Give Me Love

7 Capítulo 7 – Eu vejo fogo


Notas iniciais
Emma com ciúmes, Swan-Mills Family, road trip e hot DQ flashback (dedicado à haimPUTA que pediu, tá aí amr). Have fun! P.S.: Escrevi esse capítulo, e principalmente o hot, escutando “I see fire – Ed Sheeran”. Acho que a música tem tudo a ver, quem quiser escutar enquanto lê, fiquem à vontade. (link: https://www.youtube.com/watch?v=5TgiH5Rr3M0) Leiam as notas finais, pfvr.

Emma estava sentada em uma das mesas da Granny’s com uma xícara de chocolate quente e canela na sua frente. Ao longe, ela observava enquanto Regina e Mal conversavam naturalmente, sentadas de frente para o balcão.

A confusão com Cruella finalmente havia acabado e a mulher havia ido para prisão, junto com Gold. Claro que em celas separadas e com segurança 24 horas para que não planejassem nada. Quanto ao ator, eles decidiram libertá-lo de uma vez por todas e ele se mostrou bastante receptivo em ajudar os heróis. Todavia, se recusara a escrever um final feliz para Maleficent, o que deixou a loira possessa, mas Regina foi capaz de acalmá-la e prometeu que a viagem ainda estava de pé, e que ela e Emma buscariam Lily.

As duas se permitiram ir pra casa e descansar antes de embarcar na viagem para New York novamente e combinaram de se encontrar na lanchonete pela manhã. Era sábado e Henry não tinha aula, assim o garoto concordou em encontra-las lá antes de partirem, mas pelo jeito ele havia dormido demais e se atrasara.

“Seu chocolate vai esfriar, Emma” Ruby disse de pé ao seu lado, observando que a loira nem havia tocado na xícara. Emma manteve-se calada, com o olhar perdido em um lugar além da jovem garçonete. Ruby se virou para descobrir o foco de atenção da amiga. “Oh” soltou quando viu Mal – com um sorriso malicioso nos lábios – passar a mão sobre a coxa de Regina enquanto conversavam.

Emma finalmente notou a outra parada ao seu lado e desviou a atenção de Regina. “Ah, oi Ruby.”

“O que foi isso?” perguntou sentando-se na frente de Emma na mesa e direcionando a cabeça para as duas mulheres.

“Eu acho que elas estão juntas” respondeu fitando a xícara intocada.

“Regina Mills em um love affair com o dragão?” Ruby riu. “Quem diria, isso não é uma coisa que se vê todos os dias.”

“Pois é...” ofereceu um sorriso rápido para a amiga e tomou um pequeno gole do chocolate quente.

E só então, ela notou o leve tom de tristeza na voz de Emma. “O que houve, Emma?” a morena segurou sua mão, a fazendo encontrar seus olhos pela primeira vez e o que viu ali foi cansaço, dor e até mesmo agonia. “Emma...”

“Meu mundo está virando de cabeça pra baixo, Ruby” falou, enfim. “Aconteceu tanta coisa nas últimas 48 horas...”

“Será que dirigir até New York é o melhor a se fazer?”

“Meus pais cometeram um erro terrível anos atrás, e eu me sinto responsável por isso. Eu quero consertar esse erro. Apesar de tudo, Maleficent sofreu muito e ela merece ao menos conhecer a filha.”

“Emma, nada disso foi sua culpa. Você não é responsável por nada disso. Muita coisa aconteceu ultimamente e você sabe que Regina pode se virar sozinha-”

“Não” Emma a cortou, o tom um pouco desesperado. “Não vou deixar a Regina ir sozinha, pode ser perigoso. Vai saber o que ela pode encontrar lá. Não,” balançou a cabeça “eu vou junto.”

Ruby a sondou em silêncio por alguns instantes e Emma se remexeu no banco de couro, sentindo-se desconfortável com a forma que a amiga parecia ver através dela, e tudo o que estava sentindo, até mesmo aquilo que ela não entendia.

“Você gosta dela?” perguntou de repente. “Você gosta da Regina?”

