Give Me Strength to Press On

32 And the Time goes by


Notas iniciais
Há mais ou menos um mês, a leitora Romanogers Murdock foi extremamente doce em recomendar a fic, mas por algum motivo, só recebi o aviso ONTEM! Não sei o que aconteceu. Sua recomendação me fez muito feliz!! Quase morri de alegria quando li! É a primeira que recebo em muito tempo e estou dando saltos de alegria!! Até assustei minha mãe com um grito na madrugada. Acho que esse capítulo vai explicar melhor as coisas pra vocês. Não quero que abandonem a fic! Tenho ideias e vocês vão gostar, só aguentem as horas ruins! Vai valer a pena! Romanogers Murdock, não vou de dedicar o capítulo por que você merece um mais feliz, mas assim que acontecer, te dedicarei com todo meu coração! aproveitem

Steve acorda com uma dor imensa no corpo. Tenta abrir os olhos, mas suas pálpebras parecem pesar quilos.

Devagar e com esforço, consegue abrir seus olhos e uma luz clara os invade, o obrigando a fechar novamente.

Uma mão fria agarra seu pulso, o assustando.

— Você está acordado? — a voz grossa que invade seus ouvidos é familiar.

— Estou? — Steve brinca finalmente se acostumando com a luz clara e focando sua visão no amigo de infância.

— Graças a Deus! Realmente achei que você estivesse em coma para todo sempre! — Tony diz fazendo drama.

— Coma? O que eu estou fazendo em um hospital?— Steve pergunta confuso. Do que eles estavam falando?

— Avise a enfermeira, eu conto pra ele! — Thor sussurra para Tony. O moreno assente e sai do quarto.

— Contar o que? Onde está Natasha? Thor, por quê está me olhando assim? — Steve dispara.

Thor respira fundo e devagar se põem a falar.

— Você lembra o que aconteceu? — ele inicia. Steve balança a cabeça negando — Você foi atropelado. Bateu a cabeça com força, perdeu muito sangue, quebrou alguns ossos e entrou em coma... — Thor conta e Steve se força a lembrar, mas não consegue.

— Por quanto tempo? — ele questiona.

— Dezesseis dias! — Thor diz. Steve aperta os olhos sentindo uma dor de cabeça que veio do nada.

— Natasha! Onde ela está? — o loiro pergunta tentado se manter controlado. Um sentimento de que algo não está certo o invade.

— Steve, temos que falar sobre isso depois... — Tony diz entrando no quarto acompanhado por uma enfermeira.

— Não! Quero ver minha mulher! Agora! — Steve grita e o contador de batimentos dispara seguindo o ritimo do coração dele.

— Você não se lembra mesmo, não é? — Tony pergunta com uma expressão triste. Steve não diz mais nada, apenas encara o amigo com uma expressão perdida.

— Depois que a enfermeira te examinar nós conversamos, ok? — Thor fala sendo empurrado para fora do quarto pela enfermeira.
A mulher de meia idade o examina superficialmente.

— Seu médico chegará em pouco tempo. Quer alguma coisa enquanto isso? — a enfermeira pergunta checando a pressão dele.

— Água, por favor? — Steve pede e a mulher estende o braço até um copo de plástico com um canudinho ao lado da maca.

Steve bebe e quando a enfermeira devolve o copo para a mesa, o médico abre a porta.

— Boa tarde! Me chamo Derek Sheppard e sou seu médico! — o doutor moreno de olhos azuis fala animado, enquanto pega a ficha de Steve na ponta da maca.

— Oi. — Steve não queria saber sobre seu estado, mas sim sobre Natasha.

— Seus amigos disseram o que aconteceu? — Steve balança a cabeça concordando — Você se lembra? — Steve nega — É, já esperava por isso! — o médico diz anotando algo na ficha do loiro.

— Algum problema? — Steve pergunta sem conseguir interpretar a expressão do Moreno.

— Você está com perda recente de memória, significa que sofreu muito estresse antes de se acidentar e seu cérebro renegou algumas lembranças para o sua própria recuperação. Normalmente a memória volta alguns dias depois! — ele diz não parando de escrever.

— Quando eu posso ser liberado? — Steve queria sair do Hospital o mais rápido possível.

— Amanhã. Vai ficar em observação por enquanto. — o doutor para de escrever e olha para Steve — Precisa de alguma coisa?

— Falar com meus amigos. — o loiro fala. Derek balança a cabeça concordando.

— Nos vemos amanhã! — o médico deixa a sala e logo depois Pepper e Jane entram no quarto.

— Steve! — Pepper diz o abraçando. Jane faz o mesmo.

— Ficamos tão preocupa... — Jane começa a falar, mas Steve a interrompe.

