Notas iniciais
Oi, oi, gente!! Boa leitura, espero que gostem ;)

Por Herval:

Eu juntei o Quim e a Pam, perto de mim, numa tentativa desesperada de protegê-los, quando ao mesmo tempo tentava disfarçar para a Pam não notar a presença do Jonas ao longe.

–O que foi, Herval? Por que tanta pressa? Ainda é cedo! – Ela me questionava, enquanto eu os arrastava para o carro o mais depressa possível.

–E-eu esqueci que você precisa tomar um remédio daqui a pouco, e não pode atrasar... – Inventei a primeira desculpa que veio na minha cabeça, e os enfiei dentro do carro.

–Essa pressa toda por causa de um remédio, Herval? Tem certeza? – Ela me olhava questionadora, Pamela me conhecia bem... era só olhar nos meus olhos que ela já sacava que eu estava mentindo. Só que mesmo que ela notasse, eu continuaria alegando que era por causa de um remédio, até eu mesmo acreditar que era por causa daquilo.

–Claro Pam! Eu só tô tentando seguir tudo o que o médico mandou... não quero te ver piorar novamente. – E sequer consegui olhar para ela, foquei no caminho e esperava que chegássemos o mais depressa possível em casa.

(...)

Uns três dias se passaram e a Pamela começava a melhorar do pé. Eu sondei, tentei saber o quanto ela ainda estava magoada com o Brian, se o havia perdoado... mas ela não queria papo com ele. Era difícil manter os dois sem se ver, quando o Brian tava em casa, ela tinha que ficar no quarto e quando ela circulava, ele tinha que sair de casa. Ele não desistiu de querer falar com ela, mas como aquela situação estava insustentável, decidiu passar um tempo na casa da família da Lara, lá a mãe dela poderia ficar perto da filha, durante a gravidez e embora a Dorothy tenha ficado desolada, teve que aceitar, pelo bem da Pam, que não suportava olhar para a cara do Brian. Até Joaquim foi afetado com isso, já que o Thomaz sempre brincava com ele... era só ter paciência que Pamela cederia e sairia daquela carapuça que ela se enfiara.

Mas fora isso, estava tudo bem! Ela nunca mais desmaiara ou reclamara de dores na cabeça, já não mancava tanto e só enfaixava o pé algumas vezes. Pamela estava voltando a 100%, lentamente, mas estava. No quarto dia, já era bem tarde da noite, estávamos na cama, ela deitada e eu estava sentado, vestido apenas com uma calça de moletom, lendo um livro e percebendo que ela não parava de me olhar, com as mãos unidas embaixo da cabeça.

–Não tá conseguindo dormir, Pam? – Perguntei.

–No... Você não está deixando... – Disse, com um sorriso no canto da boca.

–Eu? Mas o que é que eu tô fazendo pra te impedir de dormir? – Perguntei, fechando o livro e me deitando, virado para ela.

–Quanto tempo você passou no hospital até começar a ter e a querer me propor aquelas ideias malucas, Sr. Domingues?

–Acho que uma semana, por que? – Respondi, sem entender o porquê da pergunta.

–E quanto tempo faz que eu saí do hospital? – Me perguntou com cara inocente, mas eu agora começava a entender aonde ela queria chegar...

–Pouco mais de uma semana, Pam...

–Sem contar os dias que eu ainda fiquei lá em observação, right?

–É, por que? – Eu queria ver até onde ela iria com a cara de pau.

–No, nada... Só porque eu acho que estou tendo ideias malucas também... — Falou, tentando se erguer e aproximar o corpo do meu. Já era duro ter que estar ao seu lado, vendo-a com aquela camisola meio transparente, e ela ainda inventava de chegar mais perto?!

–Não, não, não, você ainda não está 100% recuperada, Pamela.

–Isso é mísero detalhe! – Retrucou, passando a mão em meu rosto e redobrando o sorriso ao me ver arrepiado.

–Não é não, mesmo que você esteja melhorando, ainda não pode se fazer nenhum esforço! – E ela parecia decidida a me seduzir, distribuindo beijos por todo meu rosto, embora nem precisasse, ela involuntariamente já me tentava, mas eu tinha que ser prudente, tinha que me segurar.

