Give Me Love

4 Capítulo 4 – Preparativos


Notas iniciais
Aviso: como vocês devem ter notado eu mudei o nome da fic, basicamente foi porque os planos que eu tinha pra ela mudaram. Eram planos mais adiante, então essa primeira parte continua seguindo esse ritmo. Espero que não cause muito confusão, haha. Obrigada pelos comentários lindos, eles me incentivam muito à continuar escrevendo. E amei as sugestões de vocês, elas vão aparecer em algum momento ;) Boa leitura!

“Você conhece minha filha?” Mal perguntou, as lágrimas preenchendo seus olhos e seu coração se enchendo de esperança.

“Se é quem eu estou pensando, então sim” disse, se recuperando do choque. Regina não sabia porque, mas manteve os braços ao redor da Salvadora, mesmo ela não precisando mais de apoio. “Nós fomos amigas, por um tempo. Ela mentiu pra mim e eu não soube lidar com isso. A gente acabou se afastando.”

“Essa Lily, é a garota que você me falou quando procurávamos pela Snow Queen?” Regina inquiriu, se afastando da loira para poder fita-la melhor.

“Ela mesma” sorriu triste.

“Mal!? Como você soube o nome dela e sobre essa marca de nascença?”

“Rumple usou isso” retirou o pequeno chocalho do bolso do casaco e mostrou para as duas “pra ver o que aconteceu com ela.”

O rosto de Regina iluminou-se. “Emma, você tem treinado sua magia” foi mais uma afirmação do que uma pergunta e Emma concordou com a cabeça. “Quem sabe você possa usa-la pra vermos onde Lily está agora, isso vai facilitar nossa busca.”

“Claro” aquiesceu. “Eu posso tentar.”

Regina aproximou-se de Mal e pôs sua mão sobre a da mulher mais velha, segurando o chocalho e oferecendo um sorriso carinhoso, que lhe foi devolvido. Emma observou a cena em silêncio, de repente sentindo-se desconfortável com o gesto de carinho trocado pelas duas mulheres.

A morena olhou para Emma, que imediatamente entendeu o convite para se aproximar. Mal ergueu a mão com o objeto e Emma pôs as suas sobre ele, canalizando sua magia.

“Não está acontecendo nada” Mal suspirou impaciente.

“Deixe eu me concentrar, okay?” Emma retrucou, áspera.

Fechando os olhos, reuniu sua magia mais uma vez, e agora o pequeno objeto brilhava. Uma espécie de fumaça se formou dentro da pequena bola lilás de vidro e aos poucos imagens começavam a se formar ali.

A figura de uma bela mulher de longos cabelos escuros apareceu e Mal perdeu o fôlego com a imagem de quem acreditava ser sua filha, já crescida. A mulher caminhava de forma confiante pela rua, entrando em uma pequena cafeteria. Ela passou para a parte de trás do balcão e um rapaz lhe entregou um avental. A imagem aproximou-se e ao estender o braço para pegar o uniforme, as três notaram a estrela em seu pulso.

“É ela” Mal levou a mão à boca e deixou que uma lágrima escorresse por sua bochecha.

As imagens sumiram de repente e Emma afastou-se um pouco do objeto.

“Nós ainda não sabemos onde ela está” o tom na voz de Mal era quase de desespero, mas ela tentava manter o controle.

“Na verdade, eu sei” Emma afirmou e as duas a olharam confusas. “Eu reconheço aquela rua em que ela estava. É em New York.”

“Você acha que pode rastreá-la?” Regina perguntou.

“Acredito que sim. Pelo jeito ela trabalha nessa cafeteria ou lanchonete, eu posso pesquisar pelo logo no uniforme.”

“Então o que estamos esperando? Vamos pra essa tal de New York” Maleficent disse impaciente.

Emma olhou para Regina, arqueando as sobrancelhas. “Ela não vai com a gente, vai?”

“Eu quero ir junto” Mal encarou a morena.

Regina olhou de Emma para Mal, pensando no que fazer e odiou as duas por estarem colocando ela naquela posição.

“Mal, eu acho melhor você ficar aqui” falou com calma. “Eu e Emma vamos para New York, achamos sua filha e voltamos com ela. Vamos precisar que alguém fique aqui pra lidar com Gold e Cruella quando descobrirem que fugimos, além de proteger o resto.”

