Geração Pamerval - A história do início ao fim
68 Capítulo 68
Notas iniciais
Por Pamela:
Era um dia lindo, o sol brilhava lá no alto, o céu estava limpinho... Nem vontade de ficar com a cara enterrada num monte de documentos eu tinha! Havia uma pilha deles em cima da minha mesa na Marra, mas eu só queria olhar a paisagem pela janela do escritório. Dois dias atrás, eu e Herval recebemos a notícia de que dentro de uma semana poderíamos pegar o Joaquim. Eu sequer tentei conter a minha alegria! Agarrei Herval num abraço apertado e, well, não pude evitar as lágrimas também.
Aquele dia lindo era o primeiro dessa última semana de espera, era o primeiro dos sete torturantes dias! O quarto de Joaquim já estava completamente pronto, nada fora do lugar, só esperando ele chegar para virar tudo de ponta cabeça! Ter que aguentar ainda aquele tempo sem ele, era como ter que conviver com um pedacinho de mim faltando... Eu queria o meu baby urgentemente! Mas o que verdadeiramente importava era que nada poderia dar errado, que estava absolutamente tudo resolvido!
Well, o dia estava calmo demais... Estava tudo em seu devido lugar, numa imensa tranquilidade e eu estava sentada na minha cadeira de couro, preta, virada de costas para a mesa, tudo o que os meus olhos queriam ver era o céu, a cidade, the peoples lá fora... Eu estava completamente perdida no labirinto dos meus pensamentos dos planos de tudo que eu faria com o Quim, que mal ouvia uma voz ao fundo, alguém me chamava, mas a voz estava distante, mal pude reconhecer de quem era.
–Pamela!! – A voz tornara-se mais presente, mais forte, acabei me virando assustada. – Desculpa... Tudo bem? Eu... Eu te chamei tanto e você não respondeu... Apelei pro grito. – Era Ernesto que estava com metade do corpo dentro da sala e a outra metade esperava o meu consentimento para que ele entrasse.
–Oh! Hi, carismático Ernesto! Entre! Sorry digo eu...! Eu estava perdida aqui nos meus pensamentos... Não o ouvi chamar. – Ele finalmente entrava, meio tímido.
–Ah! Você tá assim por causa do seu filho que está para chegar, né?! – Ele sentava numa das cadeiras à frente da minha mesa e apoiava os cotovelos sobre ela.
–Yeah! My small Joaquim! Chegará semana que vem! Ah Ernesto, eu estou tão feliz que sinto como se estivesse prestes a explodir de tanta felicidade!! – Ele deu um largo sorriso. – Mas, o que o traz aqui, carismático Ernesto?!
–Bom, então, foi por causa do Joaquim mesmo que eu vim. Eu queria te parabenizar, te dar os parabéns Princesa, digo, Pamela... Eu imagino o quanto esse molequinho deve ser importante para você né... O quanto ele vai mudar a sua vida e quantas alegrias ele vai te trazer...
–Oh... Thanks, Ernesto! – Aquilo foi very fofo! Levantei da cadeira, dei a volta na mesa, enquanto ele também se levantava e por fim, o abracei, agradecida. – Realmente, Joaquim vai mudar completamente a minha vida! Os meus planos, as minhas prioridades... Quando eu vi aquele baby pela primeira vez, eu disse: “É ele!” tinha que ser...! My heart saltitou ao ver aquele rostinho... Meus olhos encheram d’água! E agora, semana que vem ele estará em casa! – Meu sorriso com certeza era de orelha a orelha, toda vez que eu falava isso, e tudo que dizia respeito ao Quim, para mim era de uma importância sem tamanho!
–E... E o Herval...? Como ele está com isso tudo? – Senti um certo desconforto seu, ao citar o nome de Herval, mas preferi relevar.
–Ah Herval está...
