Notas iniciais
Gente, eu percebi que algumas pessoas pararam de comentar e eu não recebo recomendações faz tempo, então estou um pé atrás na fic. Se ela estiver muito monótona ou ficando sem graça, me avisem, ok? Já falei e falo de novo, críticas construtivas são muito bem aceitas! Não vão me magoar com a opinião de vocês. Fico mais triste ficando no escuro! Espero que gostem do capítulo novinho pra vocês!! No próximo vamos conhecer os irmãos da Natasha!!

— Você quer o que? — Steve pergunta gaguejando. A expressão no rosto dele era um misto de susto e indignação.

— Um bebê, sabe? É tipo um adulto, só que menor... — ela fala ironicamente. Natasha não esperava aquela reação do marido. Ela estava realmente surpresa.

— Eu sei o que é um bebê! — Ele exclama incomodado. Steve estava confuso e assustado. Não imaginava que Natasha fosse pedir um filho tão cedo.

— Que bom... — ela comenta pra si mesma enquanto se levanta.

— Sério? Um bebê? — Ele se levanta logo depois dela.

— Sim... eu achei que você fosse querer filhos... — Natasha estava com um tom decepcionado na voz, que não passou despercebido por Steve. Natasha se coloca de frente pra ele, tentando ler seus olhos.

— É... — ele fala sem argumentos.

— Posso saber o por que? De você não querer ter filhos? — Natasha pergunta preocupada. Lágrimas de desapontamento eram reprimidas por ela, enquanto ela lutava para não chorar.

— Você não está gravida, não é? — Steve pergunta arregalando os olhos em desespero, se virando de costas e dando passos lentos.

— E se eu estiver? — Natasha não estava realmente grávida, ela só queria saber a reação dele.

Ele se vira abruptamente e lança um olhar indescritível para Natasha.

— Você me largaria no mundo sozinha com um bebê, Steve? — ela pergunta analisando cada músculo do rosto dele a procura de uma expressão que denunciasse o que ele sentia.

Steve não responde nada. Na verdade a expressão dele não muda, como se ele estivesse em um transe.

— Fala comigo, Steve! Se eu estiver grávida você realmente seria capaz de me largar? Mesmo afirmando que me ama e todas aquelas coisas que sempre me diz? Seria? — Natasha agora estava com raiva. Steve era o homem que ela amava, mas se ele realmente estivesse sequer pensando em larga-la por causa de uma gravidez, ele não merecia seu amor — Por que se você estiver, me avise... Já encontro outro lugar pra você ficar! — ela fala jorrando ironia com suas palavras.

— Natasha, eu... — Steve trava. Nada sai de sua boca. Mais uma vez ele estava congelado.

— Você? — ela espera a continuação da frase, mas ela não chega — Você está pronto pra ir dormir na casa do Thor! — ela exclama saindo da cozinha.
Steve acorda de seu pequeno transe com o sangue fervendo. Aquelas palavras o lembravam da antiga Natasha.

— Ótimo! Agora você vai me mandar embora, não é? A final, você não precisa mais de mim! — ele dá uma pausa, a seguindo pelos corredores da casa — Já me usou como meio de ficar no país! E ainda precisou de mim quando estava cheia de problemas, mas no momento em que tudo se resolve você exige mais isso, e se eu não quiser? Ah claro! Você me manda embora! — a voz dele pingava ironia. A cabeça de Steve parecia estar a um milímetro da ebulição e seus punhos estavam fechados com força.

— O que você disse? — ela pergunta sentindo as lágrimas que segurava escorrerem por suas bochechas. Natasha escutou as palavras dele ecoarem em sua mente sem acreditar no que ela tinha acabado de ouvir — Você realmente acha isso? — Steve encara a mulher a sua frente que exibia uma feição séria, sem muita emoção, mas seus olhos e o tom de sua voz denunciavam o que ela sentia. Steve então percebeu a merda que tinha feito.

— Nat... — ele começa com um tom arrependido, mas Natasha o corta.

