Geração Pamerval - A história do início ao fim
65 Capítulo 65
Notas iniciais
Por Herval:
Eu tenho que confessar que contei cada segundo que se passava dessas duas semanas! Pamela não parava de especular como seria nosso filho e eu sempre sorria, entrando na sua, imaginando-o. Até que depois de completarmos cinco semanas procurando, o que contando com os dias e semanas que tivemos que recuperar no trabalho, deu aproximadamente dois meses de procura, estávamos em mais uma tentativa, logo cedo, no orfanato que o Davi havia indicado e se tratava de um orfanato cuidado por freiras, super discreto e clássico... A gente estranhou no começo, mas conversamos com algumas crianças e com as freiras, estávamos ali há umas 3 horas, quando percebi a Pam olhando para uma das irmãs que acabava de abrir o portão do orfanato e dar de cara com um bebê de aproximadamente 8 meses, numa cesta, no chão.
–Olhem só! Acabou de chegar mais um... – Ela falou, serena. Era um lindo menininho... Quando eu me aproximei, juntamente com a Pam, seguramos um a mão do outro e eu senti um queimar bom no coração... Senti o estômago dar uma revirada e sabia que havia sido aquele bebê que meu coração havia escolhido. Quando olhei para a cara da Pam, ela estava com lágrimas nos olhos e com um sorriso de canto a canto. Provavelmente tinha sentido o mesmo que eu.
–É ele, honey... É ele... – Ela me olhava emocionada, sorrindo, e eu retribuía o sorriso, igualmente emocionado.
–Sim. É ele, Pam... – Sussurrei.
–Bom, tem todo um processo ainda... Ele acabou de chegar e...
–Não importa. Nós esperamos o tempo que for preciso. – Eu respondi, antes que ela terminasse de falar, e olhei para a Pam, segurando ainda mais firme sua mão e ela confirmou com a cabeça.
–Então vamos conversar no escritório, por favor...? – Ela dava o bebê a uma outra freira, a Pam acompanhava todos os movimentos da criança, com os olhos e então eu respondi:
–Vamos! – Apertei um pouco mais a mão da Pam, chamando-lhe a atenção, e logo entramos acompanhando a irmã.
Ao chegar na sala, ela sentou numa cadeira que ficava atrás da mesa e eu e a Pamela sentamos em duas cadeiras que havia à frente. Eu olhei em volta e o tom do papel de parede era escuro, as imagens de santos no local eram bem antigas, tudo tinha um tom clássico! Estantes escuras com livros velhos...
–Então a criança acabou de chegar e vocês já sentiram que ele será o filho de vocês?! – Perguntou.
–Yeah! Nós passamos dois meses a procura da criança certa, da criança que despertaria um sentimento maior nos nossos corações e nós só sentimos essa coisa maior com a chegada desse baby! – Respondeu Pamela. – Não tem como explicar, mas eu olhei para ele e senti algo diferente do que havia sentido com todas as crianças...!
–Comigo também foi assim, irmã... Nós estamos decididos. Ainda que demore, é esta criança que queremos adotar! É ela que será nosso filho. – Falei, segurando e acariciando a mão da Pam e logo em seguida olhando em seus olhos que estavam marejados.
Ficou decidido. Saímos de lá com o coração na mão porque já queríamos estar com ele nos braços, mas teríamos que esperar a maldita burocracia da adoção... Elas iriam agilizar tudo e dois dias depois nós voltaríamos lá. Como ainda era cedo para falar, não comentamos nada quando chegamos em casa, mas passados os dois dias, lá estávamos nós novamente. Tudo resolvido! Iniciamos o processo de adoção. Nós entramos no carro e fomos o caminho inteiro para casa conversando sobre aquilo.
–Que nome nós vamos dar para ele, Pam? – Perguntei-lhe, lhe olhando rapidamente antes de voltar a olhar para frente, por estar dirigindo.
–Hum... I do not know... Melhor esperar um pouco para decidir isso, right? Acabamos de dar entrada no processo de adoção! Vamos esperar até termos a certeza de que ele será nosso, para decidir isso, okay?
–Ok, você tá certa, cê tá certa... Vamos esperar para escolher o nome... Mas e uma comemoraçãozinha? Isso a gente já pode fazer né? Pelo menos por finalmente ter encontrado a criança certa...
–Comemoraçãozinha, Sr. Domingues? A que tipo de comemoração o Sr. Se refere?