–Eu estou me sentindo o homem mais feliz do mundo! – Era a voz de Herval que me interrompera. Quando eu olhei para a porta, lá estava ele entrando com as mãos no bolso, forçando um sorriso. Como I love contato físico enquanto converso, minha mão pousava sobre o ombro de Ernesto, eu rapidamente tirei-a dali, afinal, não queria provocar a fera! Pelo menos, não ainda... – O Joaquim foi uma benção, sabe, Ernesto... Um presente de Deus para mim e para a Pam. – E com seu típico modo de dizer que eu lhe pertencia, envolveu um dos braços em minha cintura e me puxou bruscamente para si, apertando-me contra seu corpo.
–Ah... Sim... sem dúvida nenhuma... Uma benção... – Ernesto ficou sem graça, deu um passo para trás, passou a mão no cabelo e o largo sorriso que havia em seu rosto, desapareceu. Uma tensão impressionante se formou ali, e eu tinha que fazer alguma coisa.
–Her-Herval, — gaguejei. – O que te traz aqui, hubby? – Lhe perguntei, me soltando dele e voltando a dar a volta na mesa, para me sentar.
–Ué, eu vim aqui porque saí mais cedo da Plugar hoje, queria fazer uma surpresinha para a minha mulher... – Ele ficou atrás de mim, me fazendo uma massagem e para provocar Ernesto, deu bastante ênfase ao “minha”– ...E para te convidar para ir à um restaurante comigo, hoje à noite! E ai, topa?
–Bom... E-Eu acho q-que já vou indo... – Ernesto gaguejou. – Só vim aqui para te parabenizar mesmo, Pamela... E a vo-você também, Herval... Parabéns... Eu espero que vocês sejam muito felizes com a chegada do Joaquim... – Dizia, dando passos para trás e forçando ao máximo um sorriso amigável.
–Ah... Já vai? Mas você acabou de chegar, carismático Ernesto... Fique mais um pouco! – Agora era hora de provocar Herval um pouquinho...
–Vou, é... Tenho um compromisso importante agora... – Disse olhando o relógio. – Depois a gente se fala... Até mais! – Se retirou da sala completamente sem jeito.
–“Ah... Já vai? Mas você acabou de chegar, carismático Ernesto... Fique mais um pouco!” – Herval me imitou. – Você faz isso de propósito né?! – Virou a minha cadeira, ficando de joelhos à minha frente, com as mãos nas minhas pernas. – Sabe que eu fico morto de ciúmes e ainda provoca!
–Eu? No way, sweet... – Respondi com um sorriso na cara que dizia exatamente o contrário.
–Fez de propósito sim... Você gosta... Gosta de me ver com ciúmes...! Mas não adiantou, eu tô aprendendo a me controlar... – Aproximava vagarosamente o rosto do meu e com um sorriso no canto da boca.
–Hunrrum... Tem certeza, Mr. Domingues? “Queria fazer uma surpresinha para a minha mulher...” Precisava de tanto ênfase no pronome?
–Precisava. Para aquele moleque saber que você é minha! Minha e de mais ninguém...! – Dizia isso com os lábios próximos ao meu ouvido.
–Sua? E eu posso saber quem foi que lhe disse isso, Sr. Domingues? – Lhe provoquei.
–Ah então não é verdade? Tá, tá certo, tô indo embora então. – Ele entrava na brincadeira e se ergueu dali, dava a volta na mesa, quando segurei-o pelo braço, sorrindo e quando ele virou-se para mim, lhe dei um beijo de súbito. Minhas mãos seguravam-lhe fortemente os cabelos, enquanto as suas pousavam sobre as minhas costas me apertando contra seu corpo.
–Of course, my love... Sua! Completamente sua, seu bobo! – Voltei a lhe dar um beijo rápido e disse: — E eu adoraria ir à um restaurante ao lado do meu hubby hoje à noite! – Ele sorriu satisfeito, e logo nos beijávamos novamente.
~A semana se passou...
