Geração Pamerval - A história do início ao fim
41 Capítulo 41
Por Pamela:
No dia seguinte, eu me acordei com Herval se mexendo na cama. Olhei para ele, e ele tinha acabado de se virar, estava de costas para mim. Então eu me aproximei mais dele e dando um beijo em seu pescoço, sussurrei:
–Good morning, baby…! – Ele se mexeu um pouco, aconchegando a cabeça no travesseiro. Eu sorri e falei de novo: — Bom dia, Sr. Domingues... – E envolvi meu braço em seu corpo, o abraçando. Agora ele começava a despertar, começando a se virar.
–Pam...? Já acordou...?
–Yeah... – Disse sorrindo.
–Por que? Você já tem que ir para casa...?
–I do not know... Deixa eu ver... – Olhei para o relógio que estava na mesinha de cabeceira e ainda ela 6h da manhã. – Não... Ainda está cedo... Acho que ainda tenho umas duas horas livre.
–É?! Então vamos aproveitar! O que que você quer para café da manhã? Pode dizer que eu faço!
–Hum... I do not know... Surpreenda-me! Ontem eu lhe fiz uma surpresa, hoje você me faz uma!
–Ah mas eu não sou capaz de cozinhar alguma coisa que te surpreenda tanto quanto você me surpreendeu ontem...!
–Oh really?!
–Hunrrum! Eu nunca vou conseguir essa noite...
–Me too! Mas... Surpreenda-me mesmo assim! Oh no, melhor, vamos fazer juntos!
–Ótimo! Isso vai ser muito engraçado!
–Engraçado por quê?
–Não é todo dia que a gente vê Pamela Parker cozinhando né?!
–Ah pois fique o senhor sabendo, que eu cozinho muito bem!
–Cozinha o que muito bem? – Ele perguntou, zombando.
–Omelet!
–Ah omelete...?!
–Yes! E é isso que nós vamos fazer! Let’s go!
–Eita espera um pouco, deixa eu procurar uma roupa para vestir... – Ele falou, se levantando da cama.
–Herval!!
–Ah, desculpa, Pam... – Ele se enrolou no lençol, rindo.
–E eu? O que eu visto? O vestido que eu estava ontem não é nenhum pouco confortável para um dia quente desse...
–Se você quiser ficar assim, eu não vejo nenhum problema...
–Herval! Stoped! – Ele sorriu.
–Tô brincando... Deixa eu ver alguma camisa minha aqui pra você... – Ele abriu a gaveta do guarda roupa e vasculhou lá, uma camisa até tirar e me dar, uma social, branca. Nós dois nos vestimos, eu a essa camisa e ele a uma bermuda, fomos escovar os dentes e depois fomos para a cozinha.
–Excuse me... – Falei abrindo a geladeira para tirar os ovos. Olhei para Herval e ele estava encostado na mesa, de braços cruzados, me olhando e sorrindo. – Vai ficar ai parado?! Come on! Venha me ajudar!
–Claro, Srta. Parker! Você que manda... – Ele disse caminhando em minha direção.
–Bata as claras, please, enquanto eu vou cortando umas verduras para ficar mais gostoso...
–Claro, Srta. Parker! Você que manda... – Eu parei no momento em que estava abrindo a geladeira, e olhando para ele, vi que sorria.
–Você está zombando de mim, Sr. Domingues...? – Falei fechando a porta e caminhando até ele e o prendendo no balcão.
–Não... Não tô zombando de você, meu amor... Só acho que você fica muito linda comandando...
–Oh really...?!
–Claro, Srta. Parker... – Falava envolvendo minha cintura.
–Stoped! Pare de repetir isso...!
–Claro, Srta. ... – Não o deixei terminar, lhe beijei subitamente, com as duas mãos passeando pelos seus cabelos e ele sorria e correspondia ao beijo, e me virava, me fazendo ficar contra o balcão. Sua mão começou a subir a camisa dele que eu vestia, até que eu parei de beija-lo dizendo:
–Não Sr. Domingues... Eu tenho hora para voltar para casa, remember? Tenho que passar na Parker e na Marra para ver como anda Davi no comando da empresa...
–Dá tempo... Você só se atrasa um pouquinho... – Ele disse beijando meu pescoço.
–Não Herval... Stoped! – E ele não parava. – Herval... Please... Vamos fazer essas omeletes logo! – Consegui me desvencilhar dele e voltei à geladeira para pegar as verduras. Enquanto cortava, Herval ficava me olhando, até que me segurou por trás e começou a sussurrar coisas no meu ouvido. Como eu nunca resisto, já estava começando a sentir o corpo pedir que eu cedesse e já nem prestava atenção do que estava fazendo. – Herval... Por favor... – Ele não parou, então começou a afastar meus cabelos das costas e tentava abaixar a camisa, até que... – Ai!!
–O que foi, Pam?
–Me cortei...