“Por resto você se refere aos Charmings? Pode esquecer que eu vou proteger os dois responsáveis por eu não ter a oportunidade de criar minha filha.”

“Pensando bem eu não acho uma boa ideia deixar ela sozinha com meus pais” Emma comentou. “Muito menos com Henry” sussurrou a última parte para Regina.

“Eu nunca faria mal à uma criança” a mulher mais velha afirmou.

“Não é o que pareceu quando eu era prisioneira de vocês e você ameaçou acabar com minha família” retrucou, e nem percebeu o quão natural a palavra ‘família’ saiu de seus lábios, principalmente por Emma estar incluída no conceito.

“Eu precisava que você entendesse que deveria fazer o que queríamos, e ameaçando aqueles que você ama era a melhor maneira de fazer isso” explicou naturalmente.

Emma a observou por um instante. “Ela está dizendo a verdade, Regina.”

“Sobre o que, especificamente?”

“Tudo. Mas principalmente sobre não machucar Henry. Eu confio nela” sorriu para a outra loira, que apenas revirou os olhos.

“Okay, mas você ainda precisa prometer que não vai fazer nada contra os Charmings.”

Mal semicerrou os olhos e pensou bem antes de falar. “Tudo bem. Eu vou me controlar” disse por fim.

“Ótimo, agora precisamos de um plano pra segurar Gold e Cruella.”

“Eu acho que sei como” Mal comentou, com um sorriso.

~*~*~

“Achei uma foto atual dela” Emma anunciou, sentada no escritório de Regina enquanto mexia no seu notebook. Logo a imagem de Lily saía em uma impressora ao lado da mesa.

Regina caminhou até máquina e pegou a foto, a observando por alguns instantes. “E o nome da lanchonete?”

“Acabei de anotar” respondeu balançando um pedaço de papel no ar. “Por sorte não é uma com muitas franquias.”

Regina sorriu. “E não é que você é eficiente.”

“Era o que eu fazia pra viver” deu de ombros. “Então... quando você ia me contar que o motivo de se infiltrar com as Rainhas das Trevas era porque meus pais roubaram a filha da Maleficent?” a pergunta repentina da loira, assustou Regina.

“Como você sabe?”

“Maleficent me contou, quando estávamos sozinhas. Algo sobre eu ter potencial para a escuridão e não-sei-mais-o-que” revirou os olhos.

“Me perdoe por isso, Emma. Sua mãe pediu que eu guardasse segredo, ou isso poderia te prejudicar e tudo o que você acredita. Eu não sabia o que fazer a não ser me infiltrar no grupo deles” disse de cabeça baixa, envergonhada por ter guardado tamanho segredo de Emma.

“Eu deveria ficar brava com você” levantou-se enfiando as mãos nos bolsos da sua jaqueta vermelha e escorando-se contra a mesa.

“É um direito seu.”

“Mas eu não consigo.”

Regina levantou o olhar para fita-la surpresa. “Não?”

“Não” Emma balançou a cabeça e soltou uma risada fraca. “Isso é estranho considerando tudo o que passamos, mas você só estava tentando ajudar. Eu só consigo ficar com ódio dos meus pais por terem colocado você no meio daquele ninho de cascavéis – em perigo – pra me proteger.”

“Na verdade, proteger o segredo dos seus pais” a morena corrigiu.

“Que incluía me proteger.”

“Que seja” deu de ombros, mas por dentro, a morena estava feliz e aliviada por Emma não estar com ódio dela.

“Droga, tudo isso por um erro idiota deles no passado. E pensar que todo aquele papo de True Love não passou de bobagem. Eu só sou a Salvadora porque outra pessoa ficou com toda a maldita escuridão que tinha em mim. Isso é ridículo. E o livre arbítrio?” Emma suspirou com pesar. “Como vou acreditar em amor verdadeiro depois de toda essa palhaçada?”

“Amor verdadeiro existe, Emma.”

“Certo” a palavra saiu com tanta amargura que assustou Regina. “Se existe mesmo, por que é tudo tão complicado? Por que as pessoas tornam tudo tão complicado?”

“Me espanta você dizer isso. Afinal, você tem Hook” a morena sentiu o peito doer ao falar o nome do pirata. Por que? Ela não sabia.

