Geração Pamerval - A história do início ao fim
43 Capítulo 43
Notas iniciais
Por Herval:
–Herval, por favor, não faça cena! Eu já disse que depois conversamos! Agora eu tenho que ir... – Ela virou as costas e caminhava até o carro. Eu fui atrás dela e quando ela ia abrir a porta, eu não deixei, prendendo-a contra o carro. Ela se virou para mim e eu ameacei lhe beijar. – Sr. Domingues, dá para me deixar em paz...?
–Não, não dá... Você precisa me escutar! – Peguei a chave da mão dela e saí de perto subitamente. – E agora?! Ainda vai para a Parker sem falar comigo?
–Herval Domingues!! Me devolva essa chave!
–Não devolvo. Entra no carro, vamos conversar num lugar mais reservado.
–No! Eu não vou.
–Então vai ficar aqui, porque eu não devolvo a chave sem que você fale comigo. – Ela acabou cedendo. Entrou no carro emburrada e eu também entrei, já ligando-o e tirando-nos dali.
–Para onde você está me levando? – Ela perguntou, irritada.
–Você vai ver... – E levei-a até aquela mesma comunidade, àquele mesmo lugar onde nos conhecemos, onde eu a levei para ver a vista da favela, e onde eu me declarei para a Pam pela primeira vez.
–Por que você me trouxe aqui? – Ela me perguntou, assim que a gente chegou e começamos a subir. Eu não respondi. Apenas segurava na sua mão e a arrastava até aquela laje onde ocorrera a festa.
–Você lembra desse lugar, Pamela...?
–Of course... Foi aqui que aconteceu uma festinha muito boa com um sambinha melhor ainda e eu conheci o dono de uma ONG que me ajudou muito num programa da Parker TV!
–Foi aqui que eu me declarei para você, Pamela... Foi aqui que a gente se beijou pela primeira vez...!
–Oh really?!... – Ela fingiu se lembrar naquele momento. – E daí?
–Pam, não faz isso comigo... Eu sei que eu fui um idiota, mas você não pode me perdoar? – Ela estava de costas para mim, olhando a paisagem.
–I do not know...
–Ah Pam, você já sabia que eu reagiria daquela forma! Você sabe...
–“Você sabe da minha opinião sobre essas grandes corporações...” Eu já sei essa fala de cor, Sr. Domingues... E sabia sim, mas esperava que você entendesse minha real intenção! E não achasse que eu só queria reerguer a Marra para ela continuar sendo a empresa egoísta que Jonas construiu!
–Eu entendi sua intensão, só que um pouco tarde demais... No momento eu não pensei! Quando eu tô no meio de uma discussão, eu não costumo pensar em nada! Pelo amor de Deus!! Fala, fala pra mim o que é que eu tenho que fazer para você me perdoar?
–Nada. Eu só quero ir para a Parker! Enfiar a cara no trabalho para esquecer esse assunto.
–E me esquecer também? E o nosso casamento? Nós anunciamos o casamento, ficamos noivos antes de ontem, lembra?
–Yeah... Mas acho que você se arrependeu não?! Alguém que tenta ajudar a Marra não é digno de seu amor...
–Pamela, será que dá pra você parar? Isso é uma tortura pra mim!! Eu não suporto brigar com você!
–Me too... E é por isso que estou tentando me manter afastada, mas você insiste em me atormentar!
–Você não vai conseguir se afastar... – Me aproximei dela, segurando seu rosto, grudando nossas testas. — A gente nasceu um pro outro... Para com isso vai... Eu te amo tanto! – Ela aproximou sua boca da minha, mas quando eu menos esperei, ela puxou a chave do carro da minha mão, e saiu “correndo” em direção a ele que estava lá embaixo, na comunidade. – Pamela!! Pamela, volta aqui!! – Aquele joguinho dela já tava me irritando... Por que continuar com essa birra?! Pamela parecia uma criança! Corri atrás dela e ela estava abrindo o carro quando eu consegui tomar a chave dela novamente. – Ah você quer sair daqui?! Tá, tá bom, a gente vai sair, mas eu dirijo. – Falei, autoritário. Ela entrou no carro e eu também. Passamos o caminho todo calados, ela olhando pela janela e eu olhando o caminho, mas com a cabeça numas ideias... Até que parei o carro na frente da minha casa.
