Give Me Love
6 Capítulo 6 – Preparar! Apontar! Fogo!
Notas iniciais
Já passava do meio-dia e ninguém havia almoçado. Mary Margaret obrigou que todos comessem alguma coisa antes de sair na caçada por Cruella. Regina mal havia tocado no seu prato, quando saiu para fora de casa, sendo seguida por Emma.
Regina andava de um lado para o outro no quintal da casa dos Charmings, frustrada por não poder fazer nada.
“Hey” a loira chamou, saindo pela porta. “Henry está protegido, o autor está protegido... Nós vamos acha-la, vai dar tudo certo” Regina manteve-se calada. “Você está preocupada com Maleficent, não é?” e quando a morena lhe fitou, ela não precisava de palavras para entender. “Ela sabe se virar” afirmou.
“Cruella pode ser imprevisível. E se ela resolver vir atrás do Henry mais uma vez?”
“Eu vou colocar um feitiço de proteção na casa quando a gente sair” garantiu. “Eu estou preocupada com você” disse séria.
“Você? Preocupada comigo?” Regina riu irônica.
“Sua magia está fraca, pode ser perigoso. Eu não quero nem pensar o que...” desviou o olhar, sem completar a frase. Era como se, caso falasse em voz alta, podia dar azar e Regina realmente acabar se machucando, ou pior. “Olha, caso a gente acabe se perdendo durante a busca, eu quero que você leve isso” tirou a arma do coldre na sua cintura e entregou para a morena.
“Emma, não...” observou o objeto nas suas mãos. “Eu odeio armas. E eu nem sei como usar uma” estendeu a arma de volta para Emma.
“Temos que estar preparadas pra tudo.”
“Não quero fazer nenhuma bobagem” fitou os próprios pés, envergonhada.
Emma riu e recebeu um olhar confuso em troca. “Desculpe por isso” apontou para si mesma enquanto controlava a risada. “Não precisa ficar com vergonha por não saber usar uma arma, Regina.”
“Não estou envergonhada” afirmou, mas seu rosto havia ficado mais vermelho ainda.
“Seu rosto diz outra coisa” soltou mais uma risada. “Tenho que admitir que você fica fofa assim.”
Regina levantou as sobrancelhas, tal declaração a pegando de surpresa. E dessa vez era o rosto de Emma que enrubescia, assim que se deu conta do que havia falado. Um silêncio desconfortável se instalou entre as duas e nenhuma delas sabia o que dizer.
“E-eu, eu vou te ensinar como disparar uma arma” Emma falou rapidamente, querendo quebrar aquele clima estranho.
“Nós não temos tempo pra isso” retorquiu. “Temos que achar Cruella antes que mais algum desastre aconteça.”
“Nós nem sabemos por onde começar a procurar. Ela com certeza não ficou onde estava com Henry, horas atrás. Maleficent está cuidando da linha da cidade, Cruella não vai à lugar nenhum. Ela também tem uma arma Regina, você precisa saber atirar caso queira enfrenta-la” sua voz era firme. “Confia em mim.”
Regina assentiu em silêncio e observou Emma correr para dentro do apartamento de Mary Margaret.
Estendendo as mãos, fechou os olhos e concentrou-se. Uma pequena chama se formou na palma de sua mão e logo desapareceu. Regina suspirou, a sensação de fracasso e impotência dominando seu corpo. Emma tinha razão, sua magia ainda estava fraca.
Alguns minutos depois, a Salvadora voltava para o quintal, segurando algumas latas de comida.
“O que é isso?” Regina observou enquanto a loira as colocava em fileira em cima da cerca.
“Nossos alvos” sorriu, arrumando a última latinha.
“Você só está esquecendo de um pequeno detalhe” comentou e Emma focou sua atenção na prefeita. “Se eu errar o alvo, a bala vai direto pra rua e sabe Deus quem ela pode acertar.”
“Ah, eu não esqueci disso” sorriu dando as costas pra Regina. Em seguida, estendeu as mãos e uma espécie de parede se formou logo atrás da cerca onde as latinhas estavam posicionadas. “Pronto, isso vai amortecer os tiros” virou-se para Regina novamente.
“Pronta para a primeira lição?”
“E eu tenho outra escolha?”
Emma apenas negou com a cabeça e a morena revirou os olhos.
“Okay, segure a arma” Emma alcançou o objeto para Regina que o segurou um pouco insegura. “Primeiro, sinta o peso dela” a loira aproximou-se e segurou as mãos trêmulas de Regina nas suas, seus olhares se encontraram por um breve momento. Emma segurou uma de suas mãos e passou sobre a arma. “Sinta a textura, o material, cada relevo e curva” sua voz saia suave e um pouco rouca. “A forma como ela se molda perfeitamente na sua mão.”