“É...” sua voz saiu baixa e pareceu pensar por um instante, como se devesse continuar o assunto ou não. “Hook disse que eu sou o final feliz dele” disse por fim, sem olhar para Regina.

E a prefeita agradeceu por isso, assim ela não viu quando o ar pareceu não ser o suficiente para seus pulmões, nem a expressão de pesar em seu rosto.

“Isso é bom” disse após um tempo em silêncio, a voz controlada, escondendo uma dor que ela não sabia da onde vinha. “Não é?”

“Não sei. Eu acho que sim” deu de ombros.

“Você parece em dúvida.”

“Talvez eu só esteja confusa com tudo o que está acontecendo.”

Regina observou os ombros caídos de Emma, a pele pálida e as olheiras sob seus olhos. Ela havia passado por tanta coisa em menos de 24 horas, foi capturada e mantida prisioneira pelos vilões, descobriu que seus pais mentiram para ela o tempo todo e que fizeram coisas horríveis no passado e não havia dormido nada, mas fora ela que insistira em partir imediatamente e descansar quando chegassem em NY.

“Você vai ficar bem?”

“Eu vou” lhe ofereceu um sorriso fraco.

Regina sorriu de volta e aquele gesto aqueceu o coração de Emma, pois ela sabia que caso precisasse teria uma amiga pra contar. As duas permaneceram em silêncio por alguns instantes, os olhares de encontro um com o outro. Era um momento confortável, quem diria, e as duas estavam à vontade com aquele silêncio. Mas haviam assuntos mais importantes para serem lidados.

Regina foi a primeira a quebra-lo. “Só nunca esqueça que seus pais te amam, muito. E que eles estão arrependidos.”

“Eu sei... Mas eu não posso lidar com isso agora, okay?” suspirou cansada e Regina assentiu. “Temos que achar a Lily e cumprir o acordo com Maleficent” Emma pareceu pensar por um momento, antes de continuar a falar, deixando Regina intrigada. “Falando nisso, nunca imaginei que você e ela... Você sabe...” a loira arqueou as sobrancelhas sugestivamente e observou a outra virar o rosto, constrangida. “Não sabia que você gostava dessas coisas” seu tom era malicioso, e havia curiosidade presente também. Emma queria saber como a morena se sentia em relação ao dragão, ela não sabia ao certo dizer o porquê, mas desde que ouvira elas falando sobre o ‘ótimo sexo’ aquilo ficara martelando na sua cabeça.

“Isso não é da sua conta, Miss Swan” tentou soar indiferente.

“Não precisa ficar na defensiva, Regina.”

“Eu não estou na defensiva” respondeu, quase como uma criança birrenta.

“Está sim. Toda vez que você me chama de ‘Miss Swan’, usando esse tom de voz, você está se esquivando de alguma coisa.”

“Oh, como se você me conhecesse tão bem” zombou.

“Eu conheço você, Regina” respondeu séria.

A morena sentiu seu coração acelerar com a afirmação de Emma. Sim, ela conhecia. Melhor do que gostaria de admitir.

“Chega de perder tempo com assuntos triviais, Mis-” interrompeu-se quando viu o sorriso de canto nos lábios da loira. “Emma” completou. “Ainda temos que avisar os outros sobre nossa pequena viagem.”

~*~*~

“Não” a voz de Mary Margaret saiu firme e decidida.

“Nós não estamos pedindo autorização” Regina respondeu. “É um aviso. Só passamos aqui pra deixar vocês por dentro de toda a situação.”

“E nós devemos, simplesmente, confiar na Maleficent?” David perguntou, indignado.

“Não deveriam, até porque ela tem todo direito de ficar puta com vocês” Emma foi ríspida, cortando o corações de seus pais em pedacinhos. “Mas ela prometeu se controlar, e eu vi sinceridade quando ela jurou que não faria mal à ninguém.”

“Além do mais, não colocaríamos Henry em risco se não confiássemos nela” Regina completou.

“Falando nisso” Mary Margaret olhou para o garoto. “Mostre o que você achou na mansão do Feiticeiro.”

O garoto estava com cara de sono ainda, por ter sido acordado no meio da madrugada, mas assim que puxou a chave do bolso e mostrou para as mães, seu rosto iluminou-se. “Eu encontrei a chave para libertarmos o autor” disse empolgado.

