Girls On Fire
64 Capítulo 64
Notas iniciais
Bellatrix entrou no banheiro e encontrou a ruiva sentada na privada, nua e com o rosto vermelho de tanto chorar. Se assustou um pouco e tentou se aproximar dela.
– Eu sei que é pecado. – ela deu um suspiro forte olhando para o chão – Eu sei que não é correto – respirou mais uma vez tentando se recompor – Sei que estou sendo injusta – levantou a cabeça e encarou a mãe perto dela – Mas nesse momento, eu te odeio!
Bellatrix sentiu como se tivesse sido apunhalada no peito quando ouviu isso. Tentou ser forte e não discutir. Sabia que a filha estava sofrendo. Sabia também que toda aquela alegria no hospital era sofrimento disfarçado. Ela tinha visto muito disso da ultima vez. Jessica fazia isso para tentar enganar a si própria antes de mais nada. Brincava de viver a vida de outra pessoa, alguém que não tinha sofrido o que ela tinha.
– Não devia ter fingido para ela... só a magoou! – a mulher foi franca enquanto se aproximava da filha para proteger seu gesso com um saco plástico antes de ligar o chuveiro.
– Eu não vou a nenhuma psicóloga. Eu não preciso – ela falava teimosa.
– As vezes chego a duvidar do seu amor próprio filha! – Bellatrix a olhou decepcionada – Como pode dizer que não precisa de ajuda? Olha pra você, olha para os outros ao seu redor... todos destroçados...
– Obrigada por me fazer sentir culpada pelos destroços dos outros... o que estou sentindo já não é suficiente não é mesmo? – ela olhava com raiva para a mãe e se sentia ainda mais revoltada por saber que precisava dela e não podia empurrá-la pra longe.
– Um dia você vai me agradecer por isso... – a loira tentava não se abalar com o olhar insolente que a filha lhe dava e continuou a esfregá-la sem dar atenção aos seus resmungos.
Jessie voltou a chorar novamente lembrando-se das horas que passou no hospital com Santana e o quanto pareceram felizes. Tinha conseguido fingir tão bem que quase enganou a si mesma. Por um momento realmente chegou a acreditar que tudo era como antes.
– Fracassada... – uma voz conhecida zombou na sua mente.
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– Santana, sua cama está como você deixou... – Rachel entrava com a amiga e tentava ser o mais gentil possível, se compadecia com o sofrimento que ela demonstrava.
– Quinn não precisou usá-la não é? – deu um sorriso fraco – A sua deve ser mais confortável...
– Acho que sim... talvez pelo fato de ter eu em cima... – a morena ajudou na zuação tentando fazer a latina desviar os pensamentos da namorada.
– Eca... – ela revirou os olhos e fingiu se empertigar toda – Menos mal que não vieram pra cá.
– Quer comer alguma coisa?
– Mato? Não, obrigada... – Santana não conseguia evitar ser mal-educada com a amiga. Relembrou que ser rude com os outros podia lhe dar prazer.
– Bom... – a morena deu uma risada sem graça – Vou te deixar a vontade no seu quarto... qualquer coisa estou na sala. Kurt não vem pra cá hoje...
– Qual é a do Porcelana? – a latina por um momento lembrou da existência do amigo que não via a alguns dias.
– Ele e Adam...sei lá, acho que estão se dando bem... não se desgrudam... – ela deu de ombros.
– Assim como você e Quinn – ela deu um riso triste – Assim como eu e Jessie estávamos – deu um suspiro triste e desviou o olhar de Rachel que a olhava com compaixão.
– Santana... vai dar tudo certo! Tudo acontece por uma razão! – ela buscou o olhar da amiga e sentou ao lado dela na borda da cama.
– Ela estava fingindo pra mim Rachel... fingindo que estava bem para me agradar. – ela balançava a cabeça indignada – Que tipo de monstro ela acha que eu sou? Eu não a deixaria por isso... quem deixaria?
