Give Me Love

3 Capítulo 3 – Segredos


Notas iniciais
Tem alguém vivo depois das fotos do Calgary Expo de ontem? E todos preparados pra mais dois dias de tiros? lol Lembrando que amanhã tem ouat, Swan Queen e morte do fandom inteiro. Obrigada à todos comentários lindos, e aos novos favs. Também ao apoio no twitter e no whats, vocês são demais

Regina sentiu o coração parar por um segundo ao ver Emma tentando se livrar da força que lhe tirava o ar dos pulmões. “Tudo bem, tudo bem” ergueu as mãos em redenção. “Eu faço o que vocês quiserem.”

Gold recolheu a mão e, instantaneamente, o aperto na garganta de Emma se desfez, fazendo-a cair de joelhos contra o chão gelado.

“Regina, não...” recolheu as forças que lhe restavam mas o oxigênio ainda parecia ser pouco.

A morena cerrou os olhos e abaixou a cabeça, se odiando por não poder fazer nada além de cooperar com os três.

“Excelente” a voz de Gold ecoou pelo local.

“Então!?” depois do choque ter passado Regina começava a ficar irritada. “O que vocês querem que eu faça?”

“Tudo no seu tempo, dearie.”

Gold deu as costas para a morena e começou a subir as escadas do mausoléu, sendo seguido por Cruella que havia levantado Emma do chão e a puxava consigo. Maleficent lançou um último olhar para Regina, o qual ela não foi capaz de interpretar, e antes de desaparecer com os outros, lançou um feitiço de proteção para que a prefeita não escapasse dali.

Regina bufou frustrada.

Por que seu coração parecia estar sendo esmagado toda vez que pensava no que eles podiam fazer com Emma? Por que ela se importava tanto?

E por que ela não conseguia se lembrar do maldito sonho que tivera? Aquilo a estava atormentando e tirando seu foco de qualquer outra coisa. Fora apenas um sonho, mas tinha algo que a incomodava. Como um mosquito no canto do seu ouvido, zumbindo sem parar.

Tudo que se recordava é que havia paz lá, onde quer que fosse, e quando foi acordada por Mal, o vazio e a escuridão tomaram conta de si novamente.

Ela só queria poder voltar pra lá e ter paz outra vez.

De repente, sentiu seus lábios formigarem de leve. Era uma sensação suave e agradável. A morena passou o dedo sobre eles, fechando os olhos. A imagem de outros lábios macios tocando os seus lhe invadiu a mente e a sensação parecia tão real e tão gostosa. Mas ela não conseguia ver quem lhe beijava.

“Droga, o que aconteceu enquanto eu dormia?” perguntou para si mesma. “E por que parece tão real?”

Regina se escorou contra uma parede e deixou seu corpo escorregar até chegar em contato com o chão. Juntando as pernas ao corpo, apoiou os braços sobre os joelhos e escondeu o rosto. Ela não queria chorar, não queria parecer fraca, mas não tinha ninguém ali para presenciar esse momento, certo?

Então ela deixou-se entregar às lágrimas.

~*~*~

“Se vocês acham que meus pais não vão vir atrás de mim quando souberem disso-”

“Oh, mas você não sabe!?” Mal a interrompeu, sorrindo sarcástica, enquanto permanecia sentada em uma cadeira observando a Salvadora no outro canto da sala. “Essa é a intenção. Assim que os Charmings vierem salvar você será minha chance de acertar minhas contas com eles” sorriu com rancor.

“O que meus pais fizeram pra você, afinal?” semicerrou os olhos, sem entender todo o ódio que sentiu na voz da mulher.

“Deixe um pouco pra mim, Mal” Cruella se intrometeu na conversa. “Aquele floco de neve que você chama de mãe vai me pagar pela frigideirada que levei” passou a mão na parte de trás da cabeça e Emma teve que segurar o riso ao lembrar da cena patética da mulher sendo derrubada por uma frigideira.

