Give Me Love - O Pecado de Illéa
4 De Ressaca - Admitindo o Amor
Notas iniciais
Acordei de uma total ressaca. Tinha bebido cinco garrafas de whisky em uma boate na noite anterior.
Me levantei do lençol, o cabelo totalmente desgrenhado, usando uma blusa rosa desbotada, short jeans e chinelo.
Fui até o armário da cozinha e entrei, pegando uma caixa de waffles instantâneos.
–- Porcaria de ressaca! -- praguejei, tomando uma aspirina e colocando o waffles no micro-ondas.
Peguei uma colher e fingi que era um microfone.
–- ANACOOONDAAAA! -- cantei/gritei.
Dei uma rebolada, para imitar a Nick Minaj.
–- ANACOONDAAA!
Me virei, dançando descaradamente e me deparei com mamãe e papai rezando, tio Maxon engasgado com a comida e as Selecionadas prendendo o riso.
–- Oií — dei um breve aceno e um sorriso. -- Agora, finjam que não estou aqui.
Voltei correndo para o quarto e tomei um banho, tentando parecer a garota madura que as Selecionadas tinham visto.
Escutei a porta se abrindo.
–- Oi -- disse brevemente uma voz rouca. Louis.
–- Oi.
Olhei para ele, indiferente, enquanto passava meu perfume. Tinha trocado para uma mistura de rosas com oliva.
–- Você está tão bonita. Vai sair?
Arquei a sobrancelha. Eu estava de calça jeans, camiseta preta, rímel esfumaçado e tênis.
–- Vou ao centro pegar alguns cigarros.
Mamãe e papai sabiam que eu gostava de beber e fumar. Eu não exagerava.
–- Eu te dou alguns meus.
Já Louis fumava escondido.
–- Não.
Ia sair do cômodo, quando seu braço me parou.
–- Pode parar com isso. Eu estou ficando louco, Lawrence! Você fica me provocando, e fica me afastando! Estou morrendo de saudades de você! -- ele passou as mãos nos meus braços e seus lábios chegaram perto da minha orelha, mordendo meu lóbulo e me fazendo arrepiar. -- Lembra?
Ignorei e tentei sair do quarto inúmeras vezes. Todas, ele me pedia um "diz que me ama?".
–- Você quer saber se eu te amo?
Ele assentiu.
O abracei, com meu queixo em seus ombros.
(N/A: veja agora esse gif, sim a Kaya é Lawrence na fic: data3.whicdn.com/images/143503618/large.gif e coloque essa música pra tocar: This Love- Taylor Swift. É o que a Law e o Lou sentem. Fofos?)
–- Eu te amo, seu idiota.
Sorri amarelo.
–- Eu te amo, baixinha.
–- Sou um centímetro mais alta que você.
Ficamos abraçados por um tempo, até sentir a mão dele na. . . TARADO!
(N/A: tirem a música, Louis é tarado)
–- IDIOTA! TARADO! SÓ QUER SEXO!
O empurrei longe e o mandei pra fora.
–- Você tem suas vadias pra se aliviar.
Me joguei na cama. E levei o dedo indicador e o polegar às têmporas. Deixei as lágrimas rolarem, salgadas. Tinha me declarado e ele só queria sexo!
Por ora, talvez não fosse assim. Acho que interpretei mal.
Você está nos seus quatro dias, Law. Vai passar.
Me deitei um pouco na cama, refletindo sobre A Seleção. Restavam vinte selecionadas, com três meses de competição.
Senti a comida subir a garganta, corri até o vaso e despejei tudo. Me sentia fraca, inútil.
Comecei a chorar novamente. E ter desejo de comer chocolate.
–- MÃE!
Rapidamente, dona Marlee veio me ajudar e, consequentemente, lá estava meu pai, parado na porta.
–- Ela está bem?
Minha mãe falou algo que não pude ouvir.
Eu continuava despejando. Um líquido negro, misturado com cheiro de whisky.
–- Marca uma consulta com o DR.Ashlar, por favor, mãe.
Mamãe foi embora, enquanto meu pai estava sentado ao meu lado, alguns centímetro distante do vaso.
–- Acho que não tenho mais nada.
Apoiei a cabeça em seu peito, e comecei a chorar a quarta vez no dia.
–- Quero tanto ir pra casa.
–- Mas você está em casa.
Me levantei, com a sua ajuda, e fui até o consultório do DR.Ashlar, onde a minha mãe estava.
–- Sente-se, querida.
Enquanto esperávamos a minha vez, mamãe e papai conversavam. Consegui captar alguns momentos.
–- Finalmente, estou cuidando dela. Amo a minha menininha.
–- Lawrence está crescida, Carter. Acho que estamos a aprisionando. Ela tem 19 anos e está sempre aqui.
Meus pais foram embora e eu fui atendida.
Estava esperando em uma maca. Minha calça jeans estava desbotoada, porque a Doutora Hanna -- em vez do a DR.Ashlar -- me atendeu.
–- Bem, moça, você só está grávida.
–- Não estou, estou de TPM, inclusive.
–- Tem certeza?
Pensei um pouco e vi que estava errada. Minha menstruação devia ter sido duas semanas atrás.
–- Viu? Você está. . .
–- Não pronuncie.
–- Você está grávida de três meses. . .
Soltei algumas lágrimas. Tinha me tornado tão emotiva.
Comecei a juntar os fatos.
Louis. Sexo com Louis. Selecionadas. Três meses atrás.
–- Sei que a partir de três meses posso ver o sexo do bebê. Qual é?
Ela me mostrou o papel da ultrassom.
–- Gêmeos. Um casal.
Chorei e sorri, querendo que Louis estivesse ali.
–- Hanna, não fala pra ninguém, por favor. Diz que foi apenas um surto.
Ela assentiu. Abotoei minha calça e andei pelos corredores. Selecionadas, espalhadas em filhas no Grande Salão, me olharam estranho. Tinha me atrasado para a aula que iria dar a elas.
–- Me desculpem, senhoritas, mas não vou poder dar a aula. Sophie -- apontei para a filha de Silvia, que não argumentou. -- vai dar por mim.
Corri até o quarto de Louis. Ele estava sozinho.
Joguei a ultrassom na sua cama.
–- O quê é isso?
–- Acho que devia ter mais respeito com nossos filhos.
Ele não entenderá de inicial, mas depois de cinco minutos, explodirá de gargalhadas.
–- Há, há, há! Um casal, Lawrence?
–- Não estou mentindo, Louis.
Me mantive séria.
Depois de entender, ele me disse:
–- Temos que fazer algo.
–- Eu sei.
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