Regina arqueou uma sobrancelha, encarando a loira. “Isso é uma lição de como disparar uma arma, ou algum tipo de pornô barato?”
Como se Emma saísse de um transe, ergueu o rosto para fitar Regina e lhe lançou um sorriso de desculpas. “Hmm, bem... Você precisa conhecer a arma que vai disparar e-”
“Apenas me ensine à atirar, Miss Swan” a interrompeu, já perdendo a paciência.
“Certo” fez um afirmativo com a cabeça e se afastou um pouco da morena. “Segure a arma dessa forma” segurou os dois braços na frente do seu corpo, segurando uma arma invisível entre as mãos.
“Assim?” Regina perguntou, já sentindo o peso da arma deixar seus braços dormentes.
Emma tornou-se a aproximar da morena, e segurou seu braço. “Você precisa dobrar o cotovelo um pouco, assim” ajeitou os dois braços na posição correta. “Mantenha o aperto ao redor da arma firme” completou ao notar que a prefeita tremia um pouco. “A mão esquerda você vai manter como apoio. Isso. Agora afaste um pouco as pernas e dobre levemente os joelhos. Você precisa ficar confortável e firme ao mesmo tempo.”
“Okay. Posso atirar agora?” Regina estava ansiosa e sua voz denunciava isso.
“Calma, você tá indo bem” Emma observou a posição da outra, e estava perfeita para alguém que segurava uma arma pela primeira vez. “Quando disparar, você precisa estar preparada para o impacto, porque assim que-”
Um estrondo interrompeu a fala da loira e no momento seguinte, Regina perdia o equilíbrio, cambaleando pra trás. Emma não teve tempo de reagir, apenas observar a prefeita cair sentada contra o gramado.
Regina fuzilou Emma com o olhar quando a loira explodiu em risadas. Se apoiando com uma mão no chão, levantou-se e tentou limpar a sujeira da roupa enquanto Emma tentava controlar as gargalhadas.
“Eu desisto” entregou a arma para Emma e se virou para a saída do quintal.
“Regina, espera” segurou seu braço a puxando de volta. “Desculpa, eu não vou mais rir, prometo” teve que apertar os lábios para não deixar outra risada escapar. “É sério, eu juro” ergueu uma mão em sinal de juramento.
“Você ainda está rindo, Emma.”
“Qual é, Regina. Você estava indo bem e do nada você apertou o gatilho. O que deu em você?” sorriu, lembrando na cena da prefeita caindo sentada no chão.
“Eu fiquei nervosa, sei lá” jogou os braços no ar. “Eu não sirvo pra isso.”
“Vamos tentar de novo, okay?” Emma estendeu a arma para ela mais uma vez, que hesitou antes de pega-la em suas mãos. A loira observou enquanto Regina se ajeitava na posição que havia lhe ensinado. “Perfeito. Agora, o que eu estava tentando dizer antes, é que o impacto é forte e você precisa estar concentrada e com os pés firmes no chão.”
“É, eu percebi” revirou os olhos, deixando os braços soltos novamente e a arma apontada para baixo.
“Mantenha a posição, Regina” Emma contornou a prefeita e posicionou-se nas suas costas. “Dessa vez vou garantir que você não vai cair.”
Apesar de não vê-la, Regina podia sentir sua presença logo atrás de si. Foi uma surpresa para ela quando sentiu as mãos de Emma tocarem gentilmente seus ombros. Um passo à frente e o corpo da loira estava pressionado contra o dela. Regina segurou a respiração e sentiu seu corpo tremer com o contato. As mãos da loira desceram por seus braços, segurando-os na posição correta.
“Perfeito” ela sussurrou contra sua orelha e Regina sentiu os pelos da nuca arrepiarem.
Droga, porque meu corpo tá respondendo dessa forma? É apenas a Emma.
Regina sentiu falta do calor do corpo de Emma quando ela se afastou um pouco e olhou pra trás para ver se a loira ainda estava ali. Sem se dar conta ela observava Emma, cada detalhe e traço do seu rosto, até que fitou seus lábios. “Olhos no alvo, Regina.”
A prefeita sentiu-se corar e virou o rosto, rapidamente, para frente. Foco, Regina. Foco. Mas as tentativas de se concentrar se tornaram ainda mais difíceis quando sentiu as mãos de Emma segurarem sua cintura firmemente, lhe dando apoio.
