Geração Pamerval - A história do início ao fim
97 Capítulo 97
Notas iniciais
Por Herval:
Um novo dia surgiu. E, diga-se de passagem, um dia pintado por Deus no auge da sua inspiração! Não sei se foi porque eu me acordei olhando o rostinho daquela mulher incrível, depois de uma noite incrível, se o dia estava realmente lindo, ou se fora as duas coisas.
Só sei que quando abri os olhos, me deparei com um lindo sorriso.
–Já acordada, meu amor?
–Yeah... estava aqui te olhando dormir... – Um sutil sorriso apareceu na minha boca, e ela levou a mão ao meu rosto. – E isso só me fez chegar à conclusão que eu já havia chegado há muito tempo.
–E que conclusão é essa?
–I love you so much... – Tem como não começar um dia perfeito, ouvindo uma coisa dessas?!
(...)
Quando saímos do quarto, fomos direto para o do Joaquim, ver como ele estava.
–Good morning, baby boy... – Assim que entramos no quarto ele abriu os olhos e a Pam foi logo lhe afagar os cabelos, lhe desejando bom dia.
–E aí, garotão, como se sente, hein?
–Eu tô bem, papai... sou forte como o senhor...! – Respondeu, sorrindo e se orgulhando de “ser como eu”, mas que na verdade eu não era como ele achava. Quando a Pam tava no hospital eu quase desmoronei!
–Yeah! E você sabe que foi seu daddy que te salvou, right?!
–You are my hero, dad! – Ele disse, sentando-se na cama. – E mesmo que eu tenha caído na piscina... aquele foi o melhor aniversálio do mundo! Os melhores plesentes que eu ganhei, foram o de vocês de o da mana.
–E por falar nisso, Quim, depois nós precisamos conversar sobre aquele violino... e dependendo do rumo da conversa, você aprende a tocar desde cedo! – Falei e ele afirmou com a cabeça. – Vamos tomar café da manhã?
–Yey, eu só vou escovar os dentes antes... – Ele começava a se levantar.
–Precisa de ajuda?
–Eu já sei escovar sozinho, papai! Quer ver?!
–Ah! Isso eu preciso mesmo ver... porque só falando assim eu não acredito que o meu bebê já sabe se virar sozinho. – Falei, enquanto ele dava os primeiros passos, até dá uma cambaleada. – Tá tudo bem, Quim?
–Hunrrum, daddy! Eu só fiquei um pouquinho tonto... – Eu e Pamela nos entreolhamos, mas achamos que aquilo seria normal, afinal, ele passara por um sufoco no dia anterior. Lhe acompanhamos até o banheiro, onde ele nos mostrou que estava crescendo e que começava a não precisar de ajuda para várias coisas. Pamela pousou a cabeça em meu ombro, enquanto o admirava e nós dois sorríamos ao vê-lo se lambuzar com o creme dental.
Na mesa já posta, encontramos Dorothy e Megan e já haviam começado sua refeição.
–Oh, thanks por nos esperarem! – Pamela ironizou.
–Ah mom, sorry, mas essa comida está like, tão boa que não deu pra esperar.
–Oh, tudo bem... você vai para a Parker TV hoje?
–No, avisei a Moreira que qualquer coisa, ele me ligasse, mas vou passar o dia com Davi. Faz tempo que a gente não sai junto... ele está sempre enfurnado na Marra e eu na Parker! Vamos tirar o dia de folga!
–Oh really?! Well... isso é uma ótima ideia, sweet... você realmente anda trabalhando muito, nem parece aquela bad girl! – Ela riu.
–Aquela bad girl ainda tá aqui, mom, por isso que preciso dessa folga, senão explodo!
–E o casamento de vocês, Megan, ainda tá de pé? – Perguntei, enquanto cortava um pedaço de bolo para dar ao Quim.
–Of course que está! Mom está cada dia melhor, right?! Agora nós podemos nos dedicar ao casamento semi-integralmente e com a certeza de que mom vai estar no altar, ao meu lado. – Respondeu, sorrindo e olhando docemente para a Pam.