–Esforço vai ser ter que aguentar mais um dia te vendo virar para o lado e dormir! Esforço é eu estar do seu lado, sentindo seu cheiro e o calor do seu corpo, ter que fechar os olhos e torcer pra não sonhar com você. – Fez uma pausa e respirou fundo. Em seguida aproximou os lábios do meu ouvido e me sussurrou: — Eu estou morrendo de saudades, Herval... não me tortura mais, please...

–Isso é uma loucura, Pamela... – Aquilo não podia estar acontecendo, ela não podia estar me convencendo, eu tinha que ser mais forte, pelo bem dela!

–Ótimo! Mais uma loucura para a nossa coleção... — Eu já estava quase vencido sem argumento nenhum, imagine agora!

–Pamela... não me provoca... você sabe que não pode... e sabe que eu não sou de ferro... você não tem noção do tamanho do esforço que eu faço pra “virar para o lado e dormir”, como você disse...

–Resolvido! Agora não é mais preciso todo esse esforço das duas partes...! Eu quero você, Herval Domingues... agora more than ever! O médico não falou nada a respeito disso, você não tem argumentos. – Aquela insistência dela... Meu Deus!

–Mas e sua cabeça... a cirurgia ainda n... — A última gota de prudência que havia em mim, acabava de ser derramada com o beijo que me dera para que eu calasse a boca. Ela me arrastava para si e meu corpo agora era preenchido por litros e mais litros de desejo.

Já comecei a ficar sobre ela, e automaticamente minha mão agarrou a barra de sua camisola e puxava-a lentamente para cima, para falar a verdade, eu ainda estava sendo importunado pelo medo de que ela se esforçasse demais.

–Pamela... – Fiz minha última tentativa de controle e como resposta, ela pôs a mão sobre a minha, fazendo com que eu a despisse logo.

Ah a saudade nos consumia, a urgência de nos amarmos se apossava das nossas veias, o meu corpo implorava o dela e o seu necessitava do meu mais que tudo. O seu perfume tornava a ter aquele poder embriagador de outrora e eu a queria mais do que ao ar! Ao tirar a camisola, não demorei a depositar-lhe beijos no pescoço, vendo-a de olhos fechados, desci até seus seios nus e sedentos dos meus beijos, depois até o ventre, pondo ali um beijo demorado e percebendo seu corpo inteiro contrair-se num arrepio bom. Com delicadeza tirei a única peça de roupa que lhe cobria, a vi fechar os olhos e ter o ar em falta nos pulmões, em tamanha excitação. Não cabia em mim o grande e maravilhoso desejo que eu sentia, e com os poucos segundos que eu a observei, vieram fortes e perfeitas gotículas de chuva lá fora. O céu que antes estava limpo, com certeza tornara-se plúmbeo, dispersando na terra uma chuva fortíssima. Tirei a calça de moletom, ficando em mesma situação que ela. Nossos corpos voltaram a se encontrar com ainda mais fervor e meus lábios encontraram os seus, sedentos dos meus... aquele beijo começou apenas com o toque delicado dos nossos lábios, mas à medida em que suas mãos exploravam todo o meu corpo, eu sentia a necessidade de intensificar aquele beijo, e assim, eu explorava-lhe a boca e sempre descobria um grau mais elevado de luxúria, prazer e amor.

A urgência com que ela me queria, tornava-se recíproca a cada instante. A saudade que eu lhe tinha não me permitia esperar mais... ela já sorria com malícia ao me sentir completamente excitado e vendo-a ali, arquejante, submissa, entregue até o último fio de cabelo, sentia a brutal necessidade de amá-la, de fazê-la esquecer tudo e todos, fazê-la esquecer tudo o que passara e pensar que acabara de nascer no melhor dos momentos...

Então com necessidade, tomei-a em meus braços. Nesse instante, Pamela agarrou meus cabelos e tinha a linda curva de um sorriso nos lábios, feliz, assim como eu, por matar a saudade que antes nos queria consumir. Aquelas mesmas mãozinhas que se agarraram aos meus cabelos, desceram deles às minhas costas, em doces e voluptuosas carícias, me arrepiando do lugarzinho do toque, até a nuca, me deixando em êxtase.

Eu a possuía com delicadeza, já que era involuntária a necessidade de cuida-la, protege-la... já ela, contraia seu corpo inteiro e soltava gemidos mudos em prazer. Nós nos complementávamos, éramos um só corpo, num só ritmo e sentindo um só prazer.

Notas finais
Continua...