Assim que ela levanta o elevador abre revelando a garagem.

Natasha sai do elevador na frente de Steve e se surpreende ao sentir o braço dele ao redor de sua cintura. Ele a trás pra perto e apoia a cabeça na cabeça dela. Natasha sorri se apertando mais contra ele.

O que aquilo queria dizer? Ele a havia perdoado? Não iriam mais se separar? Seriam felizes novamente? Natasha não sabia ao certo, mas tinha medo de que perguntando ele a afastasse, então decide deixar pra depois.

Eles entram no carro e pela primeira vez em muito tempo o silêncio entre eles é confortável. Feliz.

A chuva havia aumentado, mas não incomodava nenhum dos dois.

Eles chegam na garagem e Steve aperta o botão para chamar o elevador.

Natasha se vira e fica de frente pra ele, olhando em seu mar de azul. Ele a olhava com intensidade, e ela sentia falta disso.

Steve se aproxima e cola seus lábios, a apoiando contra a porta do elevador. Ele sente suas línguas se conectarem e se lembra de como ama a boca dela.

O elevador chega e nenhum deles toma a iniciativa de se separar. Estavam bem confortáveis se beijando.

Depois de alguns minutos eles se separam sem conseguir esconder os sorrisos.

Steve abre a porta do elevador e eles entram.
Natasha se sente como uma adolescente. Mas ao mesmo tempo se sente assustada. Aquilo aconteceu do nada. Não parecia certo, como se ela sentisse que algo de ruim iria acontecer antes de eles conseguirem ser felizes.

Assim que chegam na casa de Pepper, Natasha abre a porta e entra com Steve.

— Nat! Aí meu Deus! Senti sua falta desde o momento em que você saiu de Casa! — fala Zeke puxando a ruiva pra um abraço apertado.

— Esse cara ta aqui? — Steve perde a face de felicidade e uma onda de raiva o atinge — Já deveria ter imaginado, não é, Natasha... — ele fala cego de ódio. Natasha assiste ele sair do apartamento com um sentimento devastador a atingindo. Ela sabia que algo assim aconteceria — Eu estou cheio de tudo isso!

Notas finais
Estamos há três capítulos do fim! Por favor apareçam, comentem, favoritem e recomendem!! Bjks