“O que significa que vocês não precisam ir nessa maratona para achar a filha da Maleficent” disse Mary Margaret.

“Pedimos para o autor escrever o final feliz pra ela também e vocês ficam quites por ela ter soltado a Emma” David sorriu, tentando convencer as duas mulheres.

“Só que vocês estão se esquecendo de um pequeno detalhe” a loira disse e todos a fitaram intrigados. “Maleficent é uma vilã e para que os vilões consigam seus finais felizes, eu – a Salvadora –, não posso existir.”

“O que isso quer dizer?” Regina a fitou preocupada. “Você precisa morrer?” a voz saiu falhada, por mais que ela tentasse esconder a aflição, a ideia tirou suas forças.

“Não, significa que eu preciso me aliar à escuridão.”

“Ursula me contou assim que ela conseguiu seu final feliz, esse era o plano do crocodilo desde o início” Hook explicou.

“Eu não vou deixar isso acontecer” Regina protestou. “Nós vamos para New York cumprir nosso acordo e quando voltarmos, resolvemos a história do autor.”

“Eu ainda não concordo com essa história de vocês duas irem para New York” Mary Margaret cruzou os braços.

“Como a Regina disse antes, vocês não tem que concordar ou não. Nós vamos e ponto final” mais uma vez sua voz fria assustou os pais. “Além do mais isso é pessoal pra mim. Eu conheço a filha dela.”

“Como assim?”

“É uma longa história, Mary Margaret. Nós não temos tempo para explicações, precisamos partir logo.”

“Emma está certa, já perdemos tempo demais aqui” Regina comentou e voltou-se para o grupo. “A vigem será curta, o autor pode esperar a gente voltar.”

“Hey, love” Hook sorriu e puxou, delicadamente, Emma para um canto da sala.

Regina observou de longe enquanto o pirata de despedia da loira e os dois se abraçavam. Os olhares das duas se cruzaram por um breve momento antes da prefeita desviar sua atenção para os Charmings.

Regina aproximou-se de Mary Margaret. “Eu sei que você não gosta dessa ideia, mas pense que com Emma fora da cidade é mais uma maneira de mantê-la a salvo” assegurou.

“Não deixe nada acontecer com nossa garota, por favor” David pediu.

“Eu prometo” ofereceu um sorriso para o casal. “Vou cuidar bem dela.”

Henry sorriu, observando a cena e aproximou-se da mãe. “Não demorem, okay?”

“Nós vamos estar de volta antes que você perceba” Regina sorriu e abraçou o filho. “Cuide bem dos seus avós” segredou para o garoto, que assentiu, se responsabilizando pela ‘missão’.

“Hey, garoto” Emma caminhou até os dois e bagunçou o cabelo de Henry, tirando uma careta do outro.

“Mãããe” protestou.

“Prometa que vai se comportar e não entrar em nenhuma encrenca” disse séria.

“Eu prometo” revirou os olhos, mas não pôde deixar de sorrir. Henry abriu os braços na direção das duas mulheres, que lhe acolheram em um abraço. “Amo vocês” disse entre elas.

“Nós também te amamos” Emma e Regina disseram em uníssono, todo o amor pelo filho expresso no tom de suas vozes. E a morena teve que piscar algumas vezes para conter as lágrimas que ameaçavam escapar.

“Bem... É melhor nós irmos” Regina se afastou, limpando o canto do olho.

“Prometo que logo estaremos em casa” Emma beijou a testa do filho e fitou Regina. “Pronta?”

Regina assentiu em silêncio e seguiu a loira para fora da residência. O sol nascia devagar no horizonte e o brilho fraco da manhã começava a tomar conta da cidade. A noite havia sido cansativa, com fugas e os preparativos para a viagem, e as duas mulheres estavam exaustas. Mas não havia tempo para descansar, precisavam partir o mais rápido possível.

~*~*~

A porta da cabana abriu-se com força. Gold e Cruella entraram furiosos e os olhares correram pelo local. Gold perdeu o fôlego quando viu quem estava sentada no lugar onde Emma deveria estar.

“Belle?” o nome saiu com aflição e ele tentou correr até a mulher.

