Geração Pamerval - A história do início ao fim
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Por Pamela:
Jonas não me respondeu, acho que nem ele sabia o que fazer, mas conseguiu falar com alguém pelo rádio. Como se não bastasse nossa má sorte, disseram que só teria resgate no dia seguinte. A razão Jonas não me falou, também pouco importava, eu só queria uma solução para o nosso problema! Por sorte Jonas já havia planejado ficar lá o dia inteiro mesmo... só teríamos que estender até o outro dia.
Eu estava encostada na beira da lancha admirando a imensidão azul quando Jonas chegou perto e ficou olhando junto comigo. Me olhou umas três vezes querendo falar alguma coisa, mas sempre desistia. Quando eu vi que se eu não dissesse algo ficaríamos assim por muito tempo, falei:
— Você tem alguma bebida aí?
— Claro! Espera, já volto. – Não desviei o olhar do mar, mas ouvi taças tilintarem e o barulho de uma garrafa de champanhe sendo aberta. Então ele voltou ao seu posto, me oferecendo uma das taças e falou:
— Me desculpa Pamela, eu tinha planejado um dia especial para a gente, e olha no que acabou: nós dois presos nessa lancha, num clima desagradável...
—Oh... Oh não Jonas, você não tem que me pedir desculpas, não foi culpa sua a lancha ter quebrado... e o dia só está começando! Não há nada desagradável... vamos fingir que está tudo bem, que nós estamos passando um dia no mar porque simplesmente queremos curtir um a companhia do outro.
— É... talvez funcione. – Sorriu fraco. – Então vem dar um mergulho comigo! – Animou-se de repente. Neguei com o dedo enquanto levava a taça à boca e ele insistiu: – Ah... qual é? Vai ser divertido, eu garanto!
— Oh não! Eu não nado muito bem...
— Ah isso não é motivo, vamos! Eu te ensino!
— I do not know... pode ser perigoso, aqui é fundo!
— Vamos, você está com Jonas Marra, não precisa ter medo! – Disse, tirando a jaqueta de couro que usava.
— No, no... o sol está muito forte, eu não trouxe protetor solar, se tomar muito sol fico parecendo um tubarão.
— Camarão, Pamela... – Riu.
— Whatever! Todos vivem na água! – Ri também.
— Ok, você não quer aproveitar esse mar maravilhoso, o que é que eu posso fazer? Vou aproveitar sozinho! – Sorri concordando e ele tirou a camisa, depois a calça, e ficou apenas de sunga, fiquei um pouco sem graça e desviei o olhar sentindo o rosto arder.
Ele se jogou no mar e eu me deitei na cama que parecia bem chamativa. Jonas demorava, parecia criança se divertindo na água. Toda aquela tranquilidade então acabou me fazendo adormecer. Não sei quanto tempo se passou até eu sentir algo pesado e úmido em cima de mim. Acordei assustada e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, meus lábios estavam cobertos por outros completamente despudorados. A muito custo consegui afasta-lo e finalmente questionar:
— What hell you doing?
— Tô te beijando, não parece óbvio? – Rolou para o meu lado na cama.
— E por que você está com a mania de fazer isso direto?
— Porque eu estou completamente apaixonado por você... – Apoiou-se sobre o cotovelo e me olhou docemente.
— Você já me disse isso, remember?
— Lembro, mas eu não me canso de repetir... – E colocou a mão na minha cintura, tentando unir nossos corpos. Eu me levantei imediatamente e ele levantou junto.
— Você não acha que pode estar confundindo sentimentos? Talvez só seja atração... eu não quero entrar numa roubada, Jonas.
— Eu não tô confundindo nada, e sei muito bem o que eu tô sentindo e tenho certeza de que você sente o mesmo. – Se aproximou novamente. – Você é linda, sabe disso, mas não é só sua beleza que me atrai, Pamela. – Quanto mais ele se aproximava, mais eu me afastava com medo do que poderia acontecer se nós estivéssemos tão perto. – Você é inteligente, engraçada, uma mulher forte e centrada, muito talentosa e tem o sorriso mais lindo que eu já vi. – Eu havia andado tanto para me desviar dele, que agora estava encostada no ferro da ponta da lancha, Jonas estava a centímetros de mim, já não tinha mais para onde fugir. Ele me puxou pela cintura e com os lábios a poucos centímetros dos meus, prosseguiu: – Você é a mulher que eu quero pra minha vida!— E com isso, me beijou. Não resisti, isso foi um tremendo golpe baixo! Eu disse que ele sabia bem como tratar uma mulher... quando dei por mim, já estava com os braços em volta do seu pescoço.
Aos poucos saíamos da ponta da lancha e Jonas me conduzia a algum lugar. Suas mãos percorriam minhas costas e subitamente caímos em cima da cama. Ele então parou de me beijar a boca e começou a beijar meu pescoço. Estávamos avançando rápido demais, eu sabia disso, mas quanto mais ele avançava menos vontade eu tinha de manda-lo parar. Não sei de onde, são sei como, mas quando ele ameaçava levantar-me o vestido, consegui reunir forças e falar, afastando-o um pouco:
— Não Jonas... não faz isso... nós mal nos conhecemos.
— Nós mal nos conhecemos? Eu te conheço há mais de 4 anos!
— Você me entendeu... não é nesse sentido. Você me disse ontem o que sente, ainda é cedo, não está certo...
— Você quer que eu te peça em namoro agora?
— Não é...
— Porque se for isso que está faltando, eu faço! – Não me deixou falar. – Tudo o que eu mais quero é começar um relacionamento com você, Pamela... tudo o que eu quero é você pra mim! Namora comigo... – Tocou meu rosto e me implorava com os olhos. – Eu te amo... fica comigo... – Eu não sei o que o resto das mulheres do mundo fariam, mas eu não consegui resistir àquilo! Não sei o que me deu, mas o beijei com todo o desejo que se acumulava.
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