Maleficent revirou os olhos. “Você realmente acha que seus pais são os heróis puros que dizem ser? Que eles são perfeitos, não acha?”

“Eu nunca disse isso, eu só-”

“Se você tem tanta curiosidade em saber, eu vou te contar” levantou-se e caminhou na direção de Emma. A mulher mais velha curvou-se sobre ela, que estava amarrada à uma cadeira. “Seus pais roubaram meu bebê” a voz saiu carregada de ódio e Emma arregalou os olhos em choque com tal declaração. “Eles roubaram minha filha porque não confiaram em si mesmos para criar você como uma heroína. Não confiaram em você para crescer como uma boa pessoa e pra isso sacrificaram uma criança” as palavras saiam ásperas enquanto Mal tentava manter o controle sobre si mesma e não demonstrar nenhum sinal de fraqueza na frente de Emma ou Cruella, que observava a cena de longe. “Então você pode imaginar que o destino deles não será nada agradável.”

“Me criar como uma heroína? O que isso tem a ver comigo?” Emma conseguiu recuperar a voz para formular a pergunta.

Maleficent se afastou e voltou a sentar-se no lugar de antes.

“Assim como você tem o potencial para grandes atos, o que lhe tornou a Salvadora, você também tinha um grande potencial para a escuridão, Emma” a observou franzir o cenho. “Você tem escuridão dentro de você, minha querida” a loira apoiou os braços sobre os joelhos inclinando o corpo para frente. “Os Charmings não podiam suportar a ideia da princesinha deles crescer e se tornar uma vilã, como nós. Então eles transferiram sua escuridão para outra criança, minha filha. Seus pais esconderam isso de você o tempo todo. E eu aposto que Regina está escondendo isso de você também” sorriu de canto.

“O que Regina tem a ver com tudo isso?”

“Por que você acha que ela aceitou trabalhar disfarçada conosco? Para guardar o segredinho dos seus queridos pais-”

“Darling?” Cruella tentou chamar atenção da mulher mais velha, que já havia falado demais.

“O que foi, droga?” virou-se para a outra que arqueou as sobrancelhas.

“Você devia cuidar o que fala, Rumple não nos deu permissão pra-”

“Eu não estou nem aí pro Rumple, ou Gold, ou seja lá do que chamam ele nessa cidadezinha infernal” levantou-se abruptamente da cadeira e aproximou-se da outra.

“Pois deveria, dearie” o homem entrou na cabana com um sorriso de canto nos lábios. “Não se esqueça que você ainda depende de mim para conseguir seu final feliz.”

Maleficent manteve-se calada. Odiava admitir, mas ela realmente precisava de Gold naquele momento, caso quisesse se reencontrar com a filha.

“E é por isso que você vai se comportar vigiando a Salvadora, enquanto nós buscamos Regina para colocarmos nosso plano em ação.”

“Você vai confiar nela?” Cruella arqueou uma sobrancelha da direção de Gold.

“Maleficent é uma mulher esperta” sorriu. “Não vai fazer nada que prejudique o que ela quer. E você sabe, dearie” voltou-se para a loira “o que vai acontecer se falar mais alguma coisa.”

Mal revirou os olhos e fitou o homem com desgosto. “Certo” suspirou.

“Boa garota” disse, em seguida fazendo um movimento com a cabeça para que Cruella o seguisse para fora da cabana.

~*~*~

Regina levantou o rosto, os olhos vermelhos pelo choro.

“Chorar não vai resolver nada” disse para si mesma, determinada. “Deve ter um jeito de sair daqui.”

A morena levantou-se e caminhou até a saída, onde Mal havia colocado o feitiço. Hesitante estendeu a mão tocando de leve a abertura que guiava para a escadaria e sentiu a energia fluir da barreira para o seu corpo. Afastou a mão rapidamente.

Formando uma bola de fogo na sua mão, deu alguns passos para trás e a arremessou na direção da barreira. Assim que as chamas a tocaram, voltaram com força na direção da prefeita que conseguiu se abaixar a tempo de ver a bola de fogo passar sobre sua cabeça e se desfazer contra a parede de pedra.

