Giuliana Sparks e as Sombras do Tártaro
5 Capítulo 5 - Giu
Notas iniciais
Fiquei com muita vergonha quando Harry foi nos chamar. No quarto estava eu, James e Rose, e pra falar a verdade, eu não sou muito gentil quando estão tentando me acordar, quer dizer, NADA gentil…
Acordei e troquei de roupa. Não queria arrumar minha mala hoje, e além disso, era só um toque de varinha a tudo se arrumaria.
Teddy Lupin foi nos visitar. Ele é filho de Nimphadora Tonks e Remus Lupin, mais conhecido como Aluado e Harry é seu padrinho. Ele é como sua mãe, pois é metamorfomago, ou seja, pode mudar de aparência quando quiser. Usa cabelos azuis e namora Victoire Weasley, filha mais velha de Gui Weasley e Fleur Delacour.
Depois do almoço, pedi a ele que arrumasse minhas malas (com magia é claro), já que ele tem permissão para isso.
Já havia se passado das 15:00h quando Lily Luna, que tinha a idade de Gabi, e Albus Severus, um ano mais novo que eu e James, chegaram. Ele haviam ido passar uma semana com o vovô e a vovó Weasley, na Toca.
Lily Luna recebeu o nome da mãe de Harry e da amiga dele, Luna Lovegood. Ruiva com olhos castanhos, ela se parece muito com Gina, no seu primeiro ano em Hogwarts. Já o Albus Severus, tem o nome de dois diretores de Hogwarts, Albus Dumbledore e Severus Snape. Tem cabelos escuros e olhos castanhos, como os da mãe. Em seu primeiro ano, ele pedira ao Chapéu Seletor para colocá-lo na Grifinória junto com a gente.
Eu apresentei Gabi à eles dois e ficamos ogando Snap Explosivo a tarde toda. Mais ou menos na hora do jantar, alguém bateu na porta. Como aqui em Londres venta muito, não demos atenção. Bateram de novo. Quem seria?
– Eu abro — falei.
Corri pelo corredor. Ninguém esperava visitas hoje. Meu coração batia rapidamente. Parei em frente da porta. Mais três batidas. Consegui ouvir sua respiração, apesar da chuva cair lá fora. Coloquei minha mão na maçaneta. Abri e vi um menino de 14 anos do lado de fora. Tinha cabelos escuros e olhos castanho-esverdeados. Estava todo molhado por conta da tempestade. Usava roupas pretas e me olhava como se pedisse ajuda.
– Nico!- lhe dei um abraço forte.
– Giu… — ele respondeu.
– O que aconteceu com você? — perguntei — Achei que tinha ido passar uns tempos com o papai! — eu estava espantada. Há meses que não o via.
– Quem é este menino? — Harry estava atrás de mim.
– Er… — foi só o que ele conseguiu dizer.
– Ele é meu irmão, senhor – eu disse — por parte de pai. Ele se chama Nico, Nico di Angelo.
– Porque não entram? — ele perguntou.
Fomos na direção da sala de jantar. Todos estavam terminando de comer e nos encaravam.
– Nico? — falou Gabi.
– Oi — ele respondeu.
– Ele é irmão de Giuliana e por que está aqui? — Harry falou.
– Eu estava perdido e pedi ao Grovinho que me trouxesse para perto de Giu. Eu estava com medo. Papai precisa de minha ajuda, e da de Giuliana também. Há algo de diferente nele e… eu estou com fome. Há dias que monstros estão me perseguindo. Consegui despistá-los mas, me acharão denovo.
Todos ficaram quietos. Por fim, Albus fez uma pergunta:
– Como ele é irmão da Giu, se ela não tem pai e a mão dela morreu?
Meus olhos se encheram de lágrimas. Quando eu tinha 7 anos e Gabi 4, nossa mãe foi sequestrada, e meses depois, morta. Neste meio tempo, eu não sabia o que fazer, então um homem de terno e gravata apareceu em minha escola, dizendo que eu tinha que ir para um endereço e deixar Gabi lá. Quando cheguei em casa, arrumei a mala de Gabi e a levei para o endereço. Era um orfanato. Bati na porta e disse que me mandaram lá. A moça pegou Gabi no colo e a levou para dentro. Em seguida, eu entrei em prantos. Não tinha mãe nem pai. Minha única companhia fora embora. Eu estava sozinha.
Fui em direção ao parque. Lá chegando, um homem de cabelos cortados e muito escuros me chamou para perto dele. Sentamos em um banco e me falou que era meu pai, mas em outra forma. Contou sobre os deuses (gregos e romanos) e os monstros. Disse que São Francisco era muito perigoso para mim, então eu deveria procurar por uma loba, chamada Lupa, que me treinaria e me mandaria para um acampamento, onde eu estaria protegida.
