Get It Right
24 Big Girls Don't Cry
Notas iniciais
Sábado de manhã.
Acordei disposta e completamente feliz. Hoje seria o dia da melhor festa do ano. Ontem foi a formatura no McKinley, mas nem foi aquilo tudo. Pegamos os nossos “canudos de formandos” e depois fomos para a casa do professor Schue chorar ao lembrar-nos de nossos momentos no clube Glee.
Tomei um banho e fui até a cozinha onde estavam meus pais.
— Bom dia — falei entrando na cozinha e indo dar um beijo nos rostos de meus pais.
— Bom dia flor do dia — falou minha “mãe”.
— Que coisa mais clichê — disse meu pai fazendo cara de tipo: “você não era assim quando nos casamos”. — Bom dia Rachelzinha.
— E “Rachelzinha” é apelido de quando ela ainda era um bebê — disse minha “mãe” fazendo cara de poucos amigos.
— Ok ok, chega de discussões — falei sentando-me em uma cadeira e comendo uma fruta.
— Então, o que você vai fazer hoje? — Perguntou meu pai.
— Eu vou a uma festa de despedida na casa do Sam e só volto amanhã — falei enquanto bebericava meu suco de laranja.
— Uau, o final de semana vai ser bem corrido, hein mocinha?! — Falou minha “mãe” um pouco desconfiada da noitada.
— Vou usar preservativo, relaxem — eu disse comendo um pedaço de bolo.
— Nós confiamos em você — meu pai disse cutucando minha “mãe” que estava com uma cara de bunda.
— Nossa você está com uma fome de leão Rachel — disse minha “mãe” ao perceber que eu estava na segunda fatia de bolo.
— Acho que foi porque eu acordei animada — eu falei dando de ombros.
— Bom, eu e seu pai vamos ir ao hospital falar com os pais de Quinn e queríamos saber se você quer ir junto — disse minha “mãe” trocando de assunto, mesmo que ainda estivesse desconfiada sobre quase tudo o que eu disse nesses poucos minutos.
— Fui vê-la na terça-feira com Sam e Finn — disse terminando de comer e tomando o que restou do meu suco.
— E ela está melhor? — Perguntou minha “mãe”.
— Sim, já recebeu alta na quinta-feira — respondi.
— E você não nos contou nada? — Perguntou meu pai um pouco irritado.
— Nem tinha necessidade, e também, a Quinn deu em cima de Finn e eu não quero mais me lembrar desse dia — falei dando de ombros.
— Tudo bem, você vai sair que horas de casa? — Meu pai perguntou.
— Só de noite — respondi saindo da cozinha.
Fui para meu quarto e deitei na cama. Eu estava morrendo de preguiça. Peguei meu celular para mandar uma mensagem para Finn, assim eu sairia do tédio.
Meu celular tocou e era uma chamada de Jesse.
— Alô?
— Bom dia Rachel — ele disse e pude imaginar seu sorriso.
— Na mesma hora que você me ligou eu tinha ido pegar meu celular — falei rindo.
— Deve ser coincidência do destino — Jesse disse rindo também. — Rachel, te liguei porque queria lhe fazer um convite.
— Um convite? — Questionei assustada. — Para ir aonde?
— Ir almoçar comigo hoje, só para relembrarmos os velhos tempos e colocar o papo em dia — ele respondeu.
Fiz uma pausa. Fiquei pensando se diria sim ou não.
Bom, se eu fosse seria somente um almoço normal onde eu iria conversar com Jesse, mas se Finn soubesse ele ficaria bem irritado comigo. Mas eu não fosse Jesse iria ficar triste e Finn iria ficar irritado do mesmo jeito porque Jesse me convidou, então... Eu acho que vou.
— Sim — eu disse sorrindo —, eu aceito seu convite.
— Que ótimo — Jesse respondeu e eu pude imaginar seu sorriso só pelo tom de voz. — Passo na sua casa às 11h30min, ok?
— Ok Jes — eu disse.
— Jes?
— É só um apelido maluco que eu inventei agora — respondi rindo.
— É diferente — ele disse. — Mas eu gostei — Jesse riu junto comigo.
— Sei que sou boa em escolher apelidos — eu disse me gabando.
— Quanta humildade — Jesse riu. — Mas a verdade é que você é boa em tudo o que faz.
— Obrigada — senti minhas bochechas ficarem vermelhas, mesmo que estivéssemos conversando por telefone. — Te vejo mais tarde, então? — Perguntei cortando a conversa, já que eu sabia aonde Jesse queria chegar.