– Ah amiga, muitas pessoas desistem dos companheiros quando as coisas parecem se complicar. Nós somos novas ainda... o amor as vezes vem rápido e acaba mais rápido ainda... o medo dela é esse.
– Eu prometi a ela que não a deixaria! – a latina deu um soco na cama – Eu a amo... – olhou suplicante pra Rachel que não sabia o que fazer ou o que falar para a amiga – Dói só de pensar em ficar longe dela... mas pela nossa conversa, ela prefere que seja assim...
– O melhor a fazer é dar tempo ao tempo Sant... – ela fez uma pausa pensativa – Não vai mesmo se despedir delas?
– Não. – ela cruzou o braço, decidida.
Rachel achou melhor não insistir. Concordou com um aceno e saiu do quarto sem falar mais nada. A latina apagou as luzes, se deitou. Talvez ouvir música a fizesse se sentir melhor. Deu o play no celular e a música começou a tocar Talking to the moon, do Bruno Mars e Santana imediatamente lembrou de Jessie. Ou melhor, ela nunca saia do seu pensamento.
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– Se eu pudesse, amarraria Jessie e Santana numa sala para as duas conversarem... e prenderia Bellatrix num quarto ao lado, para evitar que levasse a filha embora! – Maribel falava indignada para Quinn que só ria das ideias da latina.
– Acho que no fundo, Bella sabe o que está fazendo... – a loira deu de ombros – Ela conhece a filha melhor do que a gente... melhor não julgarmos.
– Quinie... – a latina a encarou – Quando é que você amadureceu dessa maneira? Que parte eu perdi entre a menina mimada querendo ser rebelde e essa mulher que nasceu?
– Eu não sei... – ela sorriu sem graça – Acho que quando a gente quer, nós mudamos. Para melhor ou para pior. Felizmente dessa vez quis ser melhor... está dando certo?
– Pelo visto sim... – ela sorriu tocando a mão da loira, mas logo seu olhar ficou triste –Quando mi bebe Santana vai crescer? Ela não está acostumada a despedidas... Ela sempre foge antes das coisas chegarem nesse patamar. Agora que entregou o coração, pisaram nele!
– Acho que ela vai ter que amadurecer na marra diante disso Maribel... vamos ajudá-la. Você sabe, ela é forte! Só me chatiei com ela não querendo se despedir da Jessie... é triste ver duas pessoas que estão se amando, serem separadas.
Pararam de conversa assim que viram Bellatrix vir na direção delas, que estavam sentadas no sofá tentando achar alguma distração na TV. A mulher tinha um sorriso triste. Se sentou com ar cansado e percebeu Maribel a encarando.
– Ela estava fingindo... sua culpa e ressentimento não sumiram como um toque de mágica como Santana inocentemente achou que tinha sido. Eu desconfiei disso assim que ela acordou com excesso de sorrisos... – ela balançava a cabeça desanimada.
– E o que ela está fazendo agora? – Maribel estava preocupada.
– Arrumando as malas. Disse que faria sozinha! – revirou os olhos – Mesmo com um braço só... deve estar amassando tudo as roupas. Ela sempre tenta achar algo pra fazê-la sofrer mais do que o necessário!
– Vocês vão amanhã mesmo? – Quinn perguntou na esperança de que tivessem mudado de ideia.
– Sim. Amanhã na hora do almoço. Não me olhem assim garotas... já me basta minha filha dizendo que me odeia para acabar com meu dia!
– Santana foi pra casa da Rachel... parece estar muito machucada – a mãe da latina falou com ar de reprovação. Entendia o lado de Bellatrix, mas queria defender a filha com unhas e dentes.
– Todas estamos... – ela deu um suspiro triste e se levantou impaciente – Vou voltar para o quarto...sei que ela me expulsou, mas sou insistente...
A loira voltou para o quarto e Jessica a olhou feio enquanto tentava dobrar um vestido e só conseguia amassá-lo mais. Seu humor estava péssimo e tudo naquele quarto lembrava Santana, que pelo visto tinha ido embora. Isso fazia seu coração arder e a deixava com mais raiva de si e de qualquer coisa ao seu redor.