–Deixa eu ver isso aqui... – Ele pegou a minha mão e me arrastou para a pia, para lavar. Ele mantinha os olhos fixos no meu dedo, embaixo d’água e eu o olhava, sorrindo comovida com sua preocupação. – Não foi nada demais não... – Ele disse examinando o ferimento.
–Sorte a sua que não foi nada demais...
–Sorte a minha?
–Yeah! Porque se fosse eu iria lhe matar!
–Por que? – Ele falou com uma cara de que não estava entendendo.
–Você ficou me provocando, remember...? E eu estava com uma faca na mão... Isso não poderia dar certo right?!
–Ah!! – Sorriu. – Então culpe-se! Você que me deixa assim...
–Okay, a culpa é nossa! Mas vamos terminar esse café da manhã logo, senão acabo me atrasando.
Nós terminamos de preparar o café e fomos comer. Passamos algum tempo comendo e conversando, quando Herval falou:
–Hum... Tenho que admitir que nós dois juntos na cozinha, além de ser um perigo, é um sucesso também! Tá uma delícia!
–Hunrrum! Deveríamos fazer isso mais vezes! – Ouvi meu celular tocar. – Wait a minute, pode ser importante... – Fui até a sala e dentro da minha bolsa, peguei o celular. – Hi Dorothy!
–Oi Pam! Onde você está? O Moreira já ligou várias vezes...
–Oh really? Mas que horas são?!
–8h Pam!
–What?! Oh my God eu já deveria estar na Parker! Thanks por ligar madrinha... Caso ele ligue novamente, diga que eu já estou a caminho. – Saí recolhendo minhas roupas pela casa e Herval perguntou:
–O que houve Pamela?
–Estou atrasada, Herval! E ainda tenho que passar em casa para tomar um banho e mudar de roupa.
–O banho você pode tomar aqui, daí só chegar em casa e botar a roupa!
–Oh thanks Darling, mas eu acho que se eu fosse tomar banho aqui eu me atrasaria ainda mais, right?! – Ele sorriu.
–É... Concordo... – Me vesti muito rápido e pegando a chave do carro, dei um beijo rápido em Herval e disse:
–Mais tarde eu te ligo, okay?
–Ok! Vou morrer de saudade!
–Me too! – Saí, e entrando no carro, voltei para casa em disparada. Chegando lá, fui direto para o quarto, tirei a roupa e fui tomar banho. Saí do banheiro e fui direto para o closet, saí de lá já pegando a chave do carro novamente, a bolsa e correndo para a Parker.
Fiquei lá até o fim da tarde. Havia muitos papeis para assinar, programas para planejar e outros para tirar da programação da Parker e blá-blá-blá. Depois fui na Marra dar um alô a Davi e ele me disse que depois da prisão de Jonas, as pessoas começaram a não querer mais comprar os Marra-produtos.
–A gente tem que fazer alguma coisa, Pamela, porque se isso continuar assim e se expandir pro mundo todo, é o fim da Marra!
–Oh my God! Mas o que vamos fazer?!
–Eu não sei... Talvez criar um novo produto, ou melhor, acabar com a má fama da Marra.
–Como podemos fazer isso, Davi?!
–Uma parceria com alguma empresa de tecnologia aberta, seria uma boa... ou quem sabe... Investir em alguma ONG... A Plugar! Que tem tudo a ver com tecnologia e tá precisando de uma ajuda de uma empresa como a Marra!
–Perfect! Mas será que Herval toparia...?
–Eu não sei... Você vai precisar conversar com ele...
–Okay... Eu vou tentar.
Depois da minha conversa com Davi, voltei para casa e depois de tomar um banho para tirar o estresse e deitar na cama, peguei o celular e liguei para Herval:
–Hello baby!
–Oi Pam! Já tá em casa?
–Yeah! Finalmente! O dia hoje foi exaustivo e preocupante...
–Preocupante? Aconteceu alguma coisa, Pam?
–Aconteceu...
–E eu posso ajudar em alguma coisa?
–Maybe... Você pode vir aqui agora? Para a gente conversar?
–Claro! Tô fechando a Plugar e já tô indo para aí!
–Okay! Até mais Darling... I love you!
–Até mais… Também te amo.
Desliguei o celular e fechei os olhos, procurando relaxar... Se Herval não aceitasse o investimento da Marra, a empresa que Jonas criou estaria perdida! Algum tempo depois eu fui acordada, já que tinha cochilado, com um beijo.
–E ai, Pam, o que que você quer falar comigo? Me parecia preocupada no telefone...
–e realmente estou... A... A...
–“A” o quê?
–A Marra, Herval...
–O que que tem a Marra?
–Depois do escândalo de Jonas, do sequestro e tudo o mais, as vendas caíram muito e se continuar caindo assim, a Marra pode ruir! A única coisa que poderia salvar a empresa de Jonas e de meu daddy que tinha metade das ações, é fazer alguma coisa para melhorar a imagem da Marra, mostrar que a empresa não tem tanto a ver com tudo que Jonas fez e eu e Davi pensamos na Plugar...
–Como é que é?
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