Give Me Strength to Press On

40 A little part of me


Notas iniciais
Olá!! Demorei um pouco, eu sei. Foi uma mistura de coisas que não me deram chance de escrever esse capítulo, mas eu consegui tempinho e aqui ele está! só mais uma coisa: STEFANYROMANOGERS, sua maravilhosa! Sua recomendação foi incrível! Não acredito que você realmente acha aquilo tudo da fic e eu agradeço muito suas palavras! Esse capítulo é seu!!!

Natasha desliga a torneira da banheira, se contentando com a quantidade de àgua que a preenche. Tira seu roupão e o pintura na porta, entrando na água morna e limpa.

Assim que sua pele entra em contato com a água, seus pelos se arrepiam e os músculos relaxam. Ela estava precisando disso.

Faziam mais de cinco anos que Natasha não entrava naquela banheira. A banheira do seu quarto, aquele que dividia com Steve.

Embebedada pela nostalgia, ela toma mais um gole do vinho tinto depositado ao lado da banheira e coloca seus fones de ouvido.

E lá ela fica por mais de uma hora, relaxando ao som de suas músicas favoritas e só abre os olhos quando sente um movimento estranho na banheira.

Steve havia entrado no banheiro e agora dividia a banheira com Natasha, apoiado no lado oposto da mesma.

— Ele dormiu? — a ruiva pergunta baixo após retirar seus fones de ouvido. Steve assente silencioso.

O loiro havia levado sua mulher e miniatura para seu apartamento, lugar onde eles voltariam a morar em breve, dessa vez como uma família.

— Temos que contar pra ele! — ele fala encarando a água — Ele merece saber que tem um pai!

— Eu sei... Podemos contar amanhã, depois do almoço. — Natasha sugere e Steve sorri triste.

A mulher sabe o que preocupa seu marido. Ele estava com medo de que Sammy se revoltasse ao descobrir a verdade. Que seu próprio filho se recusasse a ve-lo.

— Sabe que ele te adora, não é? — Natasha fala tentando conforta-lo.

— Ele adora o "Tio Steven". O que será que ele vai achar do "papai"? — a insegurança reinava na voz dele, o que fazia a ruiva se sentir culpada. Era culpa dela o filho não ter crescido com o pai.

— Vamos ter que contar pra descobrir! — ela se aproxima dele, se inclinando para o lado em que ele estava na banheira.

— Fácil falar... Não é o seu relacionamento com ele que está em jogo! — seu tom grosso faz Natasha recuar um pouco, assustada — Desculpa! Eu... — ele arregala os olhos quando percebe a forma que agiu. Suas palavras somem e ele olha para sua mulher desolado.

— Tudo bem! — ela sussurra. Com calma ela sobe no colo dele e o abraça, fazendo com que ele apoie a cabeça no vão entre o pescoço e o ombro dela — Eu sei! — continua enquanto passa os dedos pelos fios loiros dele.

Steve coloca os braços na cintura dela e a trás pra perto, sentindo o conforto que aquele contato trazia.

Foi um abraço delicado e sem malícia, apenas sentimentos puros e com conforto. Steve se sentia em casa ali, o cheiro da pele dela tinha esse efeito nele.

O maior medo de Steve era perder a chance de ve-lo crescer. Ele já tinha perdido quatro anos e se recusa a perder mais.

Quando se separam do abraço a água está fria e nenhum deles pode dizer quanto tempo fazia que estavam lá. Poderiam ter sido minutos, poderiam ter sido horas.

— Melhor? — Natasha pergunta colocando as mãos nas bochechas dele, uma mão de cada lado.

Steve concorda fazendo um barulho com a garganta.

Ele realmente estava melhor. Apenas a presença de Natasha o deixava mais tranquilo.

— Ótimo! — Ela comemora aproximando seus rostos e deixando seus lábios sobre os dele, de leve, apenas um toque.

É ele que aprofunda o beijo, escorregando sua língua para dentro da boca dela. Uma de suas mãos sobe o caminho todo pelas costas até se encontrar com os fios ruivos da nuca dela.

Ele puxa aquele cabelo um poco para trás, fazendo Natasha ficar com o rosto na posição perfeita para que ele aprofundasse ainda mais aquele beijo.

Com a ponta da língua, Natasha contorna o lábio dele sensualmente, e como resultado do ato sente o membro dele dar sinal de vida.

— Uma rapidinha na banheira? Já vi isso em algum lugar... — Natasha fala. Steve tinha uma ereção que ela conseguia sentir em sua cocha.

— Vamos relembrar! — ele devolve tomando os lábios dela para si novamente.