– Amanhã, numa hora dessas, estaremos no Brasil! – Bellatrix tentou quebrar o silêncio – Você não tem saudades de lá?
Jessie continuou arrumando suas coisas como se sequer ouvisse o que a mãe falava.
– O orfanato mudou um pouco – a mulher não se abalou e continuou falando – Os cômodos estão melhores, aumentamos a área um pouco. Tem mais quartos, as crianças não precisam dividir tanto as coisas... O leilão ajudou muito...
– Eu não quero voltar para o orfanato – a ruiva falou sem encarar a mãe.
– Podemos tentar alugar um apartamento para você lá! – Bella não esperava por essa condição, mas decidiu não contrariar a filha, mais do que ela já se mostrava aborrecida.
– Não quero que ninguém alugue esse apartamento. Voltarei em breve! Aqui é a minha casa. – falou decidida e a mãe concordou sem falar muito. Já tinha conversado com Quinn e Rachel sobre isso.
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– Onde estão minhas lindas amigas? – Quinn voltara para casa assim depois de se despedir de todas e prometer que no dia seguinte voltaria para dar tchau. Avistou Rachel na cozinha, comendo sozinha, com ar pensativo.
– Está servida? — Ela indicou a salada colorida que comia com ar desanimado. Tinha se contagiado com o clima tenso.
– Acho que estou. – Quinn fez uma careta mas aceitou, estava com muita fome – Onde está a Santana? – ela perguntou enquanto se servia.
– No quarto desde que chegamos... ouvindo música, chorando, dormindo... sei lá!
– Você não foi rude com ela foi?
– Acho que você tinha que perguntar isso para ela. Pressinto que agora ela vai despejar toda a amargura e frustração que sentir em nós duas!
– Vamos aguentando enquanto der... não é nada que já não estejamos acostumadas – ela sorriu para a morena e segurou sua mão que estava sobre a mesa e a garota lhe deu um olhar furtivo. – Que foi?
– Esses acontecimentos...desencontros... me dão medo Quinn... – ela já falou o que sentia, não conseguia guardar sentimentos pra si mesma. – Dá medo de ser apaixonar e mais uma vez sofrer!
– Temos que pensar que os bons momentos podem compensar os maus... – ela suspirou olhando nos olhos da morena – Além do que, no meu caso, eu não tenho escolha... já estou apaixonada. – deu uma garfada na salada enquanto piscou para Rachel que sorriu, já esquecendo-se que o amor sempre machuca.
Terminaram de comer e resolveram assistir um filme, já que ainda era cedo para irem dormir. Deitaram-se espremidas no mesmo sofá, um pretexto pra ficarem grudadinhas. Rachel estava praticamente com o corpo sobre o de Quinn que a certa altura do filme começou a deslizar sua mão por baixo da blusa da morena que começou a sentir sensações que iam além de uma simples cócega.
Rachel deu um dane-se pro filme e se virou, ficando totalmente em cima da loira, cara a cara, deitadas no sofá. Quinn sorriu quando viu a boca da morena a milímetros da sua e logo emendou um beijo calmo, enquanto suas mãos deslizavam pelos cabelos dela.
– Queria comemorar sua vitória no tribunal – Rachel falou toda provocadora no ouvido da loira que sorriu com a ideia.
– Hoje? – fez uma cara safada – E se Santana nos pegar?
– O que pode acontecer? Ela nos lembrar disso pra sempre? – a morena falava descontraída.
Jessica e Santana, mesmo estando em andares diferentes, pareciam estar ligadas pelos pensamentos. Ambas não conseguiam pegar no sono. Um gosto amargo na boca as perturbava e lembranças nostálgicas dos momentos que tiveram juntas até aquele dia surgiam em suas mentes apenas para torturá-las mais ainda.