... E finalmente chegou o dia de irmos buscar o Joaquim. Quem dirigiu não foi nem eu e nem Herval, precisamos dos serviços de Edmilson mesmo, porque estávamos nervosos demais para dirigir. Nós estávamos sentados um ao lado do outro, no banco de trás do carro, com o coração à mil, com um sorriso de ponta a ponta, a cada segundo apertávamos mais um a mão do outro e a todo instante eu tinha que limpar uma lágrima que rompiam os limites dos meus olhos e escorriam pelo meu rosto.
Quando finalmente chegamos. Senti a respiração faltar, o coração parar. Olhei para Herval e ele me parecia sentir o mesmo. Saímos do carro e já demos de cara com uma das irmãs com o Quim nos braços, saindo com ele ao nosso encontro. Imediatamente senti a necessidade de tê-lo em meus braços. Corri para ficar o mais próximo possível da freira e logo pedia-lhe o meu pequeno Quim.
–Hi, my baby boy... Que saudades eu senti de você, meu pequeno... Mommy está aqui, viu... – Meus olhos tornaram-se verdadeiras cachoeiras ao vê-lo finalmente em meus braços. – Quim, look... Olhe o daddy... – Herval se aproximava lentamente, sorrindo e também chorando. – Daddy está aqui, Joaquim... Veio te buscar também...
–Hey garotão... Pronto para ir para casa?! – Joaquim segurava seu dedo e Herval brincava com ele. – A gente demorou né... Mas estamos aqui finalmente meu filho... E a gente nunca vai te deixar tá...? – Ele tentava conter as lágrimas, mas era inútil. E de repente, Joaquim abriu os olhinhos, olhou para mim e para Herval, não conseguimos não rir e não esperávamos que ele fizesse o mesmo, mas acontece que my baby boy abriu um lindo sorrisinho sem dentes, nos fazendo rir ainda mais, chorar ainda mais e desejar ainda mais que aquele momento se eternizasse.
Quando chegamos em casa, foi uma festa só! Dorothy, ao me ver com o Quim nos braços, já soltou um “Oh my God! Oh my God! Ele chegou! Champanhe para quem tem sede!” Megan correu para vê-lo e logo pediu para pega-lo nos braços.
–Hi, Joaquim! Seja bem-vindo, maninho... Você sabia que é like, muito fofo?! – Todos nós rimos. – Mom, posso apertar? – Ela perguntou, me olhando por um instante.
–Of course not! Você quer matar seu irmão, Megan Lily!?
–Yeah! Quero! De muito, muito, muito amor! Ele é like, muito lindinho, mom! Eu não vou aguentar! Qualquer dia desses vocês vão ver só! Eu vou like, encher ele de beijos e vou apertar muito essas bochechinhas lindas!! – E depois de alguns minutinhos brincando com ele, Megan fez uma cara de nojo.
–O que foi, Megan? – Perguntei.
–Eu acho que... O Joaquim fez cocô...
–Se você quiser, Megan, além de encher ele de beijos e apertar a bochecha dele, você pode também limpá-lo! – Herval lhe disse, sorrindo.
–Eu hein! Tô fora! Pronto, já conheci meu maninho, agora vocês já podem cuidar dele... – Ela me devolvia o Quim, ainda com cara de nojo.
–Ah Megan! Você não tem jeito não é...?! – Falei sorrindo e caminhando em direção ao quarto do Quim, para limpá-lo.
–Espera, Pam, eu vou com você! – Herval falou, correndo para me alcançar. Enquanto limpávamos o Joaquim, Dorothy chegou na porta do quarto.
–Vocês não vão contratar uma babá?
–No, madrinha... Decidimos optar por nós mesmos cuidar do nosso baby... – Respondi, sem tirar os olhos da frauda do Quim que eu colocava.
–Não vai ocupar demais o tempo de vocês? E a Marra, a Parker, a Plugar...?
–A gente dá um jeito! Quer ocupação melhor do que essa, Dorothy?! – Herval erguia Joaquim nos braços sorrindo, radiante. Ela sorriu e respondeu:
–Não... Não há melhor maneira de se passar o tempo do que cuidando de um filho... – Disse serena, se retirou do quarto e nos deixou ali, brincando entretidos com Joaquim.
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