Get It Right

15 I Kissed a Girl


Chegamos à casa de Puckerman. Havia chovido durante o caminho e quando eu saí do carro, escorreguei ao pisar na grama e quase caí, mas Hudson me segurou.
— Cuidado Rachel — ele disse e colocou o braço em volta de minha cintura, me ajudando a andar até a porta da casa de Noah.
Entramos na casa de Puck, e fomos até seu porão. Havia muitas bebidas, som alto e estava decorada com balões. Havia sofás, poltronas, um pequeno bar com bebidas nas prateleiras atrás.
— Ei Rachel — disse Britt puxando minha mão. — Venha cá!
Andamos até o pequeno bar onde Puck me olhou e sorriu.
— Dois absintos — sorriu ela e saiu.
Puck colocou a bebida no copo e quando viu que Britt tinha sumido fez uma cara de idiota.
— O que foi? — perguntei rindo da careta de Puck.
— Brittany não estava aqui? — ele perguntou.
Assenti e continuei a rir.

— Pensei que a bebida já estava fazendo efeito — ele riu junto comigo e me entregou um copo e o outro ergueu acenando para alguém.
Olhei para trás e vi Finn parado no meio da sala com aquela cara de idiota. Comecei a rir novamente.
— Vou lá chamá-lo — falei para Puck.
Andei até Finn e sorri.
— Não fique aí sozinho.
— Me sinto perdido — ele disse me olhando.
— Animo! — eu falei sorridente e peguei em seu braço.
Andamos até o pequeno bar e os copos de absintos estavam em cima da bancada. Puck havia ido até Britt que já estava tirando a blusa enquanto dançava sensualmente. Olhei para aquela cena de boca aberta.
— Se eu ficar bêbada e fizer isso — olhei para Finn que também estava boquiaberto, mas tenho certeza que ele não estava assustado por Britt estar que nem uma vadia, mas sim por causa dos peitos dela. — Por favor, me dê tapas na cara ou jogue água gelada em cima de mim.

Finn riu.
— Sei que você não é assim quando fica bêbada.
— Ok — olhei para os copos. — Quer me acompanhar no meu primeiro copo de bebida alcoólica? — peguei um copo e o entreguei para Finn.
— Será uma honra — ele pegou o copo e sorriu.
— Um brinde a nós! — batemos os copos e depois eu virei todo o líquido dentro de minha boca.
Aquilo tinha um gosto horrível. Fiz uma careta e quase vomitei a bebida, mas fui forte porque Finn ria de mim.
— Palhaço! — bati em seu ombro e ri junto. — Só para provar que eu sou uma mulher forte, vou querer uma outra bebida — saí de minha cadeira e fui até a prateleira de bebidas. — O que você quer? — perguntei lendo os rótulos de cada garrafa.
— Que tal tequila? — ele perguntou levantando-se e indo ao meu lado.
Finn pegou uma garrafa, abriu-a, depois pegou meu copo e o encheu com o líquido.
— Beba tudo Berry — ele me deu o copo — e sem fazer caretas ao final.
Peguei o copo e o virei. A bebida queimava em minha garganta, mas ao último gole não fiz cara feia. Comecei a rir.
— Viu como sou forte? — mostrei a língua.
Finn sorriu. Pegou uma garrafa de vodka e a de tequila.

— Ainda quer conversar? — ele perguntou.
Assenti. Peguei nossos copos e fomos nos sentar no sofá. Coloquei os copos na mesinha de centro, Finn fez o mesmo com as garrafas e depois se sentou ao meu lado.
— Vocês vão ficar aí discutindo relação? — perguntou Mercedes.
— Não — eu falei. — Na verdade, só estamos...
— Parem com isso — interrompeu Santana —, vamos brincar do jogo da garrafa.
— Mas antes — intrometeu-se Puck —, a Berry vai ter que beber toda a garrafa de Tequila.
— Por quê? — perguntei.
— Porque temos que usar a sua garrafa para brincar — ele sorriu e empurrou a garrafa para mim.
— Ah meu Deus — falei pegando a garrafa em minhas mãos e bebendo o líquido do gargalo.
No terceiro gole seguido, tirei a garrafa de minha boca e respirei fundo.
— Para uma iniciante, até que você é boa nisso — falou Santana desconfiada.
— Bebo muita água para que não fique com a boca seca enquanto canto e não engorde — expliquei. — Meu estômago está bem preparado.
— Mas depois dessa, seu fígado vai ficar podre — comentou Quinn rindo. — Você vai se acostumar rápido. — Ela sentou-se em cima da mesinha de centro e ficou me observando beber.
Puck estava sentando ao lado dela e a puxou para sentar em seu colo.

Olhei para a garrafa e novamente continuei a beber o líquido. Depois de dois goles enormes, tirei a garrafa de minha boca e fiz uma careta horrível.
— Me dá essa garrafa — disse Quinn pegando a tequila que eu tinha estendido para ela. — Vou te ajudar — ela sorriu para mim e começou a beber.
— Se for assim, também quero ajudar — falou Santana pegando a garrafa que Quinn já tinha tirado da boca.
A latina fez uma cara feia depois de beber o último gole da bebida.
— E que comece a brincadeira! — falou Blaine rindo.
Todos se sentaram no chão em volta da garrafa vazia. Fiquei sentada no meio de Kurt e Mercedes.
— Vou começar — falou Puck que girou a garrafa.
O objeto ficou apontado para Finn. Todos riram alto.
— Não vou beijar ele — disse Noah fazendo cara de nojo.
— Beija! Beija! Beija! — todos falavam juntos.
— Sem chances — Finn disse quando paramos de incentivar.
— Ok, então o próximo gira a garrafa — falou Mercedes.

