Girls Basketball
2 Nós passaremos por lá!
Notas iniciais
O dia tinha finalmente se ajustado assim que se dera início aos horários de aula. O céu azul entrava em contraste com o clima de primavera que se estabelecia no local, a única coisa que poderia ser melhor para o time de basquete de Seirin era ir direto para a quadra coberta e ir treinar.
Kagami estava sentado desleixado na última cadeira da fileira perto da porta de entrada final da sala e conversava com Kuroko sobre coisas triviais.
– Com licença. – A voz masculina despertou os dois que se viraram para a porta ao lado de ambos, encarando o dono da voz, um garoto loiro magro e de óculos, provável que um típico nerd do clube de leitura. – Esta é a sala 2-C?
– Está anotado ai em cima da porta, não consegue ler? – Kagami perguntou de mau-humor e levou um tapa em cima da cabeça do garoto de cabelos azuis.
– É sim, você é um aluno transferido? – Kuroko perguntou simpático.
O loiro na porta deu um meio sorriso indecifrável, poderia ser de sarcasmo, ódio, amigável, ninguém saberia responder.
– Ah sim, muito prazer, meu nome é Monosuke Akichi. – O loiro disse e saiu andando para frente da sala, mas parou subitamente no meio do caminho. – Por favor, lembrem-se desse nome, Tetsuya Kuroko e Kagami Taiga.
E voltou a andar com o mesmo sorriso completamente indecifrável.
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– Não é estranho sempre cairmos nós quatro na mesma sala? – Uma garota de compridos cabelos prateados perguntou enquanto jogava-se relaxada em uma carteira no fundo da sala.
Outra garota de cabelo curto e vibrantes olhos azuis suspirou, enquanto se sentava atrás da primeira.
– Na verdade não, Luna. – Akime respondeu. – Estranho é nossa Capitã ser sempre a última chegar a qualquer lugar e circunstância.
Luna riu.
– Você deve ter algum tipo de amor especial por mim, porque toda vez que eu apareço você está falando de mim. – Uma voz divertida soou ao pé do ouvido de Akime que riu soprado e rolou os olhos.
– Quem é vivo sempre aparece, não é o que dizem? – Naoko disse secamente, mas com um tom de divertimento. – Onde você estava Emi?
As três viraram-se agora mais sérias para a última a entrar na sala e a mais baixa, chegava a ser engraçado, a Capitã ser a mais baixa dentre elas.
– Eu estava avaliando. – Emi respondeu. – Como as outras meninas caíram em outra sala, mais tarde passarei os detalhes para elas.
– Avaliando exatamente o que? – Naoko perguntou ajeitando seus longos cabelos castanho-escuros.
– O time de basquete masculino de Seirin. – A loira respondeu séria. – Monosuke-kun me mandou um sms agora pouco dizendo que já conheceu pessoalmente alguns deles e que mais tarde irá à diretoria pedir o mandato de abertura do basquete feminino.
Akime assentiu pensativa, eles entrariam em guerra. Seria divertido e era justamente por isso que todas tinham se matriculado em Seirin, por diversão, coisa que a limitada escola feminina que estudavam não proporcionava, mas fora um baque para todas ao descobrir que na verdade o esporte que jogavam desde sempre era somente proporcionado ao lado masculino.
Luna ajeitou-se na cadeira pela primeira vez no século e reprimiu um sorriso, já imaginava a reação dos demais ao descobrirem que teriam que dividir a quadra com um time feminino. Seria épico.
– Hey gatinhas, graças a Deus meninas gostosas caíram na minha sala. – Um garoto falou e as quatro se viraram com as sobrancelhas arqueadas.
– Mas gente, quem é essa criatura? – Luna perguntou sarcástica.
– Essa criatura acaba de se inscrever para o glorioso time de basquete daqui. – O garoto falou mostrando os músculos. – Claro que várias vão querer sair comigo, mas darei preferência a uma de v...
– Então do que é a primeira aula? – Akime perguntou a Emi.
– Acho que é Japonês. – Emi respondeu sorridente.
– Êh? No horário diz que é matemática! – Naoko disse sem muita emoção.
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Assim que o sinal para o intervalo tocou já não havia mais nenhum aluno na sala nos três primeiros segundos. Luna e Naoko como sempre faziam desde o fundamental corriam para o refeitório sem nem ao menos dar um tchau. E pensar nisso fazia Akime Fuyumi sorrir mentalmente.
Akime nunca foi a pessoa mais sociável e nem acreditava que os opostos se atraíam, para uma pessoa inteligente como ela, isso só funcionava em Química. Mas fora surpreendida pelo destino ao conhecer Emi Mayumi, uma pessoa completamente oposta a si, tanto em pensamento, quanto nos ideais.
“Bom dia, Fuyumi-chan”
“Não me chame de Fuyumi-chan!”
“Você sabe jogar basquete Akime-chan?”
“Não me chame de Akime-chan!”
“Akime-chan?”
“O que?”
“Vamos criar um time de basquete!”
“Não e já disse para não me chamar de Akime-chan!”
“Violet!”
– Está muito pensativa, Violet. – Emi disse sorridente ao sair da sala lado a lado da amiga de cabelos curtos.
Akime rolou os olhos.
– Estava pensando em como eu fui parar sendo uma vice-capitã de um time de basquete. – Akime disse soltando seu típico suspiro indignado.
Emi riu e assim que abriu a boca para responder bateu com força em alguém e foi direto ao chão.
– Você está bem? – Perguntou o dono da voz fazendo Emi levantar a cabeça pra encará-lo, dando de cara com um emaranhado de cabelos azuis e olhos da mesma cor.
“De onde surgiu esse garoto? Como eu não o vi na minha frente?”. Pensou Emi
Ele estendeu a mão à loira caída no chão que aceitou se levantando com a ajuda do garoto um pouco maior que ela, o que não era muito difícil.
– Oh, você é do time de basquete! – Akime exclamou surpresa, deixando logo Emi surpresa, pois normalmente não se via uma Akime um tanto animada.
– Ah sim, muito prazer, Tetsuya Kuroko. – Disse o garoto sem muita animação.
– Deixe-me perguntar Tetsuya-senpai, quando se iniciarão os jogos? – Akime perguntou e Emi não pode deixar de ver o lado atriz da amiga em ação. – Eu e minha amiga gostaríamos de ver o time de basquete em ação.
Kuroko fez uma cara de pensativo.
– Bem, amanhã teremos um jogo de estreia entre veteranos e novatos, passem por lá. – Kuroko disse e sumiu como num passe de mágica.
– É claro que passaremos. – Disseram as duas em uníssono.
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