“Quando você estiver pronta, vossa majestade” sussurrou, a respiração suave contra sua pele quente. Regina fechou os olhos, respirando fundo antes de abri-los novamente e mirar o alvo. “Puxe o gatilho, de forma precisa e constante.”
Emma sentiu o corpo de Regina fazer um pouco de peso contra o seu e apertou sua cintura de leve, para que se mantivesse firme no chão. Primeiro ela ouviu o som do disparo e em seguida o som da bala contra o metal de uma das latas.
Regina soltou um gritinho de felicidade quando viu que acertou o alvo. Bem, quase. O tiro havia sido de raspão e não chegou a perfurar a lata ou fazê-la cair, mas Regina estava contente. Emma sorriu ao ver a reação da outra.
“Eu consegui” anunciou contente.
“Sim, você conseguiu” Emma observava Regina deleitar-se com o feito e não foi capaz tirar o sorriso do rosto com a cena à sua frente. “Vamos treinar mais algumas vezes e você estará pronta.”
“Eu sou uma ótima aluna, não sou?” sorriu para loira.
“Só porque tem uma excelente professora” retrucou brincalhona.
~*~*~
Contra sua vontade, Henry ficara em casa com os avós. Ele queria ajudar afinal, mas ninguém em sã consciência colocaria o garoto em risco mais uma vez. Emma decidira por ir com Regina até onde Maleficent estaria, ela não achava seguro deixar a morena sozinha caso cruzasse com Cruella.
“Você está agindo como uma criança petulante” Regina falou enquanto Emma dirigia pela estrada, lembrando-se da forma como a loira tratou os pais enquanto decidiam como iriam lidar com Cruella. “Seus pais fizeram merda. Eles se desculparam. Agora siga em frente.”
“Oh, me desculpe se eu não aceito conselhos de uma mulher que guardou rancor metade da vida dela porque uma criança de 10 anos não conseguiu guardar um segredo” respondeu sarcástica, olhando pra frente.
Regina abriu a boca em espanto, observando Emma.
“Desculpe” Emma pediu assim que notou a expressão no rosto da morena.
“Sabe, não muito tempo atrás, sua mãe me deu um conselho” falou, sua voz suave. “Ela disse que eu precisava acreditar que eu ainda merecia perdão,” sorriu carinhosa, lembrando as palavras de Snow. “Que eu tinha uma chance de fazer o que era certo. Eu não percebi isso na época, mas... Ela estava falando sobre ela mesma. Emma, ela vem tentando compensar você, pelo o que ela fez, há muito tempo.”
“Eu já disse que eu não posso lidar com isso no momento.”
“Okay, eu não vou tocar mais no assunto” disse erguendo as mãos em defesa. “Por enquanto” arqueou as sobrancelhas, em um tom brincalhão, mas ela estava falando sério e Emma sabia disso.
A loira não pôde deixar de sorrir, era bom saber que Regina se preocupava com ela e sua relação com os pais. “Você trouxe sua arma?” perguntou, mudando de assunto.
“Sim” disse retirando da sua bolsa. “Mas eu ainda não gosto nada disso” balançou o objeto no ar.
“Okay, okay” Emma disse apressada colocando uma de suas mãos sobre a de Regina, fazendo-a parar imediatamente com o movimento. “Eu não falei isso antes, mas... Regra número um: nunca balance uma arma, certo? Não quero você atirando no seu pé ou pior, atirando em mim” sorriu de canto.
“Eu já aprendi a atirar, okay?” falou emburrada, guardando a arma na bolsa mais uma vez.
“Regina, uma hora de treino não te faz uma atiradora profissional. Aquilo serviu só pra você não ir à luta despreparada.”
“Eu espero não precisar isso” declarou.
“Nem eu.”
Logo após uma curva as duas notaram, ao longe o que parecia ser Mal na sua forma de dragão aninhada no meio da estrada.
“Mas o que-”
“Para o carro” Regina ordenou. “Agora.”
Emma freou o carro abruptamente e não teve tempo de falar nada, Regina já saía do fusca e corria até o dragão.
“Isso é hora de tirar uma soneca?” suspirou enquanto fechava a porta do carro atrás de si e caminhava até Regina.
“Mal” sussurrou e passou a mão na cabeça do dragão, que se remexeu no sono, aproveitando o carinho. “Mal, acorda” sua voz ainda era suave, só que dessa vez um pouco mais alta. Soltando um grunhido, o animal abriu os olhos. “Whow” Regina deu um passo pra trás, quando o dragão levantou a cabeça e a fitou perigosamente. “Calma, Mal. Sou eu” ergueu as mãos em defesa.