“O que?” a loira engasgou-se com a bebida, que havia levado à boca mais uma vez. Tentou fingir que não havia entendido a pergunta, mantendo-se calada, mas Ruby fez o mesmo e lhe devolveu um olhar como se dissesse ‘você entendeu bem o que eu disse e não saio daqui até ter uma resposta.’

“Bem” começou, limpando a garganta. “Claro que eu gosto da Regina. Ela é minha amiga. Ao menos eu acho que posso chama-la assim, depois de tudo que nós passamos.”

“Certo” sorriu e ergueu as sobrancelhas.

“O que isso quer dizer?” Emma estreitou os olhos e franziu o cenho.

A morena apenas deu de ombros. “Nada.”

“Ruby.”

“Olha Emma, eu não vou me interferir nos seus sentimentos, okay? Você não quer conversar, eu estou bem com isso. É seu direito.”

“Obrig-” a olhou em choque após se dar conta do que a amiga havia dito. “O que?” sua voz saiu alta e Emma olhou ao redor verificando que ninguém prestava atenção na conversa das duas, abaixando o tom da voz mais uma vez, dobrou-se sobre a mesa na direção da outra. “Ruby, que sentimentos? Você não acha que-. Ai meu Deus, eu não acredito-” levou as mãos à boca quando a amiga permaneceu em silêncio, com uma expressão nada inocente no rosto.

Emma escutou o som da porta da lanchonete se abrindo e virou-se a tempo de ver Henry acenar na sua direção, sorridente, e em seguida ir até onde Regina e Mal conversavam. “Mamãe” ele deu um beijo carinhoso na morena. “Desculpa o atraso, eu dormi demais” um sorriso culpado se desenhou em seu rosto enquanto passava a mão na nuca.

Regina riu. “Tudo bem, filho. Você merecia todo descanso do mundo depois do que tem acontecido ultimamente” passou a mão no rosto do filho carinhosamente.

“Eu fiquei sabendo que você ajudou bastante” o garoto se virou para Mal. “Obrigado” sorriu genuinamente, deixando a mulher sem ação.

“Okay” respondeu com um sorriso inseguro. “Bem, acho melhor eu ir agora. Não quero atrasar a viagem de vocês” levantou e se despediu de Regina e de Henry – um tanto quando desajeitada, Mal não estava acostumada com crianças –, antes de deixar a Granny’s Dinner.

“Ela parece legal” Henry afirmou, sorrindo.

“Oi!?” Regina, que estava com a cabeça em outro lugar, não escutara o que o filho falou.

“A tia Mal, ela parece ser uma pessoa legal” repetiu.

“Tia Mal?” Regina não pode segurar a risada e imaginou a cara que Maleficent faria se ouvisse ele a chamando assim. “Fale isso perto dela e você vira churrasquinho, Henry.”

“Vou lembrar disso” comentou, rindo com a mãe.

Regina sentiu-se observada e virou-se, encontrando com os olhos verdes de Emma, que observava toda a cena de longe, com um sorriso singelo no rosto. A morena ergueu a mão, a cumprimentando e Emma repetiu o gesto, desviando o olhar rapidamente.

Ruby acompanhou a cena em silêncio. “Eu vou deixar vocês sozinhos” disse levantando-se quando viu Regina sendo puxada por Henry até a mesa onde estavam sentadas. “Bom dia, Regina.”

“Bom dia, Ruby” a morena lhe sorriu e logo voltou o foco da sua atenção para Henry, que lhe dava um leve empurrão, fazendo-a sentar-se no banco de frente para Emma. O garoto sentando-se logo ao seu lado.

“Já tomou café-da-manhã, mãe?” perguntou enquanto olhava o menu.

“Não, eu estava esperando você” sorriu. “Dormiu bem?”

“Aham” acenou com a cabeça. “Mãe, o que você vai comer?” virou-se para Regina.

“Panquecas com frutas seria ótimo.”

“Eu vou querer as minhas com calda de chocolate” Emma disse, alegre como uma criança.

“Chocolate logo de manhã cedo, Emma?” a prefeita arqueou uma sobrancelha.