Ele queria chegar ao assunto do nosso namoro, ou ex-namoro, sei lá como se diz.
— Até mais tarde Rach.
Eu desliguei o telefone. Desci as escadas e fui incomodar meus pais que estavam na sala conversando.
Eram 10h30min da manhã quando eu comecei a me arrumar.
A campainha tocou e meus pais foram atender a porta enquanto eu tomava meu banho.
Depois que eu saí do banheiro, dei de cara com Finn sentado em mim cama.
— O que você está fazendo aí? — Eu questionei arregalando os olhos.
— Sou seu namorado, vim te visitar ué — ele disse sorrindo.
— Eu levei um susto com você aí — falei enquanto ia só de toalha até o meu armário.
Finn observou meu movimento até o armário e tenho certeza que ele “babou”.
— Pensei que gostasse de surpresas — Finn choramingou.
— Eu adoro surpresas e você sabe muito bem disso meu amor — eu falei indo na direção de Finn e parando na frente dele.
Coloquei minhas mãos em seu pescoço, Finn abriu as pernas e envolveu-as no meu corpo, ele me abraçou pela cintura e eu sorri.
— Te amo coisa boba — eu dei um beijo em sua testa e fiquei bagunçando seu cabelo.
— Eu também amor — ele disse apoiando a cabeça em minha barriga. — Nunca quero me separar de você, sabia? — Finn disse.
Eu sorri igual a uma boba apaixonada. Abaixei-me um pouco e dei um selinho em Finn.
— Eu também não quero.
Finn sorriu de canto de boca e me deu um selinho.
— Agora dá licença que eu quero me trocar — falei puxando ele pelas mãos.
Ele levantou-se e fez uma cara de emburrado.
— Porque não posso ficar aqui? — Ele fez biquinho.
— Porque meus pais estão em casa e eu não quero deixá-lo atiçado sendo que não faremos nada — eu falei sorrindo e empurrando-o para fora do quarto.
— Se troque rápido então — Finn disse autoritário.
— Sim senhor! — Eu disse batendo continência, igual aos soldados.
Nós rimos e eu fechei a porta.
Fui para o meu armário e peguei meu vestido favorito. Arrumei meu cabelo, fiz uma maquiagem de leve. Peguei meu celular e vi que já era 11h15min.
Droga! Eu tinha esquecido completamente do meu almoço com Jesse St. James. Vou ter que contar isso para Finn ainda.
Desci as escadas e encontrei Finn no sofá da sala. Meus pais estavam na cozinha, eles sabiam que eu ia almoçar com Jesse e sabiam também que provavelmente Finn ficaria irritado comigo.
— Ei Rach, eu tenho que ir para casa, minha acabou de me ligar e... — ele me olhou e fez uma pausa. — Você está linda.
— Obrigada — falei sentindo minhas bochechas corarem.
— Bom, como eu dizia... — Finn colocou as mãos nos bolsos da calça jeans. — Vou para casa agora, de noite eu venho te buscar para irmos a festa.
— Tudo bem — eu disse sorrindo.
Levei Finn até a porta principal da casa.
— Finn, eu tenho que te contar uma coisa — eu disse engolindo em seco.
— Pode falar amor.
— Eu vou almoçar com Jesse St. James hoje — falei quase fechando os olhos de medo.
— Sério? — Finn perguntou me olhando.
— Sim, mas é só um almoço normal, entre amigos — eu expliquei rápido antes que Finn já viesse brigando comigo.
— Ok, vá almoçar com ele, mas — Finn Hudson fez uma pausa — não me troque por ele, por favor.
— Não vou fazer isso — eu disse dando um abraço em Finn.
— Te amo minha pequena — Finn me deu um selinho. — Até mais tarde.
— Eu também amo você — falei acenando enquanto Finn ia embora.
Esperei Finn ir embora com seu carro para eu entrar em casa. Meus pais não estavam mais na cozinha, então eu fui até lá e peguei um copo d’água.
Eu estava nervosa. Meu estômago dava revira voltas. Calma Rachel é só um almoço, nada demais! Terminei de beber o copo d’água quando ouvi o barulho de uma buzina de carro. Logo a campainha tocou.
Abri a porta e encontrei Jesse St. James parado em minha porta. Ele estava lindo e eu quase babei, mas consegui acordar para a realidade antes, pois ele havia falado comigo:
— Você está muito linda — disse Jes arrancando um sorriso meu.