Sete meses depois de treinamento entre os lobos, eu encontrei o Acampamento Júpiter e encontrei um lar. Fiquei por lá até completar 9 anos, quando recebi uma carta de Hades, que já havia me reclamado, falando para que eu fosse até o Acampamento Meio-Sangue. Foi quando saí para procurar Gabi. Quando a achei, disse que precisávamos ir embora de lá, ir para Nova York, onde Quíron nos esperava.
Demorou um tempo até acharmos a Colina Meio Sangue. Muitos monstros nos perseguiram e apesar do treinamento que eu recebera, era difícil proteger Gabi. Quando chegamos, eu já havia completado dez anos e Gabi, sete. Depois de vermos o filme de orientação, Quíron me chamou para conversar. Ele pediu que eu contasse tudo o que havia nos acontecido: falei do Acampamento Júpiter e mostrei minhas marcas no braço, que já eram duas. Contei que meu pai era Hades e que ele havia aparecido para mim, mas na forma de Plutão.Estamos lé até hoje, porém agora frequentamos Hogwarts
– Na verdade, eu tenho um pai, Albus — eu falei enxugando as minhas lágrimas — mas ele não é muito presente. — Me virei para Harry — ele pode ficar conosco, senhor?
–Creio que sim, mas por que o pai de Giuliana precisa de vocês dois? — ele perguntou.
– Por que não vamos eu, você — Gina olhou para Harry e continuou — Rony, Hermione, Giuliana e Nico para o escritório para podermos conversar em particular? — sugeriu.
– Eu também quero ir — falou James.
– Não, querido. Só nós — respondeu a Sra. Weasley.
– Mas ela é minha namorada, e eu tenho que saber o que está acontecendo, para protegê-la!
– O.K. então — disse Harry e Gina o olhou severamente — Não me culpe, querida — continuou — eu faria o mesmo por você.
Quando terminou de falar, Gina pareceu menos infeliz. Rumamos todos para o escritório quando ouço:
– Giu, eu quero ir.
Era Gabi que implorava.
– Não — falei.
– Mas, por que James pode ir então? Eu tenho todo o direito de saber!
– E vai — disse — Depois eu te conto tudo.
– Tudo bem… — falou ao ir para a sala junto com os outros.
Fui correndo para o escritório, onde havia diversas poltronas confortáveis que tinhas sido conjuradas por Hermione. Sentei-me entre James e Nico, que comia uma pão com queijo e parecia preocupado. Rony se levantou e foi olhar pela janela. Gina lançou feitiços para que ninguém se fora escutasse, nem mesmo Albus e Rose. Hermione começou:
– Nico, não é?
– Sim, senhora — disse.
– Então… — continuou — Conte-nos o que aconteceu com você.
– Tá legal. Em julho, eu, Giu e Jason Sério…
– É James Sirius! — corrigiu-o o filho mais velho dos Potter.
– Então, em julho, eu, Giu e James Sirius fomos ao Mundo Inferior para que Giuliana pudesse apresentar o seu namorado ao nosso pai. A entrada para o Subterrâneo fica em Los Angeles, então chamamos a Sra. O'Leary e ela nos levou até lá pelas sombras.
– Que é como aparatar, mas só os filhos de Hades conseguem fazer com a ajuda de um animal do Mundo Inferior — disse eu.
– Fomos até lá e entramos. Caronte já nos conhece, então liberou a passagem. Pegamos o elevador e ele nos levou de barco até o castelo de nosso pai. Entramos no castelo e fomos ao salão principal. Papai estava lá. Giuliana correu e pulou em seus braços e falou "Nossa papai! O senhor está mais forte... Nadou muito no Estige?" e ele respondeu "Claro que sim. Recebi suas cartas... Quem é James Sirius? Você o trouxe?" e ele nem mesmo olhou para mim. Aí, ele se virou, me viu e falou "Olá Nico! Está engordando... Acho melhor você voltar para o Acampamento Meio-Sangue e treinar."
– E então eu apresentei James ao meu pai — continuei — e eles conversaram durante um tempo. Comemos um pouco, sorte que Deméter não estava lá — eu ri e Nico também — e eu e James pegamos um cão infernal emprestado para voltarmos para o Acampamento Meio-Sangue. Nico havia me falado que ficaria com o nosso pai — me virei para ele — não disse?
– Na verdade, eu disse que eu iria ir ao Romano. E eu tentei, mas, tantos monstro me perseguiam que achei melhor vir para cá. Tive um sonho, em que papai estava diferente. Que ele pedia ajuda aos outros deuses, mas nenhum deles podia ajudar.
Ele parara de falar. Todos estavam quietos. Gina se levantou e disse:
– Que tal se eu fosse buscar umas cervejas amanteigadas? — e ela saiu do escritório. Ninguém olhava para ninguém, nem falava com ninguém. Para descontrair, Harry perguntou:
– Nico, você tem uma amiga especial? — e sorriu.
– Por enquanto não, senhor. Bom, eu gosto dela, mas ela nem liga para mim. Tudo bem... Eu não ligo muito para isso. — respondeu.
– Certo, mas, como ela é?
