Girl In Luv

14 O segredo de Jin


Notas iniciais
Primeiramente, peço desculpas. Demorei bem mais do que planejei, mas não foi intencional. Em minha opinião esse capítulo vai compensar bem esse tempo de espera u-u

Yoongi sentia-se perdido. Durante aquela única semana ele se vira imerso em uma avalanche de sentimentos. Foi como se uma porta, antes trancada, tivesse sido arrombada no momento em que voltou a tocá-la, o expondo para uma centena de verdades que tanto temia enfrentar. Ele pegava-se agora vivendo um clichê. Sacrificou-se por alguém que nem era parte de sua família e, embora tivesse consciência que fez a coisa certa, algo dentro de si gritava de arrependimento. “Foi a última vez. A última vez que sentiu sua respiração assim tão próxima e a última vez em que pegou em sua mão. Agora acabou”

Estava prestes a urrar de frustração quando uma mão tocou o seu ombro. A próxima coisa que sentiu foi uma dor forte no queixo ao levar um soco.

***

Jimin e Taehyung saíam animados de uma casa de jogos. O ar fresco daquela noite de sábado os envolveu assim que pisaram na rua. Havia poucas pessoas por ali, sendo o ponto mais movimentado o cinema à frente, onde vários casais saiam após o termino de uma sessão. Uma pessoa normal talvez tivesse reconhecido na hora o cachecol vermelho da amiga, mas nada disso foi percebido graças à insistência de ambos em permanecer discutindo assuntos trivais.

– Você tem que admitir que em se tratando de jogos eletrônicos eu sou o melhor. – gabou-se Tae pela terceira vez seguida naquelas últimas duas horas.

– Ainda acho que rolou trapaça. — insistiu Jimin sem saber quais argumentos usar para justificar as suas derrotas. A verdade é que se sentia meio desatento naquela noite, andava preocupado com suas notas. Devia ter ficado em casa estudando como vinha fazendo já há algum tempo, mas só a possibilidade de passar outro sábado afundado em livros o enchia de ansiedade.

– Isso é o mal perdedor em você falando mais alto que sua pouca dignidade.

– E esse é o som do seu ego inflado por nada.

– Por nada vírgula. Foram no mínimo quatro partidas seguidas.

– Me pegou em um dia ruim.

– É o que todos dizem.

Jimin estava prestes a abrir a boca em protesto quando o outro o interrompeu.

– Quem é aquele junto de SunHee? – perguntou espiando por cima dos ombros de Jimin.

Quando se virou ele reparou em um rapaz magro de cabelos castanhos usando moletom preto. Ao lado dele SunHee caminhava como se algo a incomodasse. Seu cachecol vermelho-sangue trazia vida aquela noite escura. Um tipo diferente da vida a qual ela soprara nele anos atrás. Sentimento esse que tinha o dever de retribuir nesse momento em que seus sorrisos não chegavam aos seus olhos.

Sem processar o que estava fazendo, Jimin se pôs a segui-los.

– Que merda você tá fazendo?- questionou Taehyung ajustando o passo para lhe acompanhar.

– Tem algo errado com ela. – respondeu com simplicidade. Jimin não acreditava muito em sexto sentido, mas quando o seu instinto disse que SunHee precisava de ajuda ele não pensou, apenas agiu.

***

Danbi possuía muitas coisas, no entanto, duas eram claramente sobressalentes: A primeira era batons vermelhos e a segunda a exorbitante quantidade de rancor que era capaz de guardar contra uma única pessoa. Desde que seu namoro com Namjoon terminou e ele passou a sair com uma colegial qualquer toda a sua raiva foi dirigida contra a “pequena vadiazinha quatro olhos”, como a apelidara.