A noite passou a passos de formiga para as duas, enquanto que para Rachel e Quinn, ela poderia durar mais tempo que não reclamariam. Ficaram aos beijos no sofá. Nada além de mãos deslizando sobre o corpo quente da outra, carinhos e descoberta de sensações. Não tinham pressa. O simples fato de estarem felizes e tranquilas e principalmente juntas, as acalentava.
– Quinn... você já contou a sua mãe sobre gostar de meninas – ela estava deitada no peito da loira enquanto mexia numa mexa de cabelo dela – Sobre gostar de mim? – ela deu um sorriso pensando nessa frase.
– Huum, ainda não – ela fez uma careta divertida – Acho que primeiro ela deve se recuperar do susto que fiz ela passar com o processo de difamação que o puto do Charles me jogou. Deixemos essa noticia pra depois – sorriu olhando para a morena que concordou. – E você, quando vai contar pros seus pais que é gay senhorita Berry?
– Era nisso que eu estava pensando... teremos uma semana de feriados no mês que vem, que tal irmos a Ohio dar essa noticia pessoalmente?
– Você será o orgulho da família! – a loira ria lembrando como os pais de Rachel eram dramáticos.
– Eu já sou o orgulho deles tá bom? – falou toda emburrada – Essa noticia não vai mudar em nada isso – parou e olhou pra Quinn que se divertia vendo a cara que ela fazia de menina mimada – Vou dizer pra eles que a culpa é sua!
– Minha? – a loira fez um olhar fingido de espanto.
– Sim, porque só você tem esses olhos de esfinge que me deixam paralisada quando me olham! – ela acariciou o rostou da loira que sorria diante do que ouvia – Você me hipnotizou Quinn Fabray...
– Acho que hipnotizei mesmo... acabei de fazer isso de novo... seus olhinhos estão quase fechando de sono – ela segurava a cintura da garota num abraço – Que tal deixarmos para continuar essa conversa amanhã?
– Aceito essa proposta... – ela foi saindo de cima de Quinn e ambas sentaram no sofá – Mas antes é melhor darmos uma espiada na nossa filhinha.
– Filhinha? – Quinn não tinha entendido, ainda estava pensando no elogio de “olhos de esfinge” que Rachel tinha lhe dado.
– É...a Santana – ela sorriu triste – Vai que ela faz alguma cagada com remédios como a Jessie fez! Temos que ficar de olho! Ela está tão tristinha!
– Ahhh como você é fofa Rach! Ela te trata tão mal e mesmo assim você se preocupa... – ela abraçou a morena por trás, respirando seu perfume. – Ela tá bem, fica tranquila.
– Sou assim... era assim com você! – deu de ombros e se virou de frente pra ela – Mulher de malandro... corro atrás de quem me maltrata – fez um drama esperando uma resposta da loira. Iam caminhando para o quarto.
– Você sabe que geralmente tanta implicância e zuação é amor disfarçado né? Mas no caso da Santana é só amor de amiga. – fez um olhar bravo – Porque eu cheguei primeiro aqui! – Foi até o guarda roupa para vestir seu pijama, mas mudou de ideia.
– É... já sou toda sua... – ela se derretia enquanto sentou-se na beirada da cama e tentava observar sem querer querendo a loira tirando a roupa – Apesar da Santana ter chegado primeiro... desbravando minhas terras!
– Ela só tava aerando o local! – Quinn, agora de calcinha e sutiã foi perto da morena que engoliu em seco – Você é quem vai começar a plantação meu bem! – pegou nas mãos de Rachel e deslizou por sua cintura, deixando que elas descessem até seu bumbum. A garota ficou parada olhando pra loira em pé a sua frente, que mordia o lábio inferior com um sorriso safado no rosto esperando que ela fizesse mais alguma coisa.