–E chorando oceanos, também, little baby...! – Pamela completou, também sorrindo e também lhe olhando docemente. – E você Dorothy? Por que está tão calada? – A questionou, e todos nós olhamos para a Dorothy.
–Não é nada, dear... – Ela respondeu desanimada. Era claro que havia alguma coisa. Pamela notou, mas preferiu ficar calada e terminar a refeição.
–E aí Joaquim, você quer ajuda pra terminar de desembrulhar os presentes?! – Perguntei, enquanto ele dava a última garfada no seu bolo e confirmava com a cabeça. Megan se despediu de todos nós, nos deixando avisados que não sabia se voltava ainda naquele dia e nós deixamos a Pam e a Dorothy sozinhas na mesa.
Por Pamela:
–E então, madrinha... eu sei que você não está bem... nós vivemos juntas há anos, right?! Somos amigas, sempre contamos tudo uma para a outra. Por que está assim agora?
–Porque se trata de um assunto que não te agrada, Darling. – E já soube imediatamente do que se tratava, e dei um suspiro.
–Brian Roberto Benson...
–Exatamente...
–Você precisa entender que ele me traiu, madrinha... ele errou! E precisa pagar pelos seus erros!
–Mas eu entendo, Pam! Eu entendo, mas eu coração de mãe, que não... eu quero meu filho perto de mim pra eu poder cuidar dele e do filho dele que está pra nascer! Mas eu sei que é difícil pra você, ter que conviver com alguém que tem ligação com o Jonas... eu sei que você teme o que ele possa fazer... eu não tô te culpando, só lamentando essa situação...
–Eu não gosto de te ver triste, Dorothy Benson! – Falei, me ajoelhando ao seu lado. – O que eu posso fazer pra ver um sorriso nesse rostinho, han?
–Perdoa o Brian. É tudo o que eu te peço. Ele nem precisa voltar pra casa, só perdoa ele... Brian te ama, você é a única sister que ele tem, Pamela... e não quer te perder, olha, você não sabe o quanto ele está mal com essa situação!
–Sinto muito, madrinha... não sei se sou capaz disso.
–Você nunca vai saber, se não tentar! – E eu só a olhava em silêncio. O orgulho gritava dentro de mim para que não o perdoasse, mas ver a cara triste de Dorothy, alguém que foi a mãe que eu perdi quando era criança, me fazia cogitar a possibilidade.
–Eu vou pensar, Dorothy Benson... – Um largo sorriso surgiu em seu rosto. – Mas eu não lhe garanto, nada, han!? Estou dizendo que vou TENTAR perdoá-lo.
–Whatever, sweet... o que importa é que você vai se disponibilizar! Muito obrigada, Pamela! Oh my God! Champanhe para quem tem sede!
–Oh no, madrinha! Ainda é cedo para se embriagar! – Disse sorrindo, e me levantando. – Agora me dê licença que eu vou me juntar ao meu filho e ao meu hubby! – Continuei caminhando para o quarto do Quim e encontrando lá, ao entrar, pai e filho na maior algazarra em cima da cama, cheia de brinquedos espalhados. – Ahá! Olhe o que temos aqui... me excluíram da brincadeira... é bom saber a importância que eu tenho... – Dramatizei.
–Ah... coitadinha da mamãe, Quim... tá magoada... pois vamos mostrar pra ela o que a gente combinou de fazer, quando ela chegasse? – Herval instigava Joaquim, que levantava da cama juntamente com ele.
–O que vocês dois estão aprontando, han?! – Joaquim fechou a porta do quarto e os dois caminhavam na minha direção, me fazendo andar de costas.
–Um... – Herval começou.
–Dois... – Joaquim prosseguiu.
–Três, e... – Olhou para ele e os dois para mim, já me atacando com um: — Já!!!! – E eu fui derrubada em cima da cama, sobre alguns dos brinquedos e caindo na gargalhada com as cócegas que começaram a fazer em mim.
