Geração Pamerval - A história do início ao fim
48 Capítulo 48
Por Pamela:
Eu conhecia aquela voz, aqueles braços, aquela temperatura melhor do que ninguém! Imediatamente me virei com um largo sorriso e já joguei meus braços em volta do seu pescoço e ele também estava com um enorme sorriso nos lábios.
–Gostou da surpresa, meu amor? – Ele disse, seguido de um beijo.
–Eu adorei, sweet! Estava com tantas saudades suas... – Lhe respondi, apoiando os braços em seus ombros, enquanto brincava com seus cabelos, com as duas mãos.
–Não pareceu... A gente nem se viu esses últimos dias...! Não acho que sentiu a minha falta...
–Oh dear, você sabe que... – Ele me interrompeu.
–Eu tô brincando, meu amor... Eu sei que você anda muito ocupada, assim como eu também, lá na Plugar! Ah e como vai a Megan? Está melhor?
–Oh Megan está melhorando rápido! Davi tem ido visita-la bastante e com ele ela não ousa fazer birra!
–Hum... Isso é uma ótima notícia!
–Yeah!
–Não só porque a sua filha está a cada dia melhor, o que já é bastante coisa, mas também porque agora eu posso matar a saudade...! – Ele falou, me encostando na mesa e apoiando as mãos sobre elas, não me deixando espaço para sair dali, como se eu quisesse fazer essa loucura!
–Matar a saudade...?
–Hunrrum... – E Herval aproximava mais e mais o rosto do meu e revezava o olhar entre os meus olhos e minha boca, tinha um sorriso safado nos lábios e suas intensões naquele momento, escrito, estampado na testa. Como estávamos na Marra, eu achei inadequado, então, tentando mudar de assunto, falei:
–E como foram esses dias, lá na Plugar? – Ele sempre se empolgava falando das crianças.
–Foi legal...! – Falou colocando a mão na minha cintura.
–What? Herval, você está doente? – Lhe perguntei, botando a mão na sua testa e em seu pescoço, procurando sinal de febre.
–Não! Tô muito bem, Pam! Por que?
–Ué, porque você sempre se empolga tanto para falar da Plugar e das crianças e agora fala simplesmente “foi legal”?
Por Herval:
Aquilo me provocou uma minúscula impaciência, já que ela deveria saber que naquele momento, o que menos me importava era dizer como havia sido meus dias na Plugar, sem sequer vê-la! Coloquei a mão esquerda por trás de sua cabeça, por baixo dos cabelos, na nuca e segurei firme seus cabelos, fazendo-a inclinar um pouco a cabeça e soltar um gemido, surpresa.
–Você ainda não percebeu que o assunto do qual eu quero “falar” não tem nada a ver com a Plugar? – Sussurrei em seu ouvido e em seguida beijei demoradamente seu pescoço.
–Herval... – Ela fechou os olhos. — Percebi sim, mas nós estamos na Marra, remember?
–Qual o problema?
–Tem câmeras em todos os lugares, Sr. Domingues! Murphy pode chegar ai a qualquer momento com algo ou alguém! Ainda quer mais motivos?!
–Quanto ao Murphy, não se preocupe, antes de entrar eu falei para ele não incomodar e nem deixar alguém entrar, e quanto às câmeras... Eu resolvo isso num segundo! – Dei a volta na mesa e disse: — Posso? – Perguntei se podia mexer no computador que era embutido nela. Pamela deu de ombros e então comecei a mexer. – Pronto! As câmeras desta sala estão desligadas!
–What? Como você...?
–Pam, eu sou dono de uma ONG de tecnologia...! Você acha que eu não saberia desligar umas meras câmeras? – Voltei a dar a volta na mesa e a segurei pela cintura. – Agora você não tem desculpa para escapar.
–Herval... Melhor esperarmos... – Eu a encostava na mesa novamente e acariciava seus cabelos.
–Ah sinto muito, mas se tem uma coisa que eu não aguento mais, é esperar! “A pressa é a virtude dos apaixonados”, foi você mesma que disse isso, lembra?