— Não! — ela levanta a mão na frente do rosto dele — Eu já entendi... Você quis dizer que o bebê é culpa minha, não é? — Natasha fala sem olhar o loiro nos olhos — Deixa eu te dizer uma coisa: Eu não estou grávida! Só queria saber sua reação de achasse que eu estava... Agora eu já sei! — ela mantém a voz baixa, encarando o chão — Não precisa se preocupar! Uma vida não foi criada por nós... — Ela lança seu olhar frio pra ele — Uma vida não será criada por nós! — ela termina deixando Steve paralizado. Ele tentava mas não conseguia pensar em nada, sua cabeça parecia ter sido esvaziada.

Ela não estava grávida e isso foi um alívio para o loiro, mas ele não queria agir da forma que agiu.

— Que bom que esclarecemos tudo o que tínhamos para esclarecer! — Natasha fala sem emoção — Os problemas que eu tenho, Steve, vão sumir da sua vida, da mesma forma que eu! — ela vira de costas e anda até o quarto deles.

— O que vai fazer? — Steve pergunta desesperado ao entrar no quarto e se deparar com a ruiva preparando uma pequena mala.

— Você disse que não vai embora, Pois bem, eu vou! — Ela fala terminando de arrumar a mala.

— Não! — ele exclama ficando na frente dela.

— Eu vou, Steve! — Natasha fala desviando dele e passando reto — Natasha! — ele a puxa pelo braço e a trás para perto, a beijando.

— Para! — Natasha grita quando o empurra pra longe — Você acha mesmo que isso vai ser o suficiente para me fazer ficar? — ela dá uma pausa — Você reparou no que disse? Você estava pronto para rejeitar um bebê! Meu bebê... Nosso bebê! — ela falava com dor entre as palavras — Um beijo não vai ser o suficiente! — Ela sai do quarto andando até a gata, que estava tranquilamente deitada no sofá, e acarícia os pelos brancos dela, sentindo a maciez.

Era isso. Steve estava ferrado. Natasha estava o deixando e ele não fazia ideia do que fazer.

— Você vai leva-la? — Steve pergunta desistindo, por enquanto, de tentar faze-la ficar.

— Não. Ela vai ficar estressada. Cuide dela! — a ruiva fala levantando e andando até a porta.

— Eu vou! — ele murmura — Quando você pretende voltar? — a voz dele estava falhada.

— Eu... eu não sei... — Natasha fala fechando a porta da casa em seguida. Ela sabia que se ficasse mais um segundo na casa, não conseguiria sair.

Steve havia a magoado e ela sabia que ele não queria ter falado tudo aquilo, mas se ele falou, é por que em algum momento aquelas coisas crusaram o pensamento dele.

Ele permite que lágrimas de arrependimento circulem por seu rosto fazendo rastros molhados por sua bochecha.

Se joga no sofá trazendo o pequeni animal para o seu colo e o acariciando. Eram apenas eles dois por enquanto.

(...)

Natasha entra no carro e encara a parede do estacionamento por uns dez minutos.

Milhões de coisas passavam por sua cabeça, a maioria das vezes o pensamento de voltar para Casa e ficar lá com Steve, mas ela não poderia.

Finalmente liga o carro, respirando fundo antes de pisar no acelerador e sair do prédio.

As palavras de Steve foram como facas e mais facas enfiadas no coração de Natasha. Ele a magoou e a confiança que eles tinham entre si, que havia sido feita com tanto esmero, estava destruída.

Natasha dirigiu até chegar no prédio da Pepper. Ela até teria ido no da Jane, mas o Thor estaria lá e ele a lembraria do Steve.

— Pepper! — ela fala depois que a porta do apartamento é aberta.

— Nat? — ela estava confusa, mas percebeu que a amiga não estava bem, já que seus olhos estavam inchados e o rosto vermelho.

Natasha confirma a suspeita de Pepper assim que se joga nos braços da mesma e começa a chorar.

— O que aconteceu? — Tony aparece de pijamas, olhando com uma feição sonolenta para as duas mulheres.

Natasha começa a chorar ainda mais. Tinha esquecido que o Tony morava com a Pepper e se sentia péssima por estar os encomodando.

— Amor... — Pepper fala baixo, ainda abraçada à ruiva.

— Eu já entendi, vou sair — Tony fala se virando de costas pras duas em direção ao quarto — Vou dar uma passada na sua casa, Nat. Se você está aqui, provavelmente Steve está lá... — Tony avisa antes de entrar no quarto.