“Droga!”

Mais uma vez aproximou-se e fechou os olhos, tentando sentir o tipo de magia que fluía ali. Respirando fundo, a morena abriu os olhos e tocou a barreira com as duas mãos, resistindo a urgência de tira-las dali para não se machucar. Canalizando toda sua energia, fechou os olhos mais uma vez e deixou que a magia fluísse do seu corpo para a barreira.

E logo o feitiço de proteção desvanecia. Regina sentiu a magia se dissolvendo e abriu os olhos, sorrindo com a conquista.

~*~*~

“Você vai deixar ele falar assim com você?” Emma inclinou a cabeça, observando Mal, assim que os dois deixaram a cabana.

“Cala a boca” resmungou enquanto voltava a se sentar, escorando-se contra a cadeira.

“Eu vejo a dor em você, Maleficent” sua voz era suave, na tentativa de alguma forma manipular a mulher. “Se você me deixar-” e de repente aquela sensação de falta de ar estava de volta, sua garganta sendo pressionada por uma força invisível.

“Qual parte do ‘cala a boca’ você não entendeu, Swan?” praticamente gritou na direção da loira, antes de abaixar a mão e deixar o ar entrar em seus pulmões novamente. Emma sentiu um alívio invadir seu corpo. “Me deixe em paz” sussurrou.

A porta da cabana rangeu, anunciando a entrada de alguém.

“O que vocês esqueceram?” Maleficent revirou os olhos se voltando para a entrada. Quando viu aqueles olhos castanhos lhe fitando, quase perdeu o ar. “Regina? Como você chegou aqui?” ergueu a mão em ameaça, pronta para lhe desferir algum golpe de magia.

“Regina!” Emma gritou, não conseguindo se mover.

“Não faça isso, Mal” a morena ergueu as mãos em defesa. “Eu sei que você deixou uma brecha no feitiço de proteção que colocou pra eu não escapar. E eu sei que foi proposital.”

“E por que eu faria isso?”

“Por que quando você disse que se importava comigo não estava mentindo e você sabia que eu seria capaz de desfazê-lo e escapar. Apesar de que tive que usar grande parte da minha magia pra isso, e agora estou um pouco fraca” sorriu com pesar. “Eu não tenho como te machucar, então abaixe a mão, por favor.”

Mal a analisou por alguns instantes antes de deixar a mão cair na lateral do seu corpo.

“O que você quer?”

“Um acordo.”

“Oh, pegou essa mania odiosa do Rumplestiltskin, é?” soltou uma risada irônica. “E posso saber que acordo é esse?”

“Você solta Emma e eu ajudo você a conseguir seu final feliz.”

A risada amarga da mulher mais velha invadiu o ambiente. “Meu final feliz é minha filha, Regina. Posso saber como você vai trazer ela pra mim?”

“Eu- Eu não sei. Ainda. Mas deve ter um jeito.”

“Esse é o acordo mais estúpido que já me ofereceram em toda minha vida.”

“Olha só” Regina aproximou-se da mulher o suficiente para que apenas ela escutasse suas próximas palavras. “Snow me contou sobre sua filha, e como ela caiu em um portal junto com Cruella e Ursula. As duas estavam nesse mundo, o que significa que sua filha também veio parar aqui.”

“Eu sei disso” falou e Regina se surpreendeu.

“Como?”

“Rumple.”

“Você vai mesmo confiar nele?” Emma se colocou no meio da conversa ao ouvir o nome do homem. “Ele só tá te usando pra conseguir o que quer e depois vai te descartar.”

“E quem garante que assim que eu soltar você, a Regina não vai fazer o mesmo?” perguntou com amargura. “Trair minha confiança como fez antes?”

“Eu não faria isso, Mal. Você sabe disso. Não com a chance de você encontrar sua filha em jogo, eu também sou mãe e entendo sua dor.”