— Obrigada — falei acanhada. — Você está muito lindo também — eu completei e me surpreendi falando aquelas palavras.
Jes sorriu e estendeu a mão para mim.
— Vamos senhorita? — Ele cordialmente.
Nós rimos alto, mas eu coloquei a minha mão na sua e nós fomos para seu carro.
— Gosta de comida mexicana? — Perguntou Jesse enquanto dirigia.
— É claro — eu disse sorrindo.
— Que bom, porque vamos a um restaurante mexicano — Jes disse sorrindo também.
O silêncio permaneceu entre nós. Eu sabia que eu tinha que quebrar esse gelo, pois sentia que Jesse queria saber se Finn sabia sobre o nosso almoço.
— Nunca pensei que você fosse me convidar para almoçar — eu disse enquanto olhava a rua pelo vidro do carro.
— Eu nunca te convidei por causa de Finn — Jesse respondeu me olhando e eu me virei para ele.
— Normal... — eu disse dando de ombros. — Mas ele nem reclamou quando eu contei que sairia com você.
— Isso é bom, não é? — Jes perguntou voltando a olhar para frente, enquanto dirigia.
— É muito bom, pois eu não preciso ficar brigando com ele sempre — eu respondi olhando para frente também.
— Mas vocês não estavam brigados? Por causa da NYADA?
— Mais ou menos — eu respondi suspirando. — Eu não toquei mais nesse assunto com Finn, eu sei que ele não vai mesmo que faça o maior drama da minha vida.
— É verdade? — Jesse parecia surpreso. — E olha que você é a pessoa mais dramática que eu conheço.
Nós rimos.
— Nisso você tem razão — concordei.
Jesse estacionou o carro no restaurante. Ele abriu a porta para eu sair.
Enquanto andávamos até a porta do restaurante mexicano, Jesse me perguntou:
— Mas você já pensou em quem levar para a NYADA no lugar de Finn?
— Ainda não sei — respondi dando de ombros.
Olhei para Jesse e tive uma idéia brilhante.
— Você gostaria de ir a NYADA comigo, Kurt e Blaine? — Questionei sorrindo.
Jesse parecia em choque com o meu convite, mas acabou sorrindo depois de pensar um pouco.
— É claro que eu quero — ele respondeu voltando a andar.
— Ótimo! — Eu disse dando um abraço nele.
Entramos no restaurante. Sentamos em uma mesa perto das janelas, aonde era mais iluminado. Fizemos os nossos pedidos e Jesse ficou olhando para fora da janela sorrindo.
— O que aconteceu Jesse? — Perguntei observando-o.
— Eu só estou feliz demais Rach — ele disse virando para mim e continuando a sorrir. — Sempre foi meu sonho ir a NYADA e ir com você vai ser mais perfeito ainda.
— Vai ser perfeito mesmo nós em Nova York estudando na NYADA — eu falei sorrindo também.
Jesse pegou em minha mão e me olhou nos olhos.
— Você não vai se arrepender de ter me convidado para ir a NYADA junto com Kurt e Blaine — Jesse falou.
— Eu sei que você não vai me decepcionar Jes, por isso te convidei — eu tentei confortá-lo falando aquela frase.
Os nossos pedidos vieram e fomos comer. Durante o almoço ficamos imaginando como seria a NYADA, como seria o apartamento que iríamos morar lá, ficamos pensando em como a nossa vida seria em Nova York.
Depois conversamos sobre a namorada de Jesse – sim, ele está namorando –, conversamos sobre Finn, conversamos sobre o McKinley e sobre o meu acidente com Quinn. Mas o estranho era que Jesse não falou para mim que tinha ido me visitar no hospital. Porque será que ele fez isso? Será que era medo de Finn? Medo de meus pais? Medo até de mim? Não sei o porquê, só sei que essa história está confusa.
Jesse St. James me levou para casa quando terminamos o nosso almoço – pode se dizer que foi um encontro.
— Está entregue sã e salva — disse Jesse estacionando o carro.
Nós rimos.
— Obrigada por me convidar para almoçar, foi muito bom conversar com você — eu disse sorrindo.
— De nada Rach, e eu que agradeço pelo almoço maravilhoso com a sua companhia — Jes falou e correspondeu o meu sorriso.
Notas finais
A fic já está no finalzinho, acho que mais dois ou três capitulos e acaba (=
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