A voz rouca dele fazia o estômago dela se encher de borboletas, anciosas pelo que eles irão fazer.

Steve ajeita Natasha em seu colo, fazendo com que as pernas dela se posicionem ao redor de sua cintura.

Sem vergonha, ele leva as mãos para a bunda dela e a aperta sem dó debaixo d'água. Ela sorri com a audácia dele e para a surpresa do loiro, faz o mesmo.

Com a respiração começando a falhar, Natasha beija o pescoço do Steve e morde de levinho, fazendo o pescoço dele ficar vermelho.

Steve aperta Natasha cada vez mais para perto e naquela posição, seu membro estava bem embaixo dela, o que o deixava louco.

Steve sobe uma das mãos da bunda para os seios de Natasha, apertando com delicadeza o bico enrijecido. Um gemido ancioso escapa da boca de Natasha.

A outra mão de Steve deixa o glúteo da mulher e faz um caminho lento pelas cochas dela até chegar no clitóris, ele o aperta e massageia com delicadeza, causando arrepios involuntários no corpo dela.

Enquanto brinca com o clitóris, se concentra em marcar a pele sensível do pescoço de sua mulher, que não conseguia segurar os gemidos.

— Steve... — ela geme baixo no ouvido dele, sentindo os dedos dele fazerem maravilhas em seu ponto sensível.

— O que você quer? — ele pergunta a provocando. Natasha nem se importa, seu corpo implorava por Steve.

— Você! — ela fala quase não conseguindo pronunciar as palavras por conta dos gemidos.

Steve se anima ainda mais com sua mulher implorando por ele, a voz dela ficava extremamente sexy entre os gemidos de prazer que ele a proporcionava.

Steve segura sua mulher pela cintura e a penetra de uma vez. Ambos gemem alto com a sensação de suas intimidades se conectando.

Antes de começar os movimentos, o loiro muda a posição, fazendo as costas de Natasha tocarem a borda oposta da banheira. As pernas delas dobradas e abertas ao redor da cintura dele.

Com movimentos lentos, ele começa a penetra-la, ondas de prazer se espalham lentamente sobre ambos os corpos a cada investida dele.

Natasha aperta os olhos e morde o lábio tentando sem sucesso segurar os gemidos.

Steve segura nas bordas da banheira, buscando algum apoio e aumenta os movimentos. A imagem de Natasha gemendo baixinho o deixava louco de tesão.
Sem parar os movimentos, Steve aproxima seu rosto do dela, separando os dentes dela dos lábios com a língua. Natasha abre a boca e deixa a língua dele invadir a sua.

Natasha se sentia cada vez mais perto de seu êxtase, com Steve a penetrando rápido e firme.

A água da banheira acompanhava os movimentos, formando ondas que se espalhavam pela banheira inteira.

— Natasha... — Steve geme. As mãos dela haviam ido para as costas dele, é agora o arranhavam e unhavam com força.

A dor das unhas de Natasha em suas costas não era ruim. Na verdade apenas fazia com que Steve se exitasse mais.

Quando ele percebe que sua mulher está quase chegando em seu ápice, Steve leva uma de suas mãos para o clitóris dela, voltando a aperta-lo e acaricia-lo com delicadeza.

A respiração de Natasha sessa quando ela atinge o orgasmo, que vem intenso e se espalha pelo corpo todo dela.

O corpo de Natasha amolece e ela se sente nas nuvens com o êxtase a atingindo.

Steve a penetra algumas vezes mais para se libertar dentro dela. Ele fecha os olhos com a sensação que o centro de Natasha causa quando o aperta.

Sim, Natasha o fazia feliz, e mesmo naquele período em que Steve não queria olhar na cara dela, ele sabia que isso nunca mudaria. Natasha é a mulher da vida dele, a única, a certa!

— O que você acha de ir pra cama? — Natasha pergunta sorrindo. Um fundo de malícia em sua frase.

— Ótima ideia! — Steve não espera nem mais um segundo e se levanta, ficando de pé em frente a Natasha com toda sua glória.

Natasha analisa seu marido com um sorriso cheio de segundas intenções. Steve ficava lindo nu!

Ele estende a mão em direção à ela, que não pensa duas vezes antes de aceita-la. Logo os dois estão em pé, nus.

— Sabe de uma coisa? — a ruiva começa sorrindo, seu rosto muito perto do de Steve — Você não me pega! — ela fala saindo da banheira e correndo pro quarto.

— Veremos! — Steve fala no encalço da mulher.

(...)

— Oi! É... A Natasha está? — Maria pergunta envergonhada.