Porém, antes que a alcançasse, Belle foi lançada contra uma parede com força e sua garganta pressionada por uma energia invisível. A expressão no rosto do homem foi de puro horror ao ver a mulher que amava em perigo.

“Eu não preciso machuca-la” a voz rouca fez com que Gold desviasse a atenção por um momento para fitar Maleficent, que aproximava-se lentamente enquanto mantinha o aperto na garganta de Belle. “Você só precisa me entregar a adaga.”

“O que? Nunca!” gritou.

Mal fechou mais sua mão no ar, e consequentemente bloqueou ainda mais a entrada de ar nos pulmões de Belle. “Talvez eu devesse matá-la então” disse com frieza.

Gold suou frio. “Por que você está fazendo isso, Maleficent? Eu prometi seu final feliz” tentou argumentar.

“Oh, e eu deveria simplesmente confiar nas suas promessas? Você já me enganou o suficiente, Rumple. Não vou deixar que faça isso de novo, não quando minha felicidade com a minha filha está em jogo.”

“Antes de sairmos daqui você estava muito bem com o nosso acordo. O que mudou? Regina veio falar com você? Porque quando chegamos lá ela havia fugido. Ela te manipulou como sempre, Maleficent?” a loira permaneceu em silêncio, cada frase lhe atingindo em cheio e o aperto na garganta de Belle se desfez um pouco. Gold percebeu isso e continuou. “Você sempre teve um fraco por ela, e agora vai desistir do seu final feliz por que ela disse algumas palavras tocantes?”

“Regina vai buscar meu final feliz” a voz começava a falhar. “E mesmo depois de tudo que passamos, eu ainda prefiro confiar nela do que em você. Estou cansada de ser tratada como mais um peão em um maldito jogo de xadrez” gritou. “Então me entregue a adaga ou sua preciosa princesa morre” sua voz saiu firme novamente.

“R-Rumple” Belle tentou falar mas a falta de ar tornava tudo mais difícil.

“Droga” suspirou. “Regina sabe que essa é a forma que você está usando para me deter?”

“Não e nem vai. Tudo que ela precisa saber é que estou do lado dela e que cumpri minha promessa de deixar aquele bando de heróis e o filho dela à salvo.” Mal esperou por um momento, mas Gold não se moveu. Ela suspirou cansada e revirou os olhos. “Vai entregar a adaga ou não? Eu estou doida pra matá-la.”

“Eu entrego, okay?” rendeu-se, pegando o objeto de dentro do seu casaco. “Mas primeiro solte ela.”

“Nem pensar. Você me entrega a adaga e eu solto a princesa.”

Gold ergueu as mãos com a adaga em uma delas. Maleficent apontou para o chão com a cabeça, e o homem agachou-se, colocando o objeto no chão e empurrando na sua direção.

“Bom garoto” sorriu com ironia e abaixou-se para pegar a adaga. “A princesa vive” disse por fim, soltando Belle que caiu contra o chão.

Gold correu até ela, mas uma força maior o impedia de continuar o trajeto e era como se seus pés estivessem grudados no chão.

“Ora, ora. Vejam só, eu posso comandar o Dark One apenas com a força do pensamento” a loira riu com vontade, segurando a adaga. Girando as mãos no ar, fez aparecer um par de algemas ao redor dos pulsos do homem. “São as mesmas que você usou em Emma. Anti-magia. Irá servir por enquanto. Agora, vamos cuidar da mulher-canil” disse virando-se para onde havia visto Cruella pela última vez, mas o local estava vazio.

“Você não devia se distrair, dearie” sorriu vitorioso. “Ela vai seguir com meu plano e acabar com vocês.”

“Ou vai fugir como um cachorro com o rabo entre as pernas” deu de ombros.

Notas finais
Essa última cena, sem nenhuma das nossas protagonistas, foi necessária para a história, mas nos próximos será mais SQ. O que vocês estão achando até agora? Posso continuar nesse ritmo? Gente, eu juro que escrevi a cena que a Emma diz que não está braba com a Regina antes do Adam soltar o script (Julita é prova viva disso). Nem acredito que realmente aconteceu uma cena assim no último episódio, meus feels estão no chão. SQ é endgame, sim ou claro? Gritem comigo o/ Viram que Emma já começou seu interrogatório sobre a Mal, né? Não se enganem pensando que ela vai desistir tão fácil, rs.