–Herval, porque você me trouxe para sua casa?! – Eu não respondi. Apenas saí do carro, carregando a chave comigo. Ela, sem entender, saiu também e foi atrás de mim: — Herval! Me dê esta chave! Eu quero ir para a minha casa! – Eu abri a porta de casa, entrei, ela entrou em seguida, ainda me pedindo a chave. Então eu tranquei a porta e me virando para ela, Pamela me olhava abismada, quando eu lhe segurei firme pelos cabelos com uma mão e com a outra, joguei a chave no móvel próximo a porta e depois envolvi sua cintura, ela se assustou por um instante e logo lhe beijei. – Hum... No... Pare... – Ela dizia quando conseguia separar os lábios dos meus e me empurrava.
–Eu tenho certeza que você não quer que eu pare! – Virei-a de costas para mim, e segurando-a firme, afastei seus cabelos, lhe beijando o pescoço e a Pam se arrepiava a cada beijo, enquanto minha mão procurava lhe alcançar os seios e sua respiração ficava ofegante.
–Não Herval, pare, eu já disse... Dessa vez você não vai me dobrar... – Ela dizia, enquanto eu a conduzia para o sofá, fazendo-a subir de joelhos nele e apoiar as mãos no encosto do mesmo. Eu, logo atrás dela, beijava e mordia seu pescoço, enquanto minhas mãos abriam com toda a pressa, o fecho de seu vestido e o arrancavam de seu corpo, ela cravava as unhas no forro do sofá, não se aguentando de desejo.
Eu tirei a camisa, e lhe beijava as costas vorazmente, e ela se arrepiava ao toque da minha barba. Eu colava meu corpo ao seu, sentindo sua pele ferver e minhas mãos buscavam lhe os seios que logo estavam cobertos por elas, que os apertava de leve e ela colocava a cabeça para trás, apoiando-a no meu ombro, de olhos fechados suspirando de prazer.
–Você me paga, Herval Domingues...! – Quando ela terminou de dizer essas palavras, sentiu minha mão escorregar por sua barriga, o que a fez estremecer, até entrar dentro de sua calcinha. – Ah Herval!! – Suas mãos agarravam meus cabelos sem dó nem piedade! – Oh no! Stoped! Por favor, pare... Eu não... Quero...
–Quer...! E eu não paro mesmo!
–Oh! No, Herval!! – Afastei seus cabelos e comecei a beijar-lhe a nuca, com o corpo ainda colado no seu e já sentindo o corpo completamente tomado de excitação. Então eu subitamente tirei o cinto e desabotoei a calça e a tirava, mas ela aproveitou esse tempinho, para sair do sofá.
–No, no, no, no, no! Vamos parar por aqui okay?! Já chega! Dessa vez você não me convence! – Ela se levantava do sofá e ia se abaixar, para pegar o vestido que estava no chão, perto da porta, quando eu a segurei pelo braço, fazendo-a se levantar.
–Você realmente acha que vai conseguir parar por aqui?! – Eu lhe perguntei, encostando-a na porta. – Você é minha, Pamela! Não adianta você querer ficar com raiva, porque não vai conseguir! – Lhe beijei de súbito e segurando-a firme, a apertava contra a porta fazendo-a soltar leves gemidos e depois a arrastei dali. Ela se virou, tentou fugir, mas eu a segurei por trás. – Para de resistir... Você sabe que tanta resistência não leva a lugar nenhum!
–Leva sim...! À minha sanidade!
–E quem disse que é bom ser sã? A loucura é que é divertida!
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