Na verdade, nunca esteve realmente apaixonada por ele. Seu relacionamento consistia em uma troca de favores. Ela sabia que ele sentia-se atraído por sua aparência tanto quanto ela pela sua, mas o rapaz tinha certa quantidade de caráter que a surpreendeu. Embora tenha se insinuado algumas vezes ele sempre se manteve distante, firme e forte. Foi então que apelou para a influência de seu pai e ameaçou acabar com sua carreira na faculdade de engenharia. Como o esperado, no dia seguinte estavam juntos. Ficaram assim até que ela se aborrece-se. Ou mais precisamente, até o filho de sua madrasta descobrir a chantagem e revelar à querida mamãe que levou seu pai a por fim na brincadeira.

Por ter vivido a maior parte da vida como filha única, Danbi era incrivelmente mimada. Tanto, que manipular a vida dos outros tornara-se seu mais delicioso entretenimento. O fazia com prazer e sem remorso para o horror de sua nova família que agora parecia controlar as ações do seu pai.

– Que seja a última vez que você brinca com alguém dessa forma. – havia alertado o empresário – Caso contrário tranco sua conta bancária. O motorista ficara de olho em suas ações fora daqui

Se o homem não tivesse passado a vida cego para a personalidade incontrolável da filha, quem sabe tivesse previsto que ela saberia manipular o motorista tão bem quanto.

– Se você abrir a boca eu minto que estava me abusando. – disse Danbi ao empregado, um homem de trinta e poucos anos, de classe baixa e com dois filhos pequenos. Tendo presenciado várias cenas onde a garota convencia o pai a acreditar em suas mentiras, não foi preciso uma segunda conversa para chegarem em um consenso.

E dessa forma a garota de 22 anos permanecia solta nas ruas atormentando qualquer um que cruzasse seu caminho sem abaixar a cabeça. Por azar, SunHee fizera muito mais que erguer o queixo.

Danbi tinha talento para planejar vinganças. Bilhetes de ameaça, notas baixas e portas de armários sendo vandalizados eram apenas intimidação. Algo mais terrível estava tomando forma a partir do momento em passou a seguir os passos da menina. Ato esse que a levou até aquele cinema na noite de sábado.

– Isso exemplifica as coisas. – a voz veio baixa alguns metros a frente onde seu novo brinquedinho discutia com o namorado – E é por isso que estou terminando com você.

Danbi permanecia a uma distância segura do casal, garantindo que sua presença não seria notada. Vinha os seguindo desde o cinema com sucesso, mas quando ouviu a nota de tristeza na voz de SunHee quase estragou o disfarce com uma risada de júbilo. A desgraça alheia lhe era tão excitante...

Depois que o rapaz passou ela ficou para observar a reação da garota. Estava buscando ideias para algo que a magoasse ou a humilhasse e quando viu uma única lágrima escorrer pelos olhos de SunHee soube na hora que seria aquele garoto. Estúpida...Ele também parecia gostar de você.Pensou. Todos querem amor e você despensa o seu...

– Melhor pra mim. – murmurou baixinho antes de se virar e ir embora. Já tinha a informação que precisava e na sua cabeça já tramava o próximo passo para atormentar aquela menina inconsequente. Tudo havia se tornado mais fácil agora que sabia o que a machucava.

***

Jimin seguiu SunHee ainda do outro lado da rua. À suas costas Taehyung continuava a queixar-se.

– Que diabos se passa na tua cabeça!?

– Psiu! Cala a boca idiota. – alertou o ruivo com raiva do falatório – Minha mãe reclama bem menos quando eu me esqueço de lavar a louça.

– É, mas eu não tenho a obrigação de aturar você ao contrário dela.

– Então vai pra casa e para de encher meu saco.

– Pra você fazer o que? Interromper o encontro de SunHee como se fosse um bêbado apaixonado?

– Posso garantir que estou sóbrio e meu atual problema não é paixão.

– Então é o que?

– Você.

– Só estou tentando impedir um desastre.

– Mas só falta gritar pra eles que estão sendo seguidos.

– Talvez eu devesse.

Jimin lançou seu melhor olhar assassino ao amigo.

– Nem ouse. Ou faço você voltar pra marte com um único chute.

– Disse Jimin, o stalker. – provocou Tae.

– Não sou um stalker.

– Aham.

– Estou falando sério.