–I remember... Mas isso não se aplica a essa situação em que nos encontramos. – A minha resposta foi virá-la de costas para mim de súbito e descer o fecho de seu vestido com a boca lentamente...
Ela não podia resistir! Ela não queria resistir! Enquanto eu descia o fecho, ouvi que sua respiração começava a acelerar e ela apoiou as mãos no vidro da mesa, baixando a cabeça, enquanto meus lábios beijavam cada pedacinho de suas costas que era revelado. Ela tirou as mãos da mesa apenas para se livrar das mangas do vestido e logo as pousava lá novamente. Então eu segurei o vestido e à medida em que o descia, ia me abaixando também, tendo uma visão privilegiada de todo o corpo daquela mulher incrível que era ela e voltei a levantar, beijando desde seus pés até a nuca. Tirei a camisa, deixando-a próxima ao vestido da Pam e a abracei, sentindo e fazendo-a sentir um imenso calor que saía de nossos corpos. Ela então colocou a cabeça para trás, enquanto eu beijava seu pescoço e inalava seu delicioso perfume. Minha mão percorreu seu corpo até sentir a finíssima renda de sua calcinha e entrar dentro dela. Com isso Pamela respirou fundo, armazenando a maior quantidade de ar que podia nos pulmões, contendo algum murmúrio para que ninguém desconfiasse do que estava acontecendo ali dentro daquela sala.
Com a excitação tomava-lhe o corpo a cada segundo que minha mão continuou ali, prolonguei o tempo por mais alguns minutos, em por vezes rápidos e por vezes lentos movimentos, fazendo a Pam botar as mãos para trás da cabeça e agarrar meus cabelos, já que eu estava a lhe beijar o pescoço. Com calma eu tirei sua calcinha e ela se arrepiava com o deslizar dos meus dedos por todo seu corpo. Quando fui tratar da minha roupa, tive pressa! Desafivelei o cinto rapidamente e desabotoei a calça do mesmo jeito e assim que me vi livre dela, desataquei o sutiã da Pam e a puxei bruscamente para mim e ela soltou um gemido ao sentir o quão aceso eu estava. Minhas duas mãos se apoderaram de seus seios e aquilo a deixava mais e mais louca de prazer, de olhos fechados, franzia as sobrancelhas e abria a boca em gemidos mudos e gritos abafados. Eu já não me aguentava de desejo, quando decidi de uma vez, tirar a cueca. A Pam apoiou novamente as mãos na mesa e se afastando um pouco dela, permitiu-me invadi-la, colocava os cabelos para um único lado, enquanto eu me movimentava com avidez e deslizava a mão por suas costas que se arrepiavam instantaneamente ao toque dos meus dedos.
Pamela não conseguia se conter totalmente, baixinho grunhia alguma coisa e suas unhas arranhavam o vidro da mesa, enquanto eu fazia movimentos mais rápidos e mais intensos, eu beijava as suas costas e ela sorria com o roçar da minha barba em sua pele. Então, num ímpeto, agarrei seus cabelos, fazendo seu rosto ficar perto do meu e fazendo-a soltar um gritinho, sussurrei:
–Ainda acha que deveríamos esperar...? Se achar, eu posso parar por aqui...
Ela respondeu ofegante: -Of course not! E você não é louco o suficiente para “parar por aqui”! – Então ela se virou rapidamente e agarrando bem forte meus cabelos, o que me fez até soltar um “Ai”, me beijou com todo o desejo que a consumia naquela manhã, quase entrando na tarde. Sozinha e rápida, sentou-se em cima da mesa e envolvendo-me com as pernas, começou a me beijar sem parar, todo o rosto, boca, pescoço e peito. Com uma das mãos me segurou a intimidade me fazendo invadi-la novamente e fazendo-nos gemer juntos e acelerar mais as respirações. Eu repousei minhas mãos em sua cintura, lhe segurando, enquanto ela se inclinava para trás, apoiando as mãos na mesa, fechava os olhos e inspirava e expirava rapidamente, enquanto minha boca devorava lhe os seios e eu a possuía com toda voracidade que poderia existir!
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