“Chocolate dá energia. E eu preciso de energia” disse com toda a lógica que poderia encontrar. “Será uma viagem longa até New York e eu preciso estar forte, certo garoto?”

Henry acenou positivamente com a cabeça e trocou um high-five com a mãe, por cima da mesa.

“Eu vou querer panquecas com calda de chocolate também” afirmou levantando a mão.

Regina sorriu revirando os olhos. “Crianças...”

“Hey” mãe e filho protestaram juntos. Regina apenas ignorou e, com um sorriso nos lábios, chamou Ruby para que os pedidos fossem anotados.

Logo, os pratos estavam na mesa e os três comiam o desjejum enquanto conversavam sobre futilidades. O sorriso nos lábios de Emma não se desfez por nenhum instante enquanto os três estavam compartilhando aquele momento. E ela se sentiu leve e feliz de uma maneira tão singular, que ela não se lembrava de ter, alguma vez, se sentido assim. Era como se ela não precisasse de mais nada, seu coração estava preenchido. Ela se sentia em casa. E uma palavra em particular veio à sua cabeça naquele momento: Família.

Após terem tomado um tranquilo café-da-manhã, as duas decidiram que era hora de partir. Despediram-se de Henry, com abraços e beijos, deixando o garoto um pouco constrangido, mas feliz pelo carinho das mães. E, mesmo estando chateada com os pais, Emma de um abraço rápido de despedida em Snow e Charmig.

Após despedirem-se de todos, as duas deixaram a lanchonete para, finalmente, embarcar na viagem à NY.

Ruby aproximou-se de Henry que sorria enquanto observava as duas mães afastarem-se no fusca amarelo. “Vocês formam uma família muito bonita.”

“Realmente” abriu ainda mais o sorriso, sem desviar a atenção da rua, onde o carro desaparecia. “Minha família.”

~*~*~

“Okay, isso é estranho” Emma comentou pensativa, quebrando o silêncio tranquilo dentro do carro.

As duas já haviam saído de StoryBrooke e agora estavam na estrada direto para NY. Mais uma ou duas horas de viagem e estariam na grande cidade.

“O que é estranho?”

“Se você e Mal tiveram um caso, quer dizer que a Lily pode ser sua filha?” contorceu o rosto em uma careta. “Tipo um bebê mágico, ou algo assim?”

Regina engasgou-se ao ouvir aquilo. “Da onde você tirou essa ideia ridícula?”

“Já reparou como vocês são parecidas? Sério, muito parecidas.”

“Emma,” suspirou cansada “não interessa o quão poderosa a magia seja, pra gerar outro ser humano você ainda precisa de um óvulo e um espermatozoide. E até onde eu sei, eu não tenho espermatozoides e nem pretendo ter” afirmou. “Agora para com essa loucura e presta atenção na estrada.”

O silêncio instalou-se novamente.

“E os anões?” perguntou de repente, após pensar um pouco.

“O que tem os anões?” suspirou, perdendo a paciência.

“Eles nasceram de ovos, assim como a Lily-” Emma parou de falar repentinamente, o cenho franzido.

Regina a fitou preocupada. “O que foi, Emma? Tá tudo bem?”

“Não é nada,” chacoalhou a cabeça e soltou uma risada leve. “É só que, quando você para pra pensar, isso é loucura entende? Eu conheci a Lily na adolescência e agora descubro que ela nasceu de um ovo, e que é filha da Maleficent e talvez sua...”

“Lily não é minha filha, nem porra nenhuma” respondeu irritada. “Quer parar com isso?”

“Okay, desculpa” ergueu as mãos em redenção por um breve instante antes do voltar a apoiá-las no volante. “Mas você tem que admitir que, aparentemente, tudo é possível nessa loucura de contos de fadas.”

“Tá bom, Emma. Você venceu, satisfeita?” revirou os olhos.

“Uhum” sorriu balançando a cabeça afirmativamente.