Ela estava preocupada com a cliente, sumiu do escritório sem avisos e não ligou para ela em momento algum para informar o que havia acontecido.

— Não, na verdade. Ela saiu faz algumas horas e não acho que ela volta hoje! — Viktor não costumava travar na frente dos outros, mas Maria tinha esse efeito nele.

— Ah... Ok. Você sabe o que aconteceu? Ela estava no escritório e sumiu do nada... Fiquei preocupada! — Maria não conseguia formar frases com aquele Russo o olhando. Homens assim deveriam ser proibidos.

— Que legal da sua parte... A história é um pouco longa, você aceita um café? — mesmo sem saber se ela aceitaria sair com ele, convida-la não foi algo que seu cérebro fez.

— Você sabe fazer café? — ela pergunta sabendo que ele não cozinhava nada.

— Não! — ele sorri e ela não consegue evitar de fazer o mesmo — Quer ir em algum lugar? — Maria não pensa muito antes de concordar.

Viktor tinha alguma coisa que a encantava, algo que ia além de seu tamanho, beleza e sotaque. Ela não sabia exatamente o que, mas seja o que for a enfeiteçava de uma maneira indescritível.

Viktor não imaginava que fosse encontrar alguém como Maria, para ele, esse tipo de garota só existia em filmes. Aquelas que são idependentes e engraçadas, bonitas e inteligentes e que tem uma graça que é única e especial. Com certeza aquela viagem havia sido a melhor decisão de sua vida.

Eles estavam no café perto da casa da Pepper. Era sexta feira a tarde, então o movimento era grande, mas nenhum deles se importava.

No café, Viktor exolicou tudo o que estava acontecendo para ela, desde o momento que Natasha deciciu que ia casar com seu secretário até o momento em que o secretário se tornou chefe dela.

Maria ficou surpresa, mas todo aquele drama finalmente fez sentido pra ela.

Depois de toda a história, eles conversaram sobre algumas outras coisas, até que um silêncio se instala na mesa, mas não um ruim. Apenas uma pausa para trocas de olhares.

— Maria, pode me responder uma coisa? — o ruivo pergunta meio incerto.

— Aham! — ela concorda balançando a cabeça sem parar de beber o capuchinho. Viktor sorri.

— É... Você... Você tem namorado? — a pergunta sai meio gaguejada. Maria solta a caneca em cima da mesa, surpresa pela pergunta direta.

— Não! — ela queria dizer mais, mas as palavras não saiam.

— Existe alguém que você esteja se relacionando ou sentindo algo? — as perguntas eram tão diretas, mas não incomodavam Hill, ela se sentia feliz em responde-las.

— Não, Não existe! — ela responde com a cabeça apoiada em uma das mãos, lançando um olhar humorado para ele.

— Entendo. — Viktor abaixa a cabeça sorrindo. Ambos estavam envergonhados com a conversa — Você quer sair comigo? Amanhã?

— Quero! — ela responde mais rápido do que desejava, mas não se importa. Ela queria mesmo sair com ele.

Viktor foi como luz em um grande corredor escuro e cheio de ex-namorados que não fizeram nada mais do que desaponta-la. Ou pelo menos era alguém que tinha um grande potencial.

O Romanoff insistiu em levar Maria de volta pra casa, e ela não negou. Nenhum dos dois queria acabar com o que quer que eles estavam tendo naquele momento, mas ela precisava ir.

Viktor estaciona o carro na frente da casa dela. Não era muito longe do Hotel em que ele estava ficando.

— Entregue! — ele fala sorrindo.

— Obrigada! — Hill responde da mesma forma.

Ela olha pra sua casa e depois volta seu olhar para o rosto dele. Viktor a estava encarando. Os olhos verdes vidrados em cada movimento dela.

— O que? — ela pergunta rindo. Ele a olhava de uma forma estranha.

— Nada! — Viktor responde envergonhado — Não, na verdade tem uma coisa! — a vergonha some e ele tira o cinto de segurança, se virando pra ela — Seria estranho se eu te beijasse agora? — a pergunta surpreende Maria.

— Seria... — ela começa. Viktor abaixa a cabeça escondendo sua vergonha — Mas quem se importa!

Maria segura o rosto dele com as mãos, uma em cada lado de seu rosto, e delicadamente cola seus lábios.

Viktor se assusta com a ação dela, mas quando sente a maciez dos lábios dela qualquer pensamento que ele poderia ter é reduzido em um: Maria.

Ela estava apenas com os lábios sobre os dele, mas isso já era o suficiente para os cotações se acelerarem.