Rachel permaneceu com as mãos no bumbum da loira. Gostou muito daquela parte... Não imaginava que apertar a bunda de uma mulher poderia ser tão bom. Seus olhos estavam na altura da cintura de Quinn e sem pensar muito, ela começou a dar beijos leves na barriga da loira que se divertia vendo que a morena devia estar com um vulcão prestes a entrar em erupção dentro dela.
– Sua vez Rachel... – Quinn se afastou devagar dos beijos da morena e fez aquele olhar que ganhava qualquer um.
– Minha vez?
– Isso aí, tira a roupa pra eu te ver! – a loira falou com naturalidade enquanto se sentava ao lado da morena na cama e indicava pra que ela se levantasse.
– Assim, na luz acesa? – ela olhava para os lados – Tudo bem ficar assim perto de uma amiga, mas você sabe o teor sexual que isso está tendo não é? – a loira apenas acenou um “sim” com a cabeça e continuou encarando a morena que estava agora em pé a sua frente. – É que eu fico um pouco insegura por que...
– Tira logo meu bem... – a loira a interrompeu falando com calma, vendo que naquele momento não precisavam se explicar. Fez sua voz rouca especial e continuou – Vai, devagarzinho... – apoiou os braços flexionados na cama e ficou esperando.
– Ok. – a morena respirou fundo pensando que já tinha feito isso antes com Finn e depois Brody. Que vergonha havia nisso? Olhava para Quinn e não via cobrança ou desespero em seu olhar. Só havia desejo, a vontade de estar com ela. E isso era recíproco.
Desabotoou a blusa devagar. Botão a botão, deixando seu sutiã preto de renda aparecer. Tirou a blusa e olhou pra Quinn que continuava impassível a observando. Foi para o short de seda e o desabotoou, abriu o zíper, abaixando o devagar, sempre analisando as expressões que a loira fazia.
Pronto. Ambas de roupa intima. Igualadas, sem razão pra se envergonhar. Quinn fez sinal para que a morena se aproximasse da cama e enlaçando os braços na sua cintura a puxou pra perto. Rachel era mais baixa e a cabeça de Quinn ficava na altura dos seus seios. A loira aproveitou a visão que tinha, deslizava seus dedos pelos braços, depois pela cintura dela.
– Senta aqui – ela indicou suas pernas e já puxou a morena que se deixou levar. Sentou-se com uma perna de cada lado da loira e sentiu sua intimidade esquentar quando percebeu que ela tinha tocado a de Quinn que tinha uma expressão de luxuria no rosto.
– Quinn... – ela acariciava os cabelos dela com os braços enlaçados no seu pescoço. A loira abraçou sua cintura deixando seus corpos mais grudados e dava beijos suaves pelo colo da morena que suspirava.
Subiu os beijos pelo pescoço e chegou a boca enquanto suas mãos rodeavam pelas costas dela, ao redor do fecho do sutiã, esperando a hora certa para abri-lo. Rachel movimentava o quadril experimentando aquela sensação prazerosa enquanto o beijo parecia aumentar a intensidade. A loira olhou praqueles olhos amendoados e viu que naquele momento, eles estavam entregues. Começou a abaixar uma alça do seu sutiã enquanto beijava sua clavícula, seus ombros com carinho. Rachel realmente se deixava levar pela sensação e sabia onde aquilo ia dar. Estavam de olhos fechados, experimentando os toques suaves uma da outra quando um grito desesperado as paralisou. Continuaram naquela posição, olhando-se assustadas e sem reação.
– Santana... – Quinn falou fechando os olhos, inconformada com a interrupção, enquanto Rachel já saia de cima dela, vestindo a camisola as pressas e corria pra porta para ver o que estava acontecendo.
Quinn foi atrás, de calcinha e sutiã mesmo. Naquele momento estava um pouco frustrada e seria bom que a latina percebesse que tinha interrompido um momento importante. Quando chegou no quarto, desistiu da afronta que planejava fazer.
Santana sentada no meio da cama abraçava a si mesma enquanto Rachel tentava consola-la. A abraçando também enquanto dizia baixinho que tinha sido só um pesadelo.
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