Talvez realmente fosse loucura o que Emma pensou. Bebês mágicos. Da onde tinha tirado aquela ideia, afinal? A loira riu sozinha com o pensamento. Mas, tão rápido quanto surgiu, o sorriso desapareceu do seus lábios. Simplesmente pelo fato de pensar em Regina e Mal juntas. Sentiu uma sensação estranha percorrer seu corpo, como uma leve dor de barriga, e se sentiu desconfortável. Uma pergunta veio rapidamente na sua cabeça: Será que Mal era o final feliz de Regina?

Todo esse tempo ela pensando que seria Robin Hood, e agora descobriu que talvez sua felicidade estaria com uma mulher. Aquela sensação estranha havia voltado a dominar seu corpo, e dessa vez atingia seu peito também.

Emma mordeu o lábio, reprovando aqueles sentimentos dos quais não tinha controle. E sem que percebesse sua boca abria-se para quebrar o silêncio mais uma vez, formulando uma nova pergunta em voz alta.

“Você a ama?” sua entonação era séria, e um pouco fria, talvez.

“O que?” Regina a fitou com as sobrancelhas arqueadas, a pergunta lhe pegando desprevenida.

“Você entendeu o que eu perguntei” respondeu, mantendo os olhos fixos na estrada.

“Eu-” hesitou e Emma se arrependeu de ter feito a pergunta.

“Esquece” a cortou. “Eu não quero saber.”

Regina a fitou em silêncio por alguns instantes, tentando ler seu rosto. A análise não lhe levou a lugar nenhum.

“Emma?” chamou, cautelosa.

“O que foi?”

“O que tá acontecendo?”

“Nada.”

E o silêncio caiu sobre elas, mais uma vez.

A Rainha caminhava de um lado para o outro em uma das enormes salas do castelo, a mão apoiada na cintura – que era marcada pelo vestido roxo colado ao corpo. Snow White havia fugido mais uma vez e ela estava ficando sem opções para colocar sua vingança em prática.

Um forte estrondo do lado de fora do castelo, seguido por gritos e um urro animalesco, a tirou de seus pensamentos. Antes de tomar qualquer atitude, um guarda entrou ofegante na sala, o rosto em puro horror.

“Vossa majestade, um dragão está atacando o castelo” falou rapidamente. “Os guardas não estão conseguindo detê-lo.”

Regina sorriu maliciosa antes de desaparecer em uma fumaça roxa e reaparecer novamente na entrada do castelo, onde o dragão terminava de chamuscar mais um grupo dos seus guardas.

“Você terá que pagar por novos guardas depois disso” falou alto suficiente para atrair a atenção do animal para ela.

O dragão soltou um grunhido de satisfação e, por entre uma grande fumaça preta, Maleficent surgia no seu lugar.

“Por que todo o showzinho, minha querida?”

A loira se aproximou a passos lentos da velha amiga. “Oh, eu senti falta da diversão” deu de ombros.

“E a que devo a honra da sua visita?” ironizou.

Mais um passo e as duas estavam cara à cara. “Me convide pra entrar, e então podemos conversar.”

Regina manteve-se calada por alguns instantes, hesitante.

“O que houve, minha querida?” Maleficent segurou seu queixo. “Não está com medo da sua velha amiga, está?” sorriu de canto.

“Nunca” retorquiu segurando seu pulso com força e afastando a mão da mulher do seu rosto. “Sinta-se à vontade” disse com desgosto.

“Obrigada, vossa majestade” sorriu irônica, deixando seu corpo roçar, deliberadamente, contra o da Rainha enquanto adentrava o castelo.

Regina guiou a mulher até um cômodo mais reservado, uma espécie de antessala com um local para bebidas, uma lareira, algumas poltronas e uma enorme janela de visão para a floresta.

“Vou supor que você não veio aqui porque estava com saudades” comentou enquanto servia vinho tinto em uma taça dourada. “Ou para se divertir queimando meus guardas.”

“Eu vim pois soube das suas constantes falhas em destruir aquele floco de neve” disse, escorando-se sobre um divã e olhando provocativa para a Rainha.

Regina entregou a taça para a loira e bebeu um gole da sua. “Então veio apenas se regozijar com a minha derrota?”