Emma estava com a mão sobre sua arma, presa na cintura, pronta para agir caso fosse necessário.
Uma fumaça preta envolveu o dragão e logo tomou a forma de Maleficent mais uma vez.
“Dormindo no ponto, Maleficent?” Emma arqueou uma sobrancelha, nada contente com a cena anterior.
“Sshhh, Swan. Eu devia ter imaginado que se me transformasse em dragão a Cruella ia usar aquele bafo dela pra me manipular” bufou, apoiando as mãos na cintura e balançando a cabeça. “Agora aquela filha da mãe conseguiu fugir e foi atrás do autor por conta própria.”
“Quanto tempo faz isso?”
“Como eu vou saber? Ela usou o poder estúpido de persuasão ou sei-lá-o-que pra me fazer dormir, não tenho noção de quanto tempo foi isso.”
“Okay, então se transforme em um dragão e vamos procurar ela” Emma disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. “Se voarmos vai ser muito mais fácil encontrá-la.”
“Nem pensar que vou dar carona pra você nas minhas costas” a mulher mais velha apontou para a outra.
“Você acha que ela pode estar indo pra casa dos meus pais?” Emma ignorou a loira e voltou-se para Regina.
“Não” foi Maleficent quem respondeu. “Ela comentou algo sobre uma mansão...”
“A mansão do Feiticeiro” as duas falaram em uníssono.
“Isso. Acho que foi pra lá que ela foi.”
“Mal, seria muito mais rápido e prático se você nos desse uma carona” Regina lhe ofereceu um sorriso singelo.
A loira franziu o cenho, mas o sorriso no rosto da prefeita se manteve. Até que, vencida, Mal soltou um suspiro e revirou os olhos. “Okay, subam à bordo” antes que se transformasse, ergueu a mão em aviso. “Se comportem nas minhas costas.”
Emma e Regina trocaram um olhar, sem entender exatamente o que ela quis dizer com aquilo. A loira olhou espantada enquanto o dragão surgia na sua frente. Regina foi a primeira a se aproximar, subindo com elegância e facilidade nas costas de Maleficent.
“Vem” ela estendeu a mão para Emma, que permanecia no mesmo lugar.
Ela se aproximou receosa e segurou a mão de Regina, usando-a como apoio para subir nas costas do dragão, sentando-se atrás da morena.
“É como andar a cavalo” Regina explicou e o dragão soltou um grunhido em protesto, nada contente por se comparada com tal animal. “Desculpa, Mal” encolheu os ombros. “Segure-se firme em mim e não terá perigo de cair” informou, virando-se para Emma que assentiu em silêncio.
A loira segurou na blusa de Regina, insegura. De repente, sentiu uma pressão diferente no ar. Emma levou um susto ao ver as asas do dragão se abrirem e balançarem, levantando-as do chão, e agarrou-se com força na cintura de Regina, pressionando seu corpo contra o dela e apoiando seu rosto nas suas costas. Em contrapartida, a morena soltou um gemido de surpresa com o contato repentino e segurou o dragão com mais força.
Assim que o voo se estabilizou, Emma conseguiu se afastar um pouco do corpo de Regina, e ainda segurando sua cintura quando jogou a cabeça pra trás, sentindo o vento frio contra seu rosto. A morena virou um pouco o rosto para ver a Salvadora de olhos fechados e os cabelos balançando enquanto um sorriso de satisfação desenhava-se em seus lábios. Ela tinha que admitir que Emma era linda, e ficava ainda mais linda daquele jeito.
De repente, Emma abriu os olhos e sorriu como uma criança prestes a aprontar algo. Regina arregalou os olhos quando sentiu a loira soltar sua cintura e erguer as mãos acima da cabeça.
“Olha! Sem as mãos, Gina!” gritou empolgada. A adrenalina fazendo seu trabalho no organismo delas, que nenhuma se deu conta do apelido pronunciado pela loira, muito menos o quão natural aquilo soou ao sair dos seus lábios.
Mais uma batida forte das asas do dragão e Emma perdia o equilíbrio, que antes era mantido por Regina. Sem tempo de se segurar na morena de novo, começou a deslizar para fora do dragão, para o desespero da outra. A prefeita se jogou nas costas do dragão e agarrou a mão de Emma com força, que conseguiu firmar seus pés e ajudou na tarefa de Regina de puxá-la de volta.
“Sua idiota” murmurou quando as duas já estavam sentadas e seguras novamente. Emma encolheu os ombros mas sorriu divertida. “Mal” cutucou o dragão, que virou a cabeça fitando-a. “Ali está a mansão do Feiticeiro” apontou.