“Saia daqui antes que eu te queime viva” a loira parou por um momento e sorriu. “Aliás, pra que esperar? Vamos fazer isso agora” e uma bola de fogo já se formava na sua mão.

“Mal” a morena deu um passo para trás. “Pense em todos nossos momentos juntas. Não diga que não significaram nada pra você. Todas aquelas noites...”

Aquelas noites não passaram de sexo, Regina.”

“Ótimo sexo” corrigiu.

“Ótimo, excelente... Que seja. Foi apenas sexo e nada mais.”

“Espera aí, vocês transaram?” Emma franziu o cenho, intrometendo-se na conversa e recebeu, em troca, um olhar reprovador de ambas as mulheres.

“Cala a boca” Mal e Regina falaram em uníssono.

“Mal, lembre-se da nossa amizade” voltou sua atenção para a mulher mais velha.

“Você me prendeu no subsolo daquela maldita biblioteca por 30 anos, qualquer amizade que nos restava acabou” suas palavras eram amargas, mas não totalmente sinceras. Por mais que quisesse, Maleficent não conseguia deixar de se importar com a morena. Do seu próprio jeito, ela se importava.

“Não, não acabou. Se tivesse acabado você não deixaria aquela brecha pra que eu pudesse escapar e não acabou porque senão você já teria me incinerado” Regina percebeu que a guarda da mulher estava começando a abaixar. “Você pode confiar em mim, Mal. Nós podemos achar sua filha.”

A bola de fogo na mão da loira se desfez e ela soltou um suspiro. Regina se aproximou mais.

“Emma é boa em rastrear pessoas, não é?” continuou e olhou na direção da Salvadora, que confirmou com um aceno de cabeça. “Era o que ela fazia antes de vir pra cá. Nós podemos acha-la.”

“Você faria isso?” perguntou receosa, com um sorriso tímido no rosto. “Mesmo?”

Emma observou a cena e se surpreendeu ao ver o dragão de uma maneira tão vulnerável.

“Sem pensar duas vezes” lhe ofereceu um sorriso reconfortante e pousou a mão sobre seu ombro, com delicadeza. “Mas pra isso, você precisa soltar a Emma.”

Maleficent parecia lutar uma batalha dentro de si, decidindo se deveria confiar em Regina ou não. “Tudo bem” cedeu e balançou a mão no ar fazendo com que as algemas desaparecessem dos pulsos de Emma.

A Salvadora massageou os pulsos, a pressão de antes de desfazendo aos poucos.

“Obrigada” Regina agradeceu com um sorriso no rosto. “Agora, o que você sabe sobre sua filha?”

“Nós vamos precisar de todas as informações que tiver pra acha-la” Emma completou, se colocando ao lado de Regina.

“O nome dela é Lily” disse com calma, pensando nas informações que apareceram quando Gold usou magia para ver o destino da criança trinta anos atrás. “E parece que tinha uma marca de nascença no seu pulso direito, uma estrela talvez” comentou incerta.

Emma engasgou-se com o próprio ar e sentiu seu coração parar de bater por um instante ao ouvir tais palavras. Suas pernas pareciam não ser fortes o suficiente para sustentar seu corpo e cambaleou pra trás.

Regina rapidamente envolveu seu braço na sua cintura e a manteve firme.

“Emma!? O que houve? Você está bem?” a morena perguntou preocupada.

“E-eu, eu conheço ela” disse num sussurro arrancando olhares surpresos das outras duas mulheres.

Notas finais
Então minhas leitoras maravilhosas (puxa-saco mode on, haha), gostaria de saber o que estão achando até agora do desenvolvimento da história e se vocês gostariam de ver alguma coisa em específico!? O que acharam da Emma descobrindo sobre Dragon Queen? Calma, que ela não vai ficar quietinha e vai incomodar bastante a Regina por causa disso. Espero que tenham gostado, comentem, favorite, recomendem e o que mais bem entenderem. Beijões e até o próximo