— Natasha! Onde ela está! — ele fala alguns decibéis acima assustando as mulheres.
A loira olha para a morena durante alguns segundos. Elas decidem que já está na hora dele saber.

— Nós não sabemos onde ela está! — Jane fala devagar e Steve a lança um olhar confuso e assustado.

— Depois que você foi atropelado, Tony te levou pro hospital e ligou pro Thor. — Pepper começa no mesmo ritimo da amiga.

— Eu estava em casa quando Thor me ligou. Natasha tinha ficado no bar bebendo e não quis vir comigo. — Jane tinha receio de que ele surtasse se ela falasse o que Natasha fazia no bar, então decidiu não contar.

— Essa foi a última vez que vimos a Nat. Eu não sei o que aconteceu. Acho que ela surtou e fugiu. Provavelmente está em Nova Iorque agora. — a loira termina.

Steve não consegue dizer nada. Tudo que ele quer é ver Natasha.

Os batimentos cardíacos dele começam a disparar e Steve se joga pra fora da maca indo em direção a porta.

— Steve! — Tony grita do corredor assim que o vê saindo do quarto com o rosto vermelho — Pep, chame uma enfermeira! — o Moreno pede desesperado.

O que seria de Steve sem Natasha?

É correndo pelos corredores que uma memória volta para Steve, que se joga no chão devastado.

(...)

Cinco anos depois.

Natasha volta do trabalho se sentindo mal. Seu último dia trabalhando com pessoas tão boas e que a ajudaram muito com o passar dos anos.

Todos que trabalhavam na lojinha de conveniência ajudaram Natasha e seu filho. Quando ela não tinha dinheiro pra pagar o hotel, George, o gerente ofereceu sua casa. Quando seu filho teve uma virose com apenas dois meses, foi Anna que os levou para o Hispital. E mesmo nos seus aniversários quando Natasha achava que ninguém iria se importar, era Davina que a levava à um restaurante para comemorar.

Todos foram muito importantes para a Ruiva. Sempre seriam.

Ela já tinha 32 anos. Mãe de um lindo e loiro garotinho de olhos azuis. Uma lembrança viva e constante do seu marido. A única lembrança que a faz rir e a única que a da um motivo para continuar.

Assim que abre a porta, encontra a babá de seu filho sentada em um dos sofás do velho quarto de hotel assistindo algum programa na televisão.

— Olá senhora Rogers, como foi seu trabalho? — a jovem de 16 anos pergunta se levantando e desligando a TV. Natasha sorri para a babá sabendo que seria a última noite dela cuidando de seu filho.

— Vou sentir sua falta! — a ruiva diz verdadeiramente. A menina assente devolvendo o sorriso e elas se abraçam brevemente. Natasha pega duas notas de cem da bolsa e entrega a menina — Obrigada por sempre ficar com meu filho! Não é muito, mas espero que ajude a pagar sua faculdade!

A babá não recusa o dinheiro. Sua família não está em condições de negar ajuda financeira. Depois de agradecer, a menina vai embora sabendo que vai sentir falta da Ruiva e seu filho.

Natasha tranca a porta assim que a menina sai, se dirigindo diretamente para o quarto do filho.

— Mãe? — o menino pergunta baixo ainda meio sonolento assim que ela abre a porta.

— Sammy, o que faz acordado? — Natasha fala se aproximando da cama do filho.

Ela o batizou Samuel. Não sabia exatamente o por que, mas pareceu certo na hora que olhou para ele pela primeira vez. Seus olhos azuis e cintilantes brilharam a primeira vez que Natasha o viu. Tão inocente e tão lindo.

— A viagem vai ser muto longa? — ele pergunta se referindo ao fato de eles estarem indo para Nova Iorque de ônibus no dia seguinte.

— Espero que não! — ela fala mais pra si do que para o filho, mas ele parece satisfeito com a resposta.

Sammy tinha 4 anos. Se confundia com muitas palavras e não conseguia fazer amigos, mas era inteligente e sempre feliz.
Natasha olhava para os traços do rosto de seu filho não acreditando no que via. Parece que não importa quantas vezes ela analize o rosto do filho, Steve sempre vai estar lá. Ela só não sabia se isso era bom ou ruim.

Cansada e anciosa, Natasha toma um banho e se joga na cama. Se preparando mentalmente para sua viagem no dia seguinte.

(...)

Cinco horas e meia. O tempo que demoraram para ir para Nova Iorque.

Depois de horas de trânsito, paradas desnecessárias e muita paciência quando o ônibus quebrou, finalmente a ruiva e seu loirinho chegaram em Nova Iorque.

A cidade continuava a mesma. Barulhenta, lotada e incrívelmente iluminada.
Ah, sim! Natasha sentia falta da vida que teve aqui.