– E eu também. Vamos pra casa. Isso é idiotice demais pra alguém com tão pouco tamanho.

– Você vai ver o pouco tamanho.

– Sei. Conheço o discurso, mas dessa vez é pra valer. Está tudo bem com eles...

Nesse momento ouviram a voz elevada de SunHee.

– Não comece a agir como se eu fosse a megera! – a frase veio meio cortada pela distância, mas ainda assim carregada de sentimentos. Do outro lado da rua ela e o namorado também brigavam.

– Isso é tudo bem pra você?- perguntou Jimin com um olhar indagador para o amigo que agora estava curioso.

– Ainda assim não é problema nosso.

– Aquela menina é minha amiga então sim, é problema nosso.

Observaram com atenção o desenrolar da discussão com uma ansiedade crescente. Jimin notou que ela não estava nem um pouco tranquila e aquilo o perturbou ainda mais do que ver aquele estranho apoiar sua testa na dela. Ele só queria ir até lá e socar aquele canalha e a vontade só aumentou quando viu a expressão angustiada dela quando o infeliz foi embora.

–Que chato... Jimin!- exclamou Taehyung voltando a segui-lo enquanto ele voltava pelo caminho que recém tinham feito – O que...?

– Vou ver qual é a desse patife.

– Mas você não vai ir consolar ela?

– Ela não é alguém que se sentiria bem em saber que a viram assim.

***

Assim que Yoongi foi embora SunHee sentiu uma pontada de culpa. Nada saiu como o planejado. Por que tinha a sensação que dessa forma ambos saíram imensamente machucados? No fundo ela sabia exatamente qual era a resposta. Porque disseram coisas cruéis um ao outro. Coisas que sabiam que feriam fundo. Tocaram em assuntos proibidos e pontos sensíveis. Quebraram aquela velha promessa.

Seguiu para casa com uma raiva crescente. Frustrada, chutou com força uma latinha jogada na calçada. Só se deu conta da infantilidade daquilo quando a lata foi parar junto aos pés de um rapaz a sua frente. Ele olhou da lata para ela e vice-versa arqueando as sobrancelhas.

– Mas, o quê...?

– Desculpe. Sinto muito. Não foi a minha intenção. – apressou-se a dizer curvando-se em sinal de respeito. Deu uns passos em direção ao garoto pronta para ajuntar a lata e jogar no lixo, mas ele o fez antes.

O rapaz segurou o objeto o analisando pensativo e depois voltou o olhar a ela. Quando viu seus olhos, dessa vez um pouco mais próximos, teve uma sensação de dejávu. Olhos como os de um cervo... Onde os vira?

– Acho que não esqueceu o incidente com seu coleguinha, não é?- perguntou ele com um pequeno sorriso.

SunHee estava prestes a perguntar do que ele estava falando quando seu celular tocou e a interrompeu.

***

Jimin caminhava decidido com os punhos já fechados e Taehyung, que por fim havia desistido de argumentar, o seguia em um silêncio pesado. Estavam há uns cinco metros do seu objetivo e ele estava prestes a enfrentar aquele desconhecido quando alguém adiantou-se.

– Babaca! – exclamou um rapaz alto ao desferir um soco no rosto do namorado de SunHee. Surpresos pela reviravolta, Jimin e Taehyung congelaram no lugar e observaram o conflito. Quando conseguiram discernir o rosto do agressor não foram capazes de disfarçar o quão abismados ficaram.

– Aquele é...?- murmurou Taehyung deixando a pergunta incompleta.

–É. É sim. – respondeu Jimin sem se quer piscar. Sua mente ainda processava o que estava acontecendo bem a sua frente. Tinha certeza que estava sóbrio, mas ainda assim aquilo parecia uma alucinação porque assim que reparou no rosto do sujeito teve a impressão de reconhecer as feições de Jin, o irmão de SunHee. Contudo, ele parecia diferente.

***

POVs Hoseok On

Provavelmente a culpa foi minha por deixa-lo exagerar daquele jeito. Jin era fraco para álcool.