– Bem, ela tem cabelos ruivos e olhos escuros, vive no Acampamento Júpiter e é filha de Bellona.
– Ah, — Harry disse — legal Nico... E você Giuliana? Como está indo com o James?
Eu engasguei.
– O que, senhor? Eu e o Potter? Vamos bem. Não é, James?
– Sim, pai. Está tudo ótimo.
– Vocês sabiam que há uma forma de descobrir que é seu amor verdadeiro, através da magia? É muito fácil, é só verem seus Patronos. Sabem conjurar?
– Não, pai.
– Eu sei, senhor. Posso?
– Claro, mas não contem a ninguém em Hogwarts disso, hein?
Enquanto conversávamos, Hermione e Rony cochichavam. Nem prestavam atenção em nós 3. Nico apenas nos olhava.
– Expecto Patronum... — uma corça prateada saiu de minha varinha.
– Uau, Giu. Onde aprendeu? — perguntou Harry.
– Em Hogwarts. Peguei um livro do 5º ano de Defesa Contra as Artes das Trevas e comecei a praticar alguns feitiços. Este eu levei 5 semanas até conseguir.
– Você poderia ajudar o James não é? A conjurar um este ano — falou Harry.
– Claro, senhor! Que ótima ideia. Assim que formos para Hogwarts eu começo a ensiná-lo.
– Certo — disse ele — O seu Patrono é igual o de minha mãe, Llily — continuou — ela foi uma bruxa espetacular, pelo o que me falaram. Espero que você também seja assim.
Neste momento, Gina voltou a sala com os copos e com as garrafas de cerveja. Todos se serviram.
– Nico, — Rony foi o primeiro a falar — você tem alguma ideia do que seu pai pode estar enfrentando?
– Não. senhor. Ele apenas aparece em meus sonhos e pede ajuda. Minha e de Giu principalmente.
– Acho que já chega por hoje — falou Hermione — Giuliana, quer vir aqui um minutinho?
– Claro. — eu andei até ela.
– Eu e Rony conversamos e achamos que seria bom se você carregasse isto com você. É o meu antigo Vira-Tempo, o último que restou. Para controlá-lo é só virar esta rodinha. Se for usá-lo, lembre-se de uma coisa: coisas terríveis aconteceram com bruxos que mexeram no tempo. Você não pode ser vista.
Depois que saímos do escritório, fomos para os nossos quartos. Nico dormiria na sala, eu, Rose, que já dormia, e James no quarto dele.
Logo que deitei, Potter sussurrou:
– Ei! — começou — você precisará de ajuda para ir para o Mundo Inferior ajudar o seu pai?
– Acho que sim. Por que?
– Eu poderia ajudar — ele se sentou o colchão e olhou opara mim — com magia. Não sou tão bom como você, mas posso ajudar.
Eu sorri, me sentei na cama e falei:
– Que tal se formos para a garagem e ficamos conversando a noite toda?
– Claro! Vou pegar a capa.
James se levantou e começou a procurar sua capa de invisibilidade. Quando achou, me levantei e ele a colocou sobre nós. Abri a porta e descemos as escadas silenciosamente. Parramos pela cozinha e fomos para a garagem.
Harry tinha comprado um conversível vermelho, então, como a capota estava aberta, pulamos no banco traseiro. Apesar de ser verão, estava gelado na garagem. Eu tinha certeza de que Harry tinha que arrumar o duto de ar. James percebeu que eu sentia frio e colocou seu braço ao meu redor.
- Você vai ter que voltar para o Acampamento para ganhar uma profecia da Rachel? — ele perguntou.
- Talvez, mas, para que pensar no futuro, se podemos agir no presente — respondi — além do mais, temos muito para viver até lá.
- Como assim? — ele questionou, sabendo o que aquilo significava. Ele me olhou e me beijou. Ficamos assim durante algum tempo.
- Quem vai ser o capitão do time de Quadribol este ano? Por que, eu não quero que seja o Louis de novo. Ele sempre pega a goles e tenta marcar ponto sozinho, mas não consegue — falei.
- Eu tenho duas surpresas para você: a primeira é que eu fui escolhido para ser o capitão do time.
- E você não me contou? — eu perguntei indignada.
- Calma Giu. É por causa da segunda parte que eu não te contei. Feche os olhos — ele pediu.
Então eu os fechei e ele me virou de costas para ele. Logo, eu senti algo gelado em meu pescoço. Abri os olhos e pude ver que James me dera não um colar qualquer, mas um colar de ouro, com um pingente na forma de um pomo de ouro. Eu olhei para ele.
- Que lindo, James! — disse.
- Meu pai me ajudou a escolher no beco diagonal, mas como eu recebi a carta de capitão, resolvi dá-lo a você hoje — ele me contou — Se não fosse por isso, ele teria sido seu presente de aniversário.
- Eu adorei. Aliás, posso usá-lo com Morte Súbita.
Nós continuamos conversando pelo resto na noite, quando finalmente acabamos dormindo no carro.
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