–Bom... Eu havia pensado numa noite diferente, num lugar diferente, Pam. – Olhei pra ela rapidamente. – que tipo de comemoração você tava pensando? – Sorri sacana. – Eu estou aberto a novas sugestões! Se você tiver alguma ideia melhor... – Tirei uma das mãos do volante e pousei-a sobre sua perna.
–No, eu havia pensado numa coisinha, mas achei a sua ideia melhor! – Ela falou tirando a minha mão dali. – Vamos jantar fora?! You and I, Dorothy, Megan Lily e Davi!
–Pra falar a verdade, Pam, eu havia pensado num programinha só nós dois...
–Oh really?! Então faremos assim: Almoçamos com eles, um almoço especial, e à noite a comemoração é só nossa!
–Pronto. Tá ótimo assim.
Nós chegamos em casa, era certo que tava um pouco tarde para o almoço, mas todos estavam nos esperando mesmo... Então quando contamos que havíamos encontrado a criança certa foi uma loucura! A Dorothy logo soltou o seu típico “Champanhe para quem tem sede!!” E Megan nos abraçou inúmeras vezes, bateu palmas, eufórica... O Davi foi mais discreto e nos deu só um “parabéns”.
Imediatamente Dorothy ligou para o Nacho ir preparar um almoço especial para todos nós e quando ele chegou, para esperar o banquete, a Dorothy nos fez brindar com um delicioso champanhe. Quando o almoço tava pronto, sentamos todos à mesa e daí começou o questionário sobre o que sentimos ao ver a criança, como ele era, quando chegaria... Mas a gente respondeu tudo com toda a empolgação do mundo! A Megan estava louca por um irmãozinho e Dorothy disse que uma criança transformaria a casa completamente!
O Nacho arrasou no almoço, mas eu estava mais preocupado em imaginar para onde eu levaria a Pam à noite! Acabei que não seria a um restaurante, mas à praia.
–E então, Mr. Domingues... Aonde vamos esta noite? – Ela me perguntou, enquanto entrávamos no quarto, estava quase anoitecendo.
–Surpresa!
–Oh no, Herval! Surpresa não!
–Surpresa sim e trate de se aprontar que daqui a pouco nós vamos sair e você vai de olhos vendados!
–Ah Herval... Assim já é demais...!
–É mesmo demais! E você vai adorar, tenho certeza...
–Okay... – Ela respondeu com um sorrisinho.
A noite tinha acabado de cair, quando e peguei a chave do carro, coloquei umas coisinhas dentro dele, e já pronto fiquei na sala esperando a Pam. Eu havia dito que ela não colocasse uma roupa muito complicada, porque o nosso programa seria bem simples e especial. Quando ela chegou na sala, pronta, com um vestido branco de tecido leve e fino, batendo no joelho, disse:
–E então? Está bom assim? – Deu uma volta para que eu a avaliasse.
–Perfeita! Agora vem cá, vou te colocar a venda agora... – Falei levantando do sofá.
–Herval... Precisa mesmo disso?
–Precisa! Você vai gostar... – Caminhei até ela e coloquei a venda em seus olhos, segurei sua mão e saí lhe conduzindo para fora de casa. Coloquei-a no carro com cuidado e depois eu mesmo entrei e íamos rumo a praia!
Ela ficou me perguntando a todo instante se já chegamos e pedia para eu deixar ela tirar a venda, mas eu não deixei. Então nós chegamos, eu a fiz descer do carro e caminhamos até ficar perto do mar. A lua estava cheia e tão linda que parecia querer me ajudar naquela noite especial. Finalmente lhe tirei a venda e por um instante ela não falou nada. Só olhou em volta, a praia estava deserta. Olhou para o céu, e ele estava repleto de estrelas e a lua estava enorme! Olhou para o mar e lá estava ele calminho... Uma brisa boa acarinhava seus cabelos e bagunçava os meus... Bom, depois ela olhou para mim e sorriu. Antes que pudesse dizer alguma coisa, eu já fui logo falando:
–E a surpresa ainda não acabou. Espera um pouquinho... – Corri para o carro e peguei uma cesta e um pano. Caminhei novamente até ela e disse: — Que tal? Um piquenique nessa praia linda? – Como resposta ela me surpreendeu com um beijo. Agarrou meu rosto com as duas mãos, de súbito e seus lábios sedentos foram de encontro aos meus, me deixando sem reação. Acabei por deixar a cesta e o pano caírem da minha mão, e ainda que rezando para não ter espatifado nada dentro da cesta, agarrei a Pam de súbito também e embalei naquele delicioso beijo.
