Geração Pamerval - A história do início ao fim
162 Capítulo 162
Notas iniciais
Por Herval:
Nós chegamos em casa, mas eu senti que não conseguiria pregar os olhos àquela noite se não falasse com alguém. Embora Joaquim tenha me feito rir com aquela história da lagartixa, eu ainda estava, sabe, completamente chocado com o que vi. Perguntei ao Quim se ele queria visitar a Rita e ele topou na hora. Desse modo, o Dante e o Matias ficaram distraindo-o para que eu pudesse conversar com ela sossegado.
(...)
— Ela quis se separar de mim, ok! Eu aceitei. Ela quis passar dois meses fora e jogar o Joaquim pra cima de mim, num momento difícil, ok também! Então ela resolve namorar... foi uma facada na minha garganta, mas... ok! Eu aceitei, afinal, estamos separados...
— Mas...? – Ela me olhava de braços cruzados, encostada ao sofá.
— Mas que isso fosse na Califórnia! Bem longe do Joaquim! Ela tá querendo fazer ele aceitar o cara e...
— Herval... seja honesto consigo mesmo, isso não tem nada a ver com o Joaquim... tem a ver com você! – Ela tinha razão, eu só estava tentando me convencer de que não me importava quando na verdade aquilo estava me correndo por dentro e por fora também.
— Tá! Enquanto ela não estava ao meu alcance, eu poderia me importar o mínimo possível com esse namoro, mas agora ela está aqui...! E como se não bastasse, ainda o leva à casa que viveu sete anos comigo, Rita.
— Ela te levou depois de ter vivido um tempão com o Jonas também...
— É diferente! O Jonas ela já não amava mais, mas a mim... a gente não se separou por falta de amor... – Resolvi parar e refletir um pouco. Será que não? – Quer dizer... quando eu entrei naquela sala e vi eles dois juntos, foi como um tapa, sabe...? Eu me senti traído! Como se ela nunca tivesse me amado antes, porque não é possível que ela tenha me esquecido assim tão rápido!
— Ela pode estar namorando esse tal aí justamente pra tentar te esquecer! Isso é mais comum do que parece, meu amigo... “um novo amor cura outro”. – Eu não respondi nada, só enterrei a cara nas mãos tentando me manter minimamente são. – Como ela ficou ao te ver lá?
— Estranha. Mal me olhou nos olhos! A mim, Rita! A mim! O cara que conviveu com ela por anos à fio.
— Papai... tô com sono... – Joaquim apareceu na sala esfregando os olhos e logo atrás dele, Dante com uma cara de dó... Eu estava tão mal assim? Suspirei e chamei meu filho. O garoto veio para os meus braços e eu me despedi da Rita para leva-lo para casa. Não havia o que fazer, era inútil estar revoltado com a Pamela. Ela só estava seguindo com a vida dela... eu que estava empacado!
— Você vai ficar bem? – Rita me perguntou preocupada.
— Eu preciso ficar, Rita, eu preciso... – Chegando em casa Joaquim já cochilara. Coloquei-o na minha cama, o cobri, lhe deixei um beijo na testa e saí do quarto.
Chegando à sala, me joguei no sofá e lá fiquei inerte na minha própria desgraça. Sabe aquele momento em que a vida te dá uma rasteira tão grande que você não sabe se levanta ou se prefere ficar no chão para não correr o risco de cair novamente? Pois é, dia após dia, eu só tinha vontade de ficar no chão. Há uns 9 anos antes daquele eu jamais imaginaria que viveria aquele drama. Para você ver o quanto nossas vidas mudam sem que percebamos!
...
Por Pamela:
O jantar que eu planejara foi um fracasso. Faltava pouco, muito pouco para eu contar tudo ao Rick, estava prestes a chama-lo num canto para conversarmos mais reservadamente quanto ele saltou da mesa. Confesso que a primeiro momento meu coração foi na garganta e em segundo momento eu quis rir, mas o problema era sério e exigia que eu fosse séria também. Olhei para Joaquim e ele ria de se acabar, logo deduzi que era coisa dele.
Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Joaquim saiu correndo da mesa e Dorothy foi atrás enquanto eu tentava fazer Richard parar de pular. Eu não sabia onde enfiar a cara! Só consegui pegar um pano qualquer e arrastar Richard para sala para tentar enxugar todo o vinho que ele tinha derramado em si mesmo. Enquanto eu fazia isso, Dorothy gritava para que Joaquim abrisse a porta do quarto. Minutos depois, voltou para sala arrastando o Joaquim e conseguia arrancar dele o que havia aprontado.
— I’m sorry, Rick, Joaquim nunca foi assim, eu não sei o que foi que deu nele. – Eu tentava me desculpar.
— Não foi nada Pamy... – Respondia carinhosamente me acariciando a perna.
— Eu realmente não sei, isso deve ser ciú...