“Pelo contrário, minha querida” disse tirando um pequeno frasco de vidro do seu decote. “Eu vim lhe ajudar” balançou o objeto contendo um líquido de um vermelho transparente, no ar.

“Isso não é-”

“A poção do sono, sim.”

“Mas você se negou a me dá-la, anos atrás. Por que agora?” olhou desconfiada para a amiga.

“Estou com pena de ver você sendo derrotada pela Snow repetidas vezes” deu de ombros.

“Eu conheço você, Maleficent” deixou a taça de lado e deu um passo à frente, próximo de onde a loira ainda estava escorada. “Por que está me ajudando?”

“Digamos que...” parou de falar, pensando por um momento. “Você tem algo que me interessa” seu olhar percorreu todo o corpo de Regina.

“E o que seria isso?” sorriu de canto, a malicia preenchendo sua voz.

Mal levantou do divã e caminhou até Regina, invadindo seu espaço pessoal. Seu hálito quente contra os lábios vermelhos da Rainha, virou o rosto levemente e aproximou-se do seu ouvido. A morena mordeu o lábio inferior em antecipação, já sentindo seu corpo queimar de desejo.

A voz rouca e suave invadiu seus tímpanos. “A maldição das trevas” sussurrou antes de se afastar e ver a expressão de choque da outra.

“Como você sabe sobre isso? E por que quer ela?”

“Como eu sei ou o que vou fazer com ela não interessa. Você tem algo que eu quero e eu tenho algo que você precisa. É uma troca simples, pra que complicar?”

Regina deu as costas para a loira e parou de frente para a janela, observando a paisagem verde. Maleficent esperou pacientemente enquanto a Rainha ponderava sua oferta, ela não podia ver seu rosto mas sabia que colocava em uma balança os prós e os contras daquela troca.

Finalmente, ela pareceu chegar à uma decisão e virou-se para a amiga. “Você tem um acordo” disse fazendo com que um pequeno pergaminho aparecesse na sua mão. “Parabéns” sorriu irônica estendendo a mão.

Maleficent ergueu o vidro que ainda tinha em mãos e o colocou sobre uma mesinha de madeira, antes de se aproximar à passos lentos e provocativos da Rainha e pegar o objeto da sua mão, fazendo o desaparecer em seguida. “Agora que cada uma tem o que quer” empurrou a morena contra a parede de pedra. “Por que não nos divertimos um pouco?”

Regina já sentia seus lábios famintos lhe devorando em um beijo cheio de luxúria, enquanto as mãos da loira seguravam sua cintura possessivamente. A Rainha a puxava mais perto, passando a mão pelos cabelos dourados de Mal, que caiam em ondas sobre seus ombros.

Mal quebrou o beijo e balançou a mão no ar, fazendo o vestido e joias que Regina usava desaparecerem, deixando a morena completamente nua. Seu penteado alto foi desfeito também, e agora seus cabelos negros estavam soltos, emoldurando seu rosto. Mais um chacoalhar da mão e grande parte das roupas de Mal havia sumido também, a deixando apenas com um espartilho roxo escuro, que contrastava com sua pele alva. Regina perdeu o fôlego com a imagem da mulher a sua frente.

Logo ela foi puxada para mais um beijo enquanto a mão de Mal percorria cada canto possível do seu corpo nu e a empurrava para o centro da sala. Regina sentiu seus calcanhares baterem contra algo e em seguida estava sendo deitada sobre o divã. Maleficent permaneceu de pé e percorreu seus olhos por todo o corpo de Regina, embriagando-se na sua imagem.

A loira colocou-se entre as pernas de Regina, que no mesmo instante enroscou-as ao redor da sua cintura, buscando por mais contato. Passando as mãos sobre as coxas da Rainha, inclinou-se o suficiente para distribuir beijos sobre seu abdômen subindo até seus seios, sugando cada um com vontade. A morena gemeu com a língua de Mal circulando seu mamilo e agarrou seus cabelos, pressionando seus lábios mais contra sua pele quente.