– Mais uma dose. – exigiu ele levantando o copo com a mão direita. Notei que ele piscava com força, como que tentando espantar o primeiro sinal de embriaguez.

–Você devia maneirar na bebida. – sugeri tomando cuidado com a escolha das palavras enquanto via o líquido preencher o copo pela sexta vez naquela noite.

– E você devia calar a boca ao invés de se preocupar com o que EU faço. Mas nem tudo é como devia ser. Não é?

Ele já começava a tropeçar em uma e outra palavra e a julgar pela sua língua afiada (que me passava a sensação de estar sentado com Yoongi) eu sabia que estava com raiva. Aquilo era novidade. Jin sempre era o retrato da calmaria e serenidade. Era o tipo de hyung que levava brincadeiras numa boa e raras foram as situações que o vi de outra maneira. Havia mais alguma coisa que ele não me deixava saber.

– Contou à sua avó? – perguntei como quem não se importa com a resposta. Recebi apenas um dar de ombros. Ele estava atuando. Era um dos seus hábitos mais recentes. Fugia de assuntos que lhe eram delicados dando uma reação amena como aquela. Seu rosto permanecia inalterado, mas percebi que estava tenso quando sua mão esquerda fechou-se discretamente em cima do balcão.

– Ela já deve ter desconfiado a essa altura. – fez uma pausa para tomar mais um gole da bebida – Que o neto é um fracassado.

– Não devia falar de si mesmo dessa maneira. O problema não é você. É que a oportunidade certa...

–Ainda não apareceu. Já fiquei sabendo.

Ouvir o seu pessimismo me chateava. Jin vivia fazendo testes para os mais diversos papéis fossem eles para comerciais, dramas ou teatro. O fato era que raramente conseguia algo maior do que um figurante ou três linhas de falas. Esse era um problema que há tempos vinha abalando o seu ego. Talvez fosse o segredo que mais temesse. Tinha medo de acabar decepcionando a sua família.

– Talvez eu devesse largar a atuação e tentar ser mais como... como...

– Namjoon? – arrisquei.

– É. Como ele. Viver enfurnado em livros em pleno sábado a noite. – falou fazendo gestos para mostrar o bar a nossa volta.

– Não me parece um estilo de vida que se encaixe em você.

– Por que não? Só porque posso me revelar um lixo nisso também?

Suspirei já exasperado com a sua atitude de se botar pra baixo.

– Jin...- comecei com toda a minha paciência, mas fui interrompido quando levei um susto ao ver ele bater o copo no balcão – O que...?

– Aquele traidor! – exclamou com os olhos pregados na janela às minhas costas. Virei-me buscando enxergar a pessoa a qual ele se referiu então reconheci a familiar silhueta de Yoongi. Antes que eu pudesse me fazer qualquer pergunta Jin já estava saindo do bar. O aroma de problemas envolveu o meu cérebro e me fez segui-lo. Não era preciso ser adivinho para ter certeza de que aquilo terminaria mal.

POVs Hoseok off

***

– Acho que não esqueceu o incidente com seu coleguinha, não é?- perguntou ele com um pequeno sorriso.

SunHee estava prestes a perguntar do que ele estava falando quando seu celular tocou e a interrompeu.Ela pensou em ignorar a ligação quando viu que se tratava apenas de Jimin, mas algo dentro de si a mandou fazer o oposto. Do outro lado da linha a voz dele surgiu com um quê de desespero tendo como fundo uma mistura de vozes irritadiças discutindo. O que ele estaria fazendo?

SunHee?

– Sim. O que foi?– questionou com pouca paciência lançando um ligeiro olhar de desculpas para o rapaz a sua frente que acenou em um gesto compreensivo.

– Acho que você deveria vir até aqui. – sua voz saiu cortada e o som de um xingamento alto pareceu vir de um lugar terrivelmente próximo a ele.

– O que quer dizer com ‘aqui’? Esta no meio de uma briga?

– Não. Assistindo uma.

– Jimin...

– Mas não posso dizer o mesmo do seu irmão. – SunHee sentiu o ar escapar dos seus pulmões.