Viktor segura Maria pela nuca, deixando os polegares nas bochechas vermelhas dela. Ele passa a língua nos lábios dela, pedindo passagem, e ela concede sem protestar.

Suas línguas se tocam gentilmente, se conhecendo. Os gostos se misturando e as respirações falhando.

Maria aumenta a intencidade do beijo, passando sua mão para a nuca dele e puxando os pelos curtos e ruivos da região.

Eles se beijam assim, inocentemente, até que seus pulmões implorem por ar.

Maria se afasta lentamente, até que ela consiga olhar nos olhos dele. Viktor sorria, com a boca e com os olhos, e esse sentimento a contagia. Logo os dois estão sorrindo, um para o outro.

— Te vejo amanhã! — Maria sussurra. Ela se inclina pra sair do carro mas antes que seus pés toquem o asfalto, ele a segura pelo braço e a puxa pra perto novamente.

Com um movimento, seus lábios estão juntos novamente. Mas tão cedo quanto se juntaram, eles se separam.

— Até amanhã! — ele sussurra. Maria sorri e deposita um selinho nele, tomando coragem pra sair do carro sem arrasta-lo para dentro de sua casa.

Viktor assiste a morena andar até a porta de sua casa, e só depois que ela fecha a porta ele da partida no carro, dirigindo em direção ao seu hotel.

(...)

Steve batia o pé no chão ancioso e nervoso. Ele não se sentia pronto para contar para Sammy que era seu pai, mas nunca se perdoaria se não o fizesse naquele instante.

Natasha estava ao seu lado, com a mão entrelaçada na sua. Ela não tinha ideia de qual seria a reação do filho ao descobrir a verdade.

Sammy estava sentado na frente deles com a maior cara de tédio. Faziam dez minutos que ele estava sentado naquela cadeira olhando para Natasha e Steve sem que nenhum deles falasse nada.

— Mãe, você quelia falar comigo? — ele pergunta tentando chamar a atenção de algum dos adultos na sala. Natasha levanta a cabeça em direção ao filho.

— Sim! Eu queria! — Natasha acorda de seu pequeno tranze, acordando Steve também. — Eu e Steve queremos, na verdade! — ela troca um olhar com o loiro, pedindo permissão para iniciar a conversa.

Steve balança a cabeça concordando, mas deixa claro seu nervosismo quando aperta a mão dela de leve. Natasha aperta de volta, tentando acalma-lo.

— Tem algo que você precisa saber! É sobre seu pai! — Steve fala, deixando Natasha surpresa. Ela achava que ela teria que trazer o assunto a tona.

— Eu tenho um? — ele pergunta inocente, arrancando risadas nervosas dos pais. Que tipo de criança acha que não tem pai?

— Claro que você tem! — Natasha fala. O garotinho arregala os olhos com surpresa. Ele leva seus azuis de Natasha para Steve e de Steve para Natasha repetidamente.

— É o tio Steve? — ele pergunta ficando de pé na cadeira e pulando com anciedade. Natasha e Steve ficam em silencio. Como esse menino sabe?

— Sim, sou eu! — Steve fala por impulso.

O apartamento fica em silêncio. Cada um tentando assimilar o que aconteceu, como tudo se passou tão rápido.

— Filho, você está bem? — Natasha estava preocupada. Sammy estava com os olhos vidrados em Steve, quase nem piscava.

Os olhos de Sammy se enchem de lágrimas e a respiração dele fica falha e rápida. Ele esfrega os olhinhos e começa a soluçar. Steve olha para o filho atônito, sem saber o que fazer.

Natasha se levanta, pronta para abraçar o filho, só que antes que ela consiga alcança-lo, Sammy se joga encima do pai.

Steve olha para a criança em seus braços e a abraça por impluso. Seu coração se aquece e Steve sente que não poderia haver alguém no mundo mais feliz que ele naquele momento.

Natasha não consegue segurar as lágrimas assistindo aquela cena. As coisas estavam se ajeitando finalmente.

Sammy chora de alegria nos braços do pai. Seu coração estava acelerado e seus pequenos braços presos no pescoço do loiro maior. Ele se afasta algum tempo depois, apenas para dizer as palavras que Steve nunca pensou que poderiam ser tão poderosas:

— Eu te amo, Papai!

Notas finais
NÃO ACREDITO QUE FALTA 1 CAPÍTULO!! Vou avisar para não ficarem preocupados: o próximo vai demorar um pouco mais por motivos de semana de provas e que eu me recuso a postar até que eu não esteja apaixonada por ele! Vocês já sabem, né? Bjks Ps: Vou responder os comentários do capítulo anterior agora, eu queria postar esse primeiro!