Capturou seus lábios mais uma vez, enquanto os dedos pressionavam sua cintura. Regina queria sentir mais a pele de Mal contra a sua, mas o espartilho estava atrapalhando seu desejo. Antes que pudesse fazê-lo desaparecer com magia, Mal segurou sua mão e a prendeu acima da cabeça, se afastando do beijo. “Nem pense nisso.”

“Esse é meu castelo, Maleficent” disse autoritária. “E eu quero você nua.”

“Se você fizer isso eu paro imediatamente” ameaçou e Regina engoliu em seco. Não querendo perder aquele contato, relaxou sob a mulher mais velha. “Foi o que eu pensei” sorriu vitoriosa e voltou a beijar a mulher, sua língua demandando cada vez mais.

Regina gemeu contra os lábios da loira quando sentiu seus dedos preenche-la sem aviso. Descendo as mãos por suas costas, agarrou o quadril de Mal, que aumentou o ritmo das estocadas. Maleficent começou a beijar e a deixar marcas pelo pescoço de Regina, enquanto continuava com os movimentos e escutava os gemidos deliciosos da outra no seu ouvido.

Mais algumas estocadas e a loira sentiu o corpo de Regina tremer em um orgasmo sob o seu. Tirou os dedos lentamente e passou a mão sobre seu abdômen e seios até puxar a morena pela nuca para mais um beijo.

Mal sentou-se sobre os calcanhares e observou enquanto a Rainha recuperava a respiração, seu peito subindo e descendo em um ritmo acelerado. Ficou calada enquanto traçava linhas abstratas sob a pele macia de Regina. “Parece que lhe tirei o fôlego mais uma vez, querida” falou por fim.

Regina mordeu o lábio inferior e absorveu a imagem da mulher novamente. O espartilho marcando sua cintura e seus seios. Escorando-se melhor no divã, lhe fitou séria antes de demandar. “Nua. Agora.”

Maleficent sorriu e engatinhou até mais perto da morena, sentando-se sobre ela, uma perna em cada lado do seu corpo. Ela podia facilmente ter usado mágica para tirar o espartilho facilmente, mas optou por provocar a morena. Baixou as finas alças uma de cada vez, e levou as mãos até as costas, começando a desfazer cada uma das cordinhas enquanto rebolava lentamente sobre Regina. Cada corda que era solta, não fazia a mínima diferença para a Rainha, já que o espartilho continuava no mesmo lugar. Sem paciência para esperar as provocações, Regina mexeu a mão e a peça que cobria o corpo de Maleficent havia finalmente sumido. “Bem melhor” sorriu maliciosa.

“Regina” a repreendeu.

“Meu castelo. Minhas regras” disse antes de segurar sua cintura e inverter as posições, ficando por cima de Mal.

Ela sabia muito bem que a amiga não gostava de ficar por baixo e protestaria, soltando um suspiro irritada. Mas assim que Regina começasse a estimulá-la, tudo que faria era gemer seu nome e aceitar a submissão.

“Não”

Emma olhou confusa para a morena. “Não o que?”

“Eu não a amo” falou e a loira desviou o olhar. “Quer dizer, durante anos ela foi minha única amiga e eu me preocupo com ela. Você pode considerar isso uma forma de amor... E nós tivemos um relacionamento...” a morena procurava pelas palavras certas. “Um relacionamento físico. Mas não é como se eu quisesse namorar ela ou qualquer coisa do tipo, entende?”

“Acho que sim” deu de ombros.

Regina a observou por alguns instantes, esperando que falasse mais alguma coisa e quando nada saiu da boca da loira, ela virou o rosto para olhar a paisagem.

Ela não viu, mas um discreto sorriso, quase que imperceptível, se desenhou no canto dos lábios de Emma.

Notas finais
Gostaria da opinião de vocês, estou com um novo projeto de fic mas estou em dúvida sobre o formato dela. Vocês acham ruim de ler uma história com flashbacks narrando alguns acontecimentos importantes até o presente? Tipo, alternar a história com presente e passado. Por favor não me matem, hahahah. A partir de agora é SQ na veia, okay? Amo vocês! Digam que gostaram do capítulo, please *puppy eyes* Nos vemos nos comentários :**