— Pamela – Segurou-me o rosto com as duas mãos. – Relaxa, isso é coisa de criança... ninguém falou que seria fácil ficar com você. Pamela Parker não é para qualquer um não...! A gente tem que passar por uma série de provas pra ficar com você! E eu estou disposto a enfrentar todas elas. – Disse me dando um curto beijo em seguida, mas só conseguiu me arrancar um sorriso muito de canto. Eu continuei tentando enxuga-lo e Dorothy tentava obrigar Joaquim a ir pedir desculpas ao Rick quando percebi a presença de alguém nos observando.
Levantei num salto ao constatar que era Herval. Fiquei completamente sem ação, congelada. Meu recente ex-marido e meu atual namorado dividindo a mesma sala e Joaquim repetindo “Não” milhões de vezes para Dorothy. Eu mal pude me controlar, não conseguia olhá-lo nos olhos e mal trocamos algumas palavras. Ver Herval despertou algo bizarro em mim! Ele estava diferente, na verdade, em estado não muito bom. Abatido, olheiras aparentes e parecia não cortar o cabelo ou aparar a barba há... meses! Eu não quis prolongar aquela visita inesperada. Deixei que levasse Joaquim sem protestos e depois disso, não havia clima para contar ao Richard que eu estava grávida. Demos fim àquele jantar desastroso. Ele foi embora repetindo milhares de vezes que eu não precisava me desculpar e eu, como que não lhe ouvindo, continuava pedindo desculpas.
Depois disso eu não tinha cabeça para mais nada. Só fui para o meu quarto. Dorothy quis que eu conversasse com ela, mas eu só queria ficar sozinha... então ela não insistiu em querer “me consolar”. Quanto a Kate, sequer estava em casa, havia saído para conhecer a cidade.
Quando entrei no quarto uma onda de choro me acometeu de repente. Foi como se eu tivesse sido surrada. Estava tudo errado, tudo às avessas na minha vida e eu não conseguia mais lidar com aquilo. A vida toda eu sempre fui e tive tudo o que quis, mas de repente tudo virou-se contra mim! O Joaquim com certeza estaria com raiva, o Richard completamente deslocado e Herval... maybe depois disso, nunca mais quisesse olhar na minha cara. O mundo pensava que a vida de Pamela Parker era perfeita, but, as aparências enganam! E ninguém seria capaz de medir o meu desespero naquele dia.
Eu tentei me controlar. Me despi com calma e fui para o chuveiro. Um bom e demorado banho me tiraria daquela tormenta. E enquanto eu me banhava, lembrei de acariciar o ventre com calma. Apesar de toda a tempestade que tornou-se minha vida, nada podia apagar a alegria de ter uma vida sendo gerada dentro de mim novamente. E eu sorri...
— I’ll be strong, my baby... for you! — Quando terminei meu banho, voltei para o quarto envolta num roupão. Olhei em volta e senti um extremo vazio dentro do peito. Aquele quarto parecia cada vez maior e eu cada vez menor...
Fui até o closet e de um esconderijo lá, tirei meu violão. Eu não sei o porquê de não contar a ninguém que eu tocava, talvez quisesse que fosse uma coisa só minha. Tudo na minha vida era de conhecimento geral, minha vida já era exposta demais, eu tinha o direito de ter algo só meu, um segredo, não tinha?
Anyway... com o violão em mãos, procurei pelo quarto também caneta e papel. Sentei-me no meio da cama com as pernas cruzadas e com um bloco de papel em cima do instrumento, comecei a escrever. A coisa fluía como eu nunca vi! As palavras brotavam, o papel ia ficando marcado pela tinta azul da caneta e junto com o que eu escrevia, uma melodia já tocava na minha cabeça. Sem que percebesse, já estava tocando, criando as notas e encaixando a letra na melodia. Não vi quanto tempo se passou, mas parar para compor foi a melhor coisa que eu poderia fazer naquele dia. Eu pude esquecer meus problemas por algum tempo e isso não tinha preço!
...
Demorou para que eu conseguisse uma oportunidade de falar calmamente com o Richard. Quando ele estava livre, eu estava na Parker, ou, no psicólogo. Yey, voltei a frequentar o Dr. Afonso e ele já indicou avanços meus no tratamento. Quando eu estava livre, Rick estava atolado em afazeres e assim ficou até o fim de duas semanas.
Eu queria primeiro contar sobre a gravidez a ele, só depois disseminaria para o resto da família. Ainda estava tentando fazer o Joaquim aceitar o Richard, iria ser ainda mais difícil, faze-lo aceitar que a mãe estava esperando um filho do cara que ele odiava. A Megan eu também esperaria para contar, mas no caso dela, era porque eu queria fazer isso pessoalmente, a bad girl estava com viagem marcada para me visitar no Rio, então achei melhor esperar ela chegar para revelar que ela ganharia mais um irmão.