– O que!?

– Olha, só vem logo aqui. Ok? Jin parece estar bêbado.

Ouvir aquilo a convenceu.

– Tá. Onde você está?

– Há umas duas quadras do lugar onde você estava discutindo com o tal de Yoongi. Pouco depois de um bar. – SunHee fez sons de entendimento até compreender a realidade por trás das palavras de Jimin.

– Como você sabe sobre Yoongi!?

– Vêm! – exclamou ele encerrando a ligação logo em seguida.

SunHee estava atônita ainda encarando o celular em sua mão. Não podia acreditar nos próprios ouvidos. O que era aquela ligação de Jimin?

– Tudo bem? – perguntou o garoto a sua frente que estava parecendo verdadeiramente preocupado. Ouvir a sua voz musical a trouxe de volta fazendo com que retomasse os sentidos. Jin precisava dela.

Ainda funcionando no modo automático ela apenas acenou de leve com a cabeça e piscou algumas vezes tentando focar no seu rosto.

– Preciso encontrar o meu irmão. Desculpe. Pela lata quero dizer. – mal terminou de falar e curvou-se as presas. Saiu a passos largos. Por sua mente rondavam centenas de perguntas enquanto tentava se convencer de que provavelmente tratava-se apenas de um trote. De repente o rapaz enlaçou um dos seus pulsos a fazendo parar e girar para encara-lo de novo.

– Tem certeza que esta tudo bem? Você parece que pode desmaiar a qualquer minuto.

– S-sim. – a voz saiu falha devida ao tumulto nos seus pensamentos. – Eu não preciso ir muito longe.

Liberou o seu pulso e voltou a caminhar apressada, refazendo o caminho de alguns minutos atrás. Apenas pouco mais de cinco minutos se passaram e já era sugada para o meio de outro tornado de apreensão.

Não demorou muito, logo viu o letreiro piscar em néon. Ela não foi capaz de ler o nome do estabelecimento, pois sua atenção foi roubada por quatro figuras.

Se aproximou com passos lentos e cuidadosos, adianto o máximo possível lidar com aquela situação. Reparou que dois deles, Jimin e Taehyung, estavam em pé em volta de uma quarta pessoa que permanecia sentada no chão com a cabeça escondida entre os joelhos. Era o Jin. O amigo dele, Hoseok, também estava lá ajoelhado ao seu lado passando uma das mãos pelas suas costas tentando consola-lo. O que esta acontecendo?

Taehyung foi o primeiro a notar a sua presença. O olhar que lhe lançou era enigmático como se estivesse se desculpando por algo. Jimin estava ao seu lado claramente preocupado. Ele veio em sua direção com os braços estendidos para que não se aproximasse mais.

– Você veio. – disse aliviado fazendo com que parasse antes de poder avistar o rosto de Jin.

– O que é isso, Jimin? – perguntou em voz baixa tentando forçar passagem para chegar até o irmão – O que houve com o Jin?

– Nada sério. Ele bebeu um pouco demais e se alterou. Só isso. – quem respondeu foi Hoseok sem olha-la.

– Como assim se alterou!? – gritou indignada. Tentou ir até eles, mas Jimin a envolveu com seus braços fortes e a manteve contra seu peito mesmo quando tentou soca-lo e desferiu chutes em sua canela. Ele apenas enlaçou os seus pulsos e pediu que se acalmasse. O fuzilou com o olhar. – Você disse que ele estava em uma briga! Me deixe passar.

Taehyung finalmente decidiu intervir.

– Jimin fala demais. Ele apenas socou o tal de Yoongi... – interrompeu a frase bruscamente se dando conta que tinha revelado o que não devia.

– Como assim ele socou o Yoongi?! Ele também estava aqui?

– Agora quem fala demais, Tae? – suspirou Jimin – Ele já foi embora. Jin só deu um soco nele, mas foi só isso.

– E as vozes no telefone?

– Jin estava discutindo com Hoseok que estava tentando acalma-lo. Tudo esta bem agora. Ok?