Assim que desceram do ônibus carregando apenas duas malas, Natasha e Samuel se viram sem ter para onde ir. A ruiva planejava passar na casa de Pepper com a esperança de que ela ainda morasse lá.

Sabia que podia muito bem chegar lá e ser ignorada pela amiga. Provavelmente a loira iria mata-la quando a visse. E quando visse Samuel ela ressussitaria Natasha apenas para mata-la novamente.

Eles pegam um táxi e Natasha da o endereço da amiga ao motorista. Em menos de meia hora, chegam no prédio que parecianão ter mudado nada.

Natasha sente um nó se formar em sua garganta. Ela não quer chorar na frente do filho, mas a culpa de ter deixado as amigas a atingiu como um tapa na cara.

Devagar, Natasha entra no prédio sendo reconhecida pelo porteiro, que a direciona um sorriso de reconhecimento e nostalgia.

Dentro do elevador, Natasha encara o filho, que está alheio aos sentimentos da mãe.

Conforme o elevador vai subindo, a coragem dela vai diminuindo e a vontade de fugir novamente aumenta.

O elevador para no décimo andar e as portas se abrem, revelando o corredor com quatro portas.

Ela anda lentamente até a porta da amiga e seu filho vai atrás na mesma velocidade.
Natasha para na frente da porta e bate três vezes.

— Já vai! — a voz abafada pela porta diz. Os olhos da Ruiva se enchem de lágrimas quando reconhece a dona do som. Ela sentia mais falta da amiga do que pensava.

A porta se abre segundos depois, revelando uma Pepper mais loira e cinco anos mais velha, mas ainda tão bonita quanto sempre foi.

Os olhos claros da loira se arregalam assim que o cérebro dela processa o rosto da pessoa a sua frente e o sorriso que ela estampava se torna uma linha reta e logo depois vira um "o".

Ela passa os olhos pela mulher e arregala ainda mais os olhos quando percebe a miniatura de Steve que aparece atrás da ruiva.

— Natasha? O que está fazendo aqui? Onde você estava? Você tem ideia de como eu fiquei preocupada? Cinco anos sem dar Notícias! — Pepper vomita as palavras conforme as emoções que a muito tempo não sentia começam a tomar conta.

— Me desculpa! — Natasha sussurra sem conseguir formular outra palavra. Os braços da loira se enroscam na ruiva e as duas se abraçam sem conseguir controlar as lágrimas.

— Mamãe? — uma voz feminina sobressai os soluços, fazendo com que as duas se separem.

— É sua filha? — Natasha pergunta já sabendo a resposta. A menina era a cara da loira.

— Natasha, essa é Katherine. — a ruiva acena para a menininha de cabelos loiros que devolve o aceno.

— Pepper, Katherine, esse é Samuel! Meu filho! — Natasha fala colocando o menino ao seu lado.

Pepper fica um longo tempo encarando o menino ao lado da amiga. Não havia dúvidas de que era filho de Steve. Mas como?

— Kat, faz um favorzinho pra mamãe? Leva o Samuel pra jogar vídeogame, ok? — a garotinha balança a cabeça confirmando. Os dois saem tímidamente da sala indo para o quarto da garotinha.

Natasha suspira fundo. Ela sabe que Pepper planeja ter uma conversa séria com ela pelo fato de mandar a filha para qualquer lugar longe da sala.

Pepper senta no sofá e Natasha a acompanha. As duas se olham por longos momentos antes de começarem a conversar.

— Onde esteve? — a loira fala devagar olhando fundo nos olhos da amiga.

— Em uma cidadezinha no interior. — a ruiva responde sabendo que as perguntas não vão parar por aí.

— Samuel. — Pepper só diz o nome, mas Natasha sabe exatamente o que ela quer saber.

— Eu descobri que estava grávida duas semanas depois que fugi. Estava muito envergonhada e por isso não voltei tão cedo. Eu trabalhava em uma lojinha de conveniências e morei em um hotel durante os cinco anos. — Pepper luta contra a vontade de chorar novamente.

— Por que fugiu? Sabe o quão preocupada eu fiquei? Jane e eu não conseguiamos dormir! Steve... — Pepper tenta falar mas Natasha a interrompe.

— Desculpe! Eu entrei em pânico! Não conseguia processar o fato de que ele estava morto e estava muito envergonhada pelo fato de ser culpa minha. Eu me arrependi de ter fugido cada dia que... — Natasha fala em um fio de voz, mas a loira a interrompe.

— O Steve está o que? Natasha, do que você está falando? — Pepper agora está preocupada. Natasha achava que Steve estava morto?

— Ele morreu por minha culpa! — Natasha diz entre soluços. O olhar que Pepper a direciona é o suficiente para que uma dúvida se instale.

— Não, Natasha. Ele está vivo. — Pepper não conseguia entender o por que Natasha achava que ele estava morto.