— Você tem certeza de que não tem nada para fazer agora? Pode conversar tranquilamente? Acho que o que eu tenho pra te dizer, pode se estender... – Estávamos eu e o Richard na sala da minha casa, era sábado.
Kate tinha saído com Dorothy, elas haviam ido à casa do Herval para tentar distrair o Quim levando-o em algum parque ou algo assim. Eu que deveria estar fazendo isso, mas tinha que cuidar daquele assunto antes. Eu já havia perdido noção de há quanto tempo elas haviam saído, mas esperava ter tempo para contar tudo ao meu boyfriend.
— Sou todo ouvidos!
— All right... é melhor eu começar de uma vez... – Ele não parecia tenso ou nada do tipo, não fazia ideia da gravidade do assunto e enquanto eu respirava fundo muitas vezes para controlar o nervosismo, ele dava uma olhada nos porta-retratos da sala.
— Você já reparou que nunca me fala nada da sua vida dos últimos anos...? A gente vive lembrando do tempo do colégio, mas... eu não sei nada sobre o que você fez em todo o tempo antes de nos reencontrarmos, você não me disse como teve o Joaquim ou a Megan, como foi e é criar uma criança tendo duas empresas para administrar...
— Richard, o que eu tenho pra te contar é realmente... – Me interrompeu.
— Não me contou como seu pai morreu, nem toca no nome do seu ex-marido na minha frente!
— Rick...
— Se você acha que eu posso ficar constrangido... não se preocupa, tá? Eu sei que você teve uma vida antes de mim e que ela não vai se apagar só porque eu cheguei. – Se me interrompesse de novo eu seria capaz de lhe bater! Forçou um sorriso e voltou a olhar os porta-retratos. Eu suspirei impaciente e quando abri a boca para falar finalmente, ele continuou: – Eu tenho que ser sincero, esse seu filho não se parece nem um pouco com você. E nem com aquele cara lá, o Herval... – Me olhou, apontando para uma foto do Quim. – Eu suspirei mais uma vez. Demorei um tempão para conseguir falar com ele e a criatura não calava a boca um segundo!
— Nem poderia parecer... – Cruzei os braços sentando no sofá, já sem saco.
— Why? — Sentou-se ao meu lado colocando uns fios do meu cabelo para trás da orelha e esperou a resposta. Eu apenas o olhei por aproximadamente 7 segundos e ele entendeu a mensagem.
— Oh... o-o Joaquim é adotado?
— Yeah... eu e Herval estávamos no início do nosso casamento e... decidimos ter um filho, como eu não podia engravidar... – Enfatizei o verbo para ver se ele entendia o que eu queria falar. – Nós recorremos a adoção. – Ele abaixou a cabeça mirando os próprios pés e assentiu. No instante seguinte, me olhou nos olhos.
— Não podia? — Como quem diz: “por que o tempo desse verbo é passado?”
— Não podia porque era arriscado. Na verdade, é arriscado, but... — Respirei fundo encostando a mão na barriga. – Agora, eu estou...
— Eu sou adotado? – Meus olhos correram imediatamente para a porta e lá estava o pequeno com um urso na mão e os olhos marejados.
— J-Joaquim?! A-a-a quanto tempo está aí?
— Tempo suficiente pra ter ouvido você dizer que eu sou adotado.
— Não é o que você... – Tentei me aproximar dele, mas o garoto deu um passo atrás.
— POR QUE VOCÊ NUNCA FALOU?!
— Joaquim... – Seu rostinho se contraía de tristeza para chorar e antes que eu pudesse chegar até ele, o menino saiu correndo porta a fora. – Joaquim!! – Tentei correr atrás, mas era inútil, ele era mais rápido. Avistei então Dorothy e Kate conversando encostadas ao carro que chegaram.
— O que está acontecendo? – Dorothy perguntou atônita.
— O Quim, ele... ele ouviu eu falar que ele é adotado. Eu preciso ir atrás dele! – Tentei correr, mas Kate me segurou.
— Não. É melhor não, pode piorar as coisas... eu vou atrás dele. Você entra e tenta se acalmar porque vai ter muita coisa pra conversar com seu filho... – Sem me dar chance de rejeitar a ordem ela já foi apressada atrás do menino. Dorothy me olhou, eu não aguentei, caí no choro e ela veio me abraçar.
— Eu preciso ir atrás dele, madrinha... I need! Eu preciso explicar...
— Você só precisa de um copo d’água e de um calmante agora, Pamela. – Me arrastava para dentro de casa. Na sala, Richard estava paralisado.
— Richard, você poderia nos dar licença? A Pam não está muito bem e precisa ficar sozinha... – Dorothy pediu e eu só chorava.