— Vem Nat! — Pepper a puxa para dentro do apartamento e fecha a porta em seguida.
A loira leva Natasha até o sofá e se senta ao lado dela.

Tony aparece novamente, desta vez de roupas normais. Ele se despede de Pepper e beija o topo da cabeça de Natasha antes de sair.

— Quer alguma coisa? — Pepper pergunta quebrando o silêncio lotado de tensão que se estendeu pela sala assim que a porta foi fechada.

— Não... — ela pensa um pouco — Tem alguma coisa alcoólica? Sei que você não pode, mas eu to precisando... — Natasha pergunta.

— Desculpa... Tony parou de beber pra não me tentar. — Pepper fala envergonhada.

— Sabe o que é? — Natasha levanta do nada e começa a andar de um lado pro outro. Pepper estranha a mudança repentina no tom de voz da amiga, mas prefere não comentar — Você passa meses com uma pessoa que você não conhece, aí vocês transam e se casam, sabe? E você acha que conhece ele, mas quando pede um filho, sabe o que acontece? Você percebe que não o conhecia! E ele te fala coisas horríveis e você fala coisas horríveis e então decide ir embora! — ela dá uma pausa respirando fundo — E quando você passa pela porta e olha uma última vez naqueles olhos azuis, você esquece tudo de ruim que ele falou e só o que você quer é ser rodeada pelos braços dele! — ela termina com um misto de raiva e melancolia.

Pepper estava sem reação, absorvendo o que sua amiga tinha acabado de dizer. Ela olha pra ruiva sem palavras.

— Você... pediu um bebê? — Pepper fala finalmente.

— Pedi! — Natasha faz bico e se joga no sofá.

— E ele não quis? — ela pergunta tentando entender.

— Não! — a ruiva bufa e cruza os braços.

— Sério? Eu sempre achei que seria ao contrário... — Pepper pensa auto recebendo um olhar mortal da amiga.

— Não, não é! — Natasha explode — Será que é tão difícil acreditar que eu quero um filho? — ela reclama.

— É mais difícil acreditar que Steve não queira. Eu sempre pensei que ele seria um ótimo pai! — Pepper fala recebendo um olhar irritado da amiga. Ela ignora — E ele disse o "porquê" de não querer ter filhos? — Natasha encara a amiga.

— Não... — ela responde de cabeça baixa e Pepper estranha.

— Você perguntou pra ele o motivo, não perguntou? — a loira encara a ruiva de forma acusadora. Natasha abaixa a cabeça e a balança negando — Pelo amor de Deus, Natasha! — a loira grita — Essa pergunta poderia ter evitado toda essa briga!

— Você acha? — Natasha pergunta desiludida.

— Sim, eu acho! — Pepper fala com convicção.

— Não vai adiantar nada agora! Ele me odeia e eu não quero falar com ele agora! — Natasha fala com tão pouca convicção que nem ela mesma acredita.

— Sim, você quer, mas não vai! — Pepper fala com um tom autoritário.

— Não vou? — a ruiva estava confusa.

— Não, deixe ele e o Tony terem aquela conversa de homem pra homem ou sei lá o que... Amanhã a tarde você passa lá! — Natasha balança a cabeça concordando.

— Amanhã é segunda! Temos que ir trabalhar... — Natasha fala pensando que o plano de sua amiga estava arruinado.

— Ele vai trabalhar! Você vai ficar aqui e ligar para seu chefe dizendo que está doente, entendeu? — Pepper manda sem dar espaço para amiga opnar.

— Entendi! — Natasha responde sem evitar pensar na reação do Steve quando ele perceber que ela não vai ir trabalhar.

(...)

Tony pega o carro na garagem e dirige até um mercado 24 horas. Ele compra algumas garrafas de bebidas e volta pro carro, fazendo o caminho até a Casa de Steve.

Ele havia feito um pacto com a Pepper de não beber uma gota de álcool até que ela pudesse, mas um homem tem suas necessidades.

Ele bate na porta de Steve e poucos segundos depois ele abre a porta.

— Wow! Ela saiu faz quanto tempo? Pelo seu estado parece que fazem séculos! — Tony fala analizando o estado deplorável que o amigo se encontrava.