O dragão avistou a casa e baixou, um pouco, a altitude do voo. Sobrevoando o local, as três olharam com atenção, tentando procurar o carro de Cruella, mas nenhum sinal do automóvel extravagante.
“Já se passou bastante tempo” Emma falava alto, o bater de asas do dragão fazendo muito barulho. “Ela não deve ter achado a página com o autor e saiu.”
“Isso significa que ela foi atrás de Henry de novo” Regina deduziu. “Vamos voltar pra cidade, Mal. Pra casa dos Charmings” avisou. Maleficent balançou a cabeça em afirmativo e deu meia volta.
Mais alguns minutos de voo e elas já estavam se aproximando da casa de Mary Margaret. Na mesma direção que voavam, avistaram o carro de Cruella se movimentar rapidamente, da forma descuidada como a mulher sempre dirigia.
Na rua, Cruella sentiu uma sombra sobre si e colocando a cabeça para fora da janela, olhou pra cima e viu o dragão sobrevoando sua cabeça. Rapidamente, se recolheu dentro do carro e pisou mais no acelerador.
Mal aumentou a velocidade do voo, ultrapassando o automóvel. Quando alcançou uma boa distância à sua frente o dragão inclinou-se, na direção do carro, fazendo Cruella arregalar o olhos em desespero. O impacto repentino faz com que o corpo de Emma pressionasse mais contra Regina. A descida foi rápida e repentina, obrigando a loira a segurar mais firme na mulher a sua frente, caso não quisesse cair de novo.
Mal pousou com toda força no chão, causando um leve terremoto e apoiou a pata sobre o capô do carro de Cruella. A mulher não teve tempo de frear e a lataria amassou com o peso do dragão, inclinando o carro para frente. Cruella nem ao menos conseguiu sair do carro. Tudo que ouviu foi barulho de vidro se quebrando e seu corpo sendo envolvido por algo escamoso e sendo puxado com força para fora do carro.
Emma engatinhou pelo pescoço do dragão, alcançando sua cabeça e tendo uma visão melhor de Cruella. Quando a mulher estava prestes a soprar sua magia no dragão mais uma vez, Emma reuniu todas suas forças e fez com que um par de algemas anti-magia aparecesse ao redor de seus pulsos, bloqueando o poder da outra.
“Droga” Cruella esbravejou.
Mal soltou-a e deixou com que a mulher caísse contra o capô carro. O dragão se afastou do carro e firmou as quatro patas no chão, abaixando-se para que as duas mulheres pudessem descer.
Regina sorriu satisfeita e desceu de suas costas, deixando Emma pra trás. Se aproximou da amiga em forma de dragão e passou a mão carinhosamente no seu rosto, logo abaixo dos olhos. Em resposta, Mal ergueu um pouco a cabeça e soltou um suspiro de satisfação, fazendo Regina rir.
Emma, que permanecia no topo da sua cabeça, desiquilibrou-se com a ação, mas conseguiu se segurar a tempo. Ela riu e afagou a cabeça de Mal “Boa garota.”
O dragão ergueu as patas dianteiras, desiquilibrando Emma novamente, dessa vez fazendo-a escorregar pelas suas costas e cauda até cair sentada contra o chão, ao mesmo tempo que uma fumaça negra envolvia o seu corpo, e Mal surgia no seu lugar mais uma vez.
“Eu não sou seu estúpido animal de estimação, Swan. Então pare de me tratar como tal.”
Emma levantou-se do chão, limpando a sujeira da roupa. “Você deixou a Regina fazer carinho em você” semicerrou os olhos e em seguida soltou um suspiro de irritação. “Eu prefiro você como dragão, sabia?” fez um biquinho e Regina riu, observando a cena de longe. “Pelo menos não reclama.”
“Quero ver se você vai gostar quando eu me transformar de novo e te engolir, sem nem precisar mastigar.”
“Hey” Regina chamou mas nenhuma das duas escutou.
“Eu acabei com você uma vez, posso muito bem fazer de novo.”
“Hey” tentou mais uma vez, sem resposta.
“Aquilo foi sorte de principiante.”
“HEY!” o grito fez com que as duas parassem a discussão e a fitassem assustadas. “Vocês duas, crianças, poderiam parar de discutir por um minuto e se concentrar na nossa prisioneira que tá tentando fugir de novo?” apontou para Cruella que tentava correr para longe, mas era atrasada por uma perna machucada e mancava.
“Nós não terminamos isso, Swan” Mal ameaçou baixinho, enquanto corria atrás de Regina.
“Oh, eu realmente espero que não” respondeu no mesmo tom.
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