Give Me Love - O Pecado de Illéa
5 Levando Um Tiro - Morte Declarada
Tento ser forte.
Mas você me despedaça.
– Lawrence Amelie Rosemary Tames Woodwork.
Acordei no meio da noite, com a pulsação acelerada. Me sentia dolorida e exposta.
Identifiquei mãos nos meus ombros e tentei tirar-las, mas recebi um tapa e algo forte contra a bochecha. O cheiro de pólvora.
Levei um tiro?
Comecei a gritar e a chutar o indivíduo que me dava mais tiros.
Ele deu um na minha perna, foi quando eu caí.
(N/A: se quiserem coloquem Titanium — David Guetta)
–- A vadia caiu, não foi? -- com o pequeno lampejo da lanterna pendurada em seu pescoço consegui notar seu sorriso. Lábios de mulher.
Me afastei, me arrastando pelo chão.
(Você me derruba, mas eu me levanto)
(Sou à prova de balas, nada a perder)
(Atire, atire)
–- O príncipe é meu, querida.
Senti o peso de uma bala, só que em uma região próxima do meu peito.
Queria que a arma que papai me deu, mas ela estava muito longe para alcança-la.
Derrubada no chão, sentindo uma vida dentro de mim, comecei a chorar.
(Você me derruba, mas não vou cair)
(Eu sou de titânio)
A adrenalina pulsava. Levantei a minha perna e fiz um sinal de "vem cá" pra vadia. Com certeza uma Selecionada.
(Sou criticada, mas todas as suas balas se ricocheteiam)
(Atire, atire)
(Sou à prova de balas, nada a perder)
(Levante sua voz, paus e pedras podem quebrar meus ossos)
Nesse momento, eu gritei. Senti outro tiro, só que bem mirado no peito.
Gritei tão alto que o Palácio inteiro, literalmente, escutou. Senti os passos das sapatilhas das criadas, e conseguindo se safar, o culpado fugiu.
Mas deixou um pedaço de vestido.
12 HORAS DEPOIS
A notícia havia sido dada. Tinha acabado de sair da enfermaria a doze minutos e já tinha que ver as Selecionadas.
Usava calça jeans apertada e uma blusa preta. Estava cheia de olheiras e minha mão segurava o longo cabo do balão de oxigênio portátil.
Fui até a biblioteca e então achei o meu ex/presente/futuro amado e as Selecionadas. Todas tentavam não sorrir por me ver daquele jeito.
Cheguei perto de Louis e encostei a cabeça no seu peito.
Ele berrou, fortemente:
–- Quem fez isso, por acaso? QUEM FEZ?
As selecionadas arregalaram os olhos. Algumas, eu ousaria dizer, começaram a medir meu valor.
–- Eu sei que foi uma de vocês. Sei sim. A desgraçada deixou provas.
Ele andava de um lado para outro, com as lágrimas já caindo.
–- Se não aceitam Lawrence, não são qualificadas para serem minha esposa. Lawrence é minha melhor amiga, Lawrence é minha futura conselheira. Se não aceitam ela, não me aceitam.
Ela foi embora, nos deixando chocadas.
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