– Como bem? Meu irmão esta bêbado e você não me deixa ir até ele. – soltou indignada.

– Deixa ela passar. – disse Hoseok se levantando.

Jimin a soltou meio a contragosto e ela foi correndo para junto de Jin que até o momento não havia se manifestado. Tocou em seu ombro com receio.

– Jin?

Resmungos.

– Jin? Como você esta se sentindo?- questionou gentilmente.

– Tonto. — sua voz soava fraca e abafada.

– Depois que consegui acalmar ele parece que começou a se sentir enjoado e ficou ai no chão. – esclareceu Hoseok

– Precisamos ir pra casa. Acha que consegue levantar?

Ele acenou de leve com a cabeça e ela e Hoseok o ajudaram a ficar de pé.

Taehyung chamou um táxi e eles colocaram Jin no banco de trás do veículo.

– Tem certeza de que não quer que eu acompanhe vocês? — perguntou Jimin.

– Tenho. Obrigado pela ajuda.

Despediu-se dos três e sentou ao lado do Jin que estava em um estado péssimo. Ouviu a porta fechar e o motorista deu a partida no motor levando-os para casa. Ele logo deitou a cabeça em seu ombro como se fosse ele o mais novo.

– Ah, Jin... Porque fez isso? Era pra mim ser a inconsequente, lembra?- questionou baixinho tirando os cabelos dele de frente da testa. A melancolia em sua voz soou alta até aos próprios ouvidos. Não acreditava que ele havia mesmo agredido Yoongi que era um dos seus amigos mais próximos. Jimin, Taehyung e Hoseok tinham dado a entender que ele havia apenas se descontrolado porque estava muito bêbado, mas ela desconfiava que havia um dedo dela por trás disso e isso seria muito para suportar.

SunHee nunca, jamais, o vira dessa maneira. Jin sempre lhe mostrara o rosto amigável de um bom irmão mais velho. Era alguém que agia como uma segunda mãe. A alertava sobre os perigos que pudesse encontrar pelo caminho e a repreendia caso não o escutasse. Ele era o tipo de pessoa gentil e tagarela que sempre estava presente para aliviar os seus temores e fazer com que se sentisse melhor. Jin era a pessoa para quem a mãe lhe enviara quando viu os primeiros sinais de depressão se manifestarem depois da morte de Sarah. Era o garotinho que a levava ao parque sempre que se sentia solitária. E o rapaz que sempre queimava a comida na época que estava aprendendo a cozinhar. Contudo, quando olhou para a sua face naquela noite tudo o que avistou foi um estranho e isso a assustava.

No fundo de sua mente as palavras da avó ressoavam acusatórias: “Só tenha cuidado com o que vai fazer, Kim Sun Hee.” Na hora não sabia interpretar o que ela disse, mas algo lhe dizia que o quer ela temesse havia ocorrido.

Notas finais
Entenderam? Caso não, aqui vai uma breve explicação: Jin vêm tendo sérios problemas com a carreira dele e isso o perturba MUITO. Ele mantém isso em segredo porque não quer decepcionar ninguém e tem vergonha disso. Hoseok é o único que sabe dessa história. Por estar estressado ele foi beber e por azar Yoongi passou em frente ao bar. Ele já tinha a desconfiava que ele e a irmã tinham um rolo e a conversa que teve com ela mais cedo naquele dia meio que confirmou isso (Lembrando que ele é aquele típico irmão ciumento). Ficou com raiva e descontrolado devido a bebida e deu um soco no Yoongi. Não houve mais nada pq Hoseok estava lá e ajudou para que voltasse ao normal. ~Desculpe se foi confuso é que quero terminar logo essa história por isso tem muita informação de uma vez só. Obrigado por acompanharem a fanfic e até o próximo capítulo *3* ps: O próximo capítulo esta quase pronto e dependendo dos comentários posto em até dois dias ;) Já vou dizer que te tudo o que escrevi até agora esse próximo capítulo é o meu preferido. Vou contar o começo do namoro da SunHee e do Yoongi