Steve estava com o cabelo todo bagunçado. Seu rosto estava inchado e vermelho e parecia que ele havia esfregado a gata de Natasha no corpo tamanha quantidade de pelos grudados nas roupas.

— Você já está bêbado? — Tony pergunta analizando a expressão de Steve.

— Não! — Steve fala irritado. Ele queria ficar bêbado, mas seu coração o proibia de botar um gole de álcool na boca, já que ele queria estar em um estdado normal quando a ruiva voltasse.

Tony não fala mais nada, apenas estende uma das garrafas de vodka que comprou para o loiro.

— Ela só volta amanhã a noite! — Tony fala insistindo com a garrafa.

Steve desiste, aceitando a bebida e a abrindo rapidamente. Ele toma um grande gole e sai da frente do Moreno para que ele possa entrar.

Steve e Tony bebem uma boa quantidade de álcool antes de começarem a conversar. Era bem mais difícil para homens conversarem sobre sentimentos do que eles gostavam de admitir.

— O que aconteceu? — Tony quebra o silêncio.

Os dois haviam sentado no chão, apoiados no sofá. Tony agora de encontrava da mesma forma que Steve estava, suas roupas estavam cobertas de pequenos pelos brancos, já que ele havia se tornado a mais nova cama da Snow.

— Estávamos sentados na cozinha depois de resolvermos uns problemas e ela virou pra mim, tipo, do nada, e pediu filhos! — Steve fala embolado pela bebida. Tony o olha de sombrancelhas erguidas.

— Pelo menos ela deu o aviso prévio! Lembra como eu descobri que ela estava grávida? — Tony fala do mesmo jeito, se lembrando dos acontecimentos de Amsterdã.

— Como me esqueceria? — Steve pergunta se virando pra ele — Ei! Da onde vocês tiveram a ideia de ir pra Amsterdã? — Steve se lembra que todos viajaram para o mesmo lugar sem querer.

— Sua mãe falou que era um lugar romântico e misterioso pra fugir um pouco das pessoas! — Tony comenta rindo de lado — Pelo jeito não deu certo...

— Que estranho minha mãe falar esse lugar pra vocês! Ela nos deu as passagens pra Lua-de-Mel... — Steve tentava conectar as informações umas com as outras, mas sua mente estava bêbada demais pra isso.

— Thor também foi pra lá com a Jane! — Tony começou a sintonizar seu pensamento com o de Steve.

— É! Será que minha mãe deu essa Idea pra eles também? — Steve fala e toma um grande gole do líquido da nova garrafa que tinha acabado de abrir.

Mesmo querendo negar a dúvida, os dois ainda ficaram encomodados com a descoberta daquela grande conhecidencia, mas com os outros quinze goles que tomaram, nem pensavam mais nisso.

— Pode ser... E talvez para o Clint e a Peggy! — Tony estava com uma feição séria, mas mudou para uma irônica antes de falar — Nos estamos loucos! — ele sorri.

— É! Devemos estar muito bêbados! Como se minha mãe tivesse um motivo pra juntar todo mundo no mesmo lugar! — Steve ri alto, sendo acompanhado por Tony.
Eles encaram o chão e um silêncio se instala entre eles.

— Como vou trabalhar amanhã? — Steve pergunta olhando o Moreno.

— Vou falar para o Fury que preciso de você emprestado por uns dias! Assim você pode faltar, mas não perde pontos na competição... — Tony fala como se não fosse nada demais.

Steve pensa em recusar a ajuda do amigo, mas ele já estava na foça sem Natasha, imagina sem o emprego...

— Você é um ótimo amigo! — Steve fala olhando Tony com certa carência. A bebida já o estava fazendo falar coisas das quais se arrependeria quando estivesse sóbrio.

— Eu sei! — Tony responde orgulhoso de si mesmo — O que vai fazer? — fala e tira a garrafa da mão do loiro, bebendo um gole grande.

— Eu não tenho ideia... — Steve passa as mãos no cabelo em sinal de nervosismo.

— Acho que deve dar um tempo pra ela... Eu não sei o que vocês falaram um pro outro, só sei que ela chegou na minha casa vermelha de tanto chorar. Não sei o porque, já que a Pepper me expulsou... — Tony fala e Steve absorve o que ele disse se sentindo inútil.

— Acho que é o melhor que eu posso fazer! — Steve concorda e pega a garrafa da mão do Tony.