— Vo-vo-você ia dizer que está... – Ignorando completamente o episódio de Joaquim, ele voltou para a conversa, onde eu parei de falar.
— Richard, please... depois nós continuamos... agora não dá...
— Você disse que queria ter uma conversa comigo! Eu achei que seria algo referente eu ficar permanentemente aqui com você ou algo do gênero, mas...
— Rick, agora não! — Lhe interrompi elevando o tom de voz. Ele então pareceu perturbado, seus globos oculares não paravam de se movimentar freneticamente e seu rosto então começou a se contrair. Ele franziu as sobrancelhas e cerrou os dentes antes de gritar:
— VAGABUNDA! — Fiquei perplexa.
— What?!
— VOCÊ TÁ GRÁVIDA, NÃO TÁ? NÃO ERA ISSO QUE QUERIA ME DIZER? – Confirmei com a cabeça, ainda perplexa e sem saber porque ele estava gritando. – ENTÃO É ISSO QUE VOCÊ É! VAGABUNDA!
— Meça suas palavras, seu... – Dorothy tentou se intrometer, mas eu lhe segurei.
— What you talking about?! Esse filho é seu, idiota! – Falei enxugando as lágrimas dos olhos começando a ficar furiosa.
— NÃO VEM COM ESSA NÃO, NESSE TRUQUE EU NÃO CAIO! ME TRAIU! É VAGABUNDA!
— Você está louco? Esqueceu daquela noite in Califórnia? A gente bebeu, remember? Aconteceu! Você até me deixou um bilhete no dia seguinte!
— Aconteceu! Mas só porque eu te droguei!
— WHAT?!
— Coloquei êxtase na sua bebida pra te levar pra cama! Era só o que eu queria quando te reencontrei! Levar Pamela Parker ex-Marra pra cama!
— ORA SEU CANALHA!— Parti para cima dele lhe socando em todos os lugares que conseguia e enquanto ele tentava se defender, dizia:
— Eu fiz isso, mas não me orgulho não. Eu andei me martirizando todo esse tempo e jurei para mim mesmo que iria compensar esse mal te fazendo a mulher mais feliz do mundo! Antes eu só queria dormir com você, mas eu acabei me apaixonando. O idiota caiu na sua armadilha assim como o Jonas Marra caiu e esse último otário deve ter caído também.
— NADA JUSTIFICA SUA CANALHICE!
— VOCÊ QUE ME TRAIU!
— VOCÊ ME DROGOU! – Dorothy tentou me acalmar, mas eu queria arranhar a cara dele! – E... NÓS DORMIMOS JUNTOS, RIGHT? POR QUE VOCÊ SE RECUSA A ACREDITAR QUE ESSE FILHO É SEU?!
— PORQUE EU SOU ESTÉRIO, NÃO POSSO TER FILHOS, COMO VOCÊ EXPLICA ESSA GRAVIDEZ? MILAGRE?! Eu não acredito nisso...
— Estério? – Gelei instantaneamente.
— É, estério, e você tá tentando me enganar! Isso já aconteceu antes, mas eu não sou idiota, Pamela!
— Do que você tá falando?
— É sempre assim! Sempre! Vocês seduzem a gente e depois nos tratam como se a gente não fosse nada!
— What you talking abaut?!
— Ele já foi traído antes, Pamela. A vadia deve ter dito que o filho era dele quando na verdade... – Dorothy tentou sussurrar, mas saiu mais alto do que planejou.
— EXACTLY!
— E baseado numa história do passado você me julga? Quer saber? Muito bem, isso serviu para eu ver quer me relacionar com você foi um tremendo erro! O maior que já cometi! Há casos de esterilidade que são revertidos, sabia?! É um em um milhão, mas pode ter acontecido com você. But no, você prefere acreditar que eu sou qualquer uma e saio por aí ferindo os sentimentos alheios! Listen, Richard, meu casamento acabou por falta de confiança e eu não quero isso se repetindo! ESTOU FORA! GET OUT OF MY HOUSE! GET OUT OF MY LIFE!
— Com muito prazer!
— GET OUT!! EU JAMAIS DEVERIA TER COGITADO TE CONTAR DESSA GRAVIDEZ! VOU CUIDAR DO MEU FILHO SOZINHA, BABACA! – Sem esperar que ele saia por si mesmo, saí lhe empurrando para fora. – E VÁ PRO INFERNO, SEU IMBECIL! – E bati a porta estrondosamente.
Estava ofegante, cansada, minha cabeça latejava sem parar, tudo à minha volta parecia ruir! Eu não podia imaginar o que mais poderia acontecer. Senti uma pontada forte ao pé da barriga e me contraí quase caindo.
— Pamela? – Dorothy preocupou-se.
— Aii! – A dor persistia e tudo começava a escurecer. A última coisa que eu visualizei foi Dorothy correndo em minha direção.
Aí eu apaguei.
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