— Não! Ele morreu. Eu fui pro hospital e vi a forma que você e o Tony estavam. Completamente destruídos. — Natasha fala desesperada.

— Sim, eu estava com hormônios de grávida! Até propaganda de açúcar me fazia chorar. E Tony não é o machão que ele quer parecer ser. Ele pirou quando Steve estava em cirurgia. — Pepper explica e Natasha sente como de fosse cega e finalmente conseguisse enchergar. Tudo parece fazer sentido e ela não consegue acreditar que fora tão precipitada e idiota.

— Eu fui uma idiota! — ela choraminga e abraça a amiga — Será que um dia ele vai me perdoar?

E como se o universo estivesse a fim de fazer a merda que a Natasha jogou no ventilador voltasse na cara dela triplicada, a porta da casa da Pepper se abre revelando não só Tony, mas Jane, Thor e Steve também.

A princípio, nenhum deles nota a mulher de cabelos ruivos sentada na sala de visitas do casal Stark, mas isso só dura alguns segundos, pois assim que percebem nenhum deles esboça reação alguma. Eles encaram Natasha por longos segundos.

— Natasha? — a voz de Steve sai como um sussurro. Steve nunca havia superado o fato de Natasha ter sumido. No início ele não aceitou, ficava com raiva de tudo e de todos e só depois de meses se permitiu chorar e até começou a sair com os amigos, mas superar Natasha? Não.

— Steve... — Natasha não se controla e começa a chorar. O loiro contunuava vivo e inteiro. Não havia morrido. Ela não tinha sido a causa da morte do próprio marido.

Todas as noites que passou se martirizando e se culpando. Os dias que não se olhava no espelho por ódio de si mesma. Tudo por que ela tinha sido burra.

— Mãe! Olha que iado! A Kat tem um sabe de luz! — Samuel aparece correndo até a mãe com o sabre de luz nas mãos, completamente alheio aos olhares curiosos das pessoas presentes.

Todos não controlam a surpresa a fazer a ligação entre a criança, Natasha e Steve.

Natasha olha diretamente para Steve. O loiro estava paralisado. Olhava para a criança que distraidamente tentava ligar o sabre de luz sem sucesso, reclamando como se fosse a coisa mais complexa do mundo.

— Você tem que apertar esse botão para que o sabre se ilumine! — Steve é o primeiro a falar alguma coisa assim que volta para a realidade. Ele fala após se aproximar do menino e ajoelhar pra ficar na altura dele.

Assim que o sabre de luz brilha na cor verde, o garotinho lança um sorriso de agradecimento para o loiro e corre de volta para o quarto.

Steve agora estava bem próximo de Natasha, ajoelhado na frente dela. Uma vontade de abraça-la o invade, e antes que ele o faça, se afasta irritado com si mesmo por quase sucumbir aos sentimentos.

— Que tal deixarmos Natasha e Steve conversarem? — Jane diz sorrindo nervosa.

Ninguém se opõem a ideia da morena, e em segundos apenas Natasha e Steve se encontram na sala.

— É meu? Natasha, aquele menino é meu filho? — Steve pergunta quase chorando. A voz dele estava seca e ele não conseguia olhar para os olhos dela.

— Você têm dúvidas de que ele não seja? — Natasha fala limpando as lágrimas. Não tem como aquele menino ser filho de outro.

— Quantos anos? Quatro? — Natasha balança a cabeça confirmando. Steve deixa algumas lágrimas rolarem livres por seu rosto.

Natasha havia o traído das duas piores formas: com outro homem e o abandonando, mas nenhuma machucou tanto quanto o fato de ele ter perdido quatro anos da vida de seu filho.

Mesmo com todos esses erros que Natasha cometeu, Steve sentia que ainda a amava. Tanto quanto o fazia à Cinco anos. E isso era o que mais o irritava.

Um silêncio se instala no local. Natasha encara o rosto do marido com saudade. Ela se odeia por não ter esperado mais um pouco no hospital, por não ter ficado em casa aguardando notícias.

Ele estava tão preocupado com ela. Não teve um dia nesses cinco anos que ele não pensou nela.

Steve se recusa a olhar pra ela. Ele se sente traído e magoado, mas o seu ódio é o que o domina. Principalmente pelo fato de que ele sente tanta falta dela que chega a doer.

Em um mundo perfeito, ele a agarraria, a beijaria e diria que a perdoa, eles viveria juntos com o filho deles e seriam felizes para sempre. Mas esse mundo não é perfeito, então o que ele fez foi:

— Eu quero ver meu filho todos os dias. E eu quero divórcio.

Notas finais
Me digam o que acharam, ok? Estamos na reta final da fic e logo logo eles vão ficar felizes novamente, então por favor me digam o que esperam para o final dessa fic! Até a próxima! Bjks