–Oh no! Parem! Parem! Isso é golpe baixo! – E o sorriso saía frouxo, enquanto eles não faziam o que eu mandava, aquelas quatro mãos pareciam duzentas se espalhando por mim e me fazendo até chorar de tanto rir. – Stopped!! Parem! – E embora fosse eu a única “torturada” ali, eles também morriam de rir e caíram deitados ao meu lado. Estávamos os três ofegantes pela gargalhada, e em silêncio, enquanto o fôlego voltava ao seu normal, eu olhava para os dois e não sabia o que havia feito de tão bom para merecer uma Family tão incrível.
Por Jonas:
Eu já estava cansado de esperar o momento certo para atacar. Pamela estava cada vez mais difícil de se chegar perto e a Megan não queria papo comigo. Até a minha filha aquele idiota da ONG tinha roubado de mim... não bastava a mulher! Tinha que conquistar também a filha! Além também do meu status! Agora ele que era o marido da Pamela Parker e era o bom moço da história, enquanto Jonas Marra só queria lucrar com sua mega empresa Marra, o babaca era dono de uma ONG de inclusão digital. Eu não podia sair na rua, que me apontavam como um monstro, como assassino... toda a adoração do público que eu havia demorado anos para conquistar, se extinguia por causa dele! Eu não podia deixar aquilo barato, não mesmo... se o infeliz era duro na queda e não morria fácil, eu o atacaria naquilo que ele mais amava, depois da família.
Assim, enquanto ele estivesse ocupado cuidando desse problema, eu atacaria a família, deixando o miserável completamente sem chão, sem rumo. Assim conquistaria a Pamela de volta e o amor da minha filha também. Foi daí que eu pensei: “o que fazer para falir a Plugar?” Não dava pra fazer nada de tão grandioso, como por exemplo, botar fogo naquele pardieiro, mas fazer todos os computadores daquela porcaria pifarem, e dar um jeito de sumir com alguns documentos importantes já era um começo...
Certo dia, completamente disfarçado, dei um jeito de entrar na Plugar antes que ela abrisse. Percebi que todos os computadores estavam diretamente ligados à um único, como no CPU todas as peças e comandos só funcionam com a placa mãe, aquele computador era a mãe de todos os outros, era só mexer nele e... CABUM! Com pressa, liguei aquela lata velha, burlei a senha e apenas com um pen-driver contendo um vírus poderoso, infectei todos os outros computadores. Assim que ligassem cada um deles... CABUM! Daí fui até o escritório. Revirei todas as gavetas, armários, pastas etc., peguei os documentos de garantia dos computadores, uns contratos importantes para manter aquele chiqueiro funcionando e mais uma coisa ou outra. Avistei ali perto uma fragmentadora de papel e logo ela fez picadinho de tudo aquilo. Agora era só assistir ao espetáculo de camarote!
Por Herval:
Nossos dias estavam se desenrolando tão leves... Joaquim estava a 100% e Pamela a 99% por assim dizer... já não mancava, seu pé estava ótimo e só precisava tomar remédio por alguns dias, por conta da cabeça, dali em diante ela estaria nova em folha!
Toda a família estava reunida na mesa, tomando café da manhã, quando eu menos esperava, o telefone de casa toca.
–Deixa que eu atendo! – Megan correu para atender, mas logo gritou: — Herval! É pra você! A Rita! – Me levantei imediatamente afinal ela já havia me ligado algumas vezes com alguns problemas e agora poderia ser mais um. Eu estava certo, só que um problema 100 vezes pior!
–Como é que é?! To-todos os computadores da Plugar explodiram?!
–Não exatamente, Herval... quando as crianças ligaram eles, a CPU começou a sair fumaça, eu mandei elas se afastarem imediatamente e o Matias e o Dante me ajudaram com o extintor de incêndio, antes que explodisse de verdade. Mas estão todos estragados...
–E-e os documentos deles? A gente anda pode mandar para a garantia...
–Aí é que mora o problema... eu cheguei no escritório e estava tudo revirado! Procurar esses documentos foi a primeira coisa que me veio na cabeça, mas eu não encontrei nada! Eu posso estar sendo precipitada, mas... eu acho que a Plugar foi sabotada. — E eu senti como que um tapa na cara, um murro no estômago e uma rasteira.
–Sabotagem... – Sussurrei, meio inerte, e apenas um nome veio na minha cabeça: Jonas Marra.
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