(...)

— Você tem certeza disso, amiga? — Pepper pergunta pela quinta vez, fazendo Natasha bufar.

— Tenho! Eu preciso disso! — a ruiva insiste.

— Mas você sabe que ele vai te matar quando ele descobrir, não sabe? — ela tenta mais uma vez.

— Chega, Pepper! Vou pra Russia sim! Não há nada que você pode dizer que vá me fazer mudar de ideia! — uma pausa — Não vejo minha família a sete anos! Sete! — os olhos verdes dela se enchem de lágrimas, mas ela não faz esforço nenhum para controla-las.

— Desculpa, amiga! — Pepper a consola, passando as mãos pelos fios ruivos.

— Eu preciso ver minha mãe! — Natasha sussurra parando de chorar.

— Você vai! — Pepper fala e da uma pausa, pensando um pouco — Nós duas vamos! — Natasha a olha surpresa.

— O-oque? — ela pergunta sem acreditar no que ouviu.

— Você me escutou! Compre duas passagens! Vamos juntas ver sua família! — Pepper fala sorrindo. Natasha abre os braços e aperta a loira com força, sem acreditar na sorte que tinha de ter ela como amiga.

— E o Tony? — Nat pergunta.

— Ele aguenta uma semana sem minha beleza. — as duas sorriem.

— Querida! Cheguei! — Tony fala ao passar pela porta de casa. Natasha e Pepper trocam olhares de cumplicidade.

— Compre as passagens! Vou conversar com ele! — Pepper fala se levantando da cama e andando até a sala.

Natasha comprou as passagens do voo pela Internet e depois foi até o apartamento fazer as malas.

O vôo que ela escolheu foi o mais próximo possível. Ela queria estar em solo Russo o quanto antes.

Natasha para na frente porta do apartamento, tomando coragem para abri-la.

Ela não esperava abrir a porta e encontrar Steve, ela decidiu passar no apartamento no horário em que ele deveria estar no trabalho. Mas o que ela encontrou não foi apenas o Steve, ela encontrou a Wanda lá também.

Steve estava com as mãos nos ombros da garota, e ela estava com os lábios grudados nos dele, enquanto suas mãos rodeavam seu pescoço.

— Não precisam parar! — Natasha fala depois que Steve se separa bruscamente da Wanda e a olha de olhos arregalados — Vim apenas fazer uma mala, saio daqui a pouco.

A Ruiva passa reto por eles e anda até o quarto se segurando ao máximo para não explodir em um ataque de ciúmes.

— Natasha! Espera! — Steve fala correndo até ela, que fecha a porta do quarto antes que ele consiga alcança-la.

Natasha arruma a mala o mais rápido que consegue. Ela não quer ficar nem mais um segundo perto dele.

Como Steve tinha coragem de fazer aquilo com ela? Natasha estava com tanto ódio que podia jurar que saia fumaça de seus ouvidos.

Quando Natasha estava fechando a grande mala que havia feito, Steve começou a esmurrar a porta repetidamente enquanto gritava e implorava por uma chance de se explicar.

Natasha não queria ouvir, tudo o que ela queria era que ele sumisse. Teria sido tão menos complicado se ele estivesse apenas no trabalho. Mas ao invés disso, ele estava se agarrando com a vizinha...

Ela respira fundo tomando fôlego e olha para a porta. Rapidamente a destranca e passa pelo loiro com uma feição séria.

Steve passa seus olhos por ela até chegar na mala. Seu coração se aperta e seu corpo se enche de desespero assim que ele conclui que ela não iria voltar pra casa.

Ele não tenta impedir Natasha. Nada que ele fizesse agora surtiria um efeito positivo. Ele observa o amor da vida dele abrir a porta.

— Eu te amo! — Steve fala com uma última pontinha de esperança.

— Eu não tenho mais tanta certeza disso... — ela fala antes de bater a porta do apartamento com força.

Steve se joga no chão, tentando de todas as formas controlar as lágrimas, mas a dor que sentia era tão forte, que não conseguiria parar tão cedo...

Notas finais
A briga foi feia... Oque será que aconteceu com o Steve antes da Nat chegar no ap?? Comentem e não esqueçam do que eu falei lá em cima!!