Olhamos para Blaine que estava sentado ao lado de Puck. Ele girou a garrafa com medo, mas acabou tendo que beijar Britt, o que não foi muito empolgante, mas Santana ficou furiosa com a cena. A latina se levantou, puxou Brittany pelo braço e a colocou contra a parede. Começou a beijar a loira, depois desceu suas mãos até a coxa dela, escorregando a mão, chegou até a sua bunda, onde apertou com força a massa muscular e Britt já dava chupões no pescoço da latina. Logo percebemos que a coisa ia pegar fogo por ali.
— Sexo só no quarto — comentou Kurt.
— De preferência comigo junto — disse Puck levantando-se e indo beijar Santana.
Britt estava com as mãos nos seios de Santana, por dentro da blusa e parou olhando para Puck.
— Nada disso — falou Santana empurrando Puck. — Nós vamos para o quarto, mas irá somente eu e Britt — ela deu ênfase nos nomes e as duas saíram abraçadas em direção à algum quarto.
— Minha vez — peguei a garrafa e girei-a.
Infelizmente, ficou entre Puck e Finn. Só espero que isso não seja um sinal. Peguei a garrafa e a girei novamente. Dessa vez parou em Quinn. Olhei assustada para ela. Nunca tinha beijado nenhuma garota e só espero que ela não me xingue ou faça qualquer escândalo. Quinn me surpreendeu quando se levantou até mim e sorriu.

— Vamos lá Berry, me beije — ela disse me chamando com seu dedo indicador.
Quinn tinha um sorriso safado no rosto. Fui até ela e a beijei. Seu beijo tinha um gosto de desejo e tequila misturados. Nosso selinho foi rápido. Pelo ao menos foi o que eu pensei.
— Nossa, que beijo — comentou Puck.
Quinn e eu percebemos o volume abaixo do zíper da calça dele. Olhei para Fabray e começamos a rir. Levantei-me e fui até o pequeno bar. Lá procurei alguma bebida e decidi pegar uma cerveja. Sentei-me no sofá enquanto o pessoal continuava a jogar. Toquei meus lábios com os dedos e percebi que estava pensando no beijo de Quinn. Tenho que admitir que foi bom, mas somos garotas e isso não é certo.
Deve ser assim que Finn se sente quando a beija e depois eu, confuso.
— Rachel? — vi Finn sentado ao meu lado.

— Oi — sorri.
Tomei mais um gole de cerveja e suspirei.
— Estamos ferrados — comentei.
— Por quê? — ele perguntou pegando minha garrafa e bebendo uns dois goles.
— Amanhã vamos estar com as piores ressacas do universo — rimos juntos.
Eu tinha que tirar minha dúvida. Tenho que beijar Finn novamente. Não posso começar a gostar de Quinn. Não! Claro que não! Deve ser a bebida fazendo efeito em mim.
— Então, o que você queria conversar comigo? — perguntei me deitando no sofá e colocando minhas pernas no colo de Finn.
Ele colocou as mãos em minhas pernas e começou a massagear minhas panturrilhas.
— Eu só queria te explicar que eu já me decidi — ele falou olhando para Quinn que estava dançando com Puck. Finn fez uma pausa longa. — Eu não quero mais a Quinn Fabray — ele parou de me massagear e olhou para mim. — Eu quero você.
Fiquei olhando para ele chocada. Finn nunca havia sido tão direto comigo. Sorri contente com a pequena declaração. Levantei-me, sentei em seu colo e o beijei.
— Eu quero muito você — Finn sussurrou em meu ouvido enquanto eu beijava seu pescoço.

— Acho melhor irmos para casa — falei saindo de seu colo e procurando minha bolsa.
— Por quê? — ele perguntou me olhando confuso.
— Não quero que os outros vejam a nossa intimidade — sorri e lembrei que minha bolsa estava dentro do meu carro. — Vamos?
Finn assentiu.
— Acho que não precisamos nos despedir — olhei para o pessoal e a maioria estava bebendo, rindo, se beijando...
— É melhor não — Finn disse.
Começamos a andar e eu já estava cambaleando de tão bêbada.
— Quer saber de uma coisa? — falei para Finn enquanto tirava meus sapatos. Eu estava sentada no chão no lado de fora da casa de Puck. — Vou me arrastar até o carro — falei pegando os sapatos e andado de quatro em direção ao carro. — Não aguento ficar em pé.
— Não faz isso Rach — Finn disse me pegando pelo braço e colocando-o em volta de seu ombro.

Começamos a andar juntos e caímos no chão.
— Você está pior que eu! — comentei rindo e me deitando no chão. — Acho que vou dormir aqui mesmo — me virei para o lado e fechei os olhos.

Notas finais
Capítulo meio hot, mas em fim SHAIYSHAIUHSIUAHDIUADH
Talvez eu poste mais um capítulo ainda hoje, mas isso depende dos comentários, ok?(=
Bjs