–Ah Herval, eu... eu não sei nem o que dizer... It’s so beautiful! I love you... – Ela me acariciava o rosto, após o beijo. Eu só sorri e então estiquei o pano na areia e coloquei a cesta em cima.
Enquanto eu tirava as coisas de dentro da cesta, ela não parava de me olhar. Quando estava tudo fora já, eu também me pus a olha-la e aquela brisa brincando com seus cabelos parecia dar um tom mais poético à situação... Seus olhos brilhavam como os de uma criança, seu sorriso era o mais lindo que se pode imaginar, e a minha cara era de um completo bobo! É assim que essa mulher me deixa! Bobo! Como pode ser tão incrível e tão linda?! Nos pomos a comer e a conversar.
–Eu estou tão excitada com a ideia de que logo, logo teremos um baby em casa, Herval...
–É... Mal vejo a hora em que vamos poder colocar ele para dormir... Levar para a escola...
–Brigar quando fizer bobagem... – Ela continuou, rindo e mirando o horizonte. – Joaquim vai trazer muita alegria para nossa família, hubby...
–Joaquim? – Lhe perguntei, ficando a sua frente. Ela sorriu. – Você não disse que deveríamos esperar para decidir o nome dele?
–Ah eu não resisti... Passei o dia inteiro pensando num nome e o que mais me chamou a atenção foi Joaquim... O que acha? — Eu simplesmente sorri, pondo a mão em seu rosto.
–O Quim vai ser muito amado, Pam... – Seus olhos ficaram marejados e ela abriu um sorriso. Eu não resisti, logo lhe beijei...
Depois de 1 hora ali, aproximadamente, deitamos um ao lado do outro e ficamos olhando o céu. Nenhum dos dois falava nada, até que eu virei o rosto para olha-la, ela estava tão concentrada nas estrelas... Parecia pensativa e assim ela ficava ainda mais linda! Me virei ficando de lado, e minha mão deslizou por sua barriga, tentando chegar ao outro lado de seu corpo, para o aproximar mais ao meu. Ela sorriu serenamente, mas continuou olhando as estrelas. Então eu comecei a beijar-lhe o pescoço e a chegar ainda mais perto.
–Sr. Domingues... – Disse em tom de censura, mas eu não parei. – Nós estamos em lugar público...! Não acha que está se animando demais não?
–Essa praia está deserta, Pam... – Dessa vez o beijo foi para o rosto, fazendo-a fechar os olhos. Aos poucos ela foi virando o rosto para mim, desistindo de resistir e finalmente nos beijamos. Sua mão pousou sobre o meu rosto e ela começou a se erguer e me fazer deitar. Minhas mãos foram para as suas costas e ela logo as segurou, tentando me deixar submisso. Após me dar uma leve mordida, seus lábios foram parar próximos ao meu ouvido e me dando alguns beijos... Segurando firme as minhas mãos... Me fez ficar completamente tomado de desejo para acabar por dizer:
–Já está na hora de voltarmos para casa, Sr. Domingues...
–Ah não... Vamos ficar aqui mais um pouquinho... – Inverti as posições, tentando lhe convencer com inúmeros beijos no pescoço e com a mão tentando subir seu vestido.
–Não, Herval... Já está tarde e pode ser perigoso...
–Se algum ladrão se meter a besta, eu quebro a cara dele...!
–Você é mais perigoso do que um ladrão, Mr. Heroína! Se continuarmos aqui vamos cometer atentado ao pudor...! – Ela disse dando umas tapinhas no meu ombro e acabou conseguindo sair debaixo de mim e se levantou. – Come here! – Ela me estendeu a mão. Eu mexi no cabelo, segurei sua mão, mas não levantei, ao contrário, a fiz cair por cima de mim, às gargalhadas e logo lhe dei um beijo arrebatador, nem se ela quisesse, conseguiria resistir a ele! Logo a fiz embolar e eu fiquei por cima, ela tentava se conter, mas não conseguia... Minha mão entrava por dentro de seu vestido até que ela praticamente me suplicou:
–Herval... Vamos embora... Se aparecer um guarda por aí nós vamos presos, é isso que você quer, seu tarado?! – Falou me empurrando e rindo.
–Não... Não quero ser preso, eu quero você!
–Então vamos para casa primeiro! Come on! – Enfim, estava mesmo na hora de ir para casa. Ela se levantou e me estendeu a mão novamente, dessa